O meu ponto de vista

Fevereiro 11 2018

Já alguém afirmou e eu corroboro: “ainda vamos ter saudades do tempo em que o tempo para progressão esteve congelado”. Ainda agora, durante a confirmação de dados relativamente ao recenseamento docente era ver estes a fazerem fila nos SA com vista confirmar ou não os dados sobre esta e outras questões”. E a esmagadora maioria, inadvertidamente é certo, dizia impropriamente que tinha sido avaliada todos estes últimos anos, quando efectivamente a última avaliação decorreu no período 2011/2013.

A partir daqui, vai ser um ver se te avias. Uma autêntica corrida contra o tempo. Por exemplo, há quem, há semelhança de alguns colecionadores, tenha, nos últimos quatro anos, dezenas de formações, as quais somadas darão centenas de horas.

Por isso advogo a mudança de paradigma de formação. É por demais sabido que os modelos mais robustos previnem os desvios decorrentes do avaliador – que tende a classificar mais alto os “alter ego” – e possuem medidas de correção para homogeneizar os resultados da avaliação. Por outro lado, para que a avaliação de desempenho seja real é necessário que o docente desempenhe a sua função com conhecimento dos seus objectivos, os quais devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporizáveis.

Só assim o desempenho pode ser o maximamente justo, já que totalmente nunca o será, para ordenar os docentes, identificando, como se espera, os “melhores”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:46

Janeiro 18 2018

Relativamente às regras propostas pelo governo relativamente ao descongelamento da progressão na função pública (FP), confesso que tenho um mixed feelings. Se, por um lado, as regras existentes são de difícil entendimento e não reflectem a meritocracia, impondo restrições à possibilidades e vontade de reter os melhores profissionais, podendo perder, deste modo, novos colaboradores, mais habilitados e, fundamentalmente, com maior potencial, o certo é que o critério de uns progredirem, apenas porque foram avaliados de uma forma, enquanto outros não avançam remuneratoriamente, uma vez que a sua actuação foi analisada segundo outro sistema, me parece completamente estapafúrdia.

Sim, eu sei, que a classe docente representa um número extraordinário de funcionários relativamente aos outros corpos da FP e, por isso, qualquer alteração na sua tabela salarial consubstancia um grande valor em termos orçamentais. Então, sendo certo este pressuposto, o que importa é assumir verdadeiramente a questão.

O governo, de uma vez para sempre, tem que assumir, sem derivas ou capotamentos e, sobretudo, sem meias palavras, do género, hoje pode ser, amanhã talvez e depois logo se verá, se pretende igualar os docentes aos restantes funcionários públicos. Coloque as cartas na mesa e seja sincero. Há dinheiro e este vai para todos, ou, então, diga frontalmente que não existe dinheiro para que todos os professores possam ser reintegrados no escalão a que, por tempo de serviço e avaliação – repito, avaliação –, têm direito.

A partir deste esclarecimento tudo será mais fácil.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:13

Outubro 25 2017

Em boa verdade, a esmagadora maioria das pessoas tem hoje uma presença online e, por isso, pensar que amanhã será tudo tecnológico, como dizem os meus discentes, levanta a questão: porque é que a tecnologia já não é, neste momento, a solução? A resposta está na essência do trabalho que os activos “executam” presentemente. Quando coloco aspas sobre executar, faço-o propositadamente, uma vez que este laborar de algo tem muito de emocional e está longe de ser exclusivamente raciocínio lógico.

Teorias mais futuristas encontram na tecnologia as variáveis necessárias para que seja feito um match no meio profissional. Aliás, os mais fatalistas dizem até que, por exemplo, o ensino conforme o conhecemos tem os dias contados. Espero não andar por aqui – já agora, onde ouvi eu esta frase? – para observar tão mau desígnio.

Os docentes não são apenas números portadores de um curriculum vitae, mas profissionais com conhecimentos reais, que colocam a afectividade em jogo, de modo a dar a perceber junto de quem utiliza e/ou compra que possui o perfil adequado para que este possa alcançar os objectivos propostos.

Em paralelo, por excesso ou por defeito, a personalidade do docente e a sua análise comportamental são decisivos para o seu dia-a-dia. Existe motivação, adaptação à mudança, ambição, entre outras características que podem ser críticas para o exercício da função. Numa linguagem matrimonial, poderia dizer que analisamos de forma científica a química existente na relação professor-aluno, reconhecendo o seu potencial para um relacionamento sério e duradouro. E desengane-se quem ache que nesta avaliação apenas analisamos uma parte, pois o sucesso depende dos dois.

Por todas estas razões, a tecnologia com os seus algoritmos e evolução será sempre uma ferramenta para acelerar o tal match, mas jamais será, em si mesma, um match perfeito.

publicado por Hernani de J. Pereira às 12:34

Outubro 04 2017

A vitória que o PS obteve nas eleições do passado domingo começam a dar os seus frutos. Amargos, é certo, mas frutos consequentes da leitura que o governo rapidamente não deixou de fazer.

