O meu ponto de vista

Abril 30 2018

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Os números variam ligeiramente, mas as conclusões dos diferentes comentadores convergem num cenário devastador: a corrupção, em Portugal, atingiu máximos históricos durante o período de 2005 a 2011, i.e., durante o consulado de José Sócrates.

A falta de controle, a tentativa de domínio da comunicação social, o clima de “prefiro não ver para não me aborrecer”, aliado à crise económica e financeira na Europa, bem como o risco da dívida pública portuguesa foram alguns dos motivos que se costumam apontar.

Todavia, eu prefiro chamar os bois pelos nomes e, nessa conformidade, afirmo que tal se ficou à falta de vergonha ou, como hoje se costuma dizer, à ausência de ética.

Quem se der ao trabalho de consultar os vários ensaios publicados pelos muitos observadores e estudiosos a operar em Portugal, notará que apesar do valor canalizado para a corrupção não coincidir – talvez devido aos diferentes critérios de análise utilizados –, os números apurados são, sem sombra para dúvidas, os piores alguma vez verificados em território nacional.

Já não nos bastava o escândalo do ex-primeiro-ministro, do caso BPN e quejandos, para agora também vir a lume o caso de Manuel Pinho. Um dia destes, por muito que queiramos, não conseguiremos abrir mais a boca de espanto.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:37

Abril 27 2018

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É verdade. Não tenho tido muita disponibilidade para escrever neste espaço. As ocupações profissionais, bem como fazer frente a outras lides que tanto me são queridas, têm reduzido, de uma forma exponencial, o já pouco tempo livre que dispunha. Como um dia disse alguém “é a vida”.

Vêm feriados, sucedem-se fins-de-semana, e por isto ou por aquilo, o tempo não estica e também não deixa de ser menos verdade que não caminho para novo.

Resta-me a consolação do dever cumprido. E, já agora, que o FC do Porto seja campeão.

Bem sei que irão dizer que para escrever isto mais valia estar quietinho. Pensam bem. Porém, recordem-se que “quem diz a verdade não merece castigo”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:09

Abril 23 2018

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É um lugar comum ouvir dizer que as pessoas não são números. Também não estranha, bem pelo contrário, escutar declarações que relatam casos em que a aposta nas pessoas é causa ganha. Estou de acordo, como igualmente comungo que, na maioria das vezes, se enche a boca e se encolhe o coração. Já lá vamos.

Dizem os primeiros que fazem vingar a ideia nova, assente no pressuposto de que a riqueza das instituições reside, antes de mais, no capital humano. Aliás, adiantam que o sucesso não é alheio ao facto da aposta feita nas pessoas, encaradas como o verdadeiro valor emergente da causa, contrariando, deste modo, a prática comum de as encarar como um mero “lançamento contabilístico”, i.e., um bem de que a instituição se serve e para a qual geram riqueza.

Se até aqui nada a opor, o caso muda de figura quando a filosofia de gestão adoptada não tem das pessoas uma visão diferente da de um simples recurso físico, padronizado e substituível, olhando-as como um simples activo dotado de mais ou menos capacidades de trabalho. Não observar que cada um tem uma participação única, cuja soma mobiliza e se transforma na pedra basilar de uma entidade ganhadora, capaz de antecipar o futuro para consolidar o presente, é meio caminho para o insucesso.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:00

Abril 18 2018

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Os deputados da AR, representantes dos Açores e Madeira, para além de receberem mais que os do continente 500 € por semana (subsídio de deslocação), têm direito ao pagamento de uma viagem semanal, de ida e volta, nunca inferior àquele valor (subvenção de mobilidade). O problema coloca-se quando este bónus é pago aos aludidos deputados independentemente de efectuarem ou não as ditas viagens.

Ora, tal procedimento pode ser legal, mas não é defensável eticamente, por muito que o presidente da AR diga o contrário em abono dos seus camaradas, claro está. E adianta que este assunto não deve ser discutido fora do local apropriado. Leia-se exclusivamente na AR.

Esta posição, criticável a todos os títulos, ainda por cima pretende colocar uma rolha na boca dos portugueses. Autêntica censura.

Claro que não são apenas deputados do PS. Outros do PSD também fazem o mesmo. Infelizmente, acrescento. Saúde-se a posição do deputado BE, o qual apresentou a sua demissão e promete repor o dinheiro recebido pelo mencionado esquema.

Depois queixem-se de que os políticos são mal vistos pelos portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:13

Abril 17 2018

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Há décadas que tanto ouvimos falar em fraca produtividade e em tudo o que consequentemente acarreta, sobretudo a nível da competitividade. Com muita frequência continuamos a deparar-nos com a tendência nacional de sempre culpar terceiros, por muitas das nossas “aclimatações” de decisão.

Todos estamos de acordo que deve ser o governo a liderar a maioria das acções de reforma estrutural que permitam inverter a actual propensão. Todavia, também é da mais salutar curialidade dizer que é responsabilidade pessoal de quem gere, tanto publicamente como privadamente, liderar a mudança necessária no dia-a-dia das instituições, introduzindo métodos inovadores na constituição de processos e, essencialmente, na produção de conteúdos que acompanham e fazem parte integrante dos bens e/ou serviços produzidos.

Costuma-se dizer que tudo tem um custo. Aliás, digo imensas vezes que não existem almoços grátis. Assim, o valor final de uma infraestrutura ou serviço depende cada vez mais da qualidade da informação que se entrega, a qual serve de base fundamental para produzir mais e melhor. Ora, esse valor cada vez mais depende da facilidade de comercialização, bem como dos custos inerentes ao futuro da nossa privacidade.

