O meu ponto de vista

Outubro 08 2019

Eleições realizadas, resultados não muito longe dos previstos, quase tudo como dantes, quartel-general em … De certo modo, poder-se-á dizer que vira o disco e toca o mesmo. Ou, por outras palavras, citando o escritor alemão do pós-guerra, Erich Marie Remarque, a oeste nada de nada.

Se politicamente não se anteveem grandes novidades, uma vez que apenas falta saber com quem o PS se coligará, no que concerne aos professores, então a esperança por melhores dias é completamente vã. A ideia de que os professores nada fazem, que são uns privilegiados em termos de vencimento, de trabalho e de férias é, infelizmente, um dado assente na opinião pública e até publicada. Aliás, foi de tal pensar que António Costa soube tirar enormes dividendos. Um dia o ensino em Portugal pagará, com língua de palmo, por estes desmandos concepcionais, bem como torcerá a orelha, mas esta não deitará sangue.

Já agora e a talhe de foice, para esclarecimentos dos mais incautos, direi a jornada semanal de um docente: 2ª feira – Reunião de equipa, através de inspiração com recurso à visualização de um filme, jogos de mesa, entre outros, todos intervalados com diversas bebidas e os mais variados acepipes; 3ª feira – Almoço com os colegas, debatendo um tema sempre aliciante sugerido pelo coaching; 4ª feira – Viagem de negócios, sendo que algumas semanas é de avião em classe executiva; 5º feira – Back to office, sendo importantíssimo a visualização dos emails e a eventual formação em regime de e-learning; 6ª feira – E o fim-de-semana a chegar … Na semana seguinte é, com toda a certeza, uma experiência a repetir.

O único senão: com tantos atractivos porque começam a faltar professores em quase todas as disciplinas e anos de escolaridade? Mas isso é outra questão que não interessa para nada

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:42

Outubro 06 2019

Pois é. As previsões confirmaram-se. Não na sua totalidade, uma vez que os socialistas não conseguiram a maioria absoluta, mas na sua maioria estão plasmados nas primeiras projecções.

É evidente que António Costa reeditará uma geringonça 2.0, sem o BE, mas com o PCP, o qual continua numa curva descendente até ao seu aniquilamento total. Alguém terá dúvida que o PS – força política que contribuiu enormemente para a acentuada queda dos comunistas - lhe continuará a dar o abraço de urso?

Já o PSD, no momento em que escrevo estas linhas, é uma incógnita. Se ficar pelos 24% dificilmente Rui Rio terá condições para permanecer no lugar. Todavia, se se situar perto dos 30% então tem todo um caminho livre, que não risonho, pela sua frente.

Uma última palavra para o desastre chamado CDS. Simplesmente lamentável. É caso para dizer que ultimamente nunca se encontrou e em tudo se perdeu.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:45

Outubro 04 2019

Trabalho por quem não pode, mas pior – ou será melhor? - para quem não quer trabalhar. Não contabilizo quilómetros e/ou horas, pois não é isso que faz a diferença e muito menos me move. A quem, então, se destina tudo isto? Antes de mais, sou dos que pensa e, sobretudo, sente que quanto mais dá mais recebe. Poderia também advogar que tais préstimos entrariam no rol do perdão das minhas imensas culpas. Sim, humildemente me confesso como pecador. Por outro lado, ao pensar fazer o bem apenas e só com o intuito de um dia, após deixar este corpo térreo, usufruir dos bens espirituais doados por Alguém superior não estaria, de certo modo, a também comungar de um sentimento egoísta, i.e., fazer agora o bem para depois ter o melhor no Além?

É complexo este raciocínio e sei que estou a entrar por caminhos dúbios, para não dizer perigosos, os quais teologicamente não domino por infelicidade minha. É evidente que fazer a diferença na vida das pessoas é, e sempre será, a razão mais válida para a dedicação de alguém e a força para construção de algo que todos reclamamos, mas que poucos perseguem: um Mundo melhor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:46

Outubro 02 2019

A questão de consumo de carne e, sobretudo da de vaca, entrou na ordem do dia e não existe pessoa, mais ou menos informada, que não tenha opinião sobre tal. A pegada ecológica que todos os animais deixam, essencialmente os ruminantes, i.e., os de carne vermelha, é de tal ordem que os abolicionistas acham que tem toda a razão.

Por outro lado, uma investigação internacional sobre consumo de carnes vermelhas e processadas concluiu que os estudos que durante décadas apontaram o perigo destes produtos para a saúde não têm fundamento suficiente.

Os investigadores, que publicaram o seu trabalho na Annals of Internal Medicine, concluíram que os benefícios para a saúde de reduzir o consumo de carnes vermelhas e processadas são poucos e não suficientes para dizer às pessoas para deixarem de consumir este tipo de carne.

Independentemente do anteriormente exposto ser verdadeiro ou não, a pergunta que se impõe é: em vez de carne o que comer, então? Peixe? Todos sabemos que as espécimes marinhas são cada vez mais escassas. De aquacultura? De que forma e que por meios são criadas? Vamos passara ser todos vegetarianos? Mas, os espécimes vegetais também não são todos seres vivos? E mesmo se passássemos a consumir apenas estes como sobreviveríamos? Apenas, com cultura biológica? Se hoje-em-dia, muito mercê da enorme parte egoísta em que estamos formatados, se passa fome, então com estas soluções o que será?

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:10

Outubro 01 2019

A tensão existente, de há uns meses a esta parte, entre o PS e o BE tem muito que se lhe diga. Bem sei que em política a gratidão é palavra inexistente. Todavia, uma coisa é não agradecer, outra, completamente diferente, é, para além de ser ingrato, dar pontapés em alguém que nos fez bem.

Para aqueles que têm memória curta, o PS, em 2015, não ganhou, nem de perto nem de longe, as legislativas então realizadas. Caso não tivesse a ajuda/colaboração/participação do BE, na designada geringonça, jamais teria sido governo e, por conseguinte, não estaria hoje-em-dia na mó de cima, sobretudo pelas condições extremamente favoráveis da conjuntura económica internacional, bem como pelo apaziguamento social que aquele partido e o PCP lhes proporcionou.

Uma última nota: apesar de tudo é bem feito, pois os bloquistas ensandeceram com a perspectiva de poderem, um dia, fazer parte do governo. O caso dos professores foi paradigmático. Soçobraram, em toda a linha ao jugo, do PS. Agora aguentem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:28
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