O meu ponto de vista

Setembro 29 2017

Em cima da hora de fechar mais uma campanha para as eleições autárquicas, sem tabus, vamos falar delas. É certo que a política jamais deixará de existir. Que anda pelas ruas da amargura é algo que poucos contestam. A culpa é sobretudo dos políticos, mas também dos cidadãos, daqueles que votam e principalmente daqueles que, ano após ano, não colocam os pés numa assembleia de voto, mas não deixam de criticar fortemente quem foi eleito.

Sim, a forma de fazer política alterou-se essencialmente no que concerne ao ónus da sua concretização. Se no passado a responsabilidade parecia exclusivamente das instituições e estas condicionavam a carreia daqueles que as serviam, hoje o gestor público, governamental ou autárquico, está no centro da decisão, devendo contribuir activamente para a prossecução do bem da res publica, o que, infelizmente, em grande parte, não o faz.

O prestígio, a segurança, as condições económicas e a estabilidade de que gozam os nossos políticos deviam, cada vez mais, caminhar para a autoconfiança e o desenvolvimento de competências que se adequassem às necessidades dos governados. É verdade que os políticos, quando querem, são capazes de se superarem, de se adaptarem e de se reconverterem dia após dia e isso, com toda a certeza, não é necessariamente motivado por um descontentamento latente, mas antes por uma vontade indomável de progredir e de bem-servir.

Todavia, os políticos esquecem-se ou fazem-se esquecidos de que têm um histórico, o qual não se confina apenas ao seu passado. Há muito mais futuro pela frente. Fazer política é muito mais que ser presidente ou vereador, tanto mais que ninguém estuda para ser tal. É essencial contribuir para a sociedade, é preciso relacionar-se com os outros quando estes interagem em diferentes papéis, é necessário ganhar mais mundo mesmo sem sair do seu país.

O contributo do político não deve estar relacionado com o vínculo contratual, mas sim com a oportunidade de desenvolver e de ganhar experiência para a colocar ao serviço do bem comum. O que é fundamental é a valorização das pessoas, garantia legal e social, mesmo que se trate de uma experiência temporária. Aliás, a política deve ser a prazo e não uma forma de vida. Ninguém deve ser político, mas estar na política.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Maio 03 2016

Quando pensamos, vemos, ouvimos e lemos vem-nos à mente algo, na maior parte das vezes, inusitado. Por exemplo, há quem defenda que entre um bom político – vá-se lá saber como se pode classificar tal - e a melhor das iguarias culinárias há mais semelhanças do que diferenças. Na verdade, dizem aqueles, em ambos os casos, o que se serve resulta de uma combinação harmoniosa de ingredientes que deve ser agradável à vista, mas sobretudo deve suprir uma necessidade. Se no segundo caso ela é alimentar, no primeiro trata-se de conjugar os vários elementos de modo a transmitir ao cidadão comum que é o ingrediente que faz a diferença no seu voto.

Muito mais do que a mera soma das partes, o político tem de dar sentido às várias etapas de carreira cumpridas e demonstrar a capacidade de cidadão primus inter pares e a sua adequação aos novos desafios que se perfilam. É com base nesta premissa que muitos políticos (e candidatos a) se perguntam se devem colocar toda a sua vida em jogo, mesmo aquilo que nada tem a ver com a função, como são exemplos a família e os amigos.

Uma coisa é certa. Não gosto de “bater” em políticos de forma demagógica e populista, do género “são todos uma corja de gatunos”. Há que fundamentar, separar o trigo do joio, e acima de tudo, ter constantemente presente que em todas as classes sociais e/ou profissionais há excelentes, bons, médios e maus homens, independentemente do género, raça ou religião. A generalização foi e sempre será perigosa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:30

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