O meu ponto de vista

Fevereiro 24 2021

Senão todos, pelo menos a esmagadora maioria é pai e/ou mãe. Aliás, mesmo aqueles(as) que o não são sabem que o seguinte é verdade: Os filhos, mas também os netos, passam a vida a contrariar os mais velhos, sejam eles progenitores, avós e/ou outros. É aquilo que se costuma dizer: É a lei da vida.

É um dado adquirido e sem deixar a “coisa” em lume brando, o certo é que contestar sempre, por tudo e a todos os momentos, a maior parte das vezes é pura perda de tempo. Com o passar dos anos a excitação própria da juventude – em mecânica designa-se por vibração – acabará por passar. Não digo em todos e na mesma altura, mas que passa e eles assentam é uma verdade irrefutável.

Hoje-em-dia os professores, os quais fazem e são vistos inúmeras vezes como pais/mães, são motivo de contestação de uma forma veemente e continuada. Não fossem adultos e já experimentados e poder-se-ia dizer que se estava em presença de bullyng. Se o decente diz para fazer de um modo, os alunos tentam, por todas as formas, fazer de outro. Quando no final o resultado é manifestamente mau ou pior, a culpa é do docente: Ou porque não ensinou convenientemente, na versão dos alunos, ou porque não foi persistente – estou a ser benéfico nesta adjectivação – no entender dos pais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:26

Outubro 06 2020

Não sou o primeiro a escrever sobre este assunto, mas mais vale tarde que nunca. Aliás, sobre tal acontecimento nunca as vozes são demais.

Bem, vamos à questão. Com pompa e circunstância, reunião presencialmente o Conselho de Estado (CE), sobre a presidência do Presidente da República, como é óbvio. Afirmei com pompa e circunstância uma vez ter contado com a presença de Ursula von der Leyen, digníssima presidente da Comissão da União Europeia (EU).

Até aqui nada de muito novo, já que o anterior presidente da EU, Jacques Delors, também chegou a estar presente numa reunião do CE. Tudo mudou, porém, quando se soube que um dos conselheiros, Lobo Xavier, veio, dois dias depois, afirmar que estava positivo em termos de Covid-19. Caiu o Carmo e a Trindade. Todos os presentes, de imediato, foram avisados e submetidos a vários testes. Por exemplo, o nosso PR testou pelo menos três vezes. Felizmente todos deram negativo, pelo que prosseguiram com as suas agendas deveras importantíssimas. Aliás, como viveríamos nós se algumas daquelas excelsas personalidades tivesse testado positivo e permanecido em quarentena? Nem quero pensar.

Ironias à parte, o certo é que vimos onde o aludido órgão do Estado se reuniu. Para além dos seus membros estarem sentados a bem mais de dois metros de cada um, a sala tinha um pé alto e ar condicionado, com troca constante de ar entre o interior e exterior. Tudo bem, pois assim deve acontecer sempre que se reunirem mais de seis pessoas.

Agora, comparem com o que se passa nas nossas escolas. Na esmagadora maioria delas, existem vinte e muitos alunos em salas acanhados, sem rarefacção do ar, com distância social muito inferior a um metro e cujos ocupantes apresentam uma interacção constante. Mesmo que haja um caso positivo, somente se apresentarem sintomas graves é que são testados os colegas e professores.

É caso para dizer: quando for grande quero ser governante, conselheiro de Estado, etc., etc.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:22

Abril 21 2020

Nunca os professores trabalharam tanto como agora. Desdobram-se entre reuniões por videoconferência, as quais são marcadas por tudo e por nada, manuseiam plataformas, muitas das quais jamais tinham sequer ouvido falar, e outras pafernálias que, segundo se diz de confidencialidade nada têm, descobrem truques e malabarismos para melhor chegar a palavra e a imagem aos seus alunos, algumas vezes até parecendo líderes as novas seitas religiosas, (re)inventam formas de inovar com o fim de “malsinarem” os seus saberes, quase à semelhança de qualquer vendedor de banha da cobra.

