O meu ponto de vista

Março 16 2021

Costumo criticar o governo de António Costa. Há muito que se apresenta sem rumo definido, surfando apenas na crista da onda e ondulando ao sabor do vento, qual folha de almo. Limita-se a gerir a crise, não se vislumbrando um rasgo de energia suplementar e muito menos indicando um caminho com princípio, meio e fim. E se num dado momento tem uma ideia digna de nota, é bem certo que a mesma precipitar-se-á no abismo mais profundo no dia seguinte, senão mesmo no próprio dia. Não chegámos ainda ao pântano, mas já estivemos mais longe.

Todavia, verdade seja dita, não está só. A Comunidade Europeia (CE), como se costuma dizer, ultimamente não dá uma para a caixa. Veja-se a questão da tão afamada “bazuca” que tarda chegar e se chegar será talvez uma mera vitamina. Vá lá, dou de barato que seja, quanto muito, um antibiótico. Mas, o mais grave é a questão da vacina contra a Covid-19. Um autêntico desastre, uma completa desarmonia. É mesmo pura incompetência. Fizeram acordos, mas como não avançaram previamente com o “pilim” as farmacêuticas fazem dela (e de nós) gato-sapato.

Por exemplo, os USA, para além de uma injecção brutal de capital, sem demoras e/ou burocracias, na carteira de cada americano, tem neste momento quase metade da população vacinada, nós vamos nuns míseros 3% (com as duas tomas). Resultado: enquanto o consumo nos Estados Unidos dispara e faz acelerar exponencialmente a economia, nós marcamos passo e continuamos a discutir o sexo dos anjos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:37

Janeiro 19 2021

Não há direito. Isto, volto a dizer, não é confinamento. É uma farsa. O governo e, sobretudo, António Costa diz, mas não diz o que pensa, escreve mas com letra ilegível, legisla mas deixa tantos “buracos” que é como não houvesse lei nenhuma.

No fundo, o primeiro-ministro é um sabidão. Deixa as coisas correr. Se correrem bem, colhe os louros. Se a coisa der para o torto, a culpa é dos portugueses. Ora, se há coisa que caracteriza os portugueses é a fuga. Veja-se o caso paradigmático dos impostos. Só não fogem aqueles que não podem e a meia-dúzia para os quais a ética e a moral estão acima de tudo. Com este pseudo confinamento é a mesmíssima coisa.

Só com medidas duras, rígidas e seriamente levadas à prática, por via de um policiamento eficaz, o número de infectados por Covid diminuirá. Só que isso António Costa não quer fazer. Verão no próximo domingo em como a festa da democracia, como lhe chamam, se irá transformar no agravamento da nossa desgraça.

E Marcelo Rebelo de Sousa por precisar dos votos dos socialistas alinha e dança o tango. São necessários dois para ...

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:21

Setembro 13 2020

Anda tudo doido. Então, Luís Filipe Vieira, presidente do excelso SL Benfica, desde 2014 cravou um prego, no valor de 280 milhões de euros, no caixão do Novo Banco, cuja dívida todos continuamos a pagar com língua de palmo, e o primeiro-ministro, António Costa, e o presidente da CM de Lisboa, Fernando Medina, ambos de enorme gabarito dentro da família socialista, não vêm qualquer problema em tal situação?

Não, não vêm. É que se vissem jamais aceitavam integrar a Comissão de Honra da candidatura daquele dirigente nas próximas eleições daquele clube da segunda circular. Como o próprio nome indica é uma honra fazer parte da referida candidatura.

É a promiscuidade entre o futebol e a política no seu exponente máximo.

Rui Rio pode ter todos os defeitos do mundo. Todavia, tem toda a razão do mundo quando emite os reparos muito duros sobre este assunto. É que todos nos recordamos que, enquanto presidente da CM do Porto, recusou sempre, apesar das enormíssimas pressões, ligar esta autarquia ao FC do Porto. Honra lhe seja feita.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Setembro 05 2020

A Festa do Avante já vai no segundo dia e podem ter a certeza que ao terceiro o PCP retribui o favor que António Costa lhe fez. E se não for amanhã será em breve, pois é conveniente deixar assentar a poeira e manter um certo decoro fica sempre bem. Uma coisa é certa: os comunistas são gente de uma só palavra e seguem à risca aquele ditado “amor com amor se paga”.

Já agora o secretário-geral da Fenprof, diz que ainda não estão asseguradas as condições que minimizem o risco de contágio por covid-19 nas escolas, acusando a DGS de incoerência ao validar recomendações do Governo que vão contra o que definiu.

