O meu ponto de vista

Janeiro 22 2020

Agora que Isabel dos Santos caiu em desgraça, um pouco por todo o lado, mas sobretudo em Portugal, surgem todos os dias os mais variados políticos, armados em virgens púdicas, (re)afirmando a toda a hora que jamais souberam o que que fosse, chutando para canto qualquer sombra de inquietude, já que, segundo eles, quem deverá ter as orelhas a arder são os reguladores, entidades que como bem sabemos de independência têm pouco ou nada.

Não há político, designadamente aqueles que se posicionam no designado centrão, que não tenha estendido a passadeira vermelho e não tenha cantado hossanas àquela “empresária”. Desde presidentes de câmara, passando por ministros, primeiros-ministros e presidentes da república, sem esquecer bancários, grandes escritórios de advogados, entre tantos outros, todos olhavam para o lado e jamais se questionaram sobre a origem do dinheiro, aliás manchado de sangue como todos sabiam.

Uma ressalva, em forma de louvor, apenas para Ana Gomes, a única que nunca calou a revolta que sentia relativamente à idoneidade da filha do ex-presidente angolano.

Por último, uma chama de atenção para as palavras de hoje de António Costa, o qual disse e cito de cor: “Isabel dos Santos jamais teve, em Portugal, um tratamento preferencial”. Caramba, é preciso ter cara de pau para proferir estas palavras sem se rir.

Aditamento em 2020.01.24, pelas 21h40: 

Boa noite,

Li agora o seu artigo de opinião e venho por este meio felicita lo por aquilo que escreveu, pois ainda hoje falei sobre isso com a minha mulher...nao poderia estar mais de acordo com tudo o que escreveu...O problema é que mais uma vez, não haverá responsáveis, encobrem se todos uns aos outros...pois todos andaram a "comer" e nós aqui continuamos a fazer contas á vida todos os meses...é assim o sistema e há de continuar infelizmente, e a Ana Gomes que diz e despoleta toda a verdade nua e crua irá sempre ser apelidada de extremista, radicalista e uma personagem a não levar em conta...

Cump

Rui Sousa

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06

Novembro 15 2019

Até agora os professores flexibilizaram, ou seja, foram, de certo modo, obrigados a dobrar a espinha e ir ao encontro das novas pedagogias/estratégias preconizadas pelo Secretário de Estado da Educação, João Costa, e sua corte – leia-se, de entre outros, Ariana Cosme, a coqueluche do novo eduquês. Uma nota: a flexibilização não tem outros fins que não a facilitação da  progressão escolar.

Agora, o governo de António Costa, já que o ME, Tiago Brandão Rodrigues, não conta para nada, quer, de uma vez para sempre, fazer rastejar os professores, obrigando-os a acabar com as retenções até ao 9º ano. Por agora, uma vez ter a certeza que tal medida, mais ano menos ano, se estenderá até ao final do secundário. A defesa de tal medida é feita com recurso à demagogia mais rasteira que já se viu. Por um lado, argumentam que tal medida ira poupar aos cofres públicos cerca de 200 milhões de euros por ano – já ouvi 500 e até 600 milhões -, e, por outro, que para tal bastaria que os professores e as escolas trabalhassem mais e melhor, acompanhando, deste modo, mais amiúde os alunos com dificuldades e em risco de reprovação. Aqui para nós, como se já não fizessem.

Ora, se o primeiro argumento já é, para a uma boa parte dos portugueses, tentador, uma vez acharem que o ensino é um enormíssimo sorvedouro dos dinheiros públicos, o segundo é tipo cereja em cima do bolo, uma vez que, nos últimos anos, se tem feito passar insistentemente a ideia de que os professores são uns privilegiados, i.e., ganham muito bem, não fazem nenhum e, ainda por cima, têm três meses de férias por ano. Por isso, se o ME vai fazer com os professores façam o pino, subam pelas paredes, passem 24 sobre 24 horas a trabalhar com este tipo de alunos, a maioria dos quais não quer aprender e tem raiva a quem queira, há sempre quem os aplauda.

Aliás, o desprimor relativamente à classe docente já vem do tempo de José Sócrates, cuja Ministra da Educação má memória, Maria de Lurdes Rodrigues, numa tentativa de domesticar aquela proclamou que a poderia perder, mas, em compensação, ganharia a opinião pública.

Por fim, não ficaria de bem comigo mesmo se não aludisse ao proferido por David Justino, há cerca de quatro anos, ainda na qualidade de presidente o CNE, o qual defendeu algo idêntico ao que este governo actualmente defende. Como se costuma dizer, no melhor pano cai a nódoa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 10:36

Outubro 15 2019

O próximo governo, hoje apresentado, por António Costa, ao PR será, desde 1976, constituído por mais ministérios e, consequentemente, com maior número de secretarias de estado. Se isto, já de si, é muito mau, péssimo, péssimo é a sua constituição.

Mais do mesmo é o que se ouve comumente. Se até agora se levavam familiares para os mais diversos gabinetes, agora não será necessário. Elevam-se a ministros e secretários de estado e … assunto resolvido.

