O meu ponto de vista

Julho 06 2024

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  1. Soube-se hoje que a proposta do Governo dá mais 200 euros por ano aos polícias do que aos professores. E aqueles continuam a gritar por mais. Absurdos desta vida.
  2. Um recluso que beneficiou de uma saída precária tentou regressar à cadeia de Paços de Ferreira com quatro telemóveis e 130 comprimidos escondidos no ânus. O caso foi detetado na última quarta-feira e não se tratou de um episódio isolado. Mais palavras para quê? Quando muito mais ânus, ou melhor, maiores ânus.
  3. Uma nota relevante: ontem Portugal jogou contra a França com apenas 10 jogadores, uma vez que o insubstituível – já agora o invisível - não pode sair. Para piorar um dos dez falhou um penalti. Pior não podia acontecer.
  4. A finalizar, uma nota de rodapé: acabei de arrancar as batatas deste ano. Um saco de semente de batata vermelha Red Label produziu cerca de 25 sacos. Já meio saco da Agria não deu mais que seis. Anos e tragédias de um agricultor.


publicado por Hernani de J. Pereira às 21:05

Janeiro 10 2020

Depois de prometer aos funcionários públicos um aumento, para o presente ano, de 0,3%, o que, para a esmagadora maioria, nem para a compra de mais meio papo-seco por dia dá, vem agora o governo, pela voz de António Costa, seu excelso chefe, dizer que, em 2021, aqueles verão os seus salários mensais reforçados com 1%.

Só pode ter endoidecido. Tamanho fartura vai dar cabo da vida de milhares e milhares de portugueses. Ou muito me engano, ou os Ferraris, os Mesartis, os iates, as férias nas Maldivas, os cruzeiros de luxo vão ser o pão-nosso de cada dia.

Para o que lhe havia de dar. Acostumados à miséria, de um dia para o outro irão deparar-se com as contas bancárias cheias de zeros. Sinceramente, não há nexixidade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:35

Dezembro 13 2019

Com toda a franqueza estou extasiado com tanta fartança. Imaginem que o governo quer dar 0,3% de aumento aos funcionários públicos. Digo-vos que me caiu a alma aos pés quando constatei a enorme quantidade de tanto dinheiro que, em 2020, irei receber a mais. Não chega para comprar meio papo-seco por dia, mas não ver o enorme esforço financeiro por parte do Ronaldo das Finanças é ser muito ingrato.

Agora a sério. Não lhes digo para enfiarem o dito aumento num sítio que eu sei, porque os meus pais me ensinaram boas maneiras. Depois de não ser aumentado desde 2009, e após ter sido decretado, por António Costa, o fim da austeridade, sempre direi: o gozo tem hora e limite.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:37

Outubro 18 2018

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Quem é que acreditou que a função pública só teria um aumento de 50 milhões de euros no próximo ano? Quantia, aliás, que dava somente cerca de 10 euros a cada funcionário, tendo, ainda por cima, o cutelo de ser, em muitíssimos casos, comida pela não mexida nos escalões do IRS.

Em ano de tantas eleições, sobretudo as legislativas, era demasiado pouco! Mário Centeno apesar de querer ficar na história como o ministro das Finanças que levará a défice a níveis nunca vistos – na ordem dos 0,2% -, numa entrevista dada esta semana à TVI afirmou que este número não é cabalístico e de modo algum existe uma fixação obsessiva por este indicador económico.

Por isso, não admira que, hoje, a imprensa venha dizer que, afinal, não existem 50, mas sim 200 milhões para distribuir. Eleições oblige.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:59

Setembro 07 2016

Anuncia-se, para o próximo ano, um aumento do salário mínimo, bem como das pensões mais baixas. Ideia justíssima, que ninguém desdenha, havendo apenas a ausência de resposta a uma questão de suprema importância: onde buscar dinheiro para tal? Aliás, a CGTP, hoje mesmo anunciou que não fica por aqui nas suas reivindicações, i.e., solicitou um aumento geral dos ordenados na ordem dos 4%.

Voltando à questão levantada, começa a falar-se que para a resolver o ideal é alterar-se o escalonamento do IRS. Dito por outras palavras são necessárias medidas adicionais que aumentem a receita. E, por falar nesta, só que com outro sentido semântico, a receita é sempre a mesma: a classe média irá, mais uma vez, pagar a factura. É simples e, como se dizia há uns bons anos, dá milhões.

Como é evidente isto terá que ter um fim. Um dia destes a corda rebenta. Ai rebenta, rebenta!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:20

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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