O meu ponto de vista

Setembro 26 2013

Já diziam os antigos que “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” e é bem verdade.

Há vários anos que temos visto o caminho que conduziu à situação em que nos encontramos. Décadas e décadas de exagero e desperdício, de ostentação e irrealismo – não só por responsabilidade portuguesa, mas, pelos vistos, também pela maioria dos dirigentes da nossa velha Europa -, atiraram-nos para o pesadelo que estamos a viver.

Todos os que gerimos as nossas casas com o salário mensal, sabemos bem que os gastos não podem exceder os ganhos. Sabemos ainda que, se não pagarmos as prestações do que adquirirmos a crédito, perdemos esse bem que, erradamente, julgávamos já ser nosso. Ora, se estendermos isto às organizações, quer sejam públicas ou privadas, sabemos muito bem o que acontece. Hoje-em-dia que tanto se fala dos islandeses, perguntem-lhes como resolveram os seus gravíssimos problemas.

Brevemente vamos deparamo-nos com o Orçamento de Estado para 2014 e, com toda a franqueza, não sei muito bem o que dizer. Irá, certamente, continuar a ser um orçamento de gastos e não de ingressos e, logo, implicará um decréscimo económico e um aumento de desemprego, uma vez que todos (empresas, trabalhadores e instituições) sentirão ainda mais asfixia do que já sentem.

Perguntar-me-ão se gosto? Não, não gosto! Se, por outro lado, vejo alternativa? Não, não vejo! Contudo, espero algo de positivo. É que uma réstia de esperança ainda acalenta o meu espírito, embora nenhuma voz tenha sequer indicado uma ideia plausível.

Sei que a “medida em que medirdes será usada para vos medir” e, por conseguinte, acredito na boa vontade de quem está a tentar resolver um problema que herdou.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:34

Agosto 26 2013

A não serem os fogos, aliás motivo de polémicas sérias e outras completamente estéreis, parece que nada de importante se passa neste país. Assim, com toda a franqueza, não há escriba que aguente.

Bem sei que vamos entrar - a partir das próximas eleições autárquicas, como é óbvio – num período de enormes desafios, pelo que os portugueses e as organizações irão viver um tempo de visibilidade reduzida, sendo muito difícil fazer previsões a longo ou mesmo a médio prazo.

Nesta ordem de ideias, tanto as famílias como as instituições públicas ou privadas – emagrecidas, está claro – não terão outra alternativa senão equilibrar-se no fio da navalha, uma vez que a margem de erro será obrigatoriamente mínima. Se, por um lado, irão ser introduzidas novas decisões para assegurar o mínimo consenso possível quanto ao futuro, por outro, a contestação subirá de tom com o agravamento da crise social, isto se a congeminência não mudar.

Assistiremos a uma realidade que irá entorpecer os processos de evolução positiva ou, pelo contrário, iniciar-se-á uma recuperação há tanto desejada? Se tivermos uma visão optimista, i.e., se levarmos em conta os últimos dados da conjuntura económica, diremos que a probabilidade de progredir é alguma. Contudo, os inquéritos de opinião dizem-nos que a maioria dos portugueses - cerca de 80% - é muito céptica em relação a este aspecto.

Um estudo norte-americano relativamente recente referia que a maioria dos governantes despende apenas 3% do seu tempo – cerca de quinze minutos numa jornada de oito horas – para antecipar as dificuldades de uma sociedade cada vez mais competitiva. Não admira, por isso, estarmos como estamos, ou seja, com perspectivas quanto ao futuro muito baixas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:52

Agosto 01 2013

A comunicação social noticiou que as câmaras municipais só irão colocar os funcionários, que têm a mais, no quadro de disponíveis depois das próximas eleições autárquicas, ou seja, após Setembro que se avizinha. Pergunto: mas alguém tinha dúvidas que era isso mesmo que aconteceria, apesar da lei, entretanto aprovada, o permitir?

Como se costuma dizer “quem vier atrás que feche a porta” e já agora, porque os tempos são de extrema crise, que também apague a luz. Quem, na verdade, ficará com a “batata quente nas mãos” serão os futuros autarcas, i.e., na sua larga maioria, outros políticos, os quais, durante a sua campanha eleitoral, irão dizer, até à saciedade, que não colocarão ninguém naquelas condições, quando, o certo, é que sabem não ter outra alternativa.

