O meu ponto de vista

Março 28 2019

A dor, o sofrimento, a tristeza e a preocupação são sintomas virtualmente impossíveis de calcular e jamais podem ser colocados em pratos de balança para determinara um custo. Qualquer um de nós, directa ou indirectamente envolvido por aqueles indícios ou sinais, quer mesmo a família, os amigos e os colegas de trabalho, sem esquecer as organizações onde estamos inseridos, é afectado pela situação.

Muitas destas ocorrências afectam a vida quase para sempre, sendo que algumas delas se carregam até à cova. Os resultados são realmente graves, não só pelo efeito em si, mas também pelo estigma que acaba por se desenvolver em toda a latitude vivencial, deteriorando relações, cultura e imagem.

O grau de (in)consciencialização dos implicados aumenta e daí a forte pressão no sentido de lhes ser garantido elevados padrões de protecção, obrigando ao repensamento e melhoria das práticas existentes.

Historicamente as ditas melhorias decorrem da implementação de medidas ligadas a requisitos legais. Porém, não é de legitimidade, no sentido estrito da justiça dos homens, que estamos a falar. É sim de valores morais e éticos, os quais devem ser exercidos proactivamente e não como forma de reacção.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:27

Março 26 2019

No próximo dia 16 de Abril o PSD vai apresentar no Parlamento uma proposta sobre a progressão da carreira docente. Rui Rio defende que se deve contar todo o tempo de serviço e que os sete anos em falta na proposta do Executivo sejam contabilizados num “misto de dinheiro no eixo do tempo e de antecipação do tempo de reforma”.

Eis uma proposta sensata e que venho de fendendo há muito tempo. Vai ao encontro dos justos interesses dos professores que ainda se encontram longe da reforma, pois o tempo, caso queiram, ser-lhes-á contado para a progressão, unindo também as rectas conveniências daqueles que se encontram no 9º e 10 escalão, pois poderão aceder à aposentação mais cedo, rejuvenescendo, deste modo, os quadros docentes das escolas.

Aguardamos, agora, as posições do PCP e BE. Esperamos que não “borrem” a escrita.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:10

Março 25 2019

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Eu bem sabia que havia uma explicação científica. A culpa é das minhas narinas. Não há odor que lhes escape e depois o resultado nota-se na barriga.

Um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, publicado pela Sapo Lifestyle, assevera que o cheiro da comida atrasa o metabolismo, levando o organismo a absorver mais gordura.

Em suma, quando preparar as refeições terei que usar uma mola no nariz.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:56

Março 21 2019

Toda a vida me regi pela fórmula de que se proceder assim ou assado, deste ou de outro modo, então, sem margem para dúvidas, tenho obrigatoriamente de assumir a respectiva responsabilidade e, sobretudo, não me queixar, uma vez a culpa ser totalmente minha. Com toda a certeza teria várias opções e se não segui a melhor ou a mais correcta o problema foi e é meu.

Agora, quando se passa precisamente o contrário, i.e., quando me deparo com actos que não me podem ser assacados, ou quaisquer comprometimentos e/ou encargos me podem ser exprobrados, pergunto indignadamente: a que propósito tenho que sofrer pelas atitudes dos outros, por muito que os mesmos sejam totalmente legítimos, éticos e morais?

Sim, bem sei, que, dito desta forma, é uma matéria problemática e muito questionável. Porém, acompanhem o meu raciocínio. Hoje, por exemplo, registou-se greve dos funcionários auxiliares das escolas - algo que posso testemunhar como extremamente legítimo - e que na maioria, incluindo a minha, originou o consequente encerramento. Até aqui tudo bem. Nada a apontar.

