O meu ponto de vista

Dezembro 31 2019

Não sou grande fã de menções. Hoje, porém, não resisto a citar o Capítulo 3 do Eclesiastes:

Para tudo há uma ocasião certa.

Há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:

tempo de nascer e tempo de morrer,

tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou,

tempo de matar e tempo de curar,

tempo de derrubar e tempo de construir,

tempo de chorar e tempo de rir,

tempo de prantear e tempo de dançar,

tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las,

tempo de abraçar e tempo de se conter,

tempo de procurar e tempo de desistir,

tempo de guardar e tempo de jogar fora,

tempo de rasgar e tempo de costurar,

tempo de calar e tempo de falar,

tempo de amar e tempo de odiar,

tempo de lutar e tempo de viver em paz.

 

BOM ANO NOVO

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:34

Dezembro 30 2019

A noite de fim-de-ano é já amanhã e, para não nos desviarmos do habitual, ao som das doze badaladas e mastigando passa atrás de passa, iremos expressar promessas e formular desejos. E, como é de costume, na esmagadora maioria, nem umas nem outros se concretizarão.

Aliás, para não andar a repetir promessas e/ou desejos, já iniciei o respectivo rol. Assim, numa de cooperação com os meus estimados leitores, como é sempre meu apanágio, deixo aqui algumas sugestões:

- Mudar o regime alimentar – menos hidratos de carbono, mais fruta e vegetais e, sobretudo, erradicando doces/açúcares - de modo a emagrecer;

- Ajudar a filha e especialmente a neta a progredirem na vida;

- Privilegiando @s verdadeir@s amig@s – infelizmente pouc@s – e extirpando @s fals@s – infortunadamente maior que aqueles;

- Prestar maior atenção à família. Não sei como, mas hei-de descobrir;

- Ver menos televisão e ler mais;

- Ganhar no Euromilhões e/ou Lotaria;

- Dispensar maior cuidado com a saúde;

- Esforçar-me por ser mais profissional. Será muito difícil, mas é costume dizer-se que há sempre modos de fazer mais e melhor;

- Dar início ao plantio da segunda vinha. (Aqui, tal como noutros itens, cada um poderá colocar o que muito bem entender);

- Aumentar os anexos com a construção de uma cobertura anodizada;

- Pintar, de novo, o interior da casa;

- Comprar um novo carro.

 

P.S. – A ordem dos “factores” é arbitrária.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:51

Dezembro 27 2019

Não existe associação, grupo de ajuda, organização mais ou menos caritativa ou de benemerência que nos dias que correm não venham para os meios de comunicação social, preferencialmente a televisão, vangloriando-se da ajuda, essencialmente a nível de ceias de Natal, que prestam aos desprovidos da sorte da vida. Aliás, por esta época abre sempre a “caça” aos pobrezinhos, de tal modo que alguns não chegam para as “encomendas”.

Já agora, seria também muito interessante que, não digo todas, pelo menos algumas pensassem em oferecer aos aludidos desafortunados uma arca frigorífica e um micro-ondas, com ligação, por exemplo, ao abastecimento dos carros eléctricos, de modo a que tivessem alimentação durante mais umas semanas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:38

Dezembro 26 2019

O Natal já passou. Porém o seu espírito ainda paira sobre nós. Não só hoje como pelos dias seguintes. Bem, segundo a tradição tal se estende até ao dia de Reis. E, com toda a franqueza, cada vez mais me sinto tradicionalista, para não dizer conservador. Sinais de velhice? É natural, pois não caminho para novo. Estou naquela fase em que comungo o que todos sabemos de cor e salteado, i.e., as três fases da vida: começo, meio e fim... No começo tudo é maravilha...e ... No final tudo é festa... e o meio... esqueçam isso...Não estraguem o momento por favor!!!

Ah, já me ia esquecendo: continuação de Boas Festas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:25

Dezembro 20 2019

Não há pessoa que aguente. São depressões atrás de depressões. Ainda estamos sob o efeito da “Elsa” e já se aproxima a “Fabien”. Até eu, optimista por natureza, começo a sentir-me deprimido.

O intenso zimbro, provocada por uma constante chuva, não permite a mínima actividade agrícola. Todavia, os animais não esperam que o tempo melhore e, por isso, há que procurar alternativas. É evidente, que isto pouco ou nada interessa à maior parte dos leitores. Tudo bem, dou de barato. Acrescento, porém, que é por assim pensarem que a esmagadora maioria deles não é convidada para a matança e consequente sarrabulho e torresmos.

Resta-me fazer uma ou outra nica e queimar carrada atrás de carrada de lenha, uma vez que, não estando muito frio, bem pelo contrário, a forte humidade obriga a tal.

Já agora, a lenha que cortei, rachei e empilhei no final do Verão – não tão pouca quanto isso - ficou totalmente à mercê da intempérie, já que a respectiva cobertura voou, tal foi a intensidade dos ventos durante a noite passada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:19

Dezembro 18 2019

De acordo com o Observador de hoje, “uma auditoria do Tribunal de Contas concluiu que a Parceria Público-Privada (PPP) do Hospital de Vila Franca de Xira resultou não só num aumento da oferta de cuidados de saúde à população, como permitiu ao Estado uma poupança estimada na ordem dos 30 milhões de euros, mas vai acabar. (…) O Tribunal de Contas diz que o Governo tem de fundamentar escolha do novo modelo de gestão”.

Sinceramente, isto é completamente surreal. Então, um contrato cujo modelo de funcionamento é melhor que outro e, ainda por cima, leva à poupança de milhões de euros, não é renovado? Só a mais pura ideologia dos parceiros do PS, leia-se PCP e BE, acompanhados de muitos socialistas, incluindo a actual ministra da Saúde, pode obrigar o governo a tomar tal medida. É evidente que a aprovação do OE, bem como a facilitação da gestão governamental justificam muita coisa. Todavia, há limites para tudo.

