O meu ponto de vista

Junho 15 2021

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Nunca é demais denunciar o extraordinário declínio da natalidade no nosso país. Cada vez existem mais casais sem filhos e os poucos que têm coragem para enfrentar tal desiderato, têm-nos cada vez mais tarde e em menor número.

As explicações são muitas e servem para todos os gostos. Individualismo, egoísmo, hedonismo, pensar apenas no presente e, entre tantas outras, uma que considero fundamental: inexistência de condições económicas. Bem sei que a recorrência a este último argumento nem sempre é fundamentada, mas que tem muito de verdade é certo.

Como todos bem sabemos não há programa de governo que não contemple uma série de promessas sobre a matéria em questão. Promessas que não passam disso mesmo. O vento as leva.

Por outro lado, não existe governo que, em momento algum, não tenha um pendor eleitoralista. É assim com o interior, onde se diz que se vai investir muitos e fundos, mas há míngua dos votos que tais regiões dão, nada ou muito pouco se faz, como também assim é com a natalidade. Os bebés não votam. Ponto final.

Observe-se o apoio à terceira idade versus benefícios à natalidade. Os mais velhos reivindicam aumento de pensões, mesmo para aqueles que, por vontade própria, nunca descontaram um cêntimo, apoio aos lares, transportes gratuitos ou quase, amparo na saúde – são os mais despesistas, como é normal -, etc., etc. E isto independentemente de terem filhos muito bem instalados na vida e/ou possuírem uma excelente conta bancária. Contudo, como votam, os governos lá vão cedendo. Não tanto como querem, uma vez que o lençol é curto, mas vão obtendo benesses atrás de benesses.

É, pois, chagada a altura de inverter este tipo de política. Apoie-se o nascimento de crianças com uma doação – por exemplo 10 000 € -, criem-se creche e infantários gratuitos – por vezes custa mais a mensalidade de uma criança num destes estabelecimentos do que a propina de um universitário -, dêem-se mais e melhores condições às parturientes, tais como licenças prolongadas e pagas a 100 %, férias a dobrar, tantos dias de descanso por mês, entre outras. Tudo isto até a criança, por exemplo, atingir os seis anos. Mas caramba, façam qualquer coisa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:07

Acho que ainda existe um estigam em relação às mulheres no mundo de trabalho.
"dêem-se mais e melhores condições às parturientes, tais como licenças prolongadas e pagas a 100 %, férias a dobrar, tantos dias de descanso por mês, entre outras."
Na teoria poderá fazer sentido, mas na prática acabaria por originar a preferência por homens na hora da contratação. A mentalidade não está para aí virada.
Hoje em dia, adiamos cada vez mais o projeto de filhos. Há demasiada instabilidade laboral. Não há empregos para vida, há demasiada precariedade.
O ultimo fecha a porta a 19 de Junho de 2021 às 21:05

aquilo que se diz opiniao nao passa de uma treta.
Nao há nenhum extraordinario declinio de natalidade, apesar de serem muitos os tolos que vao na letra e a repetem.
Voce é dos que defendem que o governo pague as mulheres para parirem .
Nao vai mais vinho para essa narrativa.
s o s a 19 de Junho de 2021 às 23:38

Uma realidade que, creio que tem várias causas:
- a falta de apoio e condições dos nossos governos sucessivos é um facto;
- mas simultaneamente as condições laborais, o que levanta o problema financeiro no momento da decisão, pois como disse e bem uma mensalidade num infantário por vezes é mais caro que a propina da universidade;
- também há a falta de infantários abertos em períodos diferentes, seja até mais tarde no dia, seja não fecharem no verão. Há pais que têm mais que um trabalho, ou que trabalham por turnos e torna-se incompatível conciliar com as creches.
Enfim, se queremos os números a mudar é urgente, de facto, tomar atitudes.
Tri a 20 de Junho de 2021 às 00:26

Há muitos casais que têm tudo para ser pais e não são porque não lhes apetece e na volta acumulam animais de estimação como substituto de um filho e gastam rodos de dinheiro na mesma manutenção dos animais... enfim mundo nascido da geração chamada "sexo, drogas & rock n' roll" mas com menos valores do que esta mesma geração porque a geração dita hedonista quando teve que ser humana (luta contra a fome, apelo a paz mundial, angariação de fundos para ajudar em tragédias naturais e humanitárias diversas) era a primeira a dizer presente, hoje em dia apenas se preocupam com os animais
tron a 20 de Junho de 2021 às 01:08

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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