O meu ponto de vista

Janeiro 02 2015

Infelizmente continuamos em tempos de vacas magras, apesar dos centros comerciais estarem a rebentar pelas costuras, de tal modo que, em determinadas horas, é impossível arranjar um lugar para estacionar.

E a continuação do contexto de adversidade obriga os líderes a criarem novos paradigmas na condução diária das suas organizações. Contudo, perguntar-se-á: estarão os portugueses na rota certa?

De acordo com estudos, o comportamento de um líder influencia a motivação das equipas em 30%. Abro um parêntesis para chamar a atenção que líder não é apenas o topo da pirâmide de uma organização, já que as chefias intermédias, à sua escala, também são líderes. Voltando ao cerne da questão, os portugueses são, por natureza, capazes de delegar e orientar, mas enquanto líderes tendem, à medida que o tempo passa, a assumir o palco e, simultaneamente, a serem tolerantes com os erros dos outros. Uma contradição, à primeira vista, insanável e que tem dado maus resultados.

Todavia, manda a verdade dizer, que preferimos o mando tolerante, chegando ao limite do “deixa andar”, com o argumento que todos somos responsáveis – mentira descaradíssima -, do que o controle, o rigor e, sobretudo, a disciplina. Este clima ameno faz-nos serenos, pelo menos nos deveres, já que quanto aos direitos somos os primeiros a reivindicar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:14

Maio 12 2014

É irrefutável que Portugal continua a ser um dos países com uma das médias salariais mais baixa da EU e a política de contenção salarial parece ser, por enquanto, o melhor cenário com que os portugueses podem contar a médio prazo.

Controvérsias à parte, e tendo em conta que a melhoria de indicadores como o desemprego, apesar de contínua ainda é ténue, o facto é que nos próximos tempos teremos de permanecer nesta desditosa “crise” que teima em não nos deixar. Aliás, no que a mim me diz respeito, já solicitei, por mais de uma vez, o “divórcio”, mas ela insiste em continuar a viver comigo, atazanando-me a cabeça diariamente.

Perante esta situação económica que infelizmente continua instável, seguimos um processo complexo de (re)adaptação que tem exigido aos portugueses muitos sacrifícios na gestão do seu, cada vez mais magro, orçamento familiar.

Por outro lado, o sector empresarial tem feito todos os esforços para mudar de rumo, procurando reinventar-se: seja através de processos de internacionalização, potenciando exportações, ou reajustando os seus quadros numa lógica de optimização de recursos.

Todavia, o esforço colectivo continua a ser essencial para que possamos encontrar o caminho e consigamos ser mais objectivos e estratégicos nas metas do nosso país. Temos, sem dúvida, de apostar, cada vez mais, na qualificação e inovação dos recursos, se queremos tornar-nos realmente produtivos e competitivos. Aquela velha ideia, aliás muito portuguesa, de que não vale a pena esforçarmo-nos, i.e., se aceitarem que assim seja, muito bem, caso contrário, não comam ou deixem de lado, tem de ser arredada. Há que, de uma vez para sempre, em todo o lugar e em quaisquer circunstâncias, dar em cada dia o nosso melhor. Já lá diz o ditado: só não mudam os burros e nunca é tarde para mudar!

Naturalmente, as questões salariais, afectivas e emocionais terão o seu impacto na reconstrução desta Nação de oito séculos. É que uma política de baixos salários, desconforto no lar e no trabalho, bem como a ausência de lazer, origina um mal-estar permanente e, por isso, altamente desfavorável à produtividade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:24

Janeiro 03 2014

Se a pessoa mais procurada, em 2013, no Google foi, para espanto de muitos, a actriz porno Érica Fontes, destronando o badaladíssimo CR7, não tenho a menor dúvida que a palavra mais ouvida em Portugal foi crise. É, portando sobre a crise que hoje falarei, mais uma vez tendo como guião o que se passou no ano que acabou.

