O meu ponto de vista

Março 09 2021

Não gostei do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na tomada de posse para o seu segundo mandato enquanto Presidente da República. Aliás, não é por acaso que o partido que mais encómios teceu foi o PS. Mesmo o BE e o PC não o criticaram, preferindo realçar os aspectos comuns.

O PR teve até a desdita de proclamar que não é legítimo criticar a maior parte das decisões que nos levaram a ser o pior país do mundo no combate à actual pandemia. Umas porque não se sabia o que hoje se sabe; outras porque todos fomos culpados. Contudo, mesmo que assim tivesse sido, muitas decisões houve que foram culpa, máxima culpa, dos governantes, como foi o caso da total desbunda do p.p. Natal. Não nos esquecemos que ele mesmo, dias antes daquela efeméride, afirmou que ia a vários jantares/ceias com os mais diversos familiares. Sim, bem sei que depois recuou, mas que foi dos primeiros a dar um péssimo sinal, isso é verdade.

Defensor da estabilidade? Com toda a certeza que deve ser, mas não a qualquer preço. É que tanta colagem cheira mal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:35

Março 07 2021

Vivemos tempos de algum constrangimento. Não me refiro propriamente à questão do confinamento, mas de algumas tentativas de cerceamento da liberdade. A comprovar atente-se no manifesto subscrito por uma série de “personalidades”, as quais se revoltam com o facto dos jornalistas das televisões generalistas se centrarem “apenas” nos casos negativos da pandemia, de relatarem os aspectos menos claros da vacinação contra o Covid-19, em suma de denegrirem constantemente a acção do PS e, sobretudo, do governo.

É evidente que existe no PS e não só, por muito que apregoem o extremo amor à liberdade, gente que ainda tem uma costela salazarista. Nada de números de infectados e/ou mortos, excluam-se as filmagens sobre as filas de ambulâncias às portas dos hospitais, bem como a pré-rotura destes, chegando a necessitar de ajuda estrangeiro, etc., etc. Somente notícias cor-de-rosa como, por exemplo, a excelente governação proporcionada por António Costa.

Tem muita razão Cavaco Silva quando vem criticar esta tentativa de amordaçamento da democracia. Não quer dizer que esteja isento de erros, bem pelo contrário. Contudo, tal como tinham razão quando em tempos lhos apontarem, ele, agora, tem todo o direito de os indicar. Como seria de esperar os “cães” de fila do PS – leia-se PCP e BE – vieram, de imediato, amesquinhá-lo, chegando ao cúmulo de Jerónimo de Sousa dizer que se tinha de lhe dar um desconto pois estava velho. É caso para dizer: Olha quem fala! Logo ele que é um poço de juventude.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:29

Fevereiro 24 2021

Senão todos, pelo menos a esmagadora maioria é pai e/ou mãe. Aliás, mesmo aqueles(as) que o não são sabem que o seguinte é verdade: Os filhos, mas também os netos, passam a vida a contrariar os mais velhos, sejam eles progenitores, avós e/ou outros. É aquilo que se costuma dizer: É a lei da vida.

É um dado adquirido e sem deixar a “coisa” em lume brando, o certo é que contestar sempre, por tudo e a todos os momentos, a maior parte das vezes é pura perda de tempo. Com o passar dos anos a excitação própria da juventude – em mecânica designa-se por vibração – acabará por passar. Não digo em todos e na mesma altura, mas que passa e eles assentam é uma verdade irrefutável.

Hoje-em-dia os professores, os quais fazem e são vistos inúmeras vezes como pais/mães, são motivo de contestação de uma forma veemente e continuada. Não fossem adultos e já experimentados e poder-se-ia dizer que se estava em presença de bullyng. Se o decente diz para fazer de um modo, os alunos tentam, por todas as formas, fazer de outro. Quando no final o resultado é manifestamente mau ou pior, a culpa é do docente: Ou porque não ensinou convenientemente, na versão dos alunos, ou porque não foi persistente – estou a ser benéfico nesta adjectivação – no entender dos pais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:26

Fevereiro 19 2021

Possuir vantagem é meio caminho para o sucesso. Sem vantagem as propostas jamais serão reconhecidas como viáveis. Dentro daquilo que se pode englobar em vantagem, esta pode significar mais-valias que são intrínsecas, bem como todas as implicações com quem nos rodeia.