Como é evidente, posteriormente irão (re)afirmar, o já ouvido pela “trigésima quinquagésima vez”, que, afinal, não contavam com as contas em tão mau estado e, por isso, com o coração dilacerado - onde é que já ouvi isto? -, terão que tomar essa e outras medidas, cuja culpa jamais é deles.

Aliás, o governo, como todos já compreendemos também não fará qualquer reforma do Estado. Por um lado, porque até 2015 várias eleições se avizinham e os lobbys aí estão para lhe recordar tal e, por outro, porque nenhum dos partidos da coligação tem genuína vontade de reformular seja o que for. Como tal, irão “remendar” aqui e além, irão cortar a torto e a direito, usando simplesmente a folha de Excel ou, como se costuma dizer mais popularmente, a régua e a esquadro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:51

Julho 23 2013

A maior parte de nós tem um defeito terrível, aliás um incorrigível hábito, i.e., negamos aos outros, aos que pensam diferente, qualquer aproximação às verdades que defendemos em suposto regime de exclusividade.

Num cenário como o presente, seria deveras importante mudar os paradigmas dos nossos incuráveis comportamentos, especialmente quando estamos sempre pouco disponíveis para ouvir as razões daqueles que convocamos para a unidade nacional, a qual é impossível de atingir em cenários radicais.

O celebrado recente desacordo de concertação política, que seria potencialmente positivo por se tratar do bem comum e do futuro da nação, é razão mais que suficiente para justificar a certeza de que os tempos que aí virão não serão, de modo algum, de consenso político e, sobretudo, social. Bem pelo contrário. Temos de ser lúcidos e não confundir os nossos desejos de convergência nacional com a realidade.

Ignorar divergências, mesmo no seio governamental, hoje que se fala da composição do “novo” governo, será tão ingénuo como reduzir o valor dos mercados a uma “guerra” entre banqueiros e clientes dos bancos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:52

Julho 08 2013

Duvido que haja alguém que não tenha razões de queixa relativamente ao momento que atravessamos. Todavia, sendo certo que a maior parte das responsabilidades assenta e muito bem sobre os ombros dos maus políticos que, pelo menos, nos últimos vinte nos governaram, também não é menos verdade que alguma culpa nos cabe, uns mais que outros, mas ninguém está isento.

Nas duas últimas décadas, por exemplo, os níveis de poupança em Portugal têm decrescido, quer ao nível dos indivíduos e famílias, quer ao nível das empresas. Os portugueses aumentaram a sua qualidade de vida devido aos apoios do Estado e à mudança do sistema bancário. No entanto, hoje enfrentamos o desafio de uma mudança de paradigma no que diz respeito à refundação do Estado social.

Há muito que se concluiu que o suporte social não é eterno nem inesgotável, como se pensava há uns anos atrás. Esta situação é acentuada pelo aumento da esperança média de vida, a qual, de acordo com os últimos dados do INE, é de 82,3 anos para as mulheres e de 76,4 para os homens, o que diga-se, desde já, é uma enorme injustiça (!!!). Ora, esta alteração está a provocar a inversão da pirâmide etária, com todos os inconvenientes daí advenientes.

Todos estes factores estão interligados e contribuem para uma menor capacidade da Segurança Social, sendo que o aumento da idade de reforma, só por si, não é suficiente para inverter este estado. É público, segundo os estudos, que o sistema de previdência deverá entrar “em falência” em 2020, apesar de, pessoalmente, acreditar que será antes, caso não se tomem medidas para retornar a situação. Mas mesmo que estes estudos estejam correctos, isso quer dizer, mesmo assim, que será dez anos antes do inicialmente previsto, e que os portugueses correm o sério risco de ficar sem reformas daqui a seis ou sete anos.

Face a este cenário, em que se torna evidente que as reformas não estão asseguradas na sua totalidade, o normal seria que encetássemos uma aposta muito séria na poupança. Todavia, com os cortes nos ordenados e o aumento dos impostos quem consegue, hoje em dia, poupar o que quer que seja?

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:30

Julho 03 2013

Esta questão de demissão ou não demissão de ministros, queda ou não queda do governo, é, como alguns amigos meus diziam hoje no café, uma autêntica garotada.

Paulo Portas apresenta a demissão e esta não é aceite. Agora é mandatado para renegociar os termos da coligação, podendo chegar ao cúmulo de retirar o pedido de demissão. O primeiro-ministro, pelo seu lado, afirma que tudo fará para manter o CDS como parceiro governamental. Mas isto é de gente normal?

