O meu ponto de vista

Maio 31 2017

Adoro Portugal. Todos os dias ouvimos, lemos e vemos, abrimos a boca de espanto e soltamos fortes gargalhadas. As situações são tão inconsequentes – ia para dizer “inconseguidas”, mas arrependi-me a tempo -, tão despropositadas, que, conforme diz o nosso povo, “não lembram ao careca”.

Então não é que a TVI24 teve a brilhante ideia de convidar João Rendeiro para comentar a actual crise na banca? Como todos sabemos este excelso banqueiro, fundador do BPP, e que o levou à falência, com desvio de fundos lá pelo meio – e, já agora, também nas bordas -, é, certamente, um homem extremamente avalizado para comentar o desnorte que se apoderou dos banqueiros portugueses, senão de todos, pelo menos de alguns bem-sonantes, homens que, em tempos, eram considerados impolutos, já que se lhes entregava sem qualquer receio o fruto do nosso suor. Vá lá, pelo menos deve saber do que fala!

Bem, se a moda pega, vamos ver um dia destes Vale Azevedo a comentar a gestão dos clubes de futebol, José Sócrates a “botar faladura” sobre o sistema judicial e respectiva actividade criminal, Isaltino Morais sobre transferências bancárias para a Suíça, entre tantos e tantos outros casos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:55

Maio 30 2017

Será desta que o malfadado destino dos portugueses se inverterá?

Acorados a uma jangada de pedra virada para o Atlântico, é longa a tradição que tem lançado os portugueses em busca de novas oportunidades de expansão por esse mundo fora, aproveitando a boleia da globalização de que foram um dos povos pioneiros.

Desde a era dos Descobrimentos portugueses, em que a partir do séc. XV um novo capítulo na história mundia se abriu, muita tinta tem corrido. Mais de cinco séculos decorridos, já não é a exploração marítima e a conquista de outras latitudes que traçam os desígnios estratégicos – os económicos, pelo menos – desta nação europeia.

A braços com uma crise económica-financeira interna que encontrou também ecos no bloco europeu como um todo, colocando entraves à evolução tanto no mercado nacional como no espaço comunitário. Parte de Portugal partiu, mais recentemente e também agora, à descoberta de um mundo novo de emprego. Um direcionar de atenções para o exterior que, apesar de ter sido ultimamente mais vincado pela conjuntura deficitária que atravessamos, já tinha sido muito impulsionada pela aludida globalização.

Ora, segundo palavras de António Costa, a propósito da saída de Procedimento por Défice Excessivo, esta nova situação do país deve ser aproveitada para, fundamentalmente, tudo fazer com vista a trazer de volta as centenas de milhares de jovens que se viram na contingência de procurar além-fronteiras o sustento que a mãe-pátria lhes negou.

Desígnio certo, apesar de saber que muitos não quererão, de todo, regressar, a não ser de férias, ao torrão natal. Aproveitar a folga económica, como pretendem o PCP e o BE, para voltar a engordar os de sempre é que não lembra ao mais pintado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Maio 26 2017

Conheço muito bem Vagos, tanto mais que a minha avó paterna era daquele concelho. Terra pacata, cheia de gente valorosa, misto de agricultores e pescadores. Simultaneamente, terra muito afeiçoada a certos rituais e tradicionalismos que, segundo parece, já não são de agora. Infelizmente para uns, felizmente para outros. Sinais dos tempos!

Gente que sempre votou à direita e, por isso, não é por acaso que esta polémica se instala. Por mão de quem? Do Bloco de Esquerda (BE), claro está. Não possui qualquer representatividade junto daquela, mas, ao menor sinal, ei-los que saltam para a ribalta como primeiros defensores, não dos bons costumes – seja lá o que cada um entender por tal -, mas sim de uma progressividade que há milénios fez cair Roma e o mesmo há-de acontecer connosco agora.

O caso conta-se em meia-dúzia de palavras. Duas alunas da Secundária de Vagos, onde também estudam discentes desde o sétimo ano, ou seja, com doze ou treze anos, beijaram-se prolongadamente no recreio, provocando a indignação de alguns dos presentes. Vai daí a direcção da Escola chamou as aludidas intervenientes e disse-lhes que tal conduta não era a mais apropriada àquele local.

Como está bem de se ver, mal o BE teve conhecimento do caso logo o empolou e “toca” de chamar a comunicação social, a qual, como todos bem sabemos, se pela por qualquer caso de lana caprina, independentemente do sentir da esmagadora maioria dos vaguenses. Isto faz lembrar outros tempos em que não se podia dizer o que quer que fosse a um negro pois era, de imediato, apelidado de racista. No fundo, no fundo, o que se pretende é uma escola com todos e mais alguns direitos e sem, repito, sem deveres de qualquer espécie.

