O meu ponto de vista

Novembro 21 2019

A sério. Quase me passo como a demagogia e o aproveitamento político que os nossos políticos, tanto de esquerda como de direita, diariamente fazem, atirando-nos areia para os olhos ou se não o fazem é porque acham que somos autênticos ceguinhos.

Hoje deparamo-nos com uma utilização inaceitável por parte de André Ventura, do Chega!, relativamente às mais que justas reivindicações das forças de segurança. Até subida ao palanque, com direito a discurso e corredor de protecção teve.

O desplante, porém, não fica por aqui: também o BE solicitou a contagem, até 2026, de todo o tempo de serviço dos professores que não foi contado.

Ora, relativamente a esta última questão bem sabemos que tanto o BE como o PCP foram, sem margem para dúvidas, coniventes com a (má) prática política de António Costa. Já escrevi, e muitos outros também o fizeram, que durante a última legislatura se quisessem que a luta dos docentes tivesse bom fim bastava não terem aprovado os orçamentos de Estado. Será que agora terão “tomates” para impor tal medida? É evidente que não. De imediato o governo demitia-se e vitimizando-se provocava novas eleições onde aqueles seriam fortemente penalizados.

Portanto, vamos ser sérios e deixar de brincar a reivindicações balofas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Outubro 01 2019

A tensão existente, de há uns meses a esta parte, entre o PS e o BE tem muito que se lhe diga. Bem sei que em política a gratidão é palavra inexistente. Todavia, uma coisa é não agradecer, outra, completamente diferente, é, para além de ser ingrato, dar pontapés em alguém que nos fez bem.

Para aqueles que têm memória curta, o PS, em 2015, não ganhou, nem de perto nem de longe, as legislativas então realizadas. Caso não tivesse a ajuda/colaboração/participação do BE, na designada geringonça, jamais teria sido governo e, por conseguinte, não estaria hoje-em-dia na mó de cima, sobretudo pelas condições extremamente favoráveis da conjuntura económica internacional, bem como pelo apaziguamento social que aquele partido e o PCP lhes proporcionou.

Uma última nota: apesar de tudo é bem feito, pois os bloquistas ensandeceram com a perspectiva de poderem, um dia, fazer parte do governo. O caso dos professores foi paradigmático. Soçobraram, em toda a linha ao jugo, do PS. Agora aguentem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:28
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Novembro 29 2018

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As questões fracturantes e o denominado “politicamente correcto” têm, por parte do Bloco de Esquerda, feito correr muita tinta, isto para não falar da risota. Podem vir até à saciedade com “camaradas e camarados” e outras aberrações do género, que não do sexo, que a mim tanto me faz. Para estas merd@s de género ou do género estou-me borrifando.

Continuarei a tratar por presidente de … qualquer mulher que exerça esse cargo e jamais por presidenta, bem como outras designações semelhantes, por muito que digam não ser uma pessoa inclusiva. Jamais descriminei quem quer que seja, independentemente do sexo, da religião ou da raça. Para mim existem capazes e/ou incapazes e nunca capazas e/ou incapazas. Os primeiros terão sempre o meu apoio, mesmo que sejam heterossexuais, homossexuais, bissexuais ou mesmo aqueles que se autointitulam insexuais e assexuais, quer sejam pretos, brancos, vermelhos ou amarelos, sejam politicamente de esquerda, do centro ou da direita, ou ainda sejam cristãos, maometanos, budistas ou professem outra religião qualquer.

Já agora, roubo, com a devida vénia, a Vicente Ferreira da Silva, do Observador, o seguinte quadro:

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publicado por Hernani de J. Pereira às 10:22

Novembro 04 2018

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O Expresso de ontem, no seu primeiro caderno, trazia uma longa entrevista com Catarina Martins, líder do BE. Esta não foi por menos: duas longas páginas onde falou de tudo e de mais alguma coisa. Dissertou sobre o que conseguiu, através da geringonça, e o que ainda pretende, neste último ano da legislatura, conseguir.

Chegado ao final da leitura, estava exausto, sobretudo por ter procurado incessantemente uma palavra sobre a carreira dos professores. Esforço insano. Nem meia palavra sequer.

