O meu ponto de vista

Janeiro 14 2019

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Anda para aí uma polémica bacoca sobre o fim das propinas do ensino superior. Tal ideia, aliás, não é para espantar, pois ultimamente os políticos e, sobretudo, os governantes, possuem o condão de abrir celeumas com causas que nem o Diabo se lembraria.

Para além de ser totalmente contraproducente em termos de justiça social, há a acrescentar que se existe assim tanto dinheiro, algo que ronda os 330 milhões de euros - valor total pago em propinas -, então há muitos outros casos onde poderá e deverá ser aplicado.

Por exemplo, é do conhecimento geral que, hoje-em-dia, a frequência de uma criança em qualquer creche, por muita que a sua qualidade seja enormemente suspeita, custa bem mais que a matrícula de um aluno na melhor faculdade, isto para não falar da dificuldade em encontrar uma que tenha vaga.

Nesta ordem de ideias, num país em que é absolutamente necessário aumentar a natalidade, é da mais elementar justiça subsidiar fortemente o sector da educação infantil.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:18

Janeiro 11 2019

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Hoje, tal como no pico do Verão, há uma caça ao registo dos termómetros. Aliás, é comum aparecer nas redes sociais fotos do tablier do carro registando temperaturas negativas ou muito perto disso, como isso fosse algo de excepcional. Nada disso. Extraordinário, extraordinário, é ir para o campo ou outro local exterior e trabalhar com tais temperaturas. Agora, queixar-se por ir no carro com ar condicionado, a vinte e tal graus, e a seguir entrar num edifício com mais ou menos a mesma temperatura, por muito que no exterior estejam temperaturas negativas, é, no mínimo, hipocrisia.

Uma coisa é certa: as temperaturas muito baixas anunciadas nos media não passaram de notícias pífias. Aliás, hoje esteve menos frio que em dias anteriores. Penso, que estas épocas – pleno Inverno e Verão – são óptimas para aquilo que, em jornalismo, se designa de “encher chouriços”. À falta de melhor, “mete-se umas e outras buchas, para além de se insistir, insistir…”

Já agora, reproduzo uma conversa que ouvi outro dia entre duas colegas citadinas. Dizia uma: “adoro este tempo, pois durante o dia está um sol maravilhoso, dando possibilidade de sairmos, almoçarmos fora e ainda dar uns passeios”. A outra respondeu: “concordo inteiramente contigo, tanto mais que apenas a noite é desagradável devido ao imenso frio, mas nessa altura já estamos em casa e no quentinho”. O facto de não chover e de haver regiões que já estão em seca, não as preocupa em nada. E, infelizmente, tantas pessoas com pensar semelhante existem!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:02

Janeiro 10 2019

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A família! Palavra que de acordo com a Wikipédia “representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É formado por pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção (...) Dentro de uma família, existe, sempre, algum grau de parentesco. Membros de uma família, geralmente pai, mãe e filhos e seus descendentes, costumam compartilhar do mesmo sobrenome, herdado dos ascendentes diretos. A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.”

Ora, nos últimos tempos as conveniências, bem como as solicitações sociais, isto para não falar dos interesses pessoais, levaram a que a família deixasse de ser aquele baluarte onde o refúgio era certo, sabido e seguro.

Assim, não admira que aquela velha máxima “pai/mãe é quem cuida e não quem traz ao mundo”, em muitos casos, já não faça sentido. Os “velhos” valores perderam-se ou andam pelas ruas da amargura. Diariamente somos confrontados com novas formas de ser e estar e ai daquele que não se conforma com tais. No mínimo, é apelidado de bota de elástico ou deixou-se conduzir por um politicamente incorrecto.

O amor, valor principal em que se sustenta a família, passou a ser coisa vã. O esforço, a dedicação e o sacrifício, bem como ainda o cumprimento da palavra, deram lugar às desculpas mais esfarrapadas e inimagináveis. A verborreia impôs-se como forma de esquecer o passado e, num ápice, como num estalar de dedos, efectuar a transição para o futuro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:21

Janeiro 09 2019

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Isto de possuir espírito de abertura tem muito que se diga. No plano dos princípios, i.e., à priori, todos o temos. Contudo, a experiência, bem como a prática do dia-a-dia, ensina-nos que temos de tomar posições, senão contrárias, pelo menos colidem em muitos aspectos quem aquele exórdio.

Juntar atributos de valores éticos, assim como entreajuda e solidariedade é a melhor forma de criar um ambiente de segurança e confiança, algo essencial para o sucesso e para a criação de cumprimento de objectivos.

Tudo ou quase falha, porém, quando nos deparamos com injustiças e pirronices, o que leva a não honrar as regras do jogo. Neste âmbito a comunicação das expectativas, algo primordial, torna-se menos clara, impedindo a focagem no mesmo objectivo.

Num ambiente em todos nos sintamos seguros, é fácil focarmo-nos na inovação, na criatividade e na ambição. Como o conseguir sempre é a chave que vale milhões.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:32

Janeiro 08 2019

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Ontem, no meu entendimento, a despropósito e sem necessidade, Marcelo Rebelo de Sousa interrompeu uma reunião para ver um pouco do novo programa de Cristina Ferreira, tendo-lhe, inclusive, telefonado parabenizando-a. Que haja selfies, beijinhos e abraços a todos e mais alguns, vá lá que não vá. Agora dando a primazia a uma apresentadora, por muito sucesso que tenha, já é demais. O alto cargo que ocupa também deve ser sinónimo de alguma prudência e, sobretudo, recato.

