O meu ponto de vista

Fevereiro 28 2018

Sabe, pelo menos a maioria que comigo mais de perto priva, o quanto gosto da agricultura. Tal como já escrevi, este sujar para nele me lavar, dá-me um prazer inaudito. Importará, assim, neste domínio da minha vida privada, que as expectativas geradas ao longo dos anos não venham a ser postas em causa pela ausência de uma atitude integradora que maximize as potencialidades que lhes estão inerentes.

Esta visão de macroleitura sobre uma realidade que não passa de microagricultura, associada a uma consequente implantação no terreno de medidas que estimulem a minha adesão, constituirá, estou certo, o garante indispensável a uma reprodução sustentada dos pesados investimentos que são e continuarão a ser canalizados para as novas realizações que pretendo concretizar.

Todavia, o que se observa, sobretudo por quem diariamente suja as botas e as mãos, é que, na maior parte das vezes, os apoios são canalizados para os que já muito têm e pouco necessitam, fazendo-me lembrar a canção que diz “os bancos só emprestam a quem não precisa”.

Se for ao contrário do que tem sido prática até aqui, então, ultrapassada esta etapa, o futuro da minha nova agricultura ganhará um novo instrumento favorecedor de desenvolvimento que, a ser aproveitado em articulação com outros investimentos em curso e a implementar no futuro próximo, possibilitará trilhar os caminhos do progresso e adoptar processos de convergência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:44

Fevereiro 27 2018

Pode não ser verdade, mas que parece, parece. Isto é, parece que o PSD – não falo só a nível nacional, mas também ao local – quando não é poder transforma-se num autêntico saco de gatos. É com tristeza que constato. Que me perdoem se exagero.

Foi nestes dois últimos anos com Passos Coelho e é agora com Rui Rio. Com efeito, urge que o aludido conceito volte a ser visto, pelos principais intervenientes e sobretudo por este último, como uma abordagem obrigatória pelo valor que acrescenta e não como algo de supérfluo e não prioritário que é apenas um capricho a ter em conta quando uma conjuntura favorável o permitir.

Correndo o risco de ser acusado de pessimista, é minha convicção que a qualidade das novas propostas só não passará efectivamente de ser uma moda se for capaz de se libertar de alguns dogmas ou de metodologias apelidadas de “boas práticas”, cuja aplicação, na maior parte dos casos, se revela totalmente ineficaz e ineficiente e em que o único resultado visível é o esforço da aplicação desses mesmos dogmas e metodologias.

De um discurso extremamente rígido, consubstanciado nestes dois últimos anos, coloca-se assim o desafio de simplificar. Torna-se necessário voltar à essência e retomar velhos temas como quantificar e custear, ou, dito de outra forma, não passar a fazer as coisas que são moda fazer. Utilizando um conhecido slogan, o futuro do PSD vai ter de provar novamente que “vale a pena fazer”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Fevereiro 26 2018

Tenho de reconhecer que, mais uma vez, o Festival da Canção não me tem despertado grande interesse. Já o ano passado quando apanhei o comboio já ele estava quase na estação de destino. E, agora, novamente? Caramba, nunca mais aprendo. Por isso, sem margem para dúvidas, trata-se de uma situação a obrigatoriamente rever, ou como se diz hoje, no politicamente correcto, algo a reverter.

Não vi e, através do mais duro cilício, procurarei penitenciar-me. Por isso, apenas hoje soube que "Canção do Fim", a canção composta e interpretada por Diogo Piçarra para o Festival da Canção, está a ser alvo de acusações de plágio, devido às alegadas semelhanças com um cântico evangélico, “Abre os Meus Olhos”.

As comparações surgiram nas redes sociais, ainda antes de o músico a cantar na segunda semifinal do concurso da RTP.

Esta música, no entanto, também não é um original da Igreja Universal do Reino de Deus. “Abre os Meus Olhos” é uma adaptação da música “Open our Eyes”, composta em 1976, pelo pastor norte-americano Bob Cull, e cantada por diversos grupos religiosos em todo o mundo. Os The Maranatha Singers, por exemplo, gravaram a canção em 1999.

Ora, como ladrão (alegadamente) que rouba a ladrão tem cem anos de perdão, tudo não passará, no final, de "coincidências divinas". Cantando e rindo lá vamos nós todos contentes. Onde é que já ouvi isto? Será que também estou a plagiar?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:12

Fevereiro 23 2018

Sexta-feira da Quaresma. Sobretudo dia de abstinência, isto para não falar de jejum. Não caminhando pela segunda intenção, pelo menos que cumpramos - os que acreditam, claro está - a primeira.