Como a coerência é a arma forte de Mário Nogueira, defende que as escolas deveriam continuar encerradas, enquanto todas e quaisquer iniciativas do PCP e seus satélites devem prosseguir e a todo o gás, como sejam as comemorações do 1º de Maio e a Festa do Avante.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:07

Junho 18 2020

Em 15 de Abril p.p. o JN noticiou que o governo francês se preparava para dar até 1500 euros aos profissionais de saúde. Pelo seu lado, a Alemanha, de acordo com o Expresso de 11 de Abril, afirmava que ia aumentar a remuneração dos trabalhadores do sector da saúde. A luta contra a pandemia do Covid-19 a isso os obrigava.
Em Portugal, ontem, numa cerimónia patética, transmitida a partir do Palácio de Belém, António Costa afirmou, a propósito da final da Champions a realizar-se brevemente em Lisboa, que se trata de “um prémio aos profissionais de saúde”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:27

Junho 09 2020

Afinal também melhores, segundo alguns, abandonam o barco. O “Ronaldo das Finanças", vulgo Mário Centeno, demitiu-se. Depois dos elogios bacocos, levado ao colo por insistentes apoiantes, admitido por outros como obrigados a engolir autênticos sapos vivos – leia-se PCP e BE -, o certo é que se cansou de ultimamente levar pontapés e, sobretudo, chapadas daqueles que em tempos recentes o levavam aos píncaros.

Demagogia pura. Governou, de acordo com os apaniguados cor-de-rosa, muito bem. Todavia recordamos que foi em tempos de vacas gordas. Quando o cinto começa a apertar – a Covid-19 oblige – sai de cena.

Hoje, aquando da despedida, foi patética a cena. Todos os intervenientes – antigo e novo ministro das finanças, bem como o primeiro-ministro – limitaram-se a ler os papéis que, antecipadamente, alguém lhes tinha escrito, não fosse a boca fugir-lhes para a verdade. Foi, sem dúvida, um perfeito acto de hipocrisia, o qual ficou bem patente nos elogios mútuos, quando todos estavam com amargos de boca bem visíveis.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Janeiro 22 2020

Agora que Isabel dos Santos caiu em desgraça, um pouco por todo o lado, mas sobretudo em Portugal, surgem todos os dias os mais variados políticos, armados em virgens púdicas, (re)afirmando a toda a hora que jamais souberam o que que fosse, chutando para canto qualquer sombra de inquietude, já que, segundo eles, quem deverá ter as orelhas a arder são os reguladores, entidades que como bem sabemos de independência têm pouco ou nada.

Não há político, designadamente aqueles que se posicionam no designado centrão, que não tenha estendido a passadeira vermelho e não tenha cantado hossanas àquela “empresária”. Desde presidentes de câmara, passando por ministros, primeiros-ministros e presidentes da república, sem esquecer bancários, grandes escritórios de advogados, entre tantos outros, todos olhavam para o lado e jamais se questionaram sobre a origem do dinheiro, aliás manchado de sangue como todos sabiam.

Uma ressalva, em forma de louvor, apenas para Ana Gomes, a única que nunca calou a revolta que sentia relativamente à idoneidade da filha do ex-presidente angolano.

Por último, uma chama de atenção para as palavras de hoje de António Costa, o qual disse e cito de cor: “Isabel dos Santos jamais teve, em Portugal, um tratamento preferencial”. Caramba, é preciso ter cara de pau para proferir estas palavras sem se rir.

Aditamento em 2020.01.24, pelas 21h40: 

Boa noite,

Li agora o seu artigo de opinião e venho por este meio felicita lo por aquilo que escreveu, pois ainda hoje falei sobre isso com a minha mulher...nao poderia estar mais de acordo com tudo o que escreveu...O problema é que mais uma vez, não haverá responsáveis, encobrem se todos uns aos outros...pois todos andaram a "comer" e nós aqui continuamos a fazer contas á vida todos os meses...é assim o sistema e há de continuar infelizmente, e a Ana Gomes que diz e despoleta toda a verdade nua e crua irá sempre ser apelidada de extremista, radicalista e uma personagem a não levar em conta...

Cump

Rui Sousa

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06

Novembro 15 2019

Até agora os professores flexibilizaram, ou seja, foram, de certo modo, obrigados a dobrar a espinha e ir ao encontro das novas pedagogias/estratégias preconizadas pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, e sua corte – leia-se, de entre outros, Ariana Cosme, a coqueluche do novo eduquês. Uma nota: a flexibilização não tem outros fins que não a facilitação da  progressão escolar.