Hoje, por outro lado, ouvi uma senhora a queixar-se que a sua pensão era pouco mais de 260 €, tendo acrescentado que se não fosse a ajuda do marido morria de fome. Presumo que não saiba o significado de demagogia, mas que a exerceu lá isso é verdade. É que deliberadamente esqueceu-se de referir que jamais descontou, durante toda a sua vida activa, um cêntimo para tal fim.

Por último, ouvi a notícia, no Portugal em Direto da RTP,  que uma câmara do norte do país, salvo erro Paredes, inaugurou um complexo desportivo com piscina, sauna, massagem e jacúzi. Volto a repetir: piscina ainda compreendo. Contudo, as restantes valências a cargo de uma autarquia? A sério? O dinheiro dos contribuintes aplicado em massagens, sauna e …? A seguir, vão inserir-se no ramo do comércio a retalho, restauração, reparação automóvel, entre tantos outros?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:05

Janeiro 07 2019

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Em tempos não muito distantes, o governo socialista – vamos dar nome aos bois, foi na época de J. Sócrates – encomendaram-se propositadamente relatórios à OCDE, especialmente no que concerne à educação, os quais não passavam de propaganda mal disfarçada, tanto mais que aqueles eventuais estudos não passavam de consulta a meia dúzia de escolas previamente escolhidas e com entrevistas a docentes devidamente aclimatados. Todavia, até se descobrir a tramoia, eram fidedignos e registos de toda a glória.

Hoje, um relatório da mesma organização, produzido por um reputado técnico – infelizmente não tão bom ministro de Passos Coelho quanto isso - de seu nome Álvaro Santos Pereira, que aponta Portugal como um dos países onde a corrupção mais grassa, algo que, infelizmente, até é verdade, merece da parte do actual governo toda a censura, indo ao ponto de ameaçar aquela instituição com sanções.

Combater aquele cancro? Não, nada disso, pois dá muito jeito. O melhor é abafá-lo para que não se fale.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:18

Janeiro 03 2019

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Estou convencido que poucos países haverá onde se façam tantas reuniões como no nosso. Todos os dias há meetings, debates, palestras, etc., etc., onde se discute tudo e mais alguma coisa.

Muitos destes acontecimentos contam com a presença de altas individualidades, pelo menos na abertura e/ou encerramento. No resto do tempo nota-se a ausência de políticos de primeira linha, regista-se a presença e vários directores gerais e, como não podia deixar de ser, com a notória comparência de imensos técnicos – leia-se cientistas, investigadores, professores universitários e uma catrefada de curiosos -, aos quais lhe é incumbido de fazer os respectivos relatórios finais. Belos livros e CD’s que irão preencher prateleiras e prateleiras de fino recorte artístico deste e daquele ministério, instituição universitária e semelhantes quejandas, isto sem esquecer os artigos na imprensa geral e especializada.

De vez em quando lá surge uma qualquer “cabeça coroada” a dizer de sua justiça e (re)lembrar tais feitos e sobretudo tão ilustres conclusões, as quais servem essencialmente para moldurar belos e incisivos discursos que todos aplaudem por dever do ofício, mas que sabem, de antemão, não ser para cumprir.

Sim, porque tudo isto não é para se fazer. É para se ir fazendo. Se somos irresponsáveis? Não, nada disso. Somos assim. Um país de brandos costumes, que num dia se zanga e quase mata, para no dia seguinte dormir com o “inimigo”. Aliás, não é por acaso que os estrangeiros nos odoram. Refilamos, refilamos com este e aquele, para acabar a fazer amor com todo o mundo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:28

Janeiro 02 2019

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Hoje falarei sobre a morte de Joaquim Bastinhas. Sim, falarei sem medo do novo politicamente correcto, sobretudo daquele tentativamente implementado pelo desmiolado PAN. Aquele cavaleiro, no fundo um cavalheiro no trato e no modo como privava com todos – lembro-me de ter estado com ele, há um bom par de anos, numa corrida em Monte Gordo -, digno de memória e, por isso, não me admirou os milhares de pessoas que estiveram neste dia, no seu funeral, na sua querida terra, Elvas, cidade onde lidou um touro pela primeira e última vez.

Igualmente hoje falarei de toda uma série de trabalhos agrícolas que, nesta época natalícia, mercê da interrupção lectiva, concretizei. Falo do fim do corte dos pinheiros no terreno, que após a manteação, a qual dentro de dias se seguirá, em Março será vinha, bem como a plantação das batatas do “cedo”, couves, nabiças, assim como o semear de favas.

Por fim falarei também do reinício de aulas, algo que, como é do conhecimento geral, acontecerá amanhã. Para quem acha que os professores durantes esta época, em que os alunos não estão na escola, nada fazem, direi que ainda hoje acabei de corrigir um teste do 12º ano, realizado no último dia de aulas do primeiro período, o qual amanhã entregarei e farei a respectiva correcção. O ensino profissional, ministrado por módulos, assim obriga e ainda bem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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