Sempre que a conjuntura se advinha particularmente penosa, independentemente do ponto do globo onde o cenário recessivo se desenrole, é comum escutar-se uma célebre máxima que procura mobilizar os diversos sectores da sociedade, i.e., que das fraquezas façam forças, ou, numa linguagem mais popular, façam das tripas coração, ultrapassando, deste modo, os obstáculos que se vão colocando ao longo do caminho.

Tal mensagem, celebrizada pelo malogrado presidente norte-americano, John Kennedy, em meados dos anos 50 do século passado, e lançada em forma de repto, tem na sua génese o termo crise que, quando escrito em chinês, é composto de dois caracteres: um representa perigo e o outro afigura oportunidade. Sendo certo que existem especialistas para quem esta questão carece de um fundo de verdade, pois, para estes, aquele vocábulo não pode ser assim literalmente traduzido, a questão não deixa, contudo, de fazer algum sentido, sobretudo se analisada à luz dos esforços que muitos encetaram – por exemplo, as exportações aumentaram, com especial destaque para o calçado, a economia cresceu, saindo, ainda que de modo ténue, do campo recessivo.

Mais do que um lugar-comum repetido em contextos motivacionais, a ideia de explorar as oportunidades, mesmo que escassas, que vão surgindo nestes tempos de crise, para melhor poder fazer face aos perigos que se multiplicam, deve ser o mote para todos.

Neste cenário é necessário colocar em marcha estratégias que permitam minimizar as perdas, de modo a ficar o menos possível imune às consequências nefastas da conjuntura.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:48

Outubro 21 2013

É inevitável. Lá volto eu a falar da crise e das consequentes medidas de austeridade. Mas também de que hei-de falar, hoje-em-dia, que seja tão interessante para a generalidade dos cidadãos? Em boa verdade apetecia-me dissertar sobre outra coisa qualquer, mas as preocupações que aquela acarreta, bem como o mal-estar que provoca, não me deixa outra alternativa. Assim, respigando uma ou outra notícia, aqui fica o desafronto.

1. Enquanto a maioria do funcionalismo público, i.e., todos aqueles que auferem ordenados superiores a 600 euros, irá sofrer um corte de 12% nos seus proventos, os gastos governamentais sobem 1,3 milhões de euros face a 2013 e 3,3 milhões de euros face a 2012.

Pois é! Com tantos motoristas, secretárias, assessores de “palmo e meio” a ganhar – desculpem-me o termo muito chão – balúrdios, não admira! É caso para dizer: enquanto uns morrem de fome, outros banqueteiam-se à grande e à francesa.

2. Todos conhecemos muito boas famílias, com vários descendentes e ascendentes, que vivem com o ordenado mínimo ou pouco mais. Algumas, é certo, fruto de má gestão - tanto a nível económico como, pior ainda, em termos emocionais - levam uma vida miserável. Outros, porém, com um enorme espírito de sacrifício, fazendo, na maioria das vezes, das tripas coração, conseguem levar, com dedicação, carinho e enlevo, uma vida sóbria, sem dúvida, mas digna.

Daí a minha enorme estranheza ao ouvir a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, dizer que tem "três filhos pequenos" e que cortes na função pública também a afectam, tendo, por isso, "pouca margem para poupar".

Quer dizer: a senhora ministra que vence mensalmente cerca de 5 000 euros, com carro e motorista às ordens, ajudas de custo para tudo e mais alguma coisa, tem dificuldades! Caramba, para não dizer um palavrão, o que hão-de dizer aqueles que anteriormente citei?

3. Por último, apesar da diminuição brutal do poder de compra registado nos últimos anos, de quinze países da UE, os portugueses são os que mais esforços financeiros fazem para pagar a conta da luz. E, no próximo ano, a factura volta a subir 2,8%, sendo que os consumidores ainda não começaram a pagar todo o crescente défice tarifário. Que Deus e todos os santos nos valham quando este começar a ser aplicado.

