Nós os homens e mulheres setentões só nos resta resistir. Sim, resistir contra a tentativa de nos asfixiarem e de nos calarem. Já andámos muito e sempre de cabeça erguida, com ética, valores e, sobretudo, honestidade. Não somos jovens e muito menos “turcos”, cuja maioria pensa que tudo lhes pertence e ai daqueles que ousarem dizer não ou sequer levantarem a voz para os colocarem na linha.
Por outro lado, também não surfamos constantemente na crista da onda, como é exemplo a esmagadora maioria dos nossos políticos, sejam eles de âmbito local ou nacional. Tanto uns como os outros enxameiam os media – nacionais e/ou regionais – com sucessos, iniciativas e eventos de encher o olho, mas cujos proventos há muito que está para provar. Como dizia alguém “o importante é aparecer”. Quando saem deste organismo/instituição, por caducação, impedimento ou outro motivo qualquer, jamais voltam ao posto que possuíam. Bem, também era o que mais faltava! Ei-los a caminho de novos “tachos”, perdão a caminho de novos desafios como gostam de dizer. Alguns até têm a distinta lata de dizer que sabem bem as dificuldades que irão enfrentar e que apenas aceitam devido ao elevado espírito de serviço que possuem como mais ninguém. Pergunta inocente: será que estão a falar de cavar a terra, pescar no alto mar, amassar argamassa para dar aos pedreiros, quer faça sol, chuva ou neve? Não me parece, mas isso sou eu a dar voz à minha veia de ignorante.