Adenda: o PCP também divulgou cinquenta medidas que quer ver incluídas no OE para 2019. Igualmente este partido (dos trabalhadores) não refere uma palavra sobre tal questão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:01

Abril 08 2018

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Se Trump fosse destituído ou preso, haveria gente que se encheria de alegria, onde, como é óbvio, o BE e o PCP exultariam de satisfação, o que, para eles, independentemente da opinião dos americanos, não seria mais que um de acto de pura justiça. Situação semelhante ocorreria com muitos outros governantes deste atribulado planeta. Estou a pensar em Merkel, Teresa May, entre tantos outros.

Todavia, pretender, não digo condenar, mas simplesmente julgar Putin ou Kim Jong-un, líderes eternos da Rússia e da Coreia do Norte, respectivamente, é um sacrilégio. Por exemplo, Catarina Martins, a suprema dirigente do BE, vem hoje afirmar que prender Lula, ex-presidente do Brasil, condenado pela justiça deste país por corrupção, “não passa de um golpe de direita reacionária”.

Resumindo, não é só Bruno de Carvalho que anda doido. Ali, pelos lados do BE, a ensandecesse atinge valores extremos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:40

Fevereiro 01 2018

Imaginem que organizam um almoço, jantar ou aniversário. Porém, se o número de convivas é elevado, acarretando, como é óbvio, uma enormíssima quantidade de trabalho, não é possível usar a louça que habitualmente usa. Concebam, ainda, que muito menos tem dinheiro para alugar um espaço ou contratar uma empresa de catering para o fim em vista. Solução: utilizar pratos, talheres e copos de plástico. Não é o mais adequado, mas para missões difíceis requerem-se resoluções adequadas.

Atenção que não estou a falar de espalhar, no final da festa, tais objectos no meio da praia, da floresta ou do parque, algo totalmente reprovável. Fico-me por um caso, digamos assim, caseiro, em que, no final, todo o lixo é selecionado e colocado no respectivo ecoponto.

Até aqui, venha a primeira pessoa que diga que nunca procedeu desta forma. Todavia, a ser aprovado o projeto de lei do PEV, PAN, BE e PCP, os quais defendem a proibição da utilização de louça descartável, tal deixará de ser possível.

Assim sendo, um dia destes, comeremos, com o mesmo garfo e colher, ou, então, à mão, do mesmo tacho, e beberemos da mesma garrafa, ou, melhor, será conveniente que seja do mesmo garrafão. Quanto muito, a sobremesa será servida sobre um guardanapo. E é por agora, uma vez que estes advêm das celuloses, as quais, como é público, são consideradas inimigas fidalgais daquelas franjas minoritárias da sociedade, mas, que infelizmente, obtêm o maior eco na comunicação social.

O cisma de nos imporem o que acham, agora, que é politicamente correcto, em tudo e mais alguma coisa, seja publicamente ou no mais recôndito da nossa intimidade, para além de nos transformar numa sociedade eugénica, irá transformarmo-nos, cada vez mais, em seres individuais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:31

Novembro 07 2017

Fernando Rosas em entrevista ao Expresso, de sábado p.p., afirmou que “houve um tempo recente em que quase era necessário pedir licença para dizer que uma pessoa era de esquerda” E, nesta ordem de ideias, perorava sobre a não estranheza da solução governativa actual, vulgo geringonça, uma vez que tal é fruto de uma certa refundação da dita esquerda e da manifestação de um orgulho em tal.

Evidentemente não tenho a pretensão que aquele político, hoje um quanto esquecido, por via da sua doença e posterior aposentação, mas que os media, em geral, tanto apreciam e a esquerda radical, em especial, tanto elogia, vá ler este poste inserido num modesto blogue. Todavia, tal não me inibe de dizer-lhe que como homem da direita, não radical e muito menos chique e/ou caviar, sem sombra de ultramontanismo, que, hoje-em-dia, também – e, sem dúvida, com maior acutilância –, é extremamente difícil afirmar-se como tal. Homem de direita, por acreditar na iniciativa individual e privada, expressando menos Estado, mas melhor Estado, adepto confesso da centralização, por saber da existência de muitos e muitos caciques locais, e, sobretudo, por saber o que esquerda, mesmo a classificada de democrata, fez e continua a fazer de mal. Abro um parêntesis, para dizer que basta ver que os três resgastes a que Portugal se submeteu o foram durante consulados do PS. Homem de direita por acreditar que História não mente e que esta jamais nos mostrou um país onde a ideologia professa pela esquerda fosse sinónimo de progresso. Homem de direita por acreditar na justiça social, a qual, de modo algum, é apanágio exclusivo da esquerda, como infelizmente, há muitos anos, nos querem fazer crer. Bem pelo contrário. Homem de direita por acreditar na família, como célula fundamental da organização humana, nos valores cristãos e, fundamentalmente, por observar que as causas fracturantes – homossexualidade, adopção, substâncias psicoactivas, equiparação da animalidade à humanidade, entre outras – não são causa de salvação mas, em muitos casos, de perdição.

