O meu ponto de vista

Setembro 22 2020

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Apesar de haver pessoas que acham que dar aulas é muito fácil, o certo é que nunca foi e, nos tempos que correm, ainda menos. Para além da indisciplina, motivada pela falta de educação dos jovens – os pais devem fazer constantemente mea culpa -, temos agora a continuação da pandemia do novo corona vírus, a qual nos obriga a andar de máscara durante um dia inteiro.

Em salas extremamente mal ventiladas, uma vez que as janelas somente abrem uma pequena fresta inferior a dez centímetros – recordo que a Parque Escolar foi uma festa no dizer de uma ex-ministra do PS -, colocam-se vinte e muitos alunos com idades bem perto dos vinte anos, não porque a direcção assim o queira, mas por falta de alternativa, cuja distância social ronda o meio metro. Resultado: um ambiente abafado, a rasar o claustrofóbico e saturado de tanto incómodo. Os alunos, por um lado, abanam-se com os cadernos e/ou livros, enquanto por outro, as suas colegas, hoje já mais prevenidas, tentam com leques refrescar-se.

O ar condicionado não pode ser ligado. Para além do efeito de ar reciclado, reconhecidamente proibido, não existe dinheiro para pagar a energia que tal sistema consome. Estamos a falar de mais de uma centena de salas, gabinetes e outros espaços. Assim, há que aguentar. Só pedimos que a temperatura não aumente.

Após a primeira aula, a voz vai-se, esfuma-se mais parecendo que estamos a falar do fundo de um túnel. O esforço que é necessário colocar para nos fazermos ouvir, aliado à falta de oxigénio, leva a um cansaço extremo, náuseas e dores de cabeça. Disfarçamos com a beberagem de água, o que nos permite tirar a máscara durante algum tempo. Abeiramo-nos, mais vezes que seria desejável, da porta sempre aberta, ouvindo os colegas na sala contígua e vice-versa. Nos intervalos, em vez da sala de professores, procuramos ansiosamente o parque automóvel, pois dentro dos nossos carros podemos tirar, por uns minutos, a maldita máscara. Sim, bem sabemos que é absolutamente necessário o seu uso e dar o exemplo, mas que a odiamos não deixa de ser também uma grande verdade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Abril 19 2020

Enquanto uns discutem se deve haver ou não comemorações, na AR, do 25 de Abril – os sim são democratas, os não são fascistas, como se a democracia fosse algo a preto ou branco – outros lutam pelo futuro mais imediato, sem saber e muito menos querer saber destas lutas intestinas dos nossos “maiores” da política. Estes, afinal, continuam a olhar apenas para o seu umbigo.

Como disse hoje SS o Papa Francisco somos todos frágeis e, sobretudo, atrasados em relação ao tempo, à semelhança de S. Tomé, o qual chegou posteriormente e não viu Jesus Cristo. Espero e anseio que quando Este voltar, no fim do tempo de cada um, não estejamos ausentes e muito menos incrédulos.

Por outro lado, para aqueles – pecador me confesso – que estavam cansados de “aturar” os discentes, bem como o contrário, é bom que torçam a orelha. Sim, bem sei que esta não deita sangue, sinónimo de que os nossos queixumes não tinham razão de ser. Somos uns eternos insatisfeitos. Os imensos contactos que, por videoconferência, ultimamente tenho feito dão-me essa certeza absoluta. Os alunos têm saudades de aulas presenciais com os professores, incluindo aqueles que detestavam e, pelo lado destes, então nem é bom falar.

Continuamos a limpar o que muitos de nós não sujámos. Serve-nos de consolo a ideia de um milagre e de que as gerações que sobrevivam a esta pandemia terão uma consciência moral e/ou ética superior à nossa. Alguns estão ainda em delírio. Porém, quando a poeira assentar e a verdadeira crise – sim, porque isto de ficar em casa um mês, atrás de outro pagar-se-á com língua de palmo – se instalar, então falamos

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52

Março 18 2020

Quem diria que após tão poucos dias depois da interrupção forçada das actividades lectivas começávamos a ter saudades das aulas? Estou a falar das presenciais, como é óbvio.

É que, com toda a sinceridade, dei início a um processo de revolta interior, não pela incompreensão da necessidade absoluta de isolamento, mas pela imposição da tutela – leia-se ME e Escola -, bem como dos EE, sobre a leccionação dos conteúdos em falta. E não me venham dizer, pela quinquagésima milésima vez que nem os discentes e muito menos os docentes se encontram em férias. Caramba, posso não ser uma sumidade em inteligência, mas, de todo, não sou burro.

E como dizia, não há gato-pingado que não deixe de nos alertar para o facto de concluir a leccionação da matéria planificada aquando da entrança no ano lectivo. Vai daí, surgem, vezes ao dia, as mais variadas ofertas de ferramentas e/ou soluções, as quais, segundo dizem, podem proporcionar o céu e a terra aos nossos alunos, chegando algumas a dizer que até superam as aulas presenciais. Valha-me Deus para aguentar tanta barbaridade.