O caldo, como é óbvio, entornou-se e a direcção vê-se em palpos de aranha para explicar um caso cuja importância, senão é nula, é extremamente reduzida. Uma coisa é certa: não invejo o actual papel do Hugo Martinho.  Já por lá passei e sei o quanto é fácil, para os “profissionais” do costume, fazer a maior tempestade num simples copo de água. Uma achega à questão: sempre fui contra as manifestações de afecto mais íntimo no interior do espaço escolar, independentemente da orientação sexual. E penso que é aqui que bate o cerne da questão.

Entretanto, o Ministério da Educação (ME) afirmou que “repudia actos de discriminação e vai agir no sentido de apurar o que aconteceu naquela Escola. O ME teve, esta quarta-feira, conhecimento do referido caso, pelo que vai agir no sentido do apuramento dos alegados factos”.

Em declarações ao Jornal de Notícias, o director da Escola, Hugo Martinho, explicou que “não houve qualquer repreensão ou crítica à orientação sexual das alunas”, mas que lhes pediu “alguma contenção”. Um elemento da direcção falou com uma das alunas, num local reservado, pedindo alguma moderação, no sentido de as proteger”, disse Hugo Martinho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:14

Maio 25 2017

A tentativa - balofa, é certo – de agradar a uma esquerda, supérflua, cuja dívida é algo de somenos importância, i.e., para quem acha que tudo é de graça, como do céu brotasse constantemente água e mel, e, simultaneamente, querendo demonstrar que não compagina com prevaricadores, é muito comum a este Ministério da Educação. Então, o caso dos manuais escolares dados aos alunos do 1º ano do 1º Ciclo é a prova acabada deste paradigma.

Quem estraga, paga. Em teoria seria assim, na prática será mais ou menos. Bem, aqui para nós, será zero. O diploma que estabeleceu a gratuitidade dos manuais escolares para todos os alunos do 1.º ano, no presente ano lectivo, previa uma penalização em casa de mau uso dos manuais. Mas a verdade é que caberá a cada director decidir se aplica a penalização aos pais, sendo que o próprio Ministério, numa circular enviada às escolas, prevê uma série de atenuantes que podem livrar os encarregados de educação.

Na circular, noticiada hoje, o Ministério de Tiago Brandão Rodrigues deixa claro que cabe a cada escola, no âmbito da sua autonomia, decidir as “estratégias de análise e definição de quais os manuais em bom estado e os que não estão em condições de serem reutilizados”. Porém, a tutela sugere que seja utilizado o mesmo critério que já é usado em relação aos manuais dados aos alunos com apoio social escolar.

Contudo, a directora-geral dos estabelecimentos escolares, que assina o documento, deixa claro que os pais só poderão ser penalizados “em caso de não entrega dos manuais ou da entrega em estado que não decorra da utilização normal, prudente e adequada”. E apresenta ainda uma série de atenuantes que poderão ser tidas em consideração pelos directores no momento da avaliação: “o tipo de uso e disciplina para que foram concebidos”; “o estado em que foram recebidos pelo aluno”; “a idade do aluno” e ainda “outras circunstâncias subjectivas e objectivas que tornem inexigível esta mesma responsabilidade, em termos a avaliar pela escola”.

Resumindo e concluindo: jamais alguém acabará por pagar o que quer que seja. O ME passa a bola para os directores e estes não querendo, de todo, ficar com o ónus de maus da fita não aplicarão qualquer sanção. E, pessoalmente, acho muito bem. Não se pode, de modo algum, andar a apregoar a doação dos manuais escolares e posteriormente exigir-se a sua restituição e, ainda por cima, em bom estado. Já lá diz o ditado “quem dá e volta a tirar ao Inferno vai parar”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:30

Maio 24 2017

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Morreu, ontem, Roger Moore. Completaria 90 anos em Outubro próximo, mas uma conjugação de doenças não permitiu que continuasse entre nós. O mais gentleman de todos os 007, no dizer da maioria dos críticos, foi e continua a ser uma referência no mundo do audiovisual. Foi figura marcante na televisão, quando esta ainda era a preto e branco, bem como no grande ecran.

Quem não se recorda da sua primorosa interpretação, para os cânones da época, claro está, na década de sessenta e setenta do século passado, de O Santo? E das suas fabulosas encarnações, para quem gosta, claro está também, da lendária personagem criada por Ian Fleming, James Bond, mais conhecido como o agente, com licença para matar, ao serviço de Sua Majestade, 007?

Para nós, entre 50 e os 60 anos, amantes de aventuras e de acção, é mais um pedaço de nós que desaparece. É mau quando vemos acabar algumas das grandes referências da nossa juventude. É sinal inequívoco de que, apesar de não nos sentirmos velhos, os anos começam a pesar.