A intenção é excelente. Damos o litro e mais alguma coisa. Transpiramos tecnologia por todos os poros. A qualquer hora do dia marcamos aulas e enviamos os respectivos convites. É com toda a sinceridade que o digo. O pior é o resultado. Se não é nulo, pouco mais é. Tanto sacrifício para depois morrer na praia.

Relativamente aos discentes, então nem é bom falar. Sempre sonolentos, esfregando constantemente os olhos e afirmando que ainda estão em jejum. Quando se descuidam nota-se o pijama ainda vestido e a desordem do quarto é soberana. Alguns, os mais espertos, longe de serem inteligentes, apresentam-se sempre de câmara desligada. Quando lhe pedimos para a ligar a resposta é pronta: “este computador não tem ou está danificada”.

Acreditem que há dois meses jamais me passaria pela cabeça dizer isto: que saudades das aulas presenciais!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Fevereiro 11 2020

Quem me conhece sabe que sou um optimista nato e, por isso, acredito num futuro melhor. Porém, talvez devido à idade, tenho sentido o dosear de entusiasmo, o que me deixa algo constrangido. De modo algum tal sintoma descarrilará para depressão, mas que é, por vezes, angustiante não deixa de ser verdade.

Presumo que uma das causas do crescente mal-estar se deva à profissão que abracei há mais de quarenta anos. O ensino, se não anda pelas ruas da amargura, para lá caminha. Não porque haja docentes e não-docentes a não darem o seu melhor, mas sim pelo lado da educação. Os maus hábitos, a falta de princípios, os baixos valores que em casa são transmitidos levam a um estado calamitoso dentro e fora da sala de aula.

A linguagem de carroceiro, o uso intenso de toda uma pafernália de novas tecnologias, a começar (e acabar!) no telemóvel, o não se interessar por nada, por muito que os mestres tentem pintar diariamente o céu de azul, o recusar-se a aprender e, pior ainda, não deixar que os outros aprendam, é o pão-nosso de cada dia das escolas.

Sim, bem sei que existem umas escolas melhores que outras, tal como não desconheço que professores existem em que o respeito é muito lindo e que todos ficam a ganhar. Falo da generalidade e do que ouço constantemente. E não se pense que os discentes anteriormente descritos pertencem a estratos sociais desfavorecidos, vítimas de um feroz capitalismo. Não, mil vezes não. Alguns dos alunos nestas condições até são filhos de professores e, infelizmente, muito protegidos por parte destes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:29

Novembro 12 2019

Devo ter uma costela estranha, já que me sinto um tanto e quanto diferente daqueles e daquelas, muito mais estas, como é óbvio, que diariamente me acompanham na árdua tarefa de ensinar. Ouço amiúde que não têm tempo para filhos, para passear, para ir ao cinema ou simplesmente para ver televisão. Depois de dar aulas apenas lhes sobram momentos para preparar novas aulas e testes, corrigir estes, preencher mil e umas grelhas, entre múltiplas outras tarefas. Aliás, quem estiver mesmo atento ficará convicto que nem dormem.

O que é certo é que quando estão em sala de alunos, de tarefas, de apoio, de disciplina, só para citar alguns dos locais onde preenchem a componente não lectiva a nível de estabelecimento, não fazem outra coisa que não seja corrigir testes e preparar novas aulas. Não o(a)s vejo perguntar o que quer que seja e/ou levantar o rabo da cadeira para atender um aluno que necessita de algo.

Mundo de hipocrisia. Se o fazem na escola não fazem em casa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:10

Setembro 16 2019

Se tudo correr conforme o planeado, hoje foi o primeiro dia dos últimos dois anos de aulas. Inicio já cansado o que não é bom augúrio. Longe vai o tempo em que estes primeiros dias de aulas eram preenchidíssimos e cheios de calor e, porque não dizê-lo, até com algum glamour. O contacto com os alunos que nos chegavam, sobretudo aqueles que até nós se dirigiam pela primeira vez, a palavra amiga dos pais e encarregados de educação, os últimos pormenores tratados com desvelo com os colegas e pessoal não docente, tudo servia para encher o peito e proclamar que “a luta é difícil mas a vitória é certa”.