Todavia, um outro conceito, apesar de diferente, surge de uma vontade simples: provocar nas pessoas sensações felizes. Essas impressões poderão ser despertadas através do paladar, do olfacto, ou, quiçá, de uma memória de um tempo já vivido.

Hoje, mais do que em qualquer outro momento, sente-se a face negra do politicamente correcto e/ou nos novos inquisidores ao serviço da Grande Verdade e muitos são os pontos que vamos atando aqui e ali para melhor nos desentendermos enquanto pessoas. Assim, é fácil de compreender que nesse cordão nem sempre nos mostramos e muito menos nos ligamos sincronamente.

Neste (des)alinhamento, a vontade contemplativa tem dificuldade em juntar-se ao espírito curioso e naturalmente os olhos e, sobretudo, o pensamento refugia-se em recônditos muito pouco visitados. Nestes novos “empréstimos”, é quase impossível deliciar-nos com um menu bem democrático. Os olhos cansam-se, a vontade apaga-se e a bagagem enche, enche até …

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:09

Fevereiro 14 2021

Em tempos de contínua luta com vista a salvar milhares e milhares de vidas, chegando ao cúmulo de necessitarmos de ajuda do estrangeiro, como são exemplos as equipas de saúde da Alemanha, França e Luxemburgo que estão entre nós, o que faz o nosso parlamento? A resposta está nos temas fracturantes: eutanásia e a possibilidade de mulheres poderem engravidar com esperma de maridos já mortos. Está bem visto, pois é isso que preocupa, sem margem para dúvidas, a esmagadora maioria dos portugueses.

É o que dá sermos governados por uma maioria de esquerda e extrema-esquerda.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:15

Fevereiro 11 2021

Não me canso de repetir que o Ensino à Distância (E@D) é detestável e não chega sequer aos calcanhares do presencial. É deplorável por diversas razões, principalmente para aqueles em que que o ensino profissional constitui parte integrante do seu horário. Mas vamos às ditas causas: estes alunos normalmente têm imensas dificuldades de concentração, memorização e cognição. Por outro lado, geralmente são discentes com enormes vícios instalados, de parcos recursos económicos e pertencentes a famílias pouco ou nada funcionais. Para agravar a situação já de si má: na maior parte das aulas os alunos permanecem com as câmaras desligadas, argumentando que não tem software disponível e/ou está avariado. O que ontem estava bom, hoje pode estar danificado. Como saber a verdade é a questão de um milhão.

Todavia, também sei que, no momento presente, não existe qualquer outra alternativa. Assim, resta prosseguir com o menor dos males, i.e., o E@D.

Até aqui nada de novo. O que começa a mudar e a preocupar-me imenso são as palavras, as insinuações e as pressões - bem acompanhadas pelos boys and girls, transformadas em spinners de trazer por casa, os quais plantam a ideia, de manhã, à tarde e à noite, hoje, amanhã e seguintes, primeiramente nas redes sociais e depois nos órgãos de comunicação social do costume – para que as escolas reabram o mais rapidamente possível. Fala-se até já no início do próximo mês. O argumento é o do costume: as escolas são lugares seguros. Esquecem-se de que os alunos não vão para as escolas sozinhos. Acarretam movimentações, calculadas em cerca de dois milhões de pessoas.

Por fim, recordo o que todos os especialistas dizem e nós confirmamos: foi o encerramento dos estabelecimentos escolares que fez baixar de forma exponencial o número de infectados. Não quero, de modo algum, assistir a uma quarta vaga e passar o Verão confinado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:43

Fevereiro 09 2021

Os especialistas confirmam aquilo que todos já sabíamos, i.e., a curva de crescimento da pandemia do Covid-19 continuou interruptamente a subir desde inícios de Janeiro, só começando a achatar - duas semanas depois - após o encerramento das escolas. São dados concretos e indesmentíveis. Dizem mais: o aludido fecho só pecou por tardio, pois jamais deveriam as escolas terem aberto em Janeiro. Culpa, máxima culpa, do governo.

Todavia, durante duas ou três semanas o governo e sobretudo o ME negou o óbvio. Aliás, o primeiro-ministro, de forma desonesta, chegou a desmentir o intuitivo, ou seja, dizendo que foi no momento em que as escolas encerraram que o pico de transmissão foi alcançado. Estava-se a referir às interrupções de Natal, nas quais, devido à desbragada atitude governamental e não só, houve um criminoso desconfinamento (quase total). Tal foi a sua latitude que a maioria dos cientistas, já nessa altura, recomendavam a não reabertura das escolas, ou seja, a quatro de Janeiro.