É ou não um despudor, uma vergonha sem limites, quando se ouvem os produtores reclamarem contra a diminuição das rendas eléctricas? Queriam ainda mais?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:06

Junho 18 2013

Aparentemente, progride-se na direcção certa, embora seja também evidente que é preciso acelerar o passo, pois o ponto de partida é desfavorável na maioria das dimensões.

Nunca como hoje os portugueses viveram um tão importante momento no que toca à sua capacidade de mudança. A mudarem de forma constante, infelizmente, na maior parte das vezes, para pior, mostram que estamos a diversificar, isto apesar dos muitos percalços que acontecem pelo caminho.

Todavia, se tal cenário se generalizasse significaria que o país estava, finalmente, a apostar em devida medida naquela que vem sendo apontada como uma das saídas para a miséria final, uma vez que estamos a ser bloqueados não só a nível das estratégias – a crise, a austeridade e o pior, o clima a isso conduzem -, como o nosso próprio estado de espírito a isso ajuda.

Estamos desesperados, angustiados e, sobretudo, aborrecidos, sendo que o país necessitava exactamente que estivéssemos em contra-ciclo relativamente a este estado de espírito. Quase me atreveria a dizer que é um autêntico acto de irresponsabilidade social apostarmos nesta postura. Mas quem se atreverá a atirar a primeira pedra, uma vez as notícias serem aquelas que vemos diariamente e, ainda por cima, nem o tempo ajuda.

Ah, já agora meditem no velho adágio “chuva e frio pelo S. João, ano sem vinho, azeite e pão”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Novembro 06 2012

Com a taxa de desemprego nacional a crescer de forma desmesurada, tem-se vindo a registar, cada vez mais, uma maior procura por parte dos portugueses para criarem o seu autoemprego. E nem mesmo a falta de experiência na vida empresarial parece estar a limitar os potenciais empreendedores.

Levados pele necessidade e/ou ambição, o certo é que investem num modelo, algumas vezes já testado, noutras não, onde o grau de risco é sempre enorme. São maioritariamente quadros médios e superiores que se encontram, em larga maioria, em situação de desemprego e, cansados de indagar emprego por conta de outrem, decidem juntar o parco pecúlio e investir num negócio próprio, procurando, deste modo, ir avante com um projecto que lhes permita criar o seu posto de trabalho.

Os especialistas reconhecem que a adversidade económica tem reforçado o interesse por este modelo de negócios, em muito devido ao facto da inexistência de alternativas no mercado de trabalho. Na essência, o novo empresário, se assim lhe podemos chamar, o qual pouca ou nenhuma experiência do mundo negócios tem, possui a vantagem de se entregar, de alma e coração como se costuma dizer, a algo em que o seu dinheiro está em jogo e, sobretudo, que pode representar o seu futuro.

Sabendo que existe uma grande margem de erro, o risco, porém, pode ser minimizado se escolher um projecto não pela sua eventual rentabilidade imediata, mas pela adequação ao perfil de quem está a investir.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:43

Novembro 04 2011

Entre haver ou não haver referendo na Grécia – agora arrependeram-se e já não vai para a frente -, a cimeira dos G20 optou por uma mão cheia de nada de decisões, tendo a maioria preferido passear-se pela bela Cannes. Obama, por exemplo, passeando com um ar displicente, numa nítida atitude de que se estava marimbando para a actual crise que assola e preocupa a Europa, achou que se reuniam numa sala enormíssima e, sobretudo, se sentavam a uma mesa demasiado grande, o que os afastava um dos outros. Merkel e Sarkozy, parecendo algo preocupados, lá ensaiaram mais uma dança a dois – presumo que tenha sido um tango(!) – para melhor controlarem o salão de baile. Aliás, por ali só dança quem paga, pois os que devem ficam apenas a ver.