Depois queixam-se que o dinheiro destinado à Saúde é insuficiente. Por esta e por outras - não tenha a menor dúvida - que assim irá acontecer eternamente. Ámen.

Já agora, com esta atitude, é demagogia dizer “não creio que seja de esquerda promover défices e aumento de dívida”, como referiu António Costa, uma vez ser exactamente isso que faz.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:48

Dezembro 17 2019

Há quem continue a afirmar que a felicidade de cada um só depende do próprio. O seu grau de maturidade, a sua condição de “bom”, bem como os resultados palpáveis alcançados chegarão para alcançar o “el dorado “, o pináculo do nirvana constante. Aliás, defendem também que o granjear deste “prémio” decorre naturalmente do sucesso interno efectivo, e não da implementação de um conjunto de dogmas, os quais nos foram inculcados simplesmente com o fim único de apenas alguns atingirem tal estado.

É claro que esta forma de pensar é extremamente individualista, algo que não admira nos dias de hoje. Aliás, não foi e não é por acaso que foram e continuam a ser criados mecanismos para “premiar e reconhecer” para o exterior, repito, para o exterior, as pessoas que lograram executar estes modelos com “sucesso”.

O que importa a família, o próximo, o que acredita e intrinsecamente possui outra forma de pensar? Absolutamente nada. Acima de tudo está tu. Hoje-em-dia, num contexto económico em que cada um de nós se vê forçado, cada vez mais, a racionalizar recursos, a analisar cuidadosamente as suas finanças e de preferência no recanto mais rebuscado da nossa vivência, a obter ganhos em períodos cada vez mais curtos, dificilmente a partilha e a solidariedade subsistem.

Por outro lado, caso persista em implementar outro modo de existência com o fito de obter visibilidade, não diante dos homens, mas perante em quem acredita, é vilipendiado, senão mesmo crucificado na árvore mais alta que encontrem.

É altura de dizer que a nossa vida é feita de alegrias, tristezas e, algumas vezes, de lágrimas, bem como de ranger de dentes. Cada um terá que diariamente carregar a sua cruz. Não a carguejar é viver na mentira.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:30

Dezembro 13 2019

Com toda a franqueza estou extasiado com tanta fartança. Imaginem que o governo quer dar 0,3% de aumento aos funcionários públicos. Digo-vos que me caiu a alma aos pés quando constatei a enorme quantidade de tanto dinheiro que, em 2020, irei receber a mais. Não chega para comprar meio papo-seco por dia, mas não ver o enorme esforço financeiro por parte do Ronaldo das Finanças é ser muito ingrato.

Agora a sério. Não lhes digo para enfiarem o dito aumento num sítio que eu sei, porque os meus pais me ensinaram boas maneiras. Depois de não ser aumentado desde 2009, e após ter sido decretado, por António Costa, o fim da austeridade, sempre direi: o gozo tem hora e limite.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:37

Dezembro 12 2019

Existe alguma, para não dizer muita, alucinação da parte do governo, das forças políticas à sua esquerda, bem como da maioria dos meios de comunicação social, ao deslumbrarem-se com a promessa de reforço, para o próximo ano, de 800 milhões de euros para a Saúde. Das duas três: não sabem fazer contas, contentam-se com o que lhes é dito e/ou não possuem gabarito – diria mais que é ausência de coragem - para efectuar as perguntas que se impõem.

Então, quando se sabe que o SNS deve, nos dias de hoje, cerca de 947 milhões aos seus forncedores, como é que se poderá manifestar contentamento? Se não chega sequer para pagar as dívidas há muito vencidas, como se poderá, como o fez a ministra da Saúde, prometer a contratação de milhares de técnicos de saúde e investir em infraestruturas com aquele dinheiro?

Em resumo: a saúde em Portugal irá continuar um caos. Como se sabe, não se podem fazer morcelas sem sangue. Ou se pagam dívidas aos fornecedores ou se contratam novas pessoas e se fazem obras. Com o mesmo dinheiro fazer tudo é milagre.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29

Dezembro 11 2019

É uma verdade insofismável. Preferimos acreditar em promessas, por muito que a realidade desminta todas as conjecturas futuras. E não vale a pena “bater no ceguinho”, pois assim foi, é e, infelizmente, há-de ser.

O intróito é a prova acabada de algo que, por exemplo, o governo chefiado por António Costa, prometeu em finais de 2018, i.e., o eventual acesso à pré-reforma para os funcionários públicos que reunissem determinadas condições, mais concretamente possuissem 55 anos de idade. Após a candidatura os “eleitos” poderiam reformar-se com uma pensão de 50 a 100% da totalidade do vencimento, dependente da negociação e das necessidades do serviço.

Acontece, porém, que mais uma vez se tratou de uma medida anunciada em grandes parangonas, servindo a mesma para alimentar muitas e muitas esperanças, sem esquecer os correspondentes motivos eleitorais. Todavia, na realidade, o governo não regulamentou a referida legislação e vem agora, pela voz da ministra Alexandra Leitão, dizer que, no próximo ano, encetará contactos com os mais diversos parceiros e, em 2021, se verá como aplicar a lei e quem terá direito a beneficiar da mesma.

No fundo, no fundo mesmo, isto quer dizer, uma mão vazia e outra cheia de nada. Anunciamos, a publicidade é feita, os incautos caem e no final, depois de diálogos/negociações e, mais os que os políticos/demagogos se lembram, vai-se a ver e … nada.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:16

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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