O meu ponto de vista

Maio 11 2019

Tiago Brandão Rodrigues, excelso ME – apenas no papel, entenda-se -, regressou de férias. Durante a crise esteve a banhos em Cabo Verde. Também, é verdade que ninguém deu pela sua ausência. Bem, já não de agora.

Por outro lado, Mário Nogueira, garantiu que, afinal não vai abandonar, por muito desiludido que esteja, o PCP. E mais: vai recandidatar-se a mais um mandato como secretário-geral da Fenprof.

Por isso, continua tudo como dantes, quartel-general em Abrantes …

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:34

Fevereiro 26 2019

Segundo últimas notícias, o ME já solicitou protecção especial às forças de segurança por causa das novas ameaças feitas pelos sindicatos de professores. Aliás, a nível governamental pensa-se até recorrer aos capacetes azuis da ONU, tal é o medo que os trespassa.

O abaixo assinado com cerca de 60 000 assinaturas, bem como a concentração no próximo dia 23 de Março, medidas que como bem sabemos são extremamente radicais e totalmente inusitadas neste rectângulo à beira-mar plantado, tudo tem contribuído para a ameaça a paz social que desde 2015 reina na 5 de Outubro.

Por isso, não tenho a menor dúvida que finalmente os docentes vão ver satisfeitas as suas reivindicações.

Claro que é indesmentível que os partidos da esquerda e da extrema-esquerda, que apoiam a geringonça, também ajudam e muito na prossecução destes objectivos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:02

Fevereiro 13 2019

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(imagem retirada daqui)

À porta do Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro, foi encontrado um recém-nascido abandonado. O bebé foi acolhido e alimentado pelos funcionários que decidiram dar conhecimento do assunto ao Ministro da Educação.

Passados oito dias, é emitido o seguinte despacho, dirigido ao Secretário de Estado:

“Forme-se um Grupo de Trabalho para investigar:

  1. a) Se o «encontrado» é produto doméstico deste Ministério;
  2. b) Se algum funcionário deste Ministério tem responsabilidades neste assunto."

 

Após um mês de investigação, o Grupo de Trabalho, conclui:

«O encontrado» nada tem a ver com este Ministério pelas razões seguintes:

“1 - Neste Ministério não se faz nada por prazer nem por amor;

2 - Neste Ministério jamais duas pessoas colaboram intimamente para fazerem alguma coisa de positivo;

3 - Neste Ministério tudo o que se faz não tem pés nem cabeça;

4 - No arquivo deste Ministério nada consta que se tivesse terminado em apenas 9 meses.”

 

Adenda: texto que me foi enviado por email, o qual mudei cirurgicamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:05
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Janeiro 23 2019

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Para os distraídos e, sobretudo, para os mais esquecidos recordo que Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, aquando da posse do actual ME disse “esperar diálogo e coragem por parte do novo ministro. A juventude do ministro pode ser uma vantagem. Alguém sem preconceitos, sem vícios, pode ser um contributo positivo para fazer algo de diferente. Os problemas são enormes e uma pessoa que vem da área de investigação, da área do cancro, não tem medo de enfrentar problemas. E isso é positivo”, acrescentou aquele sindicalista. Adiantou ainda que também esperava que este ministro da Educação ouvisse antes de decidir e que estivesse bem apoiado ao nível das secretarias de Estado. “Tem de ser alguém capaz de ter uma postura dialogante e negocial”.

Quando o ministro Tiago Brandão Rodrigues completou 50 dias de mandato, a Fenprof enviou um comunicado às redações a fazer um «balanço positivo» da ação governativa. «É como se o Ministério da Educação tivesse realizado obras de saneamento básico, aliás mais do que indispensáveis... A nova equipa ministerial limpou o entulho. Agora, há que partir para as medidas de fundo», salientou no documento o secretário-geral da Fenprof.

Caros amigos, quando pensam que isto foi dito? Trinta anos? Puro engano, pois foi apenas há três anos. De lá para cá andaram de braço dado. Diria mais: Mário Nogueira andou com o ME nas palmas das mãos e só recentemente viu que os encómios e o colinho tinham dado numa mão cheia de nada e descobriu que, para agravar a situação, até havia vontade por parte do governo em alterar o Estatuto da Carreira Docente.