Contudo, em terra de fortes carnes, onde o leitão é rei, comer fora neste dia e simultaneamente cumprir aquele preceito é tarefa quase impossível. Senão vejamos.

Encontrar peixe fresco em terras bairradinas é como procurar agulha num palheiro, que é como quem diz, quase impossível. Todavia - perguntarão os meus caros leitores -, o menu de qualquer unidade de restauração não indica também pratos de origem piscícola? Com certeza que sim, respondo eu, nem que seja à base do habitual fiel-amigo.

Ora, para quem, como eu, diz para si próprio, que bacalhau como em casa, como e quando quero, procura essencialmente outras iguarias tipicamente ectotérmicas. E, como não encontra, a refeição ressente-se e não pouco.

Sou daqueles que não se importa de pagar bem, desde que seja igualmente bem servido. Já cheguei a fazer centenas de quilómetros, sem sentir remorsos, com o fim de comer este ou aquele pitéu. Agora, como hoje, tentar tragar umas espetadas de lulas com gambas, as quais face à sua extrema rigidez e, ainda por cima, com ausência de qualquer sabor medianamente aceite, e cobrarem 17,50 € é demais.

Se voltar a acontecer, no mesmo restaurante, apostem que coloco a “boca no trombone”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:23

Fevereiro 20 2018

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Isto de não poder ver televisão, ler jornais, ouvir rádio e muito menos frequentar redes sociais, tem levado, nos últimos dias, algumas pessoas a tornarem-se autênticos zombies. Como só visionam o canal do clube, passam os olhos unicamente  pelo jornal verde e branco, quase tudo lhes passa ao lado.

Por exemplo, ontem não viram o jogo do Sporting e muito menos o segundo golo, o qual entrou nas redes da baliza do Tondela dez minutos para além do regulamentado. Abra-se um parêntesis para dizer que, no final dos 90 minutos, o árbitro deu mais 4 para compensar as paragens do jogo. Até aqui nada de novo, como se costuma dizer. Aos 3 minutos e 50 segundos, i.e., 10 segundos antes do apito final, registou-se uma lesão de um jogador do Tondela. Interrompido o jogo, como é óbvio, cerca de 2,5 minutos, o mesmo foi reatado, não para concluir os aludidos 10 segundos, mas – pasme-se - prolongado até aos 10 minutos. E isto porque, entretanto, os leões marcaram o golo da vitória, pois, caso contrário, duraria até, até … que marcassem.

Quanto a Bruno de Carvalho, o excelso, o impoluto e incorruptível presidente do SCP, o fanatismo – há quem lhe chame fascismo – que o assola é tanto que não vê o ridículo em que se coloca. Podemos estar descontentes com tudo e com todos, e, nessa via, tomar decisões pessoais em conformidade, desde que não firam a lei e os bons costumes. Porém, por muita razão que possamos ter isso não nos dá o direito de obrigar os outros a seguirem as nossas pisadas e jamais de os apelidar de serem isto ou aquilo caso não o façam. Ou será que um dia destes os sportinguistas serão obrigados a usar farda verde e branca e fazer continência de braço direito estendido?

publicado por Hernani de J. Pereira às 14:29

Fevereiro 19 2018

Costuma-se dizer que nada agora é como antes. Bem, umas vezes é verdade, outras nem tanto. A frase, tantas vezes repetida e escutada, “estuda, trabalha muito e terás uma vida melhor que a dos teus pais” é sinónimo do anteriormente escrito.

Estou convencido que na globalidade dos casos ainda é verdadeira. Contudo, as pessoas com que maioritariamente lido têm a percepção de que cada vez é menos assertiva. Pelo menos é o que diariamente me transmitem. E aí, sim, se situa o busílis da questão. Eles são o futuro, enquanto eu, senão sou passado, sou, quanto muito, presente.

A relação entre a experiência educativa da população jovem, o processo de procura de emprego e a situação actual é algo que, para muitos de nós, cinquentões/sessentões, nos escapa. Não é desfasamento, é realidade com que, muitas vezes, não compreendemos e muito menos sabemos lidar, por muito que demos ares do contrário.

Por isso, senão queremos deixar cicatrizes profundas - algumas deixaremos e ainda bem - nos adultos de amanhã, deveremos começar hoje a pensar mais à frente, utilizando a sua própria linguagem, e com planos concretos que perdurem consistentemente e apartidariamente no tempo.

Hoje, quando se fala tanto em pactos de regime, eis uma contribuição, ainda que diminuta, para tal debate.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:32

Fevereiro 17 2018

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A capa da revista do Expresso de hoje é, por demais, demonstrativa do que se passa no PSD. Cada um para o seu lado, cuidando de si.

