O meu ponto de vista

Agosto 31 2020

Vamos avançando nos estudos, a pesquisa não tem fim e a ciência alarga-se para além dos limites. Para uns é óptimo, uma vez que novas perspectivas se abrem, para outros, porém, é algo que apenas vem confundir o que é simples, ou melhor pretende-se que seja descomplicado: o amor.

Agora, com o (des)norte dos ecologistas, discute-se o amor circular, no seu conceito lato. E como tal deve ser encarado como uma ferramenta preciosa, uma vez mostrar-nos um modelo de desenvolvimento emocional, i.e., que nos permite preservar os recursos naturais, optimizar a produção e minimizar os riscos sistémicos eliminando, deste modo, as ineficiências. É um modelo apelidado por muitos de idealista, mas, defendem os seus progenitores, se falássemos aos nossos antepassados do conceito de telemóvel, também esse seria idealista.

Aduzem aqueles que o crescimento afectivo, baseado no modelo linear de emoções, assenta na dependência de recursos finitos, já que não somos ilimitados, e todos sabemos que, para as comunidades – familiar, grupal, profissional, entre tantas outras –, a palavra dependência gera pânico. Numa amizade circular, as pessoas garantem a sua autonomia através do controlo de cada passo/caminho ao longo das suas vidas. Obviamente que isto representa uma mudança radical na forma como nos relacionamos e nunca será fácil de imediato. No entanto, adiantam, se começarmos a aplicar conceitos de circularidade na escolha dos relacionamentos, no desenho dos nossos objectivos e no reaproveitamento dos nossos carismas, a transição para este novo modelo acontecerá de forma orgânica.

Quanto a mim, que não vou facilmente em cantigas, o elemento-chave, impossível de dissociar deste modelo ou de qualquer outro, é aquele que me tem orientado desde que me conheço: Amar a Deus acima de todas as coisas e Amar o próximo como a mim mesmo. Ponto final!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:51

Junho 16 2019

O tema só é controverso para alguns. A larga maioria defende - e bem - que a formação de família é seu maior propósito. Cada vez mais, infelizmente, tal é adiado para idades mais tardias. As razões podem ser sociais, económicas ou de estabilidade amorosa e o mais frequente entre os jovens casais portugueses é ter o primeiro filho depois dos 30 anos.

O que todos bem sabemos – sim, eu sei que é algo à Lá Palisse – é que sem filhos não existem netos. E, como é óbvio, sem netos não existem avós. Falo, de um forma simples, mas igualmente muito interiorizada, por saber o quanto é bom ser avô e também por possuir igual certeza da imensa felicidade que os netos sentem quando têm os pais dos progenitores por perto.

Os avós não são apenas pais duas vezes e muito menos aqueles que tudo fazem para comprazer aos netos. Eles são, do mais profundo do seu coração, o elo que faz a ponte entre a autoridade natural dos pais e a benignidade e o carinho que as crianças, pelo menos os da mais tenra idade, necessitam para sobreviver no dia-a-dia, tantas vezes abespinhado. Sempre assim foi e ai daqueles que colocam esta verdade irrefutável em causa. Jamais se lamente o amor que os avós dedicam aos netos. O que se deve verdadeiramente deplorar são aqueles que, por um ou outro motivo, não usufruem deste importantíssimo calor filiar.

Não está apenas em causa uma relação familiar, tanto mais que por muito que ame a minha filha, adoro muito mais a minha neta. Há quem queira à luz da Ciência dilucidar tal fenómeno. Ora, jamais a Ciência pode explicar a relação entre netos e avós, tantas vezes incompreendida até pelos próprios pais. Aquela, aliás, não pode ser para aqui chamada uma vez que perante uma nova vida, por muito que a possa explicar, nunca alcançará o dom que possa traduzir por palavras o amor que une filhos e pais e, sobretudo, avós e netos.