Muita água passou debaixo das pontes e como o tempo não volta para trás, resta a nostalgia. Não sou daqueles, já o disse imensas vezes, que se voltasse atrás faria tudo igual. Bem pelo contrário. Tantas e tantas coisas que faria completamente diferente. Tantos factos, eventos e atitudes que enfrentaria de outro modo.

Hoje, com gosto, mas já com algum esforço é que lá vou. Os anos não perdoam e a vida tem sido - perdoem-me talvez o excesso de humildade - madrasta. E se aparento algum queixume, não é propositadamente, pois bem sei que aqueles que sofreram e sofrem mais que eu são em maior número que o contrário.

Entretanto, bom ano para todos os colegas e principalmente para os meus alunos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:34

Junho 18 2019

Foi publicado hoje, na II Série do DR, o diploma que estabelece o calendário escolar para o próximo ano lectivo. Este estabelece para os alunos, algo muito diferente para os docentes, os tempos de aulas, bem como a duração das pausas lectivas. Já agora e mais uma vez recordo que os professores têm os mesmos dias de férias que qualquer outro funcionário público. Se alguns dias, sobretudo, por ocasião do Natal, Carnaval e Páscoa, professores existem – não todos, reafirmo - que não vão à escola tal é devido à ausência de alunos.

O aludido calendário dispõe para o próximo o mesmo número de dias de aulas que este e os anos anteriores, cumprindo, aliás, legislação da AR. Todavia, só porque na época de Natal três semanas existem em que os discentes não vão à escola, lá se levantaram as carpideiras do costume, com a CONFAP na dianteira, afirmando que não têm onde colocar os filhos durante tanto tempo.

Assim, retomo uma proposta há muito falada e que se resume ao seguinte: transformem as escolas em lares/residências para estudantes, com a obrigatoriedade de funcionarem 365/ 366 dias por ano. Deste modo, os pais/EE só estariam com os educandos quando e onde entendessem. Os docentes, pelo seu lado, para além de ensinarem, passariam a ser também pais e, essencialmente, educadores durante 24 horas, incluindo feriados e fins-de-semana, como é óbvio.

Esta questão faz-me recordar uma situação por mim vivida há mais de dez anos. Nessa altura, por força de ocupar funções de gestão, visitei, nos finais de Junho/inícios de Julho, um jardim-de-infância por volta das 09h00. Daí a pouco, qual o meu espanto quando vejo um casal, vestido de calções e chinelos de praia, a “entregar” os seus filhos de 4/ 5 anos, dizendo alto e em bom som “beijinhos, queridos, os pais vão até à praia”. É evidente que nem a educadora, nem eu, poderíamos dizer o que nos ia no coração, pois, verdadeiramente, os progenitores não estavam a infringir qualquer lei. Apesar de reconhecermos que eticamente estavam a proceder mal, apenas estampámos sorrisos de esgar e …

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Fevereiro 05 2019

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No seguimento do artigo de ontem e também porque, mercê da ideia peregrina do actual governo, a educação inclusiva está a atamancar a vida das escolas, adianto declarar o que nunca pensei ousar dizer e muito menos escrever.

Por ser meu profundo entendimento, toda a vida pugnei por um ensino o mais democrático possível. Hoje, após 41 anos de serviço e a poucos de me aposentar, penso de modo algo diferente. Passo a explicar.

Continuo a afirmar, alto e em bom som de modo a que não hajam dúvidas, que todas as crianças devem obrigatoriamente frequentar a escola até uma determinada idade. Até aos 15/16 ou até aos 18 e mais? Sinceramente, acho que após os 15/16 só frequentaria quem merecesse. Este pensar assenta em experiência de muitos e muitos anos. Alunos existem que se arrastam diariamente pelas escolas, não aprendendo e, pior ainda, não deixando aprender, para além de contribuírem para um desgaste físico/psíquico de pessoal docente e não docente. Aliás, penso que a maioria do absentismo registado nestas classes - o qual, felizmente, não é tanto como se apregoa - é devido a este tipo de alunos, uma vez que o clima extremamente indisciplinado que criam nem todos o conseguem suportar.

