O meu ponto de vista

Abril 02 2014

Sim, ele sabia que, mais cedo ou mais tarde, ela haveria de aparecer. Mulher curiosa, capaz de reflectir sobre as suas experiências e extrair aprendizagens relevantes, orientadas para o bom senso e uma partilha a dois. Por outro lado, a capacidade analítica e a resolução de problemas, uma comunicação encantadora, eficaz e, principalmente, capaz de estabelecer pontes onde os outros apenas vêm margens em forma de penhascos, são outros dos seus predicados.

Não se conheciam pessoalmente, apesar de ambos, ao longo do tempo, terem mantido contacto e interesse em se encontrarem. Isto não quer dizer indecisão, demora na aproximação, mas apenas fruto de circunstâncias várias, aguardando por melhores dias, pois as exigências profissionais, quer de um, quer de outro, assim o ditavam.

Ele, pelo seu lado, exigente não só quanto às suas actuais preocupações, mas tendo também em atenção o potencial de crescimento que a relação denotava, o sim não foi difícil, antes pelo contrário.

Independentemente do que se seguir, uma coisa têm a certeza: os passos serão dados em terra firme, uma vez que a urgência há muito deixou de fazer sentido.

O entendimento no cumprimento, o olhar cúmplice, o carinho, a ternura de um abraço forte e o sabor do beijo molhado de novo experimentado foram actos que substituíram, no momento do encontro, as palavras já algo “gastas” por muitas horas de conversa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:27

Agosto 31 2010

Frios ou quentes, claros ou sombrios, futuristas ou clássicos, os sentimentos podem ser tudo isso, mas aplicados a uma pessoa são algo mais: reveladores do gosto e até das ideias de quem os coloca em acção. Hoje em dia parece que falar em paixão é conversa desbotada. Infinito é a palavra mais acertada para descrever a palete de sentimentos que leva com que um homem faça da vida um jogo de sedução, diversão, filosofia, …, em suma, de amor.

Mas o toque de modernidade pode ser muito mais suave e, talvez, menos atribulado. Felizmente, dirão os adeptos de filosofias zen ou de gostos mais sóbrios. De facto, também nas relações, o estilo minimalista tem partidários acérrimos. E conjugação afectiva apropriada. A receita, como não poderia deixar de ser neste caso, é assaz simples: junte numa relação sentimentos fortes e brilhantes que não contrastem entre si, adicione uma pitada q.b. de bom senso e solidariedade e c’est tout

Já para quem não seja admirador de contemplações minimalistas, a solução pode passar por algo radicalmente diferente, do género possessivo, exacerbado, recheado de jogos florais, de não comprometimento e, porque não, até algo subversivo. Desordem ou caos sentimental? Responda quem puder …

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:25

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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