Por isso, é que se começa hoje a colocar com muita acuidade a questão da informação que disponibilizamos. Todos, sem excepção, queremos serviços e produtos “prontos a vestir” a cada um de nós. A individualização, no modo de ser e estar, reflecte-se neste âmbito de forma muito premente. Porém, se queremos, à imagem de cada um de nós, tais benefícios, também não deixa de ser verdade que isso só é possível com a “dádiva” de muitos dos nossos dados, os quais, mais cedo que tarde, observamos que igualmente são usados para efeitos que, nem de longe nem de perto, alguma vez imaginávamos que, para efeito, fossem utilizados.

O exemplo dos dados que disponibilizamos diariamente no Facebook são disso exemplo flagrante.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:13

Abril 16 2018

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A política educativa deste governo baseia-se no seguinte paradigma: planeamento q.b. e máximo possível de divertimento. Brinca-se ao ensino profissional, usa-se a Educação Física como arma de arremesso, desprestigia-se a Filosofia e, sobretudo, não se leva em linha de conta as opiniões abalizadas dos docentes. Apenas as associações amigas da geringonça são tidas em conta e até levadas ao colo.

A vertente das temáticas muito caras ao lema “aprender a brincar”, como são os casos do gaming, do desporto escolar, da música e do fenómeno Youtube, entre outros. Podemos dizer que o actual ME junta o brincar ao agradável, uma vez ter-se no mesmo espaço e em simultâneo as mais variadas situações, como é exemplo a possibilidade constante de participação em jogos e concursos e num ambiente de agitação confrangedora.

A diversão é, sem margem para dúvidas, um ingrediente reforçado no dia-a-dia das escolas. A disponibilidade permanente em diferentes áreas do entretenimento privilegiando as experiências e a vivência de emoções: espaço de videojogos, torneios disto e daquilo, karaokes, DJs, desfiles, consolas e simuladores, dando voz às suas mais “ilustres” ideias, pensamentos e estilos de vida. 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Abril 15 2018

O Gouxa casou-se e adoptou o apelido do marido. Diz sentir-se muito feliz.

A Érica já pode ser designada como João. Por sua vez, a Edna já pode exigir que lhe chamem Gaspar. Os nomes são ao acaso e perfeitamente à escolha do freguês, tal como o género.

Tudo isto é o que mais importa aos portugueses? São, no fundo, os assuntos que mais os preocupam?

Tudo isto é triste. Tudo isto é fado!, Enfim, tudo isto é português e faz parte de uma agenda fraturante, a qual o PS paga, e de bom grado, aos seus parceiros parlamentares, para que estes não coloquem em causa o governo mais restritivo/cativacional que, alguma vez, houve após 1974.

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:20

Abril 11 2018

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Hoje senti-me como desde sempre fosse da Juventus. De longe muito superior ao Real Madrid. Esta, cheia de craques, comportando-se quais primas donas, autoconvencidas de musas divinas, não lutaram e muito menos suaram a camisola.

Após ganharem a primeira ronda, em casa da Juventus, por 3-0, pensaram que o jogo de hoje era como, desculpem a linguagem menos prosaica, limparem o rabinho a bebés. Enganaram-se redondamente. Levaram, como se diz na gíria, um autêntico baile.

O penalti, inexistente - diga-se em abono da verdade -, de que foram flagrantemente beneficiados aos 93 minutos deu-lhes a passagem à fase seguinte, mas, com toda a sinceridade, não convenceram ninguém.

Claro que “Apolo” CR7 lá fez o jeito ao pé e marcou mais um golo. Agora, que também se fez de menina e moça, tentando por variadíssimas vezes enganar o árbitro, atirando-se quase constantemente ao chão, lá isso é verdade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:03

Abril 10 2018

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Tempos houve, aliás não muito distantes, em se podia dizer “caramba, nunca mais chove” Estávamos cansados, numa primeira fase, de tanto calor; numa segunda, de tanto frio. Água é que nem vê-la. E como a sua ausência se estava a sentir. Recordo que em Dezembro e até em Janeiro p.p. se registaram incêndios, ainda que de pequena monta.

Bem sei que o homem, por natureza, é um animal insatisfeito. Todavia, com toda a sinceridade, acho que agora já basta. Alguém me consegue o endereço de S. Pedro para lhe pedir, de viva voz, que, por umas semanas, feche as torneiras?

Não sou dos pretendem ter sempre chuva no nabal e sol na eira. Contudo, neste momento em que os campos estão completamente encharcados, em que se corre o risco sério de perder as poucas culturas que, por entre os pingos da chuva, se conseguiram fazer, em que não se podem, nos tempos mais próximos, realizar as sementeiras que já deveriam ter sido feitas há meses, é altura apropriada - crendo sempre que a Divina Providência sabe sempre o que é melhor para nós – para aqueles que dependem sobretudo da agricultura poderem livremente exercerem o seu múnus.

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:29

Abril 08 2018

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Se Trump fosse destituído ou preso, haveria gente que se encheria de alegria, onde, como é óbvio, o BE e o PCP exultariam de satisfação, o que, para eles, independentemente da opinião dos americanos, não seria mais que um de acto de pura justiça. Situação semelhante ocorreria com muitos outros governantes deste atribulado planeta. Estou a pensar em Merkel, Teresa May, entre tantos outros.

Todavia, pretender, não digo condenar, mas simplesmente julgar Putin ou Kim Jong-un, líderes eternos da Rússia e da Coreia do Norte, respectivamente, é um sacrilégio. Por exemplo, Catarina Martins, a suprema dirigente do BE, vem hoje afirmar que prender Lula, ex-presidente do Brasil, condenado pela justiça deste país por corrupção, “não passa de um golpe de direita reacionária”.

Resumindo, não é só Bruno de Carvalho que anda doido. Ali, pelos lados do BE, a ensandecesse atinge valores extremos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:40

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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