O meu ponto de vista

Fevereiro 27 2023

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Depois da decisão de rever e reescrever passagens dos livros do escritor Roald Dahl, autor de "Charlie e a Fábrica de Chocolate" e "Matilda", entre outros livros infantis, alterando expressões e palavras como, por exemplo, mulher feia e homem gordo, as quais passam respectivamente para mulher não muito bonita e homem com peso a mais, chegou a vez dos livros do famoso agente secreto James Bond.

O primeiro livro de Ian Fleming Casino Royale faz em Abril 70 anos, e a Ian Fleming Publications, empresa que detém os direitos das obras literárias do autor, aproveitou a ocasião para reler e fazer mudanças nos livros, com o objetivo de eliminar expressões racistas. Assim, a palavra "negro", por exemplo, será substituída por "pessoa negra" ou "homem negro". Além disso, omitem-se referências à etnia de várias personagens secundárias.

Pretende-se ainda incluir uma advertência nas novas edições, para elementos e situações que, para as gerações mais novas, possam ser desconfortáveis. "Este livro foi escrito numa época em que termos e atitudes que poderão ser considerados ofensivos pelos leitores modernos eram comuns".

O que o futuro mais nos trará? De uma coisa poderão ter a certeza: uma mulher feia será sempre feia, tal como um homem gordo o será sempre, independentemente dos adjectivos que inventem para as caracterizar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Fevereiro 21 2023

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O texto de hoje é um gesto de solidariedade para com uma das maiores figuras do jet set nacional. Diria até do mundo e arredores. A figura em questão é, nem mais nem menos, a formosíssima, a insigne, a rememorável Lili Caneças.

Então, não é que esta distinta distintível figura esteve a um passo de abandonar a gala dos 30 anos da TVI, que decorreu no passado domingo, em Lisboa, poucos minutos depois de ter chegado à Aula Magna, onde decorreu o evento. Tudo porque se sentiu destratada pelo quarto canal e logo em dia de festa.

“Ficou irritada porque não ficou na fila da frente. Foram lá umas miúdas que lhe disseram: o seu lugar é mais lá atrás“, disse o comentador Flávio Furtado.

Como é óbvio, tinha carradas de razão. Não lhe proporcionarem um lugar na primeira fila é de bradar aos céus. Qual problema de habitação, qual custo de vida, qual guerra Rússia-Ucrânia, qual inflação? Isso são “peanuts”. Este e outros casos semelhantes é que deveriam preocupar António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

Aliás, não é por acaso que declinei o convite para estar presente na referida gala. Não me garantiam lugar nas primeiras filas e para não aparecer nas principais fotos/filmagens então o melhor era ficar em casa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:10

Fevereiro 17 2023

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Por vezes não há volta a dar. Sentimos uma vontade inabalável de apresentar as imensas angústias e as enormes dificuldades, bem como também os anseios que diariamente nos assolam. É o caso ocorrido nos últimos dias.

Pensava eu, na minha santa ignorância, que após me aposentar entraria num período de acalmia, i.e., sem horários e muito menos obrigações rígidas, usando e abusando da liberdade que me dá uma boa reforma, em termos financeiros, entenda-se.

Ora, efectivamente trabalho muito mais que há um ano ou dois. Com toda a franqueza, sinto-me mais ocupado que antes e com incumbências acrescidas. Culpa de quem? Essencialmente minha, mas não só. Como se costuma dizer, fácil é semear. O difícil é cuidar para depois colher. No fundo, tive, recentemente, mais olhos que barriga. Resultado, para não deixar as vinhas que comprei e plantei, assim como as terras e os olivais ao abandono não tenho parança.

Por exemplo, ontem andei em cima do tractor cerca de 6,5 horas, consumindo mais de 30 litros de gasóleo. É salutar este estado de vida? A resposta é absolutamente negativa. E o pior é que não há praticamente qualquer retorno. Só vejo dinheiro a sair e nenhum a entrar. Contudo, por muito que pense, não encontro outra solução.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Fevereiro 13 2023

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A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica divulga, esta segunda-feira de manhã, as conclusões do relatório da investigação levada a cabo ao longo de 2022, na qual foram recolhidos centenas de testemunhos de vítimas, tendo sido validados 512, dos quais foram enviados para o Ministério Público 25 casos.

A apresentação foi iniciada pelo presidente da comissão independente, Pedro Strecht, que começou por prestar uma homenagem às vítimas, que “são muito mais do que números ou estatísticas”.

Segundo Pedro Strecht, com estas denúncias foi possível identificar mais de quatro mil vítimas, mas não é possível definir a quantidade dos crimes "porque a maioria das crianças foi abusada mais do que uma vez". Um dos sociólogos envolvido no estudo alertou para o facto de este número de vítimas ser apenas a “ponta do icebergue”.

Como afirmou, com muita veemência, o Papa Francisco um caso apenas já seria uma monstruosidade. Ora, para além das enormes repercussões internacionais, não basta a Igreja Católica Portuguesa ter dado - e muito bem - o peito às balas. É absolutamente necessária uma outra atitude e, sobretudo, deixar de negar o óbvio e extirpar, sem contemplação, do seu seio os abusadores. Isto sem esquecer, de modo algum, o pedido pessoal de perdão às vítimas ainda vivas, bem como o ressarcimento material, apesar de sabermos que para determinados crimes não há dinheiro que chegue para pagar as respectivas reparações.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52

Fevereiro 08 2023

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Para uma certa esquerda, ou melhor, pseudoesquerda, também conhecida por esquerda caviar, tudo o que é fracturante tem sentido e, por isso, deve ser o caminho a trilhar. Como é óbvio, o ensino não é excepção e algumas aulas de Cidadania e Desenvolvimento Pessoal, i.e., naquelas em que os respectivos docentes seguem à risca os conteúdos mais radicais desta, são um bom exemplo.

