O meu ponto de vista

Maio 20 2016

Há dias em que a auto-estima cai. Nesses momentos temos de nos agarrar uns aos outros e pensar que estamos juntos. Pensar que o meu objectivo já está traçado e há que o cumprir e, se possível, da forma mais feliz. Por outro lado, há sempre alguém que nos inspira e é graças a e esse(s) que tenho o dever de também haurir os outros. Ninguém deve correr sozinho.

Costuma-se dizer e é uma verdade insofismável: o futuro é uma grande incógnita e a Deus pertence. Tudo pode acontecer. E é nesse eventual inesperado que reside a magia da vida. Há dias em que penso: porque é que estou a fazer isto? Se está a ser um sofrimento, porque continuo? Mas, depois, reflicto e digo: vá lá, só mais uma tentativa. É um dia de cada vez. Um pé à frente do outro, mais uma corrida, mais uma etapa vencida.

Procuro que não haja dramas. Aliás, este é um tempo em que não existe espaço para tal. Não vale a pena ter ilusões. É preciso apostar na prevenção e esta passa por saltar por cima – perdoem-me o pleonasmo – do sentido de “todo o terreno” que a vida me «obriga» a ser.

Esqueçam as recomendações que têm para me dar. Há muito que as sei de cor e sou imune às respectivas consequências. Por outro lado, descansem na vossa busca, uma vez acreditar na não existência de terapia para tal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:34

Março 25 2015

Têm sido dias muito frios. É um dado adquirido e, por isso, inquestionável. Aliás, todos aqueles que por dever andam na rua têm sentido as baixas temperaturas e, sobretudo, o vento cortante que, principalmente, à tarde vem fazendo-se sentir. Para agravar, amanhã, segundo as previsões, vai chover. E logo eu que queria lavrar para no dia seguinte semear milho.

Valha-nos que na próxima semana, pelo menos durante os primeiros dias, virão aí uns dias de Verão antecipado, com temperaturas a rondar os 30 graus. Bom para ir à praia!

Sentir a textura da areia, a frescura da água – bem talvez esta dispense – e o calor dos raios de sol é uma experiência que a maioria tem saudades. Se a isto juntarmos um robalo escalado, grelhado na brasa, e acompanhado de um bom vinho branco, então o prazer dobrará certamente. Se ainda juntarmos uma bela companhia, então será o paraíso na terra.

As roupas frescas e claras, a toalha de praia, os óculos de sol e o protector solar já estão a postos.

Só espero ter tempo para até lá fazer a aludida sementeira, pois caso contrário … lá se vai o bronzeado de Páscoa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:32

Setembro 10 2011

Na voragem do tempo tudo se consome, tudo passa, tudo se consolida ou desvanece e não é por acaso que se costuma dizer que o tempo tudo cura. Por outro lado, todos sabemos que nada é definitivo e a frase “nunca digas nunca” aí está a prová-lo. E, apesar da nossa memória ser curta, mesmo assim sempre recordamos um ou outro facto, uma ou outra situação, umas caricatas, outras nem tanto, sendo certo, porém, que, por vezes, vale a pena voltarmos ao passado.

Por isso, observando que Kadhafi, outrora o líder todo-poderoso da Líbia e grande amigo do nosso ex-primeiro, se encontra fugido em parte incerta, procurado pelos rebeldes, os quais colocaram a sua cabeça a prémio, lembro o que em finais de Agosto do ano passado, numa visita a Itália, defendeu que o Islão deveria tornar-se, no menor prazo de tempo possível, a religião de toda a Europa, ou seja, ao fim de dez anos todos nós deveríamos adorar apenas Alá.

Afinal, viu-se quem teve de mudar!

Ah, já agora, evocando novamente a aludida visita, diga-se que Kadhafi, num gesto de enorme extravagância que, aliás, lhe era tão característico, enviou 30 cavalos puro-sangue para Itália com vista a que desfilassem numa parada. Como todos vimos recentemente, a sua verborreia, jactância e auto-endeusamento custou-lhe caro. O povo líbio, cansado de tanto vilipêndio, acabou com a demência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 00:15
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Agosto 04 2011

Encontro-me numa daquelas circunstâncias – acontece às melhores famílias (!) - em que se tem muito tempo mas pouquíssima vontade de fazer o que quer que seja. Sabendo disso, pessoa amiga comentava:

- Olha, tem tudo a ver com a positividade, com a forma de começar bem o dia, com referências a coisas que nos façam lembrar bons momentos.

E, eu, como homem bem mandado, lá vou recordando belos instantes, revendo fotos de férias, festas, viagens, mas a verdade é que não dá. O aborrimento, para minha desdita, continua a persistir.

Ver televisão horas a fio, por muito que se tenham dezenas e dezenas de canais à escolha, cansa. Ler livro atrás de livro, por muito criteriosa que tenha sido a selecção, é, passados alguns dias, saturante. “Navegar” pela Web, numa altura em que a silly season poucas ou nenhumas novidades trás, e em que, ainda por cima, os emails dos amigos rareiam, torna-se, passados poucos minutos, fatigante. Até a leitura dos jornais é entediante, pois as notícias são, na sua maioria, já conhecidas.

Vale a visita de familiares e amigos. Nesta casa a transbordar de afectos, onde cada divisão é muito mais do que uma sucessão de espaços acolhedores, sabe muito bem receber aqueles que vêm por bem. Aqui encontram um “lar, doce lar”, no real sentido da expressão onde objectos e móveis se cruzam com simplicidade, contam histórias diversas, tudo devidamente mesclado numa energizante aura de suaves tonalidades cromáticas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33
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Abril 28 2011

Dizem os ingleses e é verdade time is money. Consciente de nem sempre ter sido um modelo no que a esta temática diz respeito e, de modo algum, pretender dar lições a quem quer que seja, acrescento, todavia, que cada vez menos tenho pachorra – perdoem-me o plebeísmo da expressão – para assistir a determinados eventos.

É evidente, como, aliás, do anteriormente exposto se pode inferir, que com isto não quero dizer que nunca o tenha feito ou, até, que não o venha a fazer. Erros todos os cometemos – alguns até com a melhor das intenções - e quem estiver livre que atire a primeira pedra. Mais: fretes todos fazemos e, pela minha parte, procuro jamais dizer “desta água não beberei”.

Contudo, a insistência em determinados eventos, os quais provaram, desde a primeira hora, a ausência de qualquer valor acrescentado, causa-me admiração. Por apenas ver naqueles uma perda inútil de tempo, um gasto desnecessário de verbas, algo que com a crise que atravessamos ainda mais me preocupa, bem como por os antever transformados, cada vez mais, em autênticos “corredores de fama” e em beija-mãos pacóvio, fruto de um servilismo alarve, sou de opinião de que é nossa obrigação sermos criteriosos na utilização do já escassíssimo tempo livre que cada um dispõe.

Se nos dermos ao trabalho, passado poucas semanas ou meses, de inquirir a generalidade dos presentes em muitos dos encontros e/ou debates, independentemente do domínio abordado, sobre se recordam algo deveras relevante, não tenho a menor dúvida que a larga maioria de pouco ou nada se lembra, o que, sem sombra para dúvidas, abona a favor da minha tese e ilustra bem as palavras supra.

Por isso, há que dedicar todo o nosso esforço ao que realmente importa: desempenho profissional e família. Isto, porém, sem descurarmos a verdadeira formação, a qual, como é óbvio, é imprescindível.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:37

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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