Então, no que concerne à Educação – para mim será sempre Ensino – é a prova mais que provada que o PS, ao manter o não-ministro Tiago Brandão Rodrigues, decidiu continuar a desvalorizar por completo este importantíssimo sector do Estado. Lamento dizê-lo, mas trata-se de um político que nada sabe sobre a área que tutela, ou melhor, faz que tutela, e, ainda por cima, sem qualquer força a nível governamental.

Sinceramente, não é desilusão, pois para a ter era necessário acreditar em algo de bom que viesse deste campo. Assim, é somente tristeza por constatar a enorme incerteza que o futuro nos trará.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:32

Setembro 27 2019

Em termos de dicionário a palavra tancos não existe e o que aparece mais aproximado, numa simples busca, no Priberam, é tansos. Ora, sem sombra para dúvidas, sobre o furto de Tancos e novela posterior, o que António Costa e consequentemente o PS/governo nos querem fazer passar é por tansos, i.e., por patetas, simplórios, tolos e totós.

É que das duas uma: ou o ex-ministro da Defesa, Azeredo Lopes, falou sobre tal matéria com o primeiro-ministro e automaticamente este mentiu, tal como aquele, ao dizer que jamais soube o que quer que seja; ou, o ex-ministro nada disse a António Costa, bem como nada falou, durante meses e meses, em Conselho de Ministros, o que se traduz numa enormíssima falta de lealdade governamental.

Como é lógico este é mais um caso que não pode ser varrido para debaixo do tapete, com a desculpa de ser algo entregue aos meandros da Justiça. Não, este é um facto político e como tal deve ser julgado pelos cidadãos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:20

Setembro 18 2019

Já não é a primeira vez e, com toda a certeza, não será a última que António Costa profere palavras balofas e sem sentido concreto na vida das escolas e por conseguinte no dia-a-dia dos professores. Na passada segunda-feira, no frente a frente com Rui Rio, clamou que, relativamente a esta classe profissional, “o verdadeiro respeito demonstrado pelos professores e a confiança nos professores foram duas reformas fundamentais que nós fizemos nesta legislatura. Um, o reforço da autonomia das escolas e outro, a flexibilização curricular, que começou com um projeto piloto que hoje se generalizou e que é a maior prova de confiança que o Estado já deu à classe dos professores, para poderem conduzir todo o processo educativo e desenvolverem estratégias de combate ao insucesso escolar. E isso é a grande confiança que temos de ter nos nossos professores.

Ora, tal jamais foi sentido pela esmagadora maioria dos docentes. Que pense, num primeiro raciocínio, que tal foi muito positivo, pois procurou conjugar esforços para ter uma iniciativa mais densa, multidisciplinar e estruturada – agregando vários parceiros e desenvolvendo várias dimensões de interacção multilateral -, também não é menos verdade que, na prática, pouco ou nada mudou. Bem pode o ainda primeiro-ministro (PM) advogar que visitou esta e aquela escola onde a aludida flexibilidade curricular e o reforço da autonomia escolar fizeram milagres, que tal não mudou a realidade da situação.

Todos sabemos que, com excepção de algumas – honra e glória lhes sejam feitas – todas as escolas que são contactadas para se estruturar uma visita do ME ou PM, são, de imediato, avisadas que só os bons exemplos e tudo o que é de belo deve ser salientado e dado à estampa. E, como bem sabemos, ainda existem muitos responsáveis escolares, vulgo directores, que comem ou querem comer no mesmo tacho de muitos outros boys and girls.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:39

Julho 08 2019

Como tudo na vida, também em política é absolutamente necessário apresentar ideias claras e sobretudo ter espinha dorsal. Isto de indefinições, de poder andar com a Maria e/ou com o Manuel, é trafulhice, para não dizer que é pura demagogia.

António Costa, pretendendo dar uma de muito honesto afirmou hoje à RR que “jamais fará chantagem com os portugueses dizendo que só governa nesta ou naquela situação". Ora, isto é, sem margem para dúvidas, almejar o poder acima de tudo, ou seja, tanto o poderá fazer em forma de gerinçonça reinventada, como até em modo de aliança com o CDS e/ou PAN, já que com o PSD é algo que se pode vislumbrar muito longinquamente, mas não impossível.

Resumindo, o que importa é governar, colocando em bons e recatados lugares os amigos e familiares. Com quem, isso pouco importa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:56

Junho 24 2019

O que eles fazem para se manterem na crista da onda, no pináculo da simpatia, no ápex das sondagens? Vão a todas, sejam festas, vernissages, arruadas, cerimónias/inaugurações, eventos, etc., etc. Tiram, sem jamais se sentirem fatigados, selfies com tudo e com todos. Comem, ou fazem que comem, lambendo apenas, do mesmo prato que qualquer outro conviva. Bebem (menos, mas apenas por conveniência) da malga como o mais simples dos mortais. E sempre, sempre com um sorriso no rosto. Não fazem publicidade a qualquer marca de dentífrico, mas que têm jeito para isso é verdade.

