O meu ponto de vista

Janeiro 23 2020

Para alguém que se preocupa mais com os meios do que com os fins, acredita mais no colectivo do que no individual, e prefere olhar para as questões no seu todo – nunca gostei da teoria do copo meio cheio versus meio vazio – a construção de um relacionamento duradouro e de confiança é uma prioridade.

Todavia, rejeito “conversas de café e entretimentos de sala de estar”, pelo que a conversa inicial jamais é longa e de suma importância. Ser apresentado por alguém como homem de confiança é admirável e extremamente vantajoso. Os meios de persuasão envolvem mais o questionamento do que agressividade concorrencial. O mesmo não poderei dizer da paciência. Não sendo à priori impaciente, e entendendo de que saber esperar é uma virtude, o prolongamento de conversa inútil é-me constrangedor.

É preciso conhecer e apreciar, dizia-me há tempos uma pessoa amiga. Há que investir tempo e estar disponível. Há que ter a mente aberta e saber afastar ideias preconcebidas. Só assim será possível abraçar as oportunidades que existem neste mundo tão diverso.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:12

Setembro 09 2018

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Não têm sido fáceis estes últimos dias. Múltiplas solicitações, divergências de opinião e sobretudo de conduta, isto para não falar da não estimação e da muita, mas mesmo muita, falta de consideração.

A crise de valores que a sociedade atravessa cria, na minha modesta opinião, uma séria dificuldade para as gerações actuais e principalmente para as vindouras, uma vez o ser humano, desde sempre, ter precisado – hoje-em-dia cada vez mais - de referências. Ora, se as perder ou não as (re)encontrar, constrói-as a seu belo prazer e, como sabemos da história recente, nem sempre em prol de um bem maior e comum.

A confiança conquista-se num processo, como a reputação. Mas desfaz-se com um (mau) comportamento. Não é possível confundir legalidade com moralidade. As pessoas podem não infringir a lei e mesmo assim estar a cometer uma imoralidade. E o ditado popular que “mais vale ser que parecer” aplica-se, hoje como ontem, a quem, muitas vezes opta por ganhar a vida, mesmo perdendo a alma.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:07

Março 15 2016

Vivemos tempos difíceis, onde a incerteza é a coisa mais certa. Há falta de carácter junta-se a inexistência de confiança, já que uma está interligada à outra. E sem confiança não há segurança. E sem segurança não há investimento. E sem investimento não há progresso. E sem progresso aumenta o desemprego, o compadrio e a mentira. E com estas surge a desconfiança. E …

Parece um jogo, qual pescadinha com o rabo na boca. Mas infelizmente é muito mais que isso. É a nossa sina, o nosso fado. Espero somente que o bom senso prevaleça, agora que temos um novo Presidente da República. Espero que a ausência de carácter – eventualmente obnubilado por uma falsa ideia de poder absoluto – não venha a deitar todo o sacrifício a perder.

É o velho ditado que “quem tudo quer tudo perde”. Todavia, até lá, quem perde somos nós todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:03

Maio 06 2015

Dizem os especialistas que confiança é a palavra que se impõe. Aliás o Economist afirma, num estudo recente, que entre os executivos a expressão que mais se ouve é exactamente aquela.

Ora, com a concorrência ao rubro, destacar-se entre resmas – como diria o outro – de pessoas é tarefa ingrata. Ter um currículo forte e cuidado, bem como uma apresentação certeira e, sobretudo, assertiva, pode fazer toda a diferença.

Evidenciar-se entre os outros, sobressair do designado “rebanho” exige trabalho e postura. Todavia, existem algumas regras que, seguidas mais ou menos à risca, nos fazem dar nas vistas: apresentar sempre, pessoalmente e/ou online, uma postura profissional e diplomática; transmitir através da atitude presencial e/ou online o reflexo do que escreve e/ou diz; utilizar as redes sociais para anunciar a presença em conferências e eventos, quer os mesmos sejam de carácter profissional, social ou cultural; manter uma presença activa no Linkedin; manter as competências e evoluções permanentemente actualizadas; estipular metas profissionais, afectivas e sociais e tudo fazer para as alcançar.

Agora, é comigo e, como é óbvio, também consigo, caro leitor. Seguir o plano e ... mãos-à-obra.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:45

Outubro 20 2014

Várias vezes referi que é necessário passar da palavra aos actos e que a intenção de agir não é suficiente para ultrapassar os desafios. Aliás, já lá diz o ditado “de boas intenções está o Inferno cheio”.

Neste contexto, as decisões que resultaram do empenho, em sede de concertação social, a propósito do aumento do salário mínimo representam um passo positivo na caminhada para a recuperação económica. Pode-se argumentar que o aumento é diminuto e que 20 euros não representam nada. É evidente que sim para quem ganha milhares. Contudo, para quem ganha pouco alguma coisa é melhor que nada. E, como bem sabemos, o país, ou melhor, a maioria das empresas não têm margem de manobra para muito mais. É fácil pedir muito para quem não tem responsabilidades e, sobretudo, é preciso recordar que mais vale ganhar pouco que estar no desemprego.