Entretanto, as perdas das principais empresas cotadas em bolsa, sobretudo os bancos, perderam, de um dia para o outro, 2,6 mil milhões de euros e os juros da dívida subiram em flecha.

Como, por um lado, parecem que andam a brincar com os portugueses e, por outro, ninguém é capaz de prever com exactidão o desfecho desta nova crise, vou deixar de escrever sobre este tema. Estou farto destes políticos l

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:43

Julho 02 2013

Escrevo a quente e, por isso, sem o distanciamento necessário para uma análise mais ponderada. O turbilhão de notícias que se sucedem minuto a minuto, os factos incompreensíveis a que assistimos a todo o momento por parte de todos os actores políticos, deixam-nos com uma sensação constante de que o chão nos está a fugir debaixo dos pés.

A demissão de Paulo Portas provocou em todos um misto de admiração e de receio. Bem, exceptuam-se aqueles que querem eleições a todo o momento, importando-se muito pouco ou nada com o futuro do país.

Voltando ao acto provocatória do líder do CDS, apetece dizer que os ratos são os primeiros a abandonar o navio quando este começa a afundar, o que não abona em favor daquele, mas também indica que o país não está no bom caminho.

Como é do conhecimento público, Paulo Portas ficou encarregue de, nos próximos dias, apresentar um plano para o corte dos afamados 4,2 mil milhões de euros. No outro dia, numa deslocação folclórica ao Mosteiro da Batalha, este apresentou, e apenas ao primeiro-ministro, um rascunho. Agora, quando era necessário passar do esboço à concretização final, i.e., na altura em que se veria se “os tinha no sítio” deu-lhe um calafrio ao fundo das costas e deu à sola, numa atitude de pensar muito mais em si no partido do que no país.

Bem sabemos que Pedro Passos Coelho tem cometido muitos erros, levando-nos a perguntar para que serviram os dois anos de enorme austeridade se a dívida do país até aumentou. Contudo, manda a verdade dizer que numa altura tão difícil, em que qualquer outro diria “ah, não querem trabalhar comigo e acham que o meu desempenho é mau, então vou à minha vidinha”, mantém-se no seu posto contra vento e marés. Sinceramente, subiu na minha consideração.

E, mesmo que esta nova crise acabe em eleições, estou certo que o povo não premiará aqueles que só vêm a cadeira do poder à frente. Tanta premência, por parte do PS, com o fim de acrescentar nova crise à crise já existente, há-de sair-lhe cara. Aposto singelo contra dobrado. O povo tem memória curta, mas não tão curta que não se recorde de quem nos conduziu a esta dramática situação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:11

Maio 29 2013

A questão da evasão fiscal tem feito correr rios de tinta. Aliás, não é por acaso que o último Conselho Europeu, a semana passada realizado, se debruçou sobre este assunto. De facto, se fossem cobrados os respectivos impostos ao dinheiro que é desviado para os designados paraísos fiscais, tal daria para terminar duas vezes – repito duas vezes - com a pobreza extrema no mundo.

Aqueles que nos mais diversos sectores da sociedade cumprem regularmente as leis há muito que reclamam por uma fiscalização eficaz, não complacente, i.e., que actue com rigor sobre as empresas, legais ou clandestinas e que desrespeitam as regras éticas da actividade.

Às reduzidas margens que caracterizam o sector e a desenfreada concorrência de empresas que não cumprem obrigações legais, acrescem os casos de outras que, com um historial de falências fraudulentas, renascem como a Fénix lendária, com novas roupagens, é certo, mas as mesmas artimanhas. Evidentemente que este raciocínio se pode e deve aplicar às pessoas singulares.

Todavia, é salutar que se diga que, apesar do destaque dado pela comunicação social, lançando sobre muitos sectores um autêntico labéu de desonestidade e desconfiança, metendo tudo no mesmo saco, ainda existem empresas/instituições e pessoas que cumprem os seus deveres legais, às quais os respectivos colaboradores, por reconhecerem tal postura, dão, perdoem-me a expressão menos prosaica, “o litro”.

A fiscalização é importante e urge reforça-la, de modo a controlar as organizações que não cumprem as imposições legais e morais. Certamente que vão continuar a existir casos de má gestão e por causa desta a tal fuga de capitais, uma vez que aquelas são geridas por homens e não por santos.