Já a Itália, a terceira economia da zona euro, foi hoje ao mercado para aí colocar mais uma tranche da sua dívida, tendo pago juros tão altos, tão altos, que se viu obrigada a pedir ao FMI que a vigie. Ao que nós, ou melhor, ao que eles chegaram! Todavia, Sílvio Berlusconi, fazendo-nos lembrar Sócrates, empurra a crise com a barriga, e tentando dar a entender que está tudo no melhor dos mundos, lança um disco com canções românticas. É necessário diversificar as saídas, pois sobre talento estamos conversados(!!!).

Nós, por cá, também vamos bem(!). Os autarcas, esses excelentes gestores de rotundas, catedráticos do excesso dos gastos supérfluos, grandes responsáveis pelo estado a que o país chegou, ficaram muito agradados por o governo ter recuado na questão da diminuição do endividamento das câmaras municipais, isto é, pasme-se, continuarão, em 2012, apoder-se endividar até ao limite de 125 por cento. Dito por outras palavras, poderão prosseguir no contraimento de dívidas muito para além do montante das receitas.

Já agora, porque não estender esta medida a toda a função pública? Assim, caímos, de vez, no abismo, mas até lá não cortavam os subsídios de férias e Natal aos empregados dos Estado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:28

Outubro 17 2011

Digo-vos, com toda a franqueza, que depois da última comunicação ao país de Passos Coelho tenho andado a necessitar seriamente de uma cura. Sinto-me carente de um tratamento que me dê outro alento. Por isso, a psicologia, a filosofia, o desporto e – porque não? – também a espiritualidade devem ser lacunas a preencher. Já que o dinheiro e os amores não são problema (!!!).

Necessito que haja alguém que trabalhe comigo, conduzindo-me à mudança e ao incremento de novas performances, de modo a reequilibrar a vida, alcançar novos objectivos, solucionar problemas, melhorar a comunicação e definir diferentes caminhos para a carreira profissional e pessoal, entre tantos outros.

Quero voltar a ter imensas oportunidades de viajar, férias de sonho, ter uma agenda muito preenchida, onde abundem imensas “distracções” e a cultura e o divertimento andem de mãos-dadas, visando, assim, o equilíbrio da vida pessoal e profissional com vista a influenciar positivamente o que me rodeia.

Bem, caro leitor, se entre o que acabou de ler e a realidade existe algo, tal não passa de mera coincidência. Podem apostar!

Sendo certo que as medidas anunciadas, no p.p. dia 13, pelo primeiro-ministro são brutais, a verdade manda dizer que não existe alternativa. Ou melhor, alternativas existem, mas são muito piores. O não pagamento da dívida, ou mesmo renegociá-la, a saída do euro, etc., tal como é defendido pelo PC e pelo BE, para além do descrédito, era a bancarrota total, acarretando a obrigatoriedade da nacionalização da banca, seguros e todos os grupos económicos, por causa da fuga de capitais, bem como uma espiral inflacionista medonha, e ainda a impossibilidade de comprar o que quer que seja ao estrangeiro – produtos alimentares, por exemplo – devido à falta de divisas, entre tantas outras catástrofes.

Vejam o que aconteceria – outro mero exemplo - às nossas casas e carros. Como a maioria destes bens se encontram hipotecados, por via de empréstimos bancários, com a nacionalização tudo passaria para o Estado. Mas se este problema não bastasse, com a saída do euro e o retorno do escudo, este teria, no mínimo, de desvalorizar 50%. Como é que poderíamos, então, comprar o petróleo e outros bens de primeira necessidade de que tanto dependemos? Voltaríamos a andar a pé ou de bicicleta e a comer pão e a beber água?

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:11

Outubro 10 2011

Crise, crise e mais crise. Falamos da crise a torto e a direito, servindo-nos dela para tudo e para nada. Entra-nos, diariamente, porta adentro, como se fosse um reality show, só lamentando que seja de última categoria. Muito se tem falado da crise, como se esta fosse uma nova pandemia que, de repente, sem intervenção de ninguém, a não ser os maus – quem são, onde estão? – se disseminou pelo mundo.