Uma nota final: a saga do 007 continua hoje-em-dia e estou convencido que novos episódios, no futuro, se seguirão. Contudo, o glamour, a apreciação das boas coisas da vida, em toda a sua plenitude, bem como o saborear de cada instante, de cada milagre da natureza, de cada momento especial, há muito que deixaram de ser apanágio das últimas sagas. Actualmente, o romance quase que é inexistente, a violência, alguma gratuita e desmesurada, é constante. Por isso, continuo a vê-los mais por dever de ofício do que para regalo dos olhos e muito menos do coração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:31

Maio 23 2017

Os sindicatos, uns por falta de mobilização, outros por estarem amarrados ao poder vigente, andam com a sua credibilidade pelas ruas da amargura. É uma verdade indesmentível e ponto final. Se de vez em quando estrebucham, mandam uns bitaites para o ar, puxam pelas cordas vocais de modo que os soundbites se amplifiquem e tenho eco na comunicação social, é mais para demonstrar que estão vivos do que para satisfazer as reivindicações dos seus associados.

Vejamos o caso dos sindicatos dos professores versus sindicatos dos médicos. Estes fizeram greve, tendo por base apenas três exigências fundamentais. Foi escutado devidamente o seu protesto e o respectivo ministro apressou-se ma reunir com aqueles, algo que há muito não fazia.

No caso concreto dos docentes, os sindicatos, em vez de se unirem em defesa de dois ou três pontos fundamentais e, mais que isso, absolutamente consensuais - Descongelamento/Progressão e Aposentação aos 40 anos de descontos -, não, elaboram uma lista com uma dúzia ou mais de quesitos, que enchem várias páginas. Consequência: o Ministério da Educação, juntamente com o das Finanças, esfrega as mãos de contentes, cede uma migalhas, i.e., vai ao encontro dos pontos menos importantes, e … pronto. De imediato, aqueles aparecem na praça pública, a cantar de galo, proclamando aos quatros ventos que conseguiram isto e aquilo, desmobilizando as hostes como convém.

A estratégia há muito que está estudada e portanto “… quartel general em Abrantes”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:50

Maio 19 2017

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O mundo fica para trás. A vida de todos os dias é colocada em suspenso. As coisas que parecem urgentes perdem, subitamente, toda a importância … E, então, pensamos que desvendamos o tempo. O tempo e o espaço para relaxar é para (re)descobrir aquilo que pensamos que é realmente importante: nós próprios, os nossos prazeres, emoções, sonhos, enfim, o hedonismo na sua forma exponencial mais elevada.

Tempo e espaço para sentir, celebrar e (re)começar de novo. Sempre. Para a eternidade. Para isso é que existe o dinheiro. E se este for extremamente fácil é ouro sobre azul. Um mistério que se desprende de tudo e que almejamos que nos seja revelado.

Vieram-me à memória estas palavras a propósito de uma notícia relatando que Dave e Angela Dawes, 53 e 49 anos, respetivamente, de Wisbech, Cambridgeshire, ganharam o Euromilhões em 2011 num valor que chegou aos 117,5 milhões de euros. Terão pensado que nunca mais precisavam de se preocupar com dinheiro e o mesmo pensou o filho, Michael Dawes, e a companheira, que largaram os empregos e, ao longo de dois anos, gastaram 1,8 milhões de euros que o pai lhe foi dando.

Quando Dave Dawes recusou ao filho mais dinheiro, este decidiu ir para tribunal. Só que o juiz não se deixou convencer pelos seus argumentos e chamou-o de "filho profano".

Verdade seja dita que existem muitos «Michael» por este mundo fora. Não à espera de milhões, já que são poucos os progenitores que os têm, mas sempre à cata de algum, apesar de pouco ou nada quererem saber destes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:44

Maio 17 2017

Sagrámo-nos, em 2016, campeões europeus.

O défice, relativo ao ano transacto, fixou-se nos 2%, permitindo, deste modo, sonharmos com a saída do procedimento por défice excessivo, um “garrote” imposto pela CE.

Na sexta-feira e sábado p.p. tivemos a visita do Papa Francisco, o qual foi recebido em apoteose, obrigando o primeiro-ministro a assistir, juntamente com o seu séquito governamental, às cerimónias religiosas em Fátima, apesar de todos percebermos que nada entendiam do que se estava a passar.

Logo a seguir, Salvador Sobral conseguiu um efeito inédito, perseguido por Portugal há mais de cinquenta anos, i.e., venceu o Festival da Eurovisão. Abro um parêntesis, uma vez achar muita graça aos encómios por todos proclamados, incluindo imensa gente ilustre da nossa praça, quando a esmagadora maioria deles, há muitos anos não ligava pevide àquele certame ou, quanto muito, dizia o que Maomé não disse do toucinho. Abranjo neste rol o chefe do governo e ministros, como foi o caso do artigo apologético de Augusto Santos Silva no Público de hoje.