Cabe-nos a nós, consumidores finais, também uma palavra importante na triagem destas. A impunidade não pode morrer solteira.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Maio 23 2013

Por muito que tentem dizer o contrário, manda a verdade dizer que, apesar de não parecer, o povo sabe muito bem o que quer e, sobretudo, não gosta de mentiras. Aliás, neste ano em que se comemora o 120º aniversário do nascimento de Almada Negreiros, podemos dizer que este, se hoje fosse vivo, não diria “Portugal é um país pequeno com um povo à sua altura”, uma vez, estar certo de que estaria mais moderado nas suas divagações.

Afirma-se comumente que “não há nada oculto que não venha a revelar-se” e o facto é que, mais cedo ou mais tarde, acabamos sempre por saber a verdade. Mais que nunca, na nossa história, a verdade é que precisamos de bons exemplos em Portugal e no mundo.

Hoje-em-dia em que tanto se critica o governo e principalmente o primeiro-ministro – acrescento que também eu, em parte, me encontro desiludido -, e mais ainda neste momento de crise, palavra cuja origem significa purificação, é bom saber o que há tempos o diário espanhol “El País” comentava: Pedro Passos Coelho quando, em 1999, deixou a Assembleia da República foi o primeiro parlamentar a abdicar da pensão vitalícia que, naquela altura, tinha direito, um sinal claro do comportamento de um político a quem, até agora, não se conhece nenhum episódio irregular.

É evidente que gostei, ou melhor, gostei muito, tal como existem actuais actos de gestão governativa que detesto imenso.

Habituado, nos últimos tempos, a consumir notícias de Portugal muito deprimentes, é bom saber que, afinal, ainda há esperança para Portugal. E, porque a sabedoria popular é que sabe, acredito que, daqui a uns tempos., após estas tempestades, há-de vir a bonança.

Chamem-me optimista e indivíduo sem os pés assentes na terra. O que não serei é “velho do Restelo” ou um preconizador de uma política de bota abaixo, i.e., de quanto pior melhor.

Veremos quem tem razão!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:01

Maio 17 2013

Temos assistido, nos últimos tempos, a permanentes manifestações, um pouco por todo o país. Algumas, sem margem para dúvidas, muito grandiosas e para ouvirmos, vermos e, sobretudo, não ficarmos mudos, i.e., reflectirmos; outras, porém, manifestamente industrializadas e cujo pêndulo advêm de uma agenda oculta, vulgo sindicalismo radical, cuja tónica pressupõe, nem mais nem menos, correias de transmissão de ideologias que o povo português livremente, ao longo de trinta e nove anos, rejeitou de forma inequívoca.

As primeiras, apartidárias e cujos organizadores não possuem rosto, não podem ser apropriadas por quem que sejam. Vão muito para além da política de contestação governamental e elevam os seus protestos contra todos os políticos e forças partidárias. Basta, para justificar tal, recordarmo-nos dos muitos cartazes que diziam “abaixo os partidos”, “estamos fartos de todos os políticos, pois são uns ladrões”, “os políticos são todos a mesma coisa, pois o que querem é o tacho”, “os políticos querem é poleiro e quando lá se encontram rapidamente esquecem as promessas”, entre tantos outros “mimos”.

Ora, os políticos a que tais cartazes aludiam não diziam apenas aos que exercem funções governamentais. Por isso, é lamentável ver os dirigentes do PC, BE e, por vezes, também o PS, para além de integrarem as ditas manifestações, ver como enviesadamente leem aquelas legítimas manifestações. Mas pior, bem pior, é acharem que tais manifestações lhes dão inteira razão. Aliás, não é por acaso que, as aludidas forças partidárias, sobretudo as primeiras, dias após as eleições, senão no próprio dia, aí estão a pedir novas eleições e a proclamar, aos quatro ventos, que o governo legitimado nas urnas no próprio dia ou dias antes já não tem as mínimas condições para governar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:22

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Julho 2024
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


arquivos

Julho 2024

Junho 2024

Maio 2024

Abril 2024

Março 2024

Fevereiro 2024

Janeiro 2024

Novembro 2023

Outubro 2023

Setembro 2023

Agosto 2023

Julho 2023

Junho 2023

Maio 2023

Abril 2023

Março 2023

Fevereiro 2023

Janeiro 2023

Dezembro 2022

Novembro 2022

Outubro 2022

Setembro 2022

Agosto 2022

Julho 2022

Junho 2022

Maio 2022

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
blogs SAPO