Todavia, o governo, o ME e sobretudo o Ministério das Finanças – afinal, é quem manda – sabiam que estavam longe, muito longe de cumprir os objectivos que se propuserem, e proclamaram aos quatro ventos, desde Abril do ano transacto: apetrecharem as escolas e, principalmente, os alunos do material informático necessário a um mínimo digno de E@D. Daí o protelamento máximo. Muitas mortes teriam sido evitadas. Criminosa tal atitude.

Agora, sem qualquer despudor, o ME já começa a falar, contra todas as ideias defendidas pelos peritos, na reabertura das escolas. Volto a repetir: sabem muito bem porque insistem em tal medida. Essencialmente, por culpas no cartório. Principalmente, por existirem milhares de alunos sem as mínimas condições para continuar a seguir as aulas à distância.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:54

Fevereiro 02 2021

Não somos os únicos na Europa. Todavia, somos, sem sombra para dúvidas, os mais avançados a este nível. Isto a acreditar na comunicação social somos, como sempre pela negativa, o número um nos atropelos à prioridade no que diz respeito à vacina contra o Covid-19. Pouco falta para ser o salve-se quem puder. É um fartar de vilanagem.

Assim, a acreditar nas referidas notícias, ofereço-me para, num futuro próximo, ser voluntário num qualquer centro comunitário da luta contra a pandemia, bem como dirigente e/ou funcionário auxiliar – por exemplo, cozinheiro, já que dizem que tenho jeito para a coisa – de qualquer IPSS, desde que seja incluído, desde já, na próxima toma da vacina.

Igualmente estou disponível para ser companheiro, amante, filho, pai, irmão e quejandos de qualquer “bicho careta” que dirija uma organização social – hospital, segurança social, inem, etc., desde que seja abrangido pela lista de pessoas prioritariamente a vacinar.

Já agora, respondo ao coordenador da Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 que, de forma veemente, critico toda esta pouca vergonha e não voto Chega!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Janeiro 28 2021

Para além do número de mortos e infectados diariamente pela Covid-19 ter atingido valores astronómicos, chega-nos a toda a hora a falta de vergonha, a inexistência de pudor e o salve-se quem puder por parte dos socialistas no que concerne à vacinação contra aquele virús.

Só hoje tivemos conhecimento da vacinação de dirigentes e administrativos do INEM, bem como a direcção e dirigentes de topo e outros quadros da segurança social de Setúbal. Todos muito, mas mesmo muito, longe da linha da frente no combate da pandemia. As desculpas são as mais esfarrapadas e deixam nas ruas da amargura a ética republicana de que o governo tanto apregoa.

Vergonha! Máxima vergonha!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Janeiro 25 2021

O dia de ontem, por via da eleição presidencial, contemplou-nos com várias surpresas. A primeira refere-se à abstenção, a qual rondou os 60% quando dias antes especialistas haviam em que apontavam para 75% ou mais. A segunda foi a votação extraordinariamente alta de André Ventura (AV). Já a terceira tem a ver com a diminuta votação dos candidatos do PCP e do BE, respectivamente João Ferreira e Marisa Matias. Então estes, face a tão reduzidos resultados e por serem inferiores a 5%, não terão direito a qualquer subvenção pública.

Não me surpreendendo a votação obtida por Marcelo Rebelo de Sousa, já não posso dizer o mesmo do líder do Chega! Explicações existem muitas. Uma das mais verosomíveis assenta no facto de, até ao surgimento da geringonça, os partidos de protesto eram o PCP e, sobretudo, o BE. Com o apoio destes ao governo do PS, a modos que se normalizaram, começaram, de certo modo, a fazer parte do sistema. Contudo, abriu-se um vazio, agora devidamente aproveitado por AV. Outra teoria assenta na luta deste contra as regalias usufruídas pela etnia cigana e/ou outras. O certo é que há muitos portugueses que se revêm nesta luta. A justificar este pensar atente-se nos resultados obtidos por aquele na maioria dos concelhos alentejanos, chegando aos 30 % naqueles onde há uma forte implantação da referida comunidade.

Por isso, é que há quem defenda a urgente “normalização efectivamente” do Chega! Só assim começa a fazer parte do sistema, perdendo deste modo o ímpeto de protesto.

Preocupado? Sim, quando ouvi alunos com 18, 19 ou 20 anos a dizer que iriam votar AV, pois “é o único que diz as verdades”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:13

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