Numa linguagem chão-a-chão, sem medo de errar, pode-se afirmar que estes não querem fazer nada, independentemente das tarefas propostas, a não ser torrar a paciência de uns e outros. Alguns afirmam-no com todo o à vontade. Por isso, deveria bastar, como primeira e obrigatória hipótese, uma simples declaração assinada pelo respectivo EE em como se responsabilizaria pela não frequência escolar. Na falta desta a escola deveria ser autónoma para suspender da frequência o discente.

A lei permite que após os 16 anos se possa ter um emprego. Para muitos que conheço, uma pá/enxada nas mãos, de manhã até à noite, fazia-lhes muito melhor que o pão que comem.

Podem chamar-me obtuso, reacionário, fascista, entre outros epítetos, pois é para esse lado que durmo melhor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:02

Fevereiro 04 2019

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A situação actual do país traz em si uma enorme oportunidade de evolução e o ensino pode e deve ser o seu catalisador. Assim os nossos alunos o queiram. É fundamental aprofundar o conhecimento, desafiar e partir para a acção, inspirando e ganhando confiança para atingir os objectivos.

Olhamos para os lados e fundamentalmente para o pequeno ecrã, nossa janela sobre o mundo, e percebemos que algo não está bem. A crise, que afinal é permanente, pode ajudar-nos. É uma oportunidade, e rara, de evolução, e o ensino, em momentos como este, assume contornos fundamentais. Há que potenciar toda a educação escolar e a formação profissional ministrada. Não estamos bem preparados. Aliás, não estamos mesmo bem. Por isso, há que mudar o click do interruptor.

Os discentes têm que investir, as empresas têm que investir, o país tem que investir e a Europa tem que investir. Conjugadas estas sinergias, há que colocar energia e avançar a toda a velocidade. Este é o nosso tempo e os vindouros não nos perdoarão senão aproveitarmos o que, na prática, nos é dado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:27

Maio 21 2018

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Como costuma dizer, na sua sabedoria, o nosso povo, mais vale tarde que nunca. Andávamos e andamos ainda todos a clamar que assim não se podem educar os filhos, que não há civilidade, cortesia e bons hábitos na juventude que lhes valha. Isto caso continuássemos como até aqui, i.e., enquanto os pais e/ou educadores não pudessem estabelecer regras e, em face do respectivo incumprimento, pudesse haver lugar aos consequentes castigos. Sublinho particularmente castigos.

Sim, estejam descansados os mais puristas e aqueles que advogam que nem com uma flor se deve tocar numa criança, que recuso peremptoriamente recuar ao tempo em que as punições eram sinónimo de reguadas, de pauladas, de chapadas, de açoites com cordas e cintos – bem, parece que para os lados da Academia do Sporting ainda, hoje em dia, se utilizam estes métodos.

Não, mil vezes não. Todavia, não se pode passar do oitenta para o zero. Enquanto em tempos muito – o muito é relativo - distantes se exercia a violência por dá cá esta palha, hoje nem um simples ralhete se pode dar a um filho e muito menos a um aluno.

Felizmente, porém, já existem psicólogos e, sobretudo, psiquiatras a manifestarem-se ao arrepio de tudo o que durante as últimas décadas andaram (andámos) a defender. Por exemplo, Daniel Sampaio, por todos conhecido como uma das maiores sumidades nacionais neste campo, vem afirmar que “têm que ser definidas regras e implementados castigos”. Adianta e lamenta ainda que “o que se passa é que nas famílias não há regras”.

Convém, afirmar que muitos dos actuais pais já foram “formados” neste limbo a que chamavam de educação. Agora, agora, limpem as mãos à parede …

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:24

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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