Agora, o governo de António Costa, já que o ME, Tiago Brandão Rodrigues, não conta para nada, quer, de uma vez para sempre, fazer rastejar os professores, obrigando-os a acabar com as retenções até ao 9º ano. Por agora, uma vez ter a certeza que tal medida, mais ano menos ano, se estenderá até ao final do secundário. A defesa de tal medida é feita com recurso à demagogia mais rasteira que já se viu. Por um lado, argumentam que tal medida ira poupar aos cofres públicos cerca de 200 milhões de euros por ano – já ouvi 500 e até 600 milhões -, e, por outro, que para tal bastaria que os professores e as escolas trabalhassem mais e melhor, acompanhando, deste modo, mais amiúde os alunos com dificuldades e em risco de reprovação. Aqui para nós, como se já não fizessem.

Ora, se o primeiro argumento já é, para a uma boa parte dos portugueses, tentador, uma vez acharem que o ensino é um enormíssimo sorvedouro dos dinheiros públicos, o segundo é tipo cereja em cima do bolo, uma vez que, nos últimos anos, se tem feito passar insistentemente a ideia de que os professores são uns privilegiados, i.e., ganham muito bem, não fazem nenhum e, ainda por cima, têm três meses de férias por ano. Por isso, se o ME vai fazer com os professores façam o pino, subam pelas paredes, passem 24 sobre 24 horas a trabalhar com este tipo de alunos, a maioria dos quais não quer aprender e tem raiva a quem queira, há sempre quem os aplauda.

Aliás, o desprimor relativamente à classe docente já vem do tempo de José Sócrates, cuja Ministra da Educação má memória, Maria de Lurdes Rodrigues, numa tentativa de domesticar aquela proclamou que a poderia perder, mas, em compensação, ganharia a opinião pública.

Por fim, não ficaria de bem comigo mesmo se não aludisse ao proferido por David Justino, há cerca de quatro anos, ainda na qualidade de presidente o CNE, o qual defendeu algo idêntico ao que este governo actualmente defende. Como se costuma dizer, no melhor pano cai a nódoa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:36

Outubro 15 2019

O próximo governo, hoje apresentado, por António Costa, ao PR será, desde 1976, constituído por mais ministérios e, consequentemente, com maior número de secretarias de estado. Se isto, já de si, é muito mau, péssimo, péssimo é a sua constituição.

Mais do mesmo é o que se ouve comumente. Se até agora se levavam familiares para os mais diversos gabinetes, agora não será necessário. Elevam-se a ministros e secretários de estado e … assunto resolvido.

Então, no que concerne à Educação – para mim será sempre Ensino – é a prova mais que provada que o PS, ao manter o não-ministro Tiago Brandão Rodrigues, decidiu continuar a desvalorizar por completo este importantíssimo sector do Estado. Lamento dizê-lo, mas trata-se de um político que nada sabe sobre a área que tutela, ou melhor, faz que tutela, e, ainda por cima, sem qualquer força a nível governamental.

Sinceramente, não é desilusão, pois para a ter era necessário acreditar em algo de bom que viesse deste campo. Assim, é somente tristeza por constatar a enorme incerteza que o futuro nos trará.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:32

Setembro 27 2019

Em termos de dicionário a palavra tancos não existe e o que aparece mais aproximado, numa simples busca, no Priberam, é tansos. Ora, sem sombra para dúvidas, sobre o furto de Tancos e novela posterior, o que António Costa e consequentemente o PS/governo nos querem fazer passar é por tansos, i.e., por patetas, simplórios, tolos e totós.

É que das duas uma: ou o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, falou sobre tal matéria com o primeiro-ministro e automaticamente este mentiu, tal como aquele, ao dizer que jamais soube o que quer que seja; ou, o ex-ministro nada disse a António Costa, bem como nada falou, durante meses e meses, em Conselho de Ministros, o que se traduz numa enormíssima falta de lealdade governamental.

Como é lógico este é mais um caso que não pode ser varrido para debaixo do tapete, com a desculpa de ser algo entregue aos meandros da Justiça. Não, este é um facto político e como tal deve ser julgado pelos cidadãos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:20

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Julho 2021
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
17

18
19
20
21
23
24

25
26
27
28
29
30
31


arquivos

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
blogs SAPO