Falo, como é evidente de Marcelo Rebelo de Sousa, o nosso excelso Presidente da República, mas não só. António Costa, por exemplo, anda ultimamente a tentar – sim porque apenas almeja tentar, já que não tem carisma para mais – imitar aquele. Ele são beijinhos, palmadas nas costas, sorrisos por tudo e por nada e até não foge de uma foto. Não acreditam? Vejam a fotografia publicada pelo Expresso de sábado passado, dia 21, em que aparece na missa, sufragada pelos mortos do grande incêndio de Pedrógão Grande de 2017, de mão dada com aquela que mais se insurgiu contra a ineficácia governamental e que é ainda presidente da Associação de Apoio às Vítimas, Nádia Piazza.

Outro facto: a noite passada, noite de S. João, o PR passou-a em Braga, onde até sardinhas assou. Por outro lado, o PM passou-a no Porto e se não assou sardinhas, pois só sabe fazer, em directo e em programa de TV, cataplana de peixe, pelo menos comeu-as no meio do povoléu, para regalo deste.

Foram convidados? Bem sei que sim. Todavia, a ida e as atitudes aí manifestadas não deixam de ter uma leitura política. E, olhem, que não é assim tão despicienda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:43

Junho 06 2019

Fosk@-se! Existem limites para a hipocrisia. Um político, sobretudo um primeiro-ministro, tem responsabilidades que em momento algum podem sequer sugerir que está a gozar com uma classe profissional. Neste caso, não aparenta, é nítido gozo. É enxovalhar uma classe muito digna, em que existem, como em todas, alguns maus profissionais, e que pode ter cometido alguns erros durante as suas lutas. Isto, porém, não dá o direito a quem quer que seja e muito menos ao chefe do governo de todos os portugueses - e não apenas daqueles que erguem o punho cerrado –, com a maior das displicências, sopetear os professores.

Não há volta a dar às palavras de António Costa. Depois de lhes "roubar" seis anos de tempo de serviço, é nítida a tentativa de amarfanhar e amarrotar os docentes quando afirma “quem melhor ensina as crianças é também quem melhor sabe definir o que as crianças precisam e como podem aprender. São os professores e as professoras. A todos e a todas, no final deste ano lectivo, muitos parabéns pelo que fizeram, bom trabalho para o futuro”.

Por mim, rejeito por completo este tributo. Aquele que sei sincero, que advém dos alunos, dos pais e da comunidade educativa, aceito de bom agrado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:33

Maio 14 2019

A crer no que se ouve, o país inteiro está chocado com as declarações de Joe Berardo na AR. Que são alarves, inadmissíveis em qualquer lugar e, sobretudo, naquele, bem como são manifesto gozo com os portugueses, ninguém tem dúvida. Todavia, será que todos têm razão para manifestar tanta indignação, rasgar as vestes, quais jovens virgens, e atirar-se àquele tal como lobo esfaimado se atira à presa?

Não. Mil vezes não. Berardo não é fruto do acaso e muito menos emergiu graças a seu esforço. Este surgiu devido a uma (in)cultura desbragada, bem como foi, não digo um mero instrumento, já que de naif, para não dizer insano, não tem nada, mas um meio usado por Sócrates para um objectivo muito mais lato. A tentativa do domínio da banca, e por consequência as principais empresas nacionais, era absoluto por parte do governo PS de 2007/09, então comandado por aquele “ilustre” político, do qual António Costa e não só faziam parte e jamais se demarcaram.

Por isso, não acredito na repulsa que muitos socialistas manifestam neste caso. O primeiro-ministro considerou esta segunda-feira que Portugal está "seguramente chocado com o desplante" de Joe Berardo, quando foi ouvido na Assembleia da República, e disse esperar que o empresário pague "o que deve" à Caixa Geral de Depósitos.

Portugal continua a ser um país de hipócritas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Maio 07 2019

Acabei de ver a entrevista de Rui Rio à TVI, tal como ontem o fiz com António Costa. Primeiramente, há a salientar alguma alarvidade e, sobretudo, acutilância com que o jornalista desta estação tratou o líder do PSD, isto em comparação com a benevolência denotada com o primeiro-ministro.

Depois, se bem se recordam, a colocação de António Costa foi a estar em primeiro plano, i.e., de frente para as câmaras. Rui Rio, situado de lado, as câmaras constantemente o apanharam apenas de perfil. Poderão dizer, os meus caros leitores, que são apenas questiúnculas, matéria de lana-caprina. Até pode ser. Todavia, que tem muita importância, isso é indesmentível. Pelo menos para aqueles que acham que uma imagem vale mais que mil palavras. Poder olhar os cidadãos, olhos nos olhos, dá outro sainete

Quanto ao que foi dito por um e por outro, apenas direi que o líder socialista mentiu e mentiu descaradamente, enquanto Rui Rio não conseguiu ser assertivo. Por exemplo, António Costa disse, por várias vezes, que os sindicatos foram irredutíveis relativamente à sua proposta, enquanto o governo sempre esteve de boa-fé. Então, pergunta-se: se assim foi, onde estão as outras propostas governamentais? O certo é que Mário Centeno – sim, foi este o mentor – fez umas contas mirabolantes, estabeleceu um tempo de recuperação e mais não se moveu.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

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