Embalado umas vezes, fazendo-se morto outras, acordou agora para pedir a demissão do ME. Rasga as vestes e bate com o pé de tanta indignação. Ora, bem sei que a nossa memória é curta. Contudo, pensar que é tão diminuta assim é tentar ter prazer onde só existe dor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Janeiro 19 2019

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A avaliação externa das escolas, que começou a ser feita em 2006, vai entrar no seu terceiro ciclo. E, além de alargar o leque de estabelecimentos abrangidos, o Ministério da Educação pretende também renovar os critérios e a metodologia em que esta se baseia. O objetivo, segundo João Costa, Secretário de Estado da Educação, é tentar acrescentar aos indicadores tradicionais outros que permitam perceber melhor como as escolas funcionam e de que forma isso se reflete nos alunos: "Não me interessa saber se o aluno teve excelente nota se ele não tiver aprendido o que devia aprender", ilustrou, acrescentando que "índoles que afunilam a prática para a procura de um resultado" podem ter consequências negativas.

Extraordinária a cartilha deste governante e novo ideólogo do “eduquês”. Quem ler o que anteriormente está citado, dirá, numa primeira análise, que os alunos com boas notas podem não interessar para nada, uma vez que podem não ter aprendido o que Sua Excelência, no alto da sua sapiência, acha importante. O que importa que os docentes tenham avaliado e dado uma excelente nota? Nada, respondo eu. Enquanto todos não formos enformados e formatados pela “nova” cartilha não haverá descanso legislativo, administrativo e inspectivo por parte do ME.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:17

Outubro 17 2018

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A recente mudança de cadeiras ministeriais teve vencedores e vencidos, como é próprio da vida. Não interessa para aqui estar a falar de todos os vencedores e muitos menos dos vencidos. Importa, sim, o sinal claro que António Costa quis dar ao não remodelar o ME, Tiago Brandão Rodrigues, alguém cuja falta de casting e sobretudo desgaste é, sem sombra para dúvidas, muito maior que outros que perderam o poiso em S. Bento.

O nosso primeiro, há que o reconhecer, depois de vencer em toda a linha a luta dos professores pela contagem integral do tempo de serviço prestado – culpa dos partidos da esquerda da geringonça e dos seus apaniguados sindicalistas -, quis mostrar à saciedade que, após tal (retumbante) vitória, não podia mexer no seu menino de oiro. Caso contrário, como explicar que depois de um sucesso destes o titular da pasta levasse dois pontapés no dito cujo?

Nomes para tal lugar perfilavam-se desde há muito. Sabe-se que Maria Lurdes Rodrigues de má memória, e até Isabel Alçada, actual assessora do PR, entre outros, estavam muito desejosas de novamente ocupar o lugar na 5 de Outubro. O Costa (não do Castelo), porém, não lhes fez a vontade. Manda quem pode, obedece quem deve.

Todavia, pode ser que um dia destes, senão nas ruas, pelo menos nas urnas as contas lhe saiam furadas.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:03

Junho 12 2018

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Como já escrevi várias vezes, este governo prometeu tudo e mais alguma coisa. Umas vezes explicitamente, outras implicitamente e outras ainda dizendo nim, i.e., empurrando com a barriga o problema para a frente, facto aliás muito corrente nesta geringonça, na vã esperança que posteriormente surgisse uma solução ao fundo do túnel ou então que o mesmo se desvanecesse.

António Costa e o seu delfim Mário Centeno não se cansaram de proclamar aos quatros ventos que o fim da austeridade era um facto indesmentível, que havia dinheiro para a saúde, educação, justiça, etc, sem esquecer o aumento de pensões, descongelamento de carreiras na função pública e, como é óbvio, o consequente aumento dos salários. Em suma, esta era uma nova era e tínhamos um governo, acima de tudo, dialogante e pronto a estender a mão aos que dele se abeirassem.

O caso dos professores é paradigmático. Diálogo mensal, sorrisos a toda a hora, portas escancaradas do ME para as reivindicações há muito engavetadas e esperançosas de surgirem à luz do dia. Todavia, passada fase da empatia mútua, eis que surge a verdadeira face deste governo. Por isso, António Costa, à semelhança de Victor Gaspar, ex-ministro das Finanças de Passos Coelho, também disse com voz grossa “não há dinheiro”. Ponto final parágrafo.

Claro que os professores, até aqui amansados por uma Fenprof presa por rabos de palha, resolveram ir à luta. A greve às reuniões de avaliação em muitas escolas está na ordem do dia e a provocar mossa. Não admira, assim, que o ME, através de nota informativa (!!!) tenha deitado às malgas – diga-se, em abono da verdade, que é useiro e vezeiro em tal – toda a legislação que rege esta matéria.