Todavia, enquanto que para a maioria dos docentes esta greve não trouxe quaisquer consequências, sendo um dia sem ministração de aulas, outros existem, como sejam aqueles que leccionam os cursos profissionais – é o meu caso, como já compreenderam -, que, para além de terem estado na escola, tal como todos os seus colegas, terão, até ao final do ano, de dar estas aulas em falta. A legislação diz textualmente que «a estes alunos só será reconhecido o curso se lhes tiverem sido dadas todas as aulas constantes do “cardápio”». Isto independentemente de motivo: doença do próprio e/ou de familiares, greve (dele ou dos funcionários), ou mesmo de catástrofes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:53

Março 20 2019

Será por isto que o mundo não se vira? Em determinados locais, para além de um ciclone devastador, continua a chover demais, colocando em risco milhares e milhares de pessoas. Moçambique, sem menosprezo para outros países, é o exemplo que mais de perto nos toca. Isto por falarmos a mesma língua. Todavia, enquanto por aquelas bandas todos rogam para que não chova mais, por aqui passa-se precisamente o contrário, i.e., todos ou quase todos ansiamos por chuva e abundante. Como se sabe, apesar de alguns apenas preferirem o sol, sem a dádiva caída dos céus nada se produz.

De acordo com os primeiros doze dias do ano, aos quais os antigos consideravam os arremedos do ano, este será seco ou com muito pouca chuva, uma vez o sol ter brilhado praticamente em todos os momentos. Todavia, pensando noutra tradição, a de Nª Srª das Candeias, a qual diz que se, no seu dia, Esta estiver a rir, está o Inverno para vir, se estiver a chorar, está o Inverno a passar. Ora, em 02 de Fevereiro p.p., dia da sua celebração, um sol radioso iluminou-nos de manhã à noite. Assim, a acreditar nesta crença popular, muita água há-de correr debaixo das pontes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:12

Março 19 2019

Finalmente foi publicada a legislação relativa à recuperação do tempo de serviço dos docentes. Refiro-me ao Decreto-Lei 36/2019, dado à estampa no dia 15 p.p. Este diploma, considerado inconstitucional, como já foi amplamente demonstrado, só não vendo quem não quer ver, a determinada altura diz que os 2 anos, 9 meses e 18 dias serão contabilizados no momento da progressão ao escalão seguinte, o que implica que todos os docentes verão reconhecido esse tempo, em função do normal desenvolvimento da respetiva carreira. Com efeito, à medida que os docentes progridam ao próximo escalão após a entrada em vigor do presente decreto-lei, ser-lhes-á contabilizado o tempo de serviço a recuperar, pelo que a posição relativa na carreira fica assegurada. (Sublinhado meu)

Ora, o referido texto, fazendo parte integrante da introdução daquela lei, é uma redonda e total mentira. Por exemplo, os professores que se encontram no nono e décimo escalão não usufruem absolutamente de nada. O aludido decreto, no que respeita aos milhares de docentes nestas condições é perfeitamente inócuo, nada lhes dizendo.

Uma perfeita e completa injustiça, tanto mais que os aludidos professores também sofreram na pele o congelamento das suas carreiras.

De outros males aquele também enferma, mas isso fica para outra crónica.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:07

Março 18 2019

Este governo, já o aqui escrevi, mais parece uma coligação familiar do que uma equipa de verdadeiros dirigentes. É ver sentados à mesma mesa governamental pai e filha, marido e mulher, tios e sobrinhos, para não falar de adjuntos. Podem todos ter a máxima competência, mas ninguém pode questionar a dependência hierarquizante que existe entre pai e filha, tio e sobrinha. Mesmo entre marido e mulher há sempre algo que, de vez em quando, não bate certo, quando se trata da “luta” quotidiana, quanto mais quando a política se mete ao meio.

Agora, mais uma polémica. O novo Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, reagiu às notícias que dão conta que a sua mulher é a nova chefe de gabinete da Secretaria de Estado dos Assuntos Parlamentares, afirmando que se trata de uma mulher competente e de modo algum pode ser prejudicada pelo facto de estar casada com ele. Dando de barato esta última afirmação, importa reter a primeira parte. Então não havia de dizer que se trata de uma cidadã muito habilitada e com vasta experiência? Gaba-te cesto que vais para vindima. Seria o bom e o bonito, lá em casa, se ficasse calado ou até afirmasse o contrário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:26

Março 14 2019

Não passo de um pequeno viticultor que está a dar os primeiros passos numa senda assente em vias – presumo eu – devidamente estruturadas. Afirmo isto devido há muito produzir uvas, coisa aliás diferente de produzir vinho, pois há quem o faça e muito bem sem ter uma cepa sequer.