Finalizo com um voto para a minha adorada neta. No dia do teu 4º aniversário um beijo do tamanho do mundo deste avô que te adora mais que tudo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:04

Maio 22 2019

Um dos maiores, senão o maior, poema de Florbela Espanca diz “Eu quero amar, amar perdidamente!/ Amar só por amar: Aqui... além.../ Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente…/ Amar! Amar! E não amar ninguém!”, aliás cantado divinamente por Amália Rodrigues e Cidália Moreira. Com toda a franqueza não quero, nesta idade, amar tão profundamente como o descrito por aquela poetisa nos seus verdes anos. Todavia, contentava-me viver, sempre e bem, viver perdidamente, desfrutando de tudo o que vida tem para oferecer, recordando o que ficou para trás e ansiando pelo que se anuncia mais para a frente.

Vida colorida e deliciosa? Sim, é possível, desde que se saiba fazer algumas escolhas. Começando na alimentação, de que não sou exemplo para ninguém, a qual poderá fazer toda a diferença na nossa qualidade de vida e, inclusivamente, autonomia. Dormir melhor é outro atributo. Sei de experiência feita a sua enorme importância, uma vez não saber o que é uma noite bem dormida há muita, bem como todas as consequências daí inerentes como, por exemplo, a irritabilidade.

As pessoas felizes são mais optimistas e tendem a distribuir a sua energia e a espalhar boas vibrações a quem as rodeia. O segredo dessa felicidade? Por vezes, algo tão simples como rir alto e de modo sincero, o que provoca uma quebra nas hormonas de stress e o aumento das endorfinas, hormonas responsáveis pela sensação de felicidade. Ou, então, pensar positivo. Por que razão tem o corpo de estar meio cheio quando pode estar meio cheio? Parece que não, mas faz toda a diferença

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Outubro 20 2016

Todos ansiamos pela felicidade. Todavia, se sabemos qual a meta a alcançar, desconhecemos os caminhos, as estratégias e, sobretudo, com quem lá podemos chegar. São muitas as teorias em redor desta questão, a maior parte das quais colocam em dois pratos distintos da balança a motivação e a(s) personagem(s). Há ainda quem, agora, defenda a relevância de uma outra variável nesta equação: os mais felizes não são aqueles que dizem amar incondicionalmente, que trocam diariamente juras de amor, mas sim aqueles que enfrentam, quotidianamente, os maiores desafios que a vida acarreta.

Uma relação que não traga “chatices nem angústias não é, necessariamente, a que traz mais felicidade. Segundo estudos levados a cabo por Rosabeth Kanter, da Universidade de Harvard, “quando os parceiros sentem que estão a fazer a diferença no relacionamento e a contribuir para o seu crescimento de forma decisiva, são mais felizes e, principalmente, mais motivados”.  E a investigação vai mais longe, adiantando que “o factor salário e remuneração é relevante para a relação, mas não foi identificado como sendo determinante para a felicidade”. Aqui acrescento o velho adágio “o dinheiro não dá felicidade, mas que ajuda, ajuda”.

É, pois, na realização de tarefas ou funções desafiantes e capazes de mudar o destino da relação, que as sensações de felicidade mais se notam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Setembro 21 2016

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Já se esqueceu da última vez em que foi amado(a)? Não se sinta constrangido(a). Basta começar a um nível tranquilo e, à medida que se sentir mais confiante, intensifique gradualmente o esforço. Se necessitar de um incentivo, não hesite em desafiar um(a) amigo(a) para o(a) acompanhar, pois para além do convívio – aliás, importantíssimo – beneficiam ambos da actividade.

Deveras relevante é não desistir. Por isso, talvez o melhor seja começar por algo de que goste. Ou por uma actividade simples, como uma ida ao cinema, a qual pode ser feita ao final do dia. O único “equipamento” que requer é paciência, saber ouvir e proporcionar conforto. É conveniente levar uma garrafa de água, para manter bons níveis de hidratação, bem como para que o órgão móvel da sua cavidade bucal não desseque.

O essencial é sentir-se bem e, acima de tudo, sempre melhor. Experimente. Vai ver que nota a diferença.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:23

Dezembro 22 2015

O que é o amor? Há muitas explicações, quer sejam filosóficas, emocionais ou mais ou menos racionais. Há, inclusive, quem não acredite em tal. Manda, porém, a verdade dizer que sem amor ninguém consegue sobreviver. E todos, sem excepção, ansiamos por ele, ou até pelas simples migalhas que caem da mesa onde é servido.