Estou perfeitamente convencido que uma parte dos pais e encarregados de educação agradecem e aplaudem o gesto de Tiago Brandão (Lurdes) Rodrigues. Outra coisa, porém, é o caso dos directores de escolas seguirem os ditames da tutela mesmo sabendo que se trata efectivamente de uma ilegalidade. Pela amostra parece que têm a espinha muito curvada, para além de não terem frutos vermelhos muito apreciados em saladas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:51

Abril 16 2018

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A política educativa deste governo baseia-se no seguinte paradigma: planeamento q.b. e máximo possível de divertimento. Brinca-se ao ensino profissional, usa-se a Educação Física como arma de arremesso, desprestigia-se a Filosofia e, sobretudo, não se leva em linha de conta as opiniões abalizadas dos docentes. Apenas as associações amigas da geringonça são tidas em conta e até levadas ao colo.

A vertente das temáticas muito caras ao lema “aprender a brincar”, como são os casos do gaming, do desporto escolar, da música e do fenómeno Youtube, entre outros. Podemos dizer que o actual ME junta o brincar ao agradável, uma vez ter-se no mesmo espaço e em simultâneo as mais variadas situações, como é exemplo a possibilidade constante de participação em jogos e concursos e num ambiente de agitação confrangedora.

A diversão é, sem margem para dúvidas, um ingrediente reforçado no dia-a-dia das escolas. A disponibilidade permanente em diferentes áreas do entretenimento privilegiando as experiências e a vivência de emoções: espaço de videojogos, torneios disto e daquilo, karaokes, DJs, desfiles, consolas e simuladores, dando voz às suas mais “ilustres” ideias, pensamentos e estilos de vida. 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Abril 06 2018

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A Bíblia relata a batalha entre o jovem pastor David e o gigante Golias. Uma pedra de uma funda acertada no meio da testa deste último concedeu a vitória àquele.

Hoje, ao olharmos para as escolas como David e para o ME como Golias, conseguimos ver, com clareza, que não será um fisga qualquer a resolver a saga maléfica do financiamento. Vejamos a esquizofrenia: o ME coloca uma candidatura a um programa/acção/actividade. As escolas, quais sete cães a um osso, fazem tudo para serem aceites (1000 briefings, rebriefings como o procurement, 100 versões da proposta, etc., etc.). Finalmente, fazem contorcionismos para “encaixar” o seu modo de trabalhar e preços em tabelas pré-elaboradas em folhas excel, sim, porque nada existe sem orçamento prévio.

Aí começa a espera. Um dia, alguém sopra ao ouvido de uma escola, a qual já tem a corda na garganta, que foi uma das vencedoras. Uma vontade enorme apodera-se deste David para dar resposta às necessidades prementes. Convoca os colaboradores mais relacionados com a causa, dando-lhes horas de serviço para tal, contacta empresas fornecedoras, caso seja esse o caso, para iniciarem o fornecimento de materiais. Em suma, o trabalho começa em ritmo acelerado.

Eis, quando passado um/dois meses, vem a notícia de que afinal por contingências externas – leia-se cativações orçamentais – o aludido programa/acção/actividade tinha sido anulado.

Realço, por fim, que qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:11

Fevereiro 16 2018

Em tempos não muito distantes o então ME, Nuno Crato, não podia colocar o pé na rua que, fosse onde fosse, aí tinha a Fenprof, com meia-dúzia de docentes, mas todos com cartazes e apitos, a manifestar-lhe o seu repúdio e proclamando incessantemente “está na hora, está na hora, de NC ir embora”. Claro que os media, sobretudo as televisões, de modo algum eram esquecidas. Faziam, aliás, parte substancial da “luta”.

Recentemente, porém, tudo é diferente. Sopram outros ventos e o espírito de diálogo é permanente e, segundo se afirmava, muito profícuo. Bem, segundo querem fazer crer, parece que agora a mudança está em cima mesa e até novas greves estão marcadas.

Assim, uma vez que no próximo dia 19 de fevereiro o ministro de Educação vem a Anadia, nomeadamente às escolas do 1.º CEB, Vila Nova de Monsarros e Aguim, exijo à Fenprof que use os mesmos métodos e “monte” o aludido circo, tão conhecido de todos os portugueses. Os motivos não decresceram. Bem pelo contrário. Descongelamento e progressão na carreira, aposentação, componente lectiva/não lectiva, horários de trabalho, entre tantos outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

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