Não acreditam? Vejam este exemplo, ocorrido numa escola do Alentejo, onde num teste de Português, mas tendo em conta os aludidos conteúdos daquela disciplina, havia uma pergunta polémica, a qual tinha duas opções, ambas sobre o tema da prostituição. "Coloca-te na pele de uma jovem mulher que caiu numa rede de prostituição. Escreve, com cuidado, um texto (150-180 palavras) em que reveles as circunstâncias que conduziram ao crime e o drama vivido pela vítima, através dos seus pensamentos", lê-se no enunciado da prova, seguindo-se outra opção: "Coloca-te na pele de um explorador sexual. Escreve, com cuidado, um texto (150-180 palavras) em que reveles as circunstâncias que conduziram ao crime e os argumentos para aceitação/rejeição do mesmo pelo criminoso, através dos seus pensamentos."

Ora, para alunos(as) do 8º ano não está nada mal. Obrigar adolescentes de treze/catorze anos a analisar o drama da prostituição é no mínimo bizarro. Um dia destes ser-lhes-á indagado algo a ver com o aborto ou a eutanásia.

Não sou puritano. Longe disso. Porém, há limites que, de modo algum, devem ser ultrapassados. Nessa ordem de ideias, se me perguntarem se tais questões se podem colocar a discentes do 12º ano, não coloco qualquer entrave. Agora do 8º ano? Francamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:10

Fevereiro 03 2023

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A propósito do texto sobre os direitos dos animais, publicado em 23 do mês p.p. - https://omeupontodevista.blogs.sapo.pt/haja-pachorra-740128 -, foi colocado um comentário por um(a) anónimo(a), o qual, por ter passado despercebido à maioria daqueles que visitam este blogue, transcrevo na íntegra, seguido de algumas observações.

 

Certamente, te lembrarás ...

Ao ler este artigo e sem consultar a fita do tempo como agora é usual, veio à minha memória uma cena simultaneamente caricata e confrangedora.

Uma colega, por sinal assídua, estava a faltar por acompanhamento de um familiar. Regressada ao serviço, foi ao teu gabinete dar uma explicação pela ausência.

Durante o diálogo e talvez no intuito de lhe desejar as melhoras ou algo similar, inadvertidamente, inquiriste sobre a pessoa do familiar. A resposta foi célere, incrédula e inopinada, retorquindo que o dito era o seu cão.

Bom, seguiram-se breves momentos sem palavras, de cara à banda, vontade incontida de rir e pelo semblante da colega, uma certa incompreensão pela não aceitação espontânea do sentimento de amor zoófilo.

Esta cena passou-se há mais de quinze anos e pelo conteúdo do artigo expresso com o qual me identifico em plenitude, continuamos incompreendidos nestas modernices de outrora e atuais. Ainda bem!!!

E como dizia o outro, habituem-se!

 

Caro(a) colega, antes de mais agradeço o comentário acima reproduzido. Claro que me lembro perfeitamente do citado episódio, o qual, tal como ontem e hoje, continua a colocar-me a cara à banda. Recordo-me bem que fiquei de queixo ao lado, para não dizer outra coisa pior, com a declaração inusitada então proclamada. Só lamento, mas a boa educação assim o exige, “não dar nomes aos bois”. Assuntos e situações existiram, existem e existirão que jamais verão a luz da estampa. Morrerão connosco. Feliz ou infelizmente a vida é assim.

Adianto, contudo, que ando a compilar uma série de acções e/ou posições ocorridas naqueles anos, algumas sérias, outras caricatas, umas com provas, outras apenas confiando na memória, com vista a dar-lhes a luz do dia. No entanto, fiquem descansados os mais receosos que o factor incógnito será salvaguardado. Quanto muito recorrerei a falsas identidades, preservando, contudo, sempre a verdade dos dados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:01

Fevereiro 01 2023

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Uma pequena aldeia não passa de um microcosmo. O que se passa a nível global, algo semelhante se sente naquela. Existem os pobres, os remediados, classe média e os ricos. Claro que toda esta estratificação é, como em tudo na vida, relativa. Os ricos, aqui, não são multimilionários, bem com o os pobres não são, de modo algum, gente que passa fome.

Todavia, as diferenças continuam a notar-se. Quem nasce de famílias de “bem”, por muito que pouco trabalhe, nada se esforce ou, até, seja estroina, tem o beneplácito da sociedade local, isto em comparação de quem descende de quase indigente, o qual, para progredir na vida, tem que denotar mais insistência e, sobretudo, perseverança e resiliência. Para sair deste estigma, por muito que se esforce, geralmente, não basta uma geração.

Ainda existe, numa aldeia, por muito que negue o contrário, por muito quem não queira olhar para o lado ou não tenha a consciência politica/social para observar tal espírito, um género de sistema de castas. É invisível numa primeira análise, é dissolúvel no marasmo do dia-a-dia e imperecível a quem não conhece os ditames e as meias-palavras. Mas que existe, existe.

Quem, por exemplo, foi um “grande” – mais uma vez alerto para relatividade do termo -produtor de vinho, raramente ou nunca admite alguém que nada teve, de um momento para o outro, possa ter algo “substancial” e se for em escala superior então é inaceitável.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:06

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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