As medidas de flexibilização do mercado de trabalho são impopulares, mas são positivas para criar as bases de um futuro crescimento económico assente em mais emprego. É certo que numa abordagem primária, diria até demagógica e populista, argumentarão que é mais fácil despedir. Ora, é precisamente o contrário e o exemplo vem da administração pública, tanto central como local, onde durante décadas se contratou a eito e se empregou toda a família.

O modelo laboral que vigorava não servia, não era justo e muito menos competitivo. Foi esta a tragédia social - que agora pagamos – instalada durante dezenas de anos e assente numa ortodoxia cega do emprego para a vida inteira.

A maior parte das medidas são antipáticas junto de um determinado sector sindical. Todavia, há que as encarar como um medicamento difícil de tomar, mas que poderá ser a única via para a cura definitiva de um sistema doente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:39

Abril 04 2011

Somos um país sui generis. Apesar de possuirmos, muitas vezes, e de forma denodada, conceitos e atitudes perfeitamente dispensáveis, a verdade é que, também, somos capazes do melhor. Pena é que estes últimos casos sejam escassos. Ou melhor, sejam em número menor do que as posturas ineficazes.

Por exemplo, quem cumpre os requisitos e está dentro da lei não deveria precisar de percorrer o “caminho das pedras” de um velho “calvário”. Bem pelo contrário. No entanto, infortunadamente, não é o que se passa. É que, para além da inveja de quem tem sucesso na vida, um péssimo hábito que nos atinge maioritariamente, desconfiamos sempre do vizinho, do colega e até do amigo, enfim de todos que vemos ser bem sucedidos.

E, nesta ordem de ideias, logo comentamos, se não denunciamos mesmo, que tal pessoa só pode ter o que tem, porque teve tonos menos honestos. Querer saber se a pessoa em causa implementou ou não processos e métodos mais eficazes, se trabalhou mais e, sobretudo, de forma mais eficaz, isso não. Preferimos duvidar dos outros do que informarmo-nos e tomar as mesmas medidas. No fundo, em termos de metodologias de trabalho e, principalmente, de eficiência no desempenho, optamos quase sempre por um nivelamento por baixo. Já no que concerne aos resultados, porém, somos sempre os primeiros a achar que merecemos o primeiro lugar, a maior promoção, isto para não falar dos que pensam merecer uma casa em condomínio fechado, andar em automóvel topo de gama, fazer férias nos melhores resorts, frequentar os melhores hotéis e restaurantes, por muito que nada façam para isso.

Aliás, deixem-me dizer que, para além de conviver mal com o sucesso dos outros, bem pior é o facto de admirarmos quem não cumpre a lei, bem como o “chico-esperto” que consegue ludibriar o fisco. Mais: detestamos aquele que cumpre e faz cumprir a legislação, estando, à mínima possibilidade, prontos a apeá-lo. Não é por acaso que adoramos que seja aplicada a máxima – negativa, direi eu - de que “a lei não pode ser aplicada de forma cega”. Verdadeiro princípio para abertura de toda uma série de excepções, com os consequentes atropelos à lei, dos quais a nossa sociedade é tão pródiga.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:45

Fevereiro 09 2011

Um estudo, ontem divulgado, dá a Portugal duas apreciações distintas. Dos milhares de inquiridos em todo o mundo, o nosso país é dos que mais confiam nas organizações não-governamentais e, por outro lado, é de todos o que menos acredita no seu governo. A título meramente exemplificativo diga-se que apenas 9% dos portugueses confiam no governo, enquanto os nossos vizinhos espanhóis apresentam um grau de confiança de 43% e a média da União Europeia ronda os 46%.

Bem, em abono da verdade, não estranhamos tais resultados. Os sucessivos governos e principalmente este, através do uso constante de políticas subservientes dos proveitos dos seus apaniguados, afastando-se quase por completo dos genuínos interesses do país, têm originado tão elevado mal-estar entre os cidadãos, levando-os a desinteressarem-se pela res publica e, fundamentalmente, a perderem a confiança.

A falta de confiança no presente e, essencialmente, no futuro é bem patente na letra da canção “Parva que eu sou”, editada pelos Deolinda, a qual, aliás, não é por acaso um enorme sucesso, e que a seguir transcrevo:

Sou da geração sem remuneração
E não me incomoda esta condição.
Que parva que
eu sou!

Porque isto está mal e vai continuar,
Já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração “casinha dos pais”,
Se já tenho tudo, p’ra quê querer mais?
Que parva que eu sou!
Filhos, marido, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar,
Que parva que eu sou!
E fico a pensar
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar.

Sou da geração “vou queixar-me p’ra quê?”
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração “eu já não posso mais!”
Que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
.

Acresce que a ausência de confiança não se confina ao governo, uma vez que se estende a todas as estruturas e instituições que dependem ou não da administração central, incluindo a regional e local. Ouçam as pessoas nos seus locais de trabalho, nos cafés, nas conversas de rua, e logo hão-de constatar como elas não acreditam nas chefias/direcções por muito que estas, pretensamente, se digam ou estejam próximas.