Algo insofismável relativamente aos vinhos, porém, mudou quase radicalmente nestes últimos vinte anos. Mudou a filosofia de produção de vinho. Deixou-se, aos poucos, de apostar na produção em volume, para abastecer um país que bebia vinho - e talvez demais -, para apostar na qualidade, com vista a servir um país que gosta cada vez mais de vinho e, sobretudo, dos seus vinhos.

Com a entrada de uma nova geração de enólogos, mais conhecedores e informados, mudou-se a filosofia da adega, com a aposta em novas tecnologias, usadas para aproveitar todo o potencial de qualidade das uvas. Contudo, também se mudou a filosofia na vinha, com a introdução de novas formas de maneio da cultura, mudança de vinhedos para lugares com maior potencial de qualidade, bem como a introdução de novas castas de maior potencial enológico e/ou apetecíveis pelos consumidores.

Com tudo isto, os resultados são sabidos. A concorrência ficou mais intensa, o que aguçou o empenho do sector em toda a fileira, desde a parte agrícola à venda final aos consumidores, os quais, aliás, ganharam e muito com isso.

Hoje-em-dia, as pessoas encontram-se mais informadas e muitas já sabem o que comprar e, principalmente, porque compram. É praticamente impossível não beber bom vinho. A questão está em beber bom e excelente vinho, uma vez que o preço ainda – e bem – diferencia tal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 09:37

Março 13 2019

Na última semana surgiram nas televisões ditas generalistas – seja lá o que isso significa e, apesar do teor depreciativo, sabendo, de antemão, que são as de maior audiência –, programas que têm levantado extraordinárias celeumas e motivo para enormes, pelo menos em termos palavrosos, artigos de opinião.

Como os meus caros leitores já perceberam, refiro-me a “Quem quer namorar com um agricultor”, transmitido pela SIC e “Quem quer casar com o meu filho”, este da autoria da TVI. Todos estes programas foram êxitos em variadíssimos países e, por isso, não admira a enorme audiência entre nós.

É telelixo? Não há a menor dúvida. Que tanto os homens como as mulheres que se prestam a participar nestes reality shows não ajudam na elevação de quem quer que seja também é uma verdade inquestionável.

Agora, o que também é verdade é que, como o nosso bom povo costuma dizer, quem não gosta coloca de lado. Hoje-em-dia a maioria dos lares possuem, felizmente, muitas outras opções de escolha televisiva. Mesmo aqueles que não são subscritores de qualquer canal por cabo tem outras possibilidades. Não gosta, muda de canal. Diga-se, também em abono da verdade, que ouço muita gente a dizer que não os vê e a condená-los veementemente, mas as audiências provam o contrário. A não ser que sejam os espanhóis a vê-los, não encontro outra explicação. Isto lembra-me sempre as telenovelas. Ninguém as vê, mas não é por acaso que os ditos canais de televisão investem tanto em tais produtos.

Eu, pessoalmente, não gosto e, por isso, não vejo. Mudo de canal e ponto final. Como acima escrevo, é evidente que isto vale o que vale. Todavia, uma coisa é certa: censura prévia não. Não é que ache ser admissível a transmissão de tudo e mais alguma coisa. Porém, a não ser algo que ofenda a ética, a educação e os conceitos morais da maioria dos portugueses, sou de opinião de que não se deve proibir só porque é politicamente correcto.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:26

Março 12 2019

Desafiar as adversidades com coragem e, sobretudo, vencê-las com ética é uma arte subtil e nunca fácil. Nasce com a pessoa, ou seja, é nato nalguns, mas aprende-se muito com a prática, optimizando-se com a reflexão inteligente que permite retirar lições da experiência, o que vai muito além de uma demasiado rápida aplicação de novas modas de gestão.

Ao longo dos anos tenho testemunhado o trabalho de outras pessoas, que não aquelas, cujo sucesso decorre de serem hábeis demagogos, de usarem chavões motivacionais que só trazem uma euforia passageira, para não dizer momentânea. Acabam por decepcionar as equipas e assim destruir o valor do capital humano.

Os primeiros, pelo seu lado, podem dar-se ao “luxo” de escolher e questionar corajosamente os seus hábitos e perspectivas. Focalizam-se com o à vontade da sua genuinidade em encontrar novas abordagens e em criar novas práticas. Optam por olhar para o contexto, olvidando a espuma dos dias, renovando a praxis do seu contacto com os outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:50

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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