O meu ponto de vista

Janeiro 08 2018

Muito do que diariamente fazemos não está regulamentado. Pelos motivos óbvios, ainda bem que assim é. Todavia, por vezes, tal consubstancia um refúgio fácil e atraente para o desenvolvimento de percursos, onde se albergam não apenas ideias – quem diz ideias, pode falar também em pessoas - tecnicamente pouco habilitadas que se propõem desempenhar, mas também referências que sob a capa de empreendedorismo, escondem histórias pouco edificantes de fuga a responsabilidades, invocando se necessário falsas qualificações e credenciais inexistentes.

No contacto político esta realidade é particularmente frequente. Beneficiando do largo espectro de actividades e da permissividade dos nossos bons costumes, o (de)crescimento do sector presta-se a que, a par da natural e legítima criação de novas alianças, surjam com frequência, no campo político, casos flagrantes de uniões que, sob diferentes roupagens, encarnam o mito da fénix renascida para esconder um passado pejado de amigos defraudados, casos mais ou menos litigiosos e laboriosos colaboradores atirados para a sargeta.

 

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:43

Março 07 2016

Não é caso único, nem é o primeiro e infelizmente, estou certo, não será o último. Refiro-me, como muitos já depreenderam, de Maria Luís Albuquerque, a qual, após ter abandonado funções governativas ao mais alto nível – recordo que era ministra do Estado e das Finanças - há pouco mais de três meses, aceitou trabalhar para a financeira britânica Arrow Global, acrescentando mensalmente cerca de 5 000 euros ao ordenado de deputada.

Acredito que esta colaboração com uma empresa que, em tempos não muito longínquos, adquiriu créditos mal parados ao Banif, quando este banco, de certo modo, estava intervencionado pelo Estado, em termos legais não ofereça dúvidas. Todavia, quanto à ética, para já não falar da moral, é caso para lamentar profundamente.

Como sabem existe uma máxima que vem dos tempos imperiais romanos: “à mulher de César não basta ser séria, é necessário também parecer”. Aqui é mesmo. Não basta o caso ser perfeitamente legal, uma vez que a um político exige-se igualmente o domínio absoluto da ética.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Fevereiro 15 2016

Todos falamos, uns mais que outros é certo, mas todos, repito, falamos de democracia, apesar da maioria não saber a sua origem. Porém, na generalidade, conhecem o seu significado.

A palavra “cracia”, de origem grega, exprime a noção de governo, de poder. É uma qualificação do poder vigente. Democracia, por isso, significa literalmente “governo do povo”.

Outra palavra muito em voga nos dias de hoje é “ética”. Esta também de origem grega, mais precisamente de ethos – o que pertence ao bom costume, ao costume superior ou portador de carácter – não se traduz na palavra teocracia, que está ligada ao governo da moral, sendo que moral e ética não são extactamente a mesma coisa. Aliás, a moral, infelizmente, anda um tanto e quanto fora de moda e, por seu lado, a ética quase se encontra esgotada nas suas múltiplas definições.

Comummente as pessoas afirmam que a democracia tem a ver com a possibilidade de efectuar, em liberdade, as escolhas que os vários ditames da vida em sociedade ditam. Porém, é necessário perceber que o facto da maioria das pessoas escolherem livremente algo, não faz desse algo o melhor. Para ilustrar tal, veja-se o referendo entre Jesus e Barrabás. Por isso, não sendo o “melhor”, é provavelmente o mais justo.

Posto isto, então, talvez a democracia deva evoluir para uma demo-etocracia, i.e., um governo do povo detido por pessoas portadoras de carácter.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:35

Maio 21 2014

O funcionalismo público está a mudar. Quem de perto vive essa realidade sabe que isso é uma verdade indesmentível. Todavia, a velocidade de mudança é, para muitos, excessiva, enquanto para outros é extremamente lenta. E, atenção, que não falo apenas do sentir dos que neste sector diariamente labutam.

As mudanças não residem só no tempo que a administração pública leva a resolver os assuntos dos cidadãos, mas também na forma em como estes são encarados e tratados. Bem, as prioridades também são outras, tal como os argumentos para captar ou perder os melhores talentos.

Está errado quando se nota que se continua a dar, na administração pública – o receio do compadrio a isso obriga -, maioritariamente preferência à formação académica em detrimento da experiência profissional.

Todavia, num estudo recente da Hays Portugal, deveriam existir de entre uma lista de vinte factores que podem determinar a escolha de um candidato, a preferência pela proactividade e o dinamismo como a característica que mais deveria pesar na decisão final, logo seguida da capacidade de adaptação e polivalência, capacidade de trabalho, apetência para trabalhar em equipa, sentido de ética e valores e do potencial de crescimento.