Naquela vemos Cavaco Silva, descontraidamente só, sublinho só, encostado a uma parede amarela - não é por acaso que não é laranja, verde, azul, cor-de-rosa ou vermelha - com ar de superioridade, como querendo dizer que os tempos presentes, relativamente aos sociais-democratas, são complexos – estou a ser benévolo – em contraponto ao seu tempo.

O que verdadeiramente quer afirmar é que falta ao PSD quem tenho pulso firme e, sobretudo, que dê um murro na mesa ou mesmo até virá-la. No fundo, tenta transmitir que está cansado de falinhas mansas e falsas concórdias.

Aliás, nas entrelinhas da sua cuidadosa entrevista, outras ideias se podem descortinar. Atrevo-me até a imaginar o que na sua mente trespassa, mas, por dever de contenção, não se atreve a dizer, i.e., “ai se tivesse menos 20 ou 30 anos e veriam o que era bom e bonito”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01

Fevereiro 16 2018

Em tempos não muito distantes o então ME, Nuno Crato, não podia colocar o pé na rua que, fosse onde fosse, aí tinha a Fenprof, com meia-dúzia de docentes, mas todos com cartazes e apitos, a manifestar-lhe o seu repúdio e proclamando incessantemente “está na hora, está na hora, de NC ir embora”. Claro que os media, sobretudo as televisões, de modo algum eram esquecidas. Faziam, aliás, parte substancial da “luta”.

Recentemente, porém, tudo é diferente. Sopram outros ventos e o espírito de diálogo é permanente e, segundo se afirmava, muito profícuo. Bem, segundo querem fazer crer, parece que agora a mudança está em cima mesa e até novas greves estão marcadas.

Assim, uma vez que no próximo dia 19 de fevereiro o ministro de Educação vem a Anadia, nomeadamente às escolas do 1.º CEB, Vila Nova de Monsarros e Aguim, exijo à Fenprof que use os mesmos métodos e “monte” o aludido circo, tão conhecido de todos os portugueses. Os motivos não decresceram. Bem pelo contrário. Descongelamento e progressão na carreira, aposentação, componente lectiva/não lectiva, horários de trabalho, entre tantos outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:12

Fevereiro 15 2018

É algo tão natural como respirar, quando se afirma que se deve ter menor Estado mas melhor Estado. Bem, ultimamente não é essa a prática que se observa. As clientelas da “geringonça”, vulgo sobretudo funcionalismo público, pensionistas e quejandos que vivem sofregamente à volta do OE, a isso obriga.

Sendo funcionário público, os meus caros leitores poderão estar a pensar “bem prega Frei Tomás” … ou, então, fala, fala, mas é de barriga cheia. Asseguro-vos que verdadeiramente não é esse o meu sentir. Aliás, ao escrever estas parcas e pobres palavras perco mais do que ganho. Não nos esqueçamos que nos tempos que correm é, de longe, preferível não comentar o que quer que seja, tentar passar entre os pingos da chuva e se for para acrescentar algo que seja que seja para elogiar.

O número de funcionários públicos tem aumentado nos últimos e não de um modo diminuto. Agora, coloquem-se do lado do sector privado, i.e., daqueles que não vivem directamente do Estado e, principalmente, indaguem o que sentem. A resposta mais comum e que não está longe da verdade absoluta é: uma minoria sustenta a maioria.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Fevereiro 11 2018

Já alguém afirmou e eu corroboro: “ainda vamos ter saudades do tempo em que o tempo para progressão esteve congelado”. Ainda agora, durante a confirmação de dados relativamente ao recenseamento docente era ver estes a fazerem fila nos SA com vista confirmar ou não os dados sobre esta e outras questões”. E a esmagadora maioria, inadvertidamente é certo, dizia impropriamente que tinha sido avaliada todos estes últimos anos, quando efectivamente a última avaliação decorreu no período 2011/2013.

A partir daqui, vai ser um ver se te avias. Uma autêntica corrida contra o tempo. Por exemplo, há quem, há semelhança de alguns colecionadores, tenha, nos últimos quatro anos, dezenas de formações, as quais somadas darão centenas de horas.

Por isso advogo a mudança de paradigma de formação. É por demais sabido que os modelos mais robustos previnem os desvios decorrentes do avaliador – que tende a classificar mais alto os “alter ego” – e possuem medidas de correção para homogeneizar os resultados da avaliação. Por outro lado, para que a avaliação de desempenho seja real é necessário que o docente desempenhe a sua função com conhecimento dos seus objectivos, os quais devem ser específicos, mensuráveis, atingíveis, realistas e temporizáveis.

Só assim o desempenho pode ser o maximamente justo, já que totalmente nunca o será, para ordenar os docentes, identificando, como se espera, os “melhores”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:46

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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