É sabido que durmo mal e pouco. Rara é noite em que não me levante quatro, cinco vezes para ir à casa de banho. A intervenção cirúrgica para corrigir o problema correu mal, tanto que o urologista que me operou, quando lhe perguntei o que tinha acontecido, respondeu-me com uma pergunta: “está vivo, não está?”. Afirmando que sim, ajuntou: “então, dê graças a Deus, uma vez que, na mesa de operação, vi-o mais para lá que para cá”. Contingências da vida, acrescento eu.
O sono é indispensável á sobrevivência, dizem os especialistas. É possível fazer greve de fome – bem necessitava, adianto eu, em jeito de humor negro -, porque a morte acontece, não apenas por exaustão, mas decorrente de colapso imunitário. Todavia, greve de sono é impossível, por muito que tenhamos vontade.
Pois é. Sono e imunidade. Sono e humor. Sono e cognição. Quantos dias não estou de mau humor e/ou a “carburar” mal uma vez que o sono é “coisa” de 24 horas Para contrariar tal devemos cuidar dos nossos hábitos de vida. São três as principais regras: boa alimentação e a horas, prática física e ocupação, seja profissional ou de aposentação, de tempo de forma regrada. Ora, manda a verdade dizer que raramente cumpro tais desideratos. Podia e devia discorrer sobre tais dislates, mas não vou lavar roupa suja em público. Por isso fico por aqui.