Chegados aqui, é a altura oportuna para perguntar se, na verdade, é isto que acontece nas várias instituições dependentes do Estado. A resposta ainda é, infelizmente, negativa. O oportunismo, a falta de ética, o carreirismo, o “passa a escova”, entre outros maus predicados, ainda ditam muitos lugares. Evidentemente que estes sintomas jamais desaparecerão do nosso dia-a-dia, uma vez fazerem parte da condição humana, mas que é absolutamente necessário que diminuam de forma drástica ninguém tem a menor dúvida.

Por último, acrescento algo que todos já experienciaram: os menos dedicados ao trabalho, os mais mentecaptos, aqueles que se acostumaram sempre a viver à sombra dos outros, quando elevados a determinadas funções são os piores, i.e., exigindo tudo de todos e de um modo tão “miudinho que até faz cócegas”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Abril 03 2014

Com toda a franqueza, digo-vos que, amiúde, me sinto mal neste rectângulo à beira-mar plantado. A falta de coerência e de ética, principalmente na nossa classe política é desesperante. Mas desengane-se quem pense que é apenas nas designadas elites governativas ou em outras pessoas com menor ou maior peso político que tal acontece. Não, no povo, mais ou menos anónimo, entre as classes profissionais ditas mais dignas, entre os estratos sociais (pequeno/médio) burgueses, também tal estado de atitudes e valores está instalado.

O que hoje é assim, manhã é assado. O que ontem era uma verdade indesmentível, jurada a pés juntos, hoje é mentira. Os que estão “em cima “ são uns malandros, uns gatunos, que apenas sabem governar-se à nossa custa. Nós, bem pelo contrário, somos o exemplo vivo da seriedade, da pontualidade e assiduidade, mesmo que chegamos atrasados quase diariamente e, pior ainda, acharmos que é uma enorme injustiça a marcação da respectiva falta quando a ausência, por vezes, ultrapassa uma hora. Somos um modelo de competência, de um desempenho denodado e, até imaculado, que nos impede de ver televisão, de ler, de ir ao cinema, de ter fins-de-semana, etc., etc., apesar de vez em quando nos escapar a boca para a verdade e lá afirmarmos que “seguimos” esta e aquela telenovela, que vimos o filme X, Y e Z, que vamos diariamente ao ginásio ou à dança, que passamos dois ou três dias neste ou naquele local, entre muitos outros lazeres.

Mas voltando aos políticos, pergunto o que move, por exemplo, Bagão Félix? Infeliz ministro das Finanças de um (des)governo presidido por Santana Lopes, nada de assinalável fez. Lembram-se de uma única medida por ele implementada? Nada, zero, nicles! A não ser aumentar desmesuradamente o défice e, por conseguinte, a dívida, no qual teve exímios seguidores – a dupla José Sócrates e Teixeira dos Santos – nada mais recordamos dele. Governo que Jorge Sampaio teve que demitir, tal era a sua inépcia, e que depois deu origem a uma maioria de má memória.

Hoje, excelentemente bem reformado, Bagão Félix é, pelo menos aparentemente, um homem amargurado. Primeiro, porque ninguém fala do seu legado – não se pode falar do inexistente, acrescento eu. Por outro lado, sente uma enorme frustração já que, mensalmente, lhe vão ao bolso retirar umas míseras migalhas da sua choruda pensão. É caso para dizer: lágrimas de crocodilo leva-as o vento.

No entanto, se chorasse sozinho, ainda vá que não vá. Mas aliar-se a indivíduos como João Cravinho, conotado com o sector mais esquerdista do PS, com quem elaborou o Manifesto dos 70, com vista à reestruturação da dívida ou, dito por outras palavras, a solicitação do perdão do que devemos, não lembra ao diabo. E depois dar a subscrever o dito documento a tantas outras personalidades – algumas, entretanto, já fizeram marcha-atrás -, entre as quais Manuel Carvalho da Silva, ex-dirigente máximo da CGTP e comunista confesso! Alguém, a não ser num acto de desespero, se lembraria de algo semelhante?

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:25

Janeiro 28 2013

Continuam a existir situações consideradas, no mínimo, caricatas. Tal como em outros países, também no nosso existem castas. Uns porque, à partida, sobre eles assenta uma desconfiança total, quais vagabundos ou ladrões de primeira marca, e, nesta ordem de ideias, têm que demonstrar tudo e a todos; outros, porém, cidadãos de primeira classe, homens e mulheres considerados impolutos, acima de qualquer suspeita, dos quais não se pode desconfiar, nem em pensamento, quanto mais por palavras.