E se existe algo que corrói fortemente uma sociedade é a desconfiança. Como bem sabemos, a confiança é baseada no conhecimento que se tem de alguém. Quanto mais informações sobre quem necessitamos confiar, melhor formamos um conceito positivo da pessoa e/ou organização. O grau de confiança entre pessoas e/ou organizações é determinado pela capacidade que elas têm de prever os comportamentos umas das outras. Tem como base experiências passadas que corroboram um padrão esperado, valores compartilhados, percebidos e tido como compatíveis.

Ora, o que diariamente observamos é exactamente o oposto. Infelizmente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Dezembro 21 2010

Mudança é a palavra de ordem nos dias que correm. Contudo, sabe-se que a mudança não se constrói com facilidade. Muitos há para quem a mobilidade profissional e/ou geográfica está fora de causa, sobretudo por razões familiares e de ordem pessoal.

No entanto, para aqueles que procuram arriscar em tempos de crise e tentam mudar o seu modo de vida, a realidade mais presente é terem de lidar com uma baixa nas suas expectativas pessoais, o que, em boa verdade, poucos estão dispostos a tal. Por isso não admira que a maioria das intenções de mudança não se cheguem a concretizar, uma vez que as propostas e/ou incentivos que recebem não vão ao encontro dos seus objectivos.

Por outro lado, a mudança pressupõe obrigatoriamente o mínimo de confiança em si próprio e nos outros. Ora, a confiança é a base de uma relação, seja ela afectiva ou profissional. É isto e não só. É igualmente o alicerce e o cimento da construção do próprio indivíduo, enquanto ser racional. Assim, não estranhamos que quando alguém vê diminuída a sua autoconfiança se deixa sucumbir num destino sem brilho e muito menos com glória, minado pela descrença e pelo medo de arriscar.

Nesta ordem de ideias, “a gestão baseada no medo não é simplesmente uma questão moral, de certo ou errado: é uma questão de eficiência e de resultados” (in Confiança – A chave para o sucesso pessoal e empresarial, de Leila Navarro e José M. Gasalla). E continuam estes autores afirmando que, segundo uma pesquisa realizada no Brasil, 49% dos funcionários de organizações têm medo de dizer o que pensam, incluindo críticas, propostas de mudança, reclamações e ideias. “O medo faz com que as pessoas se fechem, não comuniquem, não arrisquem, não se desenvolvam e não criem. E sem isto não há inovação, não há eficiência competitiva e não há sucesso”.

Nestes locais, cuja realidade nos toca bem de perto, as mudanças não acontecem, uma vez que implicam riscos. Até podem atrair profissionais talentosos, mas estes não tardam em descobrir que correm o risco de sofrer punições caso proponham coisas novas.

Poderão, deste modo, as organizações de hoje manterem-se com uma gestão de ontem? É a questão que deixo à consideração de cada um dos leitores.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:58

Setembro 14 2010

Sou, por natureza, um optimista. Tenho confiança no futuro de Portugal e dos portugueses. Aliás, sempre tive, mesmo em tempos tão delicados como aqueles que atravessamos actualmente – a famigerada crise, como se houve amiúde. Esta já dura há muito e, infelizmente, pelo "andar da carruagem", está ainda para durar. Todavia, será com a perseverança e a qualidade dos portugueses que dela sairemos.

E não é agora por a Europa estar em crise e o mundo em recessão ou por sentirmos – é verdade - um certo mal-estar que vamos perder a confiança em nós próprios e no destino português.

Existe um desígnio que é preciso cumprir: cada um de nós, à sua medida, revelar-se como um parceiro fundamental da mudança, fazendo do seu caminho o trilho correcto a seguir. Só assim seremos um país mais positivo. Somente deste modo alcançaremos um outro patamar de desenvolvimento.

Há que, de uma vez para sempre, fazer o “hoje” de modo eficiente para que o “amanhã” surja como algo preponderante. Ora, tal só é possível se edificado num resplandecer da mudança, onde todos, sem excepção, têm, a seu trecho, um papel fundamental neste “virar de página” do triste “fado” que, apesar de assentar em longa tradição histórica, nos acompanha e se tem revelado como um elemento cerceador do sucesso.

Expulsemos, assim, a ideia absurda, que paira em muitos portugueses, de que Portugal é um país adiado, diminuído, que não conta no mundo e de futuro incerto. A maioria de nós sabe que não é bem assim. Nem pela nossa geografia, nem pela nossa história, nem pela nossa maneira de ser e muito menos pela qualidade das nossas gentes. As potencialidades que daí redundam são exponencialmente maiores que as dificuldades que atravessamos.

Bem sei que o governo não ajuda. Bem pelo contrário. A sua desastrosa política – centralista, demagógica e, inveteradamente, arrogante – apenas aumenta o já referido mal-estar. No entanto, mercê de esforço individual, desfrutamos hoje de elites jovens em todos os campos de actividades, pelo que não é demais insistir na ideia de que devemos ter confiança em nós mesmos e em Portugal.

O próximo ano e os seguintes serão, com toda a certeza, anos de profunda mudança. Em todos os sentidos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:49

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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