Todavia, na realidade, esta fase em que vivemos é uma das últimas e consequentes etapas da monstruosa crise de valores que se arrasta desde os finais do século passado. Tudo se considera relativo e os novos deuses (mercado, economia, virtual, etc.) têm, infelizmente, muitos seguidores. É normal transaccionar dinheiro e bens virtuais. Bom, deu no que deu. É normal comprar roupa de marca a preços surreais, fazendo os possíveis por ignorar que foram produzidos em países cuja mão-de-obra é paga como nos tempos esclavagistas. É normal educarmos os filhos dizendo sempre sim, uma vez que o não é traumatizante. Depois queixamo-nos! E, claro, fazemos tudo isto ao mesmo tempo que vamos, de vez em quando, dando um dinheirinho para causas que aparentemente nos aliviam a consciência.

É por demais evidente que o “rei vai nu”. No entanto, continuamos a assobiar para o lado e achamos que até vai bem vestido. Aliás, não é por acaso que somos um dos países que apresenta recordes de audiência nos verdadeiros reality shows que, paradoxalmente ou talvez não, retratam exactamente a norma social vigente.

Mas tenhamos esperança. O tempo o dirá! O paradigma está a mudar e algo de novo, obrigatoriamente, surgirá! Qual, não sei? Mas a terra é redonda e, como sabemos, a história repete-se. Aguardemos, então, pelos próximos capítulos.

 

P.S. – Para quem está atento aos media não lhes deve escapar a onda de contestação às políticas governamentais, vaga sempre cavalgada por sindicalistas e activistas de primeira linha do PC e BE. Os ocupas, que, invariavelmente, não passam de meia dúzia em cada acção – vejam-se os casos dos Ministério da Educação e da Economia, bem como das SCUT -, geralmente após conseguirem os almejados cinco minutos do telejornal, desmobilizam. Todavia, numa primeira análise, conseguem os objectivos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Junho 15 2011

Neste compasso de espera, enquanto aguardamos pela posse do novo governo, especulando quem será o ministro X, Y ou Z, o debate político, como, aliás, é natural e esperado, arrefeceu. Até das medidas extraordinariamente difíceis que o Memo of Understanding da Troyka, vulgo acordo com FMI/UE/BCE, impôs pouco ou nada se fala.

E, diga-se em abono da verdade, as pessoas tudo fazem para esquecer os tempos de agudização económica que se avizinham. Por isso, poucos foram os que se admiraram do corrupio gerado, no fim-de-semana passado, na macrocéfala capital. Metade dos lisboetas, aproveitando a ponte proporcionada por dois feriados, rumou até praias algarvias, lotando quase por completo a respectiva capacidade hoteleira. Os restantes invadiram os típicos bairros lisboetas à procura dos afamados arraiais, onde a sardinha e o vinho, apesar do seu preço quase proibitivo, esgotaram.

Tanto num local como no outro, as pessoas entrevistadas, sobretudo pela televisão, lá foram dizendo, por um lado, que a vida são dois dias e, por isso, estes fins-de-semana prolongadíssimos são necessários para retemperar forças, e, por outro, afirmam que poupam aqui, acolá e mais além para poderem gozar este tempo. Puras mentiras. A verdade é que os portugueses ainda não interiorizaram que vivem tempos de enorme crise e de uma incerteza avassaladora. Para uma larga maioria, a vida continua o que era há um, dois ou três anos. Pouco ou nada mudou. Pura e simplesmente a crise é apenas uma palavra que escutam muito. Mais nada!

No fundo, são os portugueses no seu melhor. São os sempiternos alquimistas, sempre tendentes a descobrir o elixir da vida e a pedra filosofal. Outros, porém, chamar-lhe-ão desenrascanço, essa “maravilhosa” característica de ser português, eterno fado, esperando constantemente que haja alguém que nos salve ou que surja um qualquer “D. Sebastião” do meio do nevoeiro.

P.S. - Já agora, para que não se levantem questões onde elas não têm razão de existir, esclareço que passei a sexta-feira na agricultura, enquanto na segunda exerci o meu múnus profissional.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:23

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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