

Dia após dia, a chuva não nos larga. Até parece que S. Pedro se esqueceu de uma grande e forte nuvem negra a pairar nos céus sobre o território português. Ou será que o reboque avariou? O certo é que andamos todos muito cansados de tempos húmidos e extremamente saudosos de uns dias de sol. Sim, eu sei que lá mais para o Verão clamaremos por um dia de chuva e nada pingará dos céus. Não há dúvida que somos uns eternos insatisfeitos.
Hoje, para além da chuva o granizo surgiu, aumentando o desconforto. Com tanto trabalho para fazer, desde a apanha/destruição de vides, a empa, os enxertos, a reposição de novos bacelos, enfim, um mundo de tarefas à volta da vinha, e uma pessoa passa praticamente os dias em casa, i.e., come, dorme e vice-versa. No fundo, praticamente “trabalha” para aumentar o peso.
Um dia destes e o calendário indicará o tempo das primeiras sementeiras. É lógico que o que agora não se consegue fazer, mais tarde irá fazer-se. Todavia, uma etapa empurra a outra e algo talvez fique para trás.
De uma coisa tenho a certeza: quando parar de chover, ninguém nos parará.