Continuando neste fim-de-semana, o Benfica conseguiu o tetra. Sem querer diminuir a vitória deste, para mim, enquanto 5 for maior que 4, aquele ainda não conseguiu alcandorar-se aos feitos do F C Porto.

Soube-se, anteontem, que o INE concluiu que o crescimento económico, no primeiro trimestre deste ano, atingiu os 2,8%, algo que não se verificava há dez anos.

Informação final: tudo isto graças a António Costa. Que me desculpem os mais puritanos, mas até parece que é Deus nos Céus e este na Terra, perdão, em Portugal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:41

Maio 16 2017

Perscruto pela janela e nada vejo. Aliás, o meu campo visual é reduzido. Para agravar, a rua e os passeios desertos limitam a minha imaginação. O ambiente exterior, quente e pegajoso, contagia o interior. A minha alma, porém, não se deixa confinar e procura locais longínquos.

Procura em vão. Não me consegues ouvir. Não sei onde estás. Chamo e volto a chamar e apenas ouço o eco da minha voz. Rouca, abafada e nada ritmada.

A paisagem, por vezes, parece-me vagamente familiar. No momento seguinte, porém, é-me totalmente estranha. Desconheço o traçado. Procuro a tua bússola, mas os olhos enovoados não me deixam ler. Não sei para onde ir. As dores atormentam-me e as pernas começam a fraquejar. Um grito de angústia sai-me da garganta. Começo a duvidar das minhas já escassas forças. Conseguirei chegar?

A desolação de mim se apoderou. Encosto-me a uma árvore. A respiração ofegante e o coração sobressaltado não me deixam continuar. Olho para o céu e faço uma prece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:50

Maio 13 2017

A agricultura, para mim, é paixão e simultaneamente ódio, quase fazendo lembrar aqueles casais que, durante o dia, discutem por tudo e por nada, mas, à noite, se amam sofregamente.

Cada vez mais gosto de me levantar cedo. Dar o primeiro alimento aos animais e seguidamente partir para o campo. A sujidade e o suor não me desagradam, uma vez ter presente pelo menos duas coisas: uma delas, certamente, é saber o quanto é bom tomar banho depois uma jornada de intenso labor; a outra é saber que nada se pode fazer no amanho da terra e concomitantemente ficarmos asseados.

O terreno infestado no início da manhã dá lugar à sementeira durante a tarde. A diferença cromática, aliada à esperança de nova vida é fonte de regozijo. A preparação de tal – escarificar, lavrar, fresar, entre tantas outras tarefas – é, de certo modo, um deleite. Segue-se a semeadura e o “rezar” para o que foi deitado à terra desabroche e dê fruto (re)compensador.

Até à colheira, porém, muito há ainda pelejar. São fases menos agradáveis, mas que têm de ser obrigatoriamente feitas. Como os meus antigos diziam “semear e colher não custa, o que custa é cuidar”. O adubar e principalmente o sachar é algo que, até certo ponto, bem dispensava. As infestantes, vulgo ervas daninhas, são, principalmente em anos chuvosos, tantas que mal se consegue distinguir a planta propriamente dita.

Por isso, quando ouço os citadinos – sem qualquer juízo pejorativo - dizer que adoram o campo e fundamentalmente a agrografia, rio-me interiormente e, sempre que posso, não dou seguimento à conversa. Sei de fonte segura que cuidar da terra nada tem de romântico. Tem, sim, muito suor, sangue e lágrimas. Em sentido literal e real.

Sim, eu sei, o quanto é bom ir ao quintal e colher, no momento, a fruta ou a hortaliça. Sim, eu sei, quanto é gostoso comer um polho ou um lombelo caseiro. Todavia, se a maioria das pessoas soubesse a abdicação que se passou para se obter aqueles, outro valor daria a quem faz da agricultura o seu modo de vida.

Uma nota de rodapé. O agricultor, pelo menos a generalidade, há muito que deixou de ser o homem rude, inculto e iletrado, sujo e desgrenhado, com a barba de oito dias e cujo corpo só via água em dia de festa. Hoje-em-dia, por opção própria, há muito licenciado a sujar diariamente as mãos na terra e em que, por exemplo, o computador é uma ferramenta tão indispensável como a enxada.

Adenda: Este é um texto muito terra a terra. Quase me atreveria a dizer que foi escrito com os pés. E assim foi por uma razão mais forte que o signatário: a terra é assim! Sôfrega, brutal e sem piedade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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