A desvalorização – desenvergonhada e despudorada, sem dúvida – da situação dos docentes que ilegalmente foram colocados na MI, ocorrida em 25 de Agosto p.p., bem como a demissão da directora do SEF, ocorrida hoje, são apenas dois exemplos que, não tenham a menor dúvida, se vão repetir ad nauseam.

Como, em tempos, disse um dos ministros do actual elenco governativo “quem se meter com o PS leva”. Por isso habituem-se, pois, a não ser que esteja muito enganado, serão, pelo menos, mais seis anos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:46

Fevereiro 17 2017

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O governo aprovou uma proposta de lei que “estabelece o quadro de transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais, concretizando os princípios da subsidiariedade, da descentralização administrativa e da autonomia do poder local”.

Neste âmbito e, sobretudo, no que concerne à Educação, irão ser transferidas para todos os municípios as competências relativas ao pessoal não docente e gestão dos estabelecimentos escolares de todos os graus de ensino. Assim, a experiência iniciada em treze autarquias, em que o ensino secundário não estava contemplado, irá estender-se a todo o país e num campo de acção mais lato.

A referida municipalização do ensino, tantas vezes por mim criticada – ver aqui, ali e acolá, só para citar alguns casos -, irá dar, não tenho a menor dúvida, uma nova e decisiva machadada na autonomia das escolas. Bem sei que a tutela dos docentes – por agora - irá permanecer no Ministério da Educação. Mas esperem e vão ver. Ao governo interessa ter cada vez menos responsabilidades. As autarquias, pelo seu lado, há muito que, de forma clara ou encapotada, desejam exercer o seu poder, na maior parte verdadeiramente autocrático, sobre os professores. Pelo que juntando o útil ao agradável …

E, a talhe de foice, não vos apetece perguntar: onde andam os sindicatos, principalmente a Fenprof? Recordam-se que, em tempos não muito distantes, lançaram uma luta encarniçada contra a aludida experiência, a qual a maioria dos docentes aplaudiu? Então, e agora? Pois é, quando se tem o rabinho entalado na acção governativa ficamos … tolhidos. Isto para não utilizar uma expressão vernácula que não fica bem neste local.

Por último e a quem interessar, deixo a adaptação, efectuada por Martin Niemöller, de um célebre poema de Vladimir Maiakovski

 "Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse".

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Janeiro 25 2017

O Ministério da Educação (ME) anunciou, com pompa e circunstância, que vai, por estes dias, autorizar as escolas a contratar mais 500 docentes para prestar apoio aos alunos com dificuldades. Como sempre, há os que arregalam os olhos com estas notícias bombásticas, embandeirando em arco, fazendo uma enorme festa, lançando foguetes e indo ao cúmulo de apanhar também as canas, e existem aqueles que não se deixam enganar por cantos de sereia.

Nada mais demagógico. Como sabemos todos, bastando para isso pensar um pouco, os alunos com dificuldades, a meio do primeiro período, já se encontram devidamente identificados. Então, em Dezembro nem se fale!

Por isso, se o ME queria, em boa verdade, apoiar aqueles discentes deveria ter o processo de contabilização dos professores necessário o mais tardar nos inícios do transacto mês, de modo a que a sua contratação se fizesse ainda neste e iniciassem as respectivas funções logo no primeiro dia de aulas de Janeiro.

Porém, tal obrigava - mas quem não quer ser lobo não lhe veste a pele – à sua contratação alguns dias, mesmo que poucos, antes do ano civil terminar, o que faria aumentar a despesa e o obviamente défice de 2016.

Assim, os ditos docentes estarão ao serviço, na melhor das hipóteses, em meados de Fevereiro, o que, na prática, quer dizer que, por muito que dêem o máximo - e acredito que muitos o façam –, não conseguirão fazer milagres, i.e., não poderão recuperar em menos de metade do ano tudo o que o aluno deveria apreender em todo.

Bem, a uns, aos mais carenciados, resta a reprovação. A outros, os mais expeditos, há muito que arranjaram explicadores. No fundo, no fundo, quem se lixa mesmo é sempre o ...

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:40

Outubro 21 2016

Trabalho onde trabalho e dou graças a Deus por isso. É verdade que não tenho a sorte de trabalhar numa das cem instituições para trabalhar em Portugal, nem tenho a felicidade de trabalhar numas das cem marcas mais valiosas do mundo.

Trabalho numa escola, com alunos que querem aprender, outros nem tanto. E tal como eu, existem milhares de pessoas que são felizes a fazer o que fazem e em prol de quem fazem: os futuros homens e mulheres deste país. Um trabalho muito desafiante, nem sempre recompensador, mas extremamente digno.