Vai daí e depois percebemos que alunos existem que não possuem PC, e muito menos Net, em casa. Quanto muito possuem zingarelhos mais ou menos XPTO, tipo smartphones, mas cuja rede nem sempre é constante.

Resultado final: a não ser que haja um milagre, vamos resolver os assuntos através do “velho” email.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:13

Junho 18 2019

Foi publicado hoje, na II Série do DR, o diploma que estabelece o calendário escolar para o próximo ano lectivo. Este estabelece para os alunos, algo muito diferente para os docentes, os tempos de aulas, bem como a duração das pausas lectivas. Já agora e mais uma vez recordo que os professores têm os mesmos dias de férias que qualquer outro funcionário público. Se alguns dias, sobretudo, por ocasião do Natal, Carnaval e Páscoa, professores existem – não todos, reafirmo - que não vão à escola tal é devido à ausência de alunos.

O aludido calendário dispõe para o próximo o mesmo número de dias de aulas que este e os anos anteriores, cumprindo, aliás, legislação da AR. Todavia, só porque na época de Natal três semanas existem em que os discentes não vão à escola, lá se levantaram as carpideiras do costume, com a CONFAP na dianteira, afirmando que não têm onde colocar os filhos durante tanto tempo.

Assim, retomo uma proposta há muito falada e que se resume ao seguinte: transformem as escolas em lares/residências para estudantes, com a obrigatoriedade de funcionarem 365/ 366 dias por ano. Deste modo, os pais/EE só estariam com os educandos quando e onde entendessem. Os docentes, pelo seu lado, para além de ensinarem, passariam a ser também pais e, essencialmente, educadores durante 24 horas, incluindo feriados e fins-de-semana, como é óbvio.

Esta questão faz-me recordar uma situação por mim vivida há mais de dez anos. Nessa altura, por força de ocupar funções de gestão, visitei, nos finais de Junho/inícios de Julho, um jardim-de-infância por volta das 09h00. Daí a pouco, qual o meu espanto quando vejo um casal, vestido de calções e chinelos de praia, a “entregar” os seus filhos de 4/ 5 anos, dizendo alto e em bom som “beijinhos, queridos, os pais vão até à praia”. É evidente que nem a educadora, nem eu, poderíamos dizer o que nos ia no coração, pois, verdadeiramente, os progenitores não estavam a infringir qualquer lei. Apesar de reconhecermos que eticamente estavam a proceder mal, apenas estampámos sorrisos de esgar e …

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Março 21 2019

Toda a vida me regi pela fórmula de que se proceder assim ou assado, deste ou de outro modo, então, sem margem para dúvidas, tenho obrigatoriamente de assumir a respectiva responsabilidade e, sobretudo, não me queixar, uma vez a culpa ser totalmente minha. Com toda a certeza teria várias opções e se não segui a melhor ou a mais correcta o problema foi e é meu.

Agora, quando se passa precisamente o contrário, i.e., quando me deparo com actos que não me podem ser assacados, ou quaisquer comprometimentos e/ou encargos me podem ser exprobrados, pergunto indignadamente: a que propósito tenho que sofrer pelas atitudes dos outros, por muito que os mesmos sejam totalmente legítimos, éticos e morais?

Sim, bem sei, que, dito desta forma, é uma matéria problemática e muito questionável. Porém, acompanhem o meu raciocínio. Hoje, por exemplo, registou-se greve dos funcionários auxiliares das escolas - algo que posso testemunhar como extremamente legítimo - e que na maioria, incluindo a minha, originou o consequente encerramento. Até aqui tudo bem. Nada a apontar.

Todavia, enquanto que para a maioria dos docentes esta greve não trouxe quaisquer consequências, sendo um dia sem ministração de aulas, outros existem, como sejam aqueles que leccionam os cursos profissionais – é o meu caso, como já compreenderam -, que, para além de terem estado na escola, tal como todos os seus colegas, terão, até ao final do ano, de dar estas aulas em falta. A legislação diz textualmente que «a estes alunos só será reconhecido o curso se lhes tiverem sido dadas todas as aulas constantes do “cardápio”». Isto independentemente de motivo: doença do próprio e/ou de familiares, greve (dele ou dos funcionários), ou mesmo de catástrofes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:53

Janeiro 02 2019

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Hoje falarei sobre a morte de Joaquim Bastinhas. Sim, falarei sem medo do novo politicamente correcto, sobretudo daquele tentativamente implementado pelo desmiolado PAN. Aquele cavaleiro, no fundo um cavalheiro no trato e no modo como privava com todos – lembro-me de ter estado com ele, há um bom par de anos, numa corrida em Monte Gordo -, digno de memória e, por isso, não me admirou os milhares de pessoas que estiveram neste dia, no seu funeral, na sua querida terra, Elvas, cidade onde lidou um touro pela primeira e última vez.