Estou ciente e, por isso, não me iludo, pelo menos a curto prazo, de que muitos haverá que não me vão dar razão. Todavia, os vindouros dar-ma-ão. A frase “fica-te mundo muito cada vez pior”, já o sabemos, tem mais de dois mil anos e, assim, não a vou invocar. Apenas direi que o futuro dar-me-á razão. Infelizmente!

Ah, desenganem-se aqueles que acham que já estou a fazer jus àquela máxima que “o radical libertário da juventude se torna o conservador da meia idade e o reacionário ranheta da velhice”. Em termos físicos, todos o afirmam, aparento ter menos idade do que efectivamente tenho e em termos de espírito, então, nem se fale.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:59

Novembro 03 2017

Ui, agora é que é! Viram a celeridade com que intervieram no caso da discoteca Urban? Nada melhor que a esquerda caviar – vulgo meninos queques do BE – queixar-se. O governo actua de imediato.

É claro que algo a suceder em Lisboa é de capital importância. Compreendo. Só não consigo descortinar onde estavam – só para citar um exemplo – em 15 de Outubro p.p., i.e., aquando de mais uma catástrofe, essa, sim, do interesse de todo o país.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:23
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Agosto 29 2017

Esclareço, desde já, o meu perfeito à vontade para discorrer sobre as declarações de António Costa sobre a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas. Como é público e notório nunca fui sequer simpatizante desta força política, pelo que me move apenas as afirmações em si e não qualquer verborreia ideológica.

Imaginam o que o PS, e os seus companheiros geringonçais, vulgo PCP e BE, diriam se alguém do CDS referindo-se a uma dirigente do seu partido, por exemplo a ministra da Administração Interna ou a Catarina Martins, dissesse “aquela senhora”? Caía o Carmo e a Trindade.

O primeiro-ministro foi mal-educado, boçal, rondando a imbecilidade. Só se redimiria com um pedido expresso de desculpas. Mas, como habitualmente, vamos esperar sentados para não nos cansarmos de tanta delonga.

Por outro lado, os partidos da esquerda e esquerda radical, tão lestos a criticar, a maior parte das vezes sem razão, as palavras, actos e modos do PSD e CDS, agora - não estranhamente, é claro – estão calados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:28

Maio 30 2017

Será desta que o malfadado destino dos portugueses se inverterá?

Acorados a uma jangada de pedra virada para o Atlântico, é longa a tradição que tem lançado os portugueses em busca de novas oportunidades de expansão por esse mundo fora, aproveitando a boleia da globalização de que foram um dos povos pioneiros.

Desde a era dos Descobrimentos portugueses, em que a partir do séc. XV um novo capítulo na história mundia se abriu, muita tinta tem corrido. Mais de cinco séculos decorridos, já não é a exploração marítima e a conquista de outras latitudes que traçam os desígnios estratégicos – os económicos, pelo menos – desta nação europeia.

A braços com uma crise económica-financeira interna que encontrou também ecos no bloco europeu como um todo, colocando entraves à evolução tanto no mercado nacional como no espaço comunitário. Parte de Portugal partiu, mais recentemente e também agora, à descoberta de um mundo novo de emprego. Um direcionar de atenções para o exterior que, apesar de ter sido ultimamente mais vincado pela conjuntura deficitária que atravessamos, já tinha sido muito impulsionada pela aludida globalização.

Ora, segundo palavras de António Costa, a propósito da saída de Procedimento por Défice Excessivo, esta nova situação do país deve ser aproveitada para, fundamentalmente, tudo fazer com vista a trazer de volta as centenas de milhares de jovens que se viram na contingência de procurar além-fronteiras o sustento que a mãe-pátria lhes negou.

Desígnio certo, apesar de saber que muitos não quererão, de todo, regressar, a não ser de férias, ao torrão natal. Aproveitar a folga económica, como pretendem o PCP e o BE, para voltar a engordar os de sempre é que não lembra ao mais pintado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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