Todos sabem que quando o cidadão comum falta ao serviço por motivos de doença e para que não sofra as sanções preconizadas na legislação aplicável, tem que demonstrar, através de atestado médico ou de internamento hospitalar, que na verdade a sua ausência se deveu a motivos perfeitamente justificáveis.

Todavia, no que diz respeito aos deputados, os tais pertencentes a uma casta superior, basta a sua palavra. Se isto não é imoral, o que será?

Vejamos, então, o seguinte episódio que ilustra e bem o interiormente descrito. A deputada socialista Glória Araújo foi dispensada de apresentar um atestado médico na Assembleia da República para justificar as faltas que deu ao plenário na semana a seguir a ter sido apanhada a conduzir com excesso de álcool, cerca de cinco vezes mais do que o permitido por lei. A parlamentar do PS justificou as faltas com doença, mas não apresentou qualquer comprovativo e as regras do parlamento não obrigam os deputados a fazê-lo.

"Este tipo de justificação não necessita de relatório médico", explicou ao jornal "i" fonte oficial dos serviços da Assembleia da República, remetendo mais explicações sobre o regime de presenças e faltas ao plenário, aprovado em 2009. A resolução define que "a palavra do deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais".

Acrescento que a aludida deputada pertence à Comissão de Ética do Parlamento. Pelo episódio, está mais que demonstrada a posse de tal atributo.

Depois queixam-se que o povo tem uma má imagem dos políticos e que tal é, na maior parte das vezes, veiculada deformadamente pelos media, bem como pela (im)preparação política dos cidadãos. Será que não têm espelhos em casa?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:42

Novembro 23 2010

Todos ou quase todos temos, ultimamente, abordado a questão da intervenção do Fundo Monetário Internacional no nosso país. E a forma como o temos feito é, sem margem para dúvidas, manifestando o repúdio completo ou, pelo menos, patenteando um modo muito receoso. E, com toda a franqueza, o caso não é para menos. A intervenção daquela Agência iria agravar ainda mais as nossas já míseras condições de sobrevivência.

Entretanto, continuamos a ouvir, e a maioria dos portugueses está convencida disso, que somos diferentes da Grécia e da Irlanda, pelo que o risco de contágio e assunção de medidas semelhantes não se justifica.

Até aqui, eu que não sou analista e muito menos comentador da vida política, quanto muito pessoa atenta e interessada na res publica, contra os factos apresentados por estes, não me atrevo a retorquir.

Todavia, de uma coisa tenho a certeza: para termos um tratamento diferenciado, necessitamos, acima de tudo, de mostrar que não somos “farinha do mesmo saco”. Por isso, uma vez que os actos valem consideravelmente mais que as palavras, a preconização de atitudes e, sobretudo, práticas distintas serão factores a ter em conta.

Não basta dizer que somos diferentes. Temos de o demonstrar e de uma forma inequívoca. Por um lado, é evidente que o nosso sistema bancário/financeiro necessita de uma outra ética e de uma postura mais consentânea com o bem público. A fuga de capitais, o pagamento antecipado de mais-valias bolsistas, de modo a fugir a impostos mais pesados, ou o uso de offshores por tudo ou por nada, mesmo que seja legal, não pode acontecer. Nem tudo o que é legal se deve fazer. Por outro, nós, os cidadãos comuns, parafraseando um grande político norte-americano (JFK), precisamos, diariamente, de nos consciencializar e de nos questionar sobre o que estamos a fazer pelo país, em vez de “gritar” constantemente que este pouco ou nada faz por nós.

Fácil, muito fácil, é reivindicar esta e aquela benesse, este e aquele direito. Reclamar por educação, saúde, justiça, etc., gratuitas, ou, dito por outras palavras, mais e melhor estado social, à semelhança do que existe em qualquer país rico e enormemente produtivo. Difícil, extremamente difícil, é descortinarmos de onde virá o dinheiro para tal. Esquecemos, ou melhor, fazemo-nos esquecidos de que “não existem almoços de graça”. Estou de acordo com Ramiro Marques quando afirma a alternativa é simples: ou mais serviços gratuitos prestados pelo Estado e menos dinheiro no bolso dos portugueses ou menos serviços gratuitos prestados pelo Estado e mais dinheiro no bolso dos portugueses. Eu prefiro a segunda opção. É a única que promove o crescimento da economia e do emprego (http://www.profblog.org/2010/11/uma-agenda-para-educacao-em-tempos-de.html).

Ora, se estivermos bem conscientes de todas estas questões, seremos os primeiros a dar o exemplo e, simultaneamente, exigir bons governantes, os quais, como é óbvio, dirigirão a sua acção em prol de uma sociedade mais justa e solidária.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:50

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