Igualmente hoje falarei de toda uma série de trabalhos agrícolas que, nesta época natalícia, mercê da interrupção lectiva, concretizei. Falo do fim do corte dos pinheiros no terreno, que após a manteação, a qual dentro de dias se seguirá, em Março será vinha, bem como a plantação das batatas do “cedo”, couves, nabiças, assim como o semear de favas.

Por fim falarei também do reinício de aulas, algo que, como é do conhecimento geral, acontecerá amanhã. Para quem acha que os professores durantes esta época, em que os alunos não estão na escola, nada fazem, direi que ainda hoje acabei de corrigir um teste do 12º ano, realizado no último dia de aulas do primeiro período, o qual amanhã entregarei e farei a respectiva correcção. O ensino profissional, ministrado por módulos, assim obriga e ainda bem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Outubro 11 2018

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Serão muitos raros os professores que nunca se queixaram do uso dos telemóveis por parte dos discentes. A esmagadora maioria afirma que não suporta tal “praga” e que é quase impossível dar, hoje-em-dia, uma aula em condições mínimas, sobretudo por causa do abuso na utilização daquela tecnologia.

Como muitas outras invenções, o telemóvel é também uma ferramenta extraordinária. Quando usado com conta peso e medida é de utilidade assombrosa. O problema coloca-se em processos de adição, os quais podem ter consequências nefastas em termos pessoais e de relacionamento social.

A verdade é que a dependência destas novas tecnologias assume-se como um distúrbio comportamental que leva o indivíduo a passar para segundo plano todas as suas responsabilidades pessoais, familiares, sociais e profissionais. Este é um problema já identificado e que tem vindo a merecer cada vez mais a atenção por o mundo fora.

A preocupação constante de estar on-line, mentir sobre o tempo passado na internet e sobre o tipo de conteúdos visualizados, dores musculares e na coluna, aumento de peso, perda de sono, isolamento, carência de hábitos de socialização e de higiene pessoal são alguns sinais de que algo poderá não estar bem.

As pessoas dependentes da internet, sobretudo das redes sociais, tendem a utilizá-las para compensar e aliviar tensão e a depressão, preferindo o prazer temporário obtidos através de relações virtuais a relações emocionais mais significativas.

Daí o chamar a atenção dos pais, uma vez que esta questão não diz respeito apenas à sala de aula. Se aqueles permitirem, por exemplo, que o telemóvel faça parte da mesa tal como o prato, então não existe escola que resista por mais atractiva que seja. 

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:18

Setembro 27 2017

As aulas recomeçaram recentemente e com isso um misto de emoções sobressaltou todos aqueles que de mais perto lidam com tudo o que respeita ao ensino, quer sejam alunos, docentes, pais e comunidades envolventes.

É todo um tempo carregado de emoções. A obrigação de retomar horários mais rígidos, o conhecer nova escola, outros colegas e, sobretudo, professores são factores de enorme stresse. Será que sou capaz de corresponder às expectativas que tantos depositam em mim? Esta e muitas outras perguntas, mais ou menos similares, são mais difíceis de responder pelos mais novos. Contudo, todos são afectados.

Aliás, a ansiedade própria desta época pode instalar-se entre a família inteira e, não raras vezes, impede e esconde a alegria de reencontrar os amigos, o gosto de aprender coisas novas e tudo o resto que há de mais significativo na vida de um estudante. É impossível que os pais e os docentes tenham todas as respostas para as questões, que nestes primeiros dias, são levantadas, mas há sempre uma atitude positiva de reforço que pode e deve ajudar aqueles.

Conversar e acompanhar o dia-a-dia, ouvi-los e não somente dar-lhes conselhos contribui de forma exponencial para que os seus descendentes/alunos encontrem o lugar certo nesta nova e tão importante fase da sua vida.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:55

Junho 15 2016

Dei hoje a definitiva aula deste ano lectivo. Foram exactamente 548 tempos de 45 minutos, já que os cursos profissionais, como é amplamente sabido, regem-se por regras próprias, ou seja, surja o que surgir, venha o inesperado que venha, por imposição da CE – apoio oblige – os discentes tem que, obrigatoriamente, possuir o número de horas estipulado para que aqueles sejam certificados.

Ufa, até que enfim! Foi um ano difícil, mas simultaneamente muito desafiante, pois há imensos anos, à volta de trinta, não ensinava a alunos do secundário. Estou plenamente convencido que para o próximo ano a “coisa” será mais fácil.

Não houve abraços e muito menos beijos. Entre homens de barba feita tal não é previsível e/ou admissível. Mas houve emoção e a excitação, no bom sentido, é claro, fez-se sentir.

Por agora, dei a derradeira. A partir de Setembro próximo, se Deus quiser, darei mais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:58

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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