Hoje como sempre, ensinar significa que tanto podemos estar a trabalhar com um futuro pedreiro, como com um vindouro ministro, quiçá mesmo o futurível Presidente da República. Infelizmente, a ver pelos comentários de algumas pessoas que, com mais ou menos responsabilidade governamental, económica ou social e com maior ou menor conhecimento sobre esta temática, vão vociferando, parece-me que eu e todos os meus colegas de profissão somos o demónio da actual situação ou o cabo das tormentas de um modelo de emprego perfeito.

Enganam-se, pois não somos. Dêem mais meios à escola e, sobretudo, maior poder aos docentes, e foquem-se nos adamastores deste sector fulcral para o futuro do país. Quando olho para a maioria das escolas vejo um grupo de instituições cumpridoras, à margem de más práticas, a fomentarem o desenvolvimento, a cumprirem códigos de ética, a promoverem acções de responsabilidade social e a darem o seu forte contributo para que este país consiga erradicar um mal que, aparentemente, não tem fim nem melhoria à vista: a pouca instrução dos portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:50

Outubro 13 2014

Não existe ninguém que não comente o estado a que a justiça e a educação, particularmente esta última, chegaram, tal o caos instalado.

Por isso, não admira sentir-se a necessidade de promover urgentemente uma campanha assente em cores de encorajamento e de bom desempenho, valores autodenominados de atractivos e apresentados como traduzindo não uma hipotética situação, mas do factual estado e principalmente de esperança.

Culpa de muitos, a começar pelos governantes e acabar nas forças político-sindicais – o pendor é maior para o primeiro item -, uns por inoperância levada ao extremo, outros, ao sabor da conveniente vaga, por carregarem excessivamente no negro, o certo é que se instalou na opinião pública e, sobretudo, na publicada de que o Ensino em Portugal, neste momento, é uma bandalheira total, o que, como bem sabemos – falo do que efectivamente conheço - não corresponde à verdade.

Se acrescentarmos à dita campanha a vontade expressa de promover junto dos potenciais “compradores” a verdade contada por quem realmente anda no terreno e coloca diariamente a mão na massa, podemos concluir que esta objectiva desvalorização pode reverter-se.

É certo que será sempre um benefício relativo e muito menos imediato, pois esta lógica de desvalorização criou raízes. Mais: deve ser feita devagar, com bom senso e jamais forçando a crença pois, em caso contrário, poderá gerar um efeito boomerang.

Ora, é precisamente isso que temos a obrigação de travar. Inteligentemente, como fazem os marketers. É que alinhar na “venda” ao desbarato do património “herdado” é sempre má política.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33

Setembro 21 2011

Os menos jovens recordam-se, com toda a certeza, dos suspensórios. Esse velho acessório de vestuário masculino, muito usado antigamente, sobretudo, pelos mais anafados, remete-nos para um tempo de prazer e, porque não dizê-lo, igualmente de luxo.

Por outro lado, também em tempos que já lá vão, os cânones de beleza feminina, em que a cintura de vespa, obrigava a cuidados redobrados, o espartilho, peça de vestuário que apertava – oh, se apertava, segundo consta! – nas costas com uma violência que hoje diríamos brutal.

Estes casos, hoje considerados caricatos, vieram-me à memória a propósito dos professores. Em tempos não muito distantes, apesar de nunca termos sido gordos, quase que nos podíamos comparar com os velhos mestres de ofícios, profissionais liberais, empresários e banqueiros - aqueles que geralmente usavam suspensórios -, uma vez que éramos reconhecidos e pagos tendo em conta o real valor que prestávamos à sociedade. Como se costuma dizer no Norte, um professor era, naqueles tempos, um senhor.

Bem, os tempos mudaram, e apesar de continuarmos a prestar um serviço indispensável e altamente responsável, hoje-em-dia, independentemente do sexo, todos somos obrigados a usar espartilho, o qual, aliás, fazendo jus à história, se inspirou no corsolete, peça que, nas armaduras medievais, protegia o tronco.

Assim, poucos são aqueles que diariamente não se sentem metidos num espartilho, qual colete-de-forças: são os coordenadores, muitos deles armados em pequenos tiranetes, são os directores através das suas diatribes, género quero posso e mando, é a ADD e as suas mil transmutações, são as múltiplas reuniões e quejanda papelada, são os serviços centrais e regionais do ME, são os pais, são as autarquias, a maior parte das vezes, mais papistas que o Papa. E podia continuar a enumerar outros “apertos”, só parando para não me tornar fastidioso.

Enfim, um quase constante desconforto que nos coloca vermelhos – nada tem a ver com os mouros de Lisboa - de raiva, pois a tentativa de nos emagrecer é tal que um dia destes corremos o risco de estarmos todos anorécticos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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