O amor é o espelho da alma, o reflexo das acções, o poder das decisões e, sobretudo, o conjunto das atitudes e comportamentos. O que lemos quando analisamos a afectividade são o resultado dessas decisões e as tendências gerais que, por sua vez, auxiliam o responsável pelos batimentos cardíacos a tomar novas decisões, diminuindo ou aumentando, consoante as circunstâncias, a incerteza desses momentos.

Por isso, quando aprofundamos as análises que fazemos e extraímos leituras da realidade, sabemos que estamos a contribuir com um activo valioso para a nossa vivência relacional.

Os caminhos do amor, à semelhança dos do Senhor, são insondáveis e daí a riqueza dos mesmos. O que sabemos é que umas vezes se cruzam, outras correm paralelos e, amiúde, infelizmente, jamais se encontram, sendo que, para o presente caso, a primeira hipótese seja a mais desejável. Que existe interferência, seja ela directa ou indirecta, isso é indesmentível.

E, naturalmente, é tentador que aquela interferência se faça no sentido de permitir que as pessoas desempenhem plenamente o seu papel estruturante na relação, desde logo criando bem-estar e prazer mútuo.

Sendo certo que também não tenho resposta às muitas questões que a mim próprio coloco, de uma coisa estou convicto: tudo o que sabemos é uma ínfima parte do que sentimos e, por isso, importa que seja muito mais os sentimentos a falar que a mera competição de palavras.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:48

Abril 04 2015

Cristo Crucificado.jpg

 Cristo Crucificado

Dizemos, vulgarmente, que a Morte de Jesus no Calvário foi um sacrifício. Não A entendo assim, pois foi, antes de mais, um acto de amor. Com isto quero dizer que, n’Aquele lugar, o importante não foi terem tirado a vida a Jesus, mas Ele tê-la dado em oferecimento por todos nós.

Este oferecimento de Si próprio, manifestou-se na Morte, i.e., no dar a vida. Se a Eucaristia é o memorial desta Morte, ela é também, por isso mesmo, a redenção de todos nós, uma vez que, a qualquer momento, podemos ascender à Sua Glória, por muito pecadores – eu, me confesso – que sejamos.

Jesus deu a vida por amor para com o Pai e para com todos nós. Para Ele foi sinal desse amor, porque «ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos Seus amigos» (Jo 15, 13).

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:30

Agosto 23 2011

A linha que separa a caracterização de paixão e amor pode ser muito ténue, sendo importante reflectir sobre este facto. Serão a mesma coisa? Serão diferentes?

A ideia de paixão desde que o Homem decidiu começar a transformar a natureza em benefício próprio, pois nos primórdios, quando ele caçava, pescava e criava, fazia-o para facilitar o seu quotidiano e, assim, garantir a sobrevivência da sua espécie. Aqui o Homem colocava paixão naquilo que executava.

Numa fase posterior, conhecemos uma evolução forte a todos os níveis, onde novas classes agregacionais surgiram e novas especializações tornaram-se necessárias e fundamentais. Este processo evolutivo perpetuou a edificação de normas de conduta entre pessoas envolvidas, evoluindo para o que actualmente apelidamos de amor.

Ora, sendo certo que a segunda não existe sem que se manifeste a primeira, também não é menos verdade que esta nem sempre origina a outra.

As relações entre as pessoas passaram por colossais mutações, que vão desde a substituição progressiva do esforço humano por novas tecnologias e máquinas, até à concepção dos direitos e deveres entre homens e mulheres. Assim, no passado, as pessoas poderiam ficar anos e anos juntas sem existência de qualquer compatibilidade. Era o tempo em que a segurança falava mais alto.

Nos dias de hoje, contudo, as relações alteraram-se e para alcançar níveis de sucesso e êxito elevados é necessário apostar fortemente em desenvolver capacidades como a criatividade, conhecimento, versatilidade, celeridade e, sobretudo, um número superior de afinidades. Hoje em dia, mais que nunca, é necessário compreender o outro e tudo fazer para a inexistência de estagnação e falta de interesse para absorver novos conhecimentos e experiências, ou seja, jamais entrar pela rotina diária.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:18
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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