O meu ponto de vista

Outubro 31 2016

Os Orçamentos de Estado, deste e do próximo ano, assentam, essencialmente, em duas vertentes: tirar mais dinheiro dos bolsos da maioria dos portugueses para os entregar a uma minoria, i.e., àqueles que vivem à custa do Estado: pensionistas, funcionários públicos e trabalhadores de empresas públicas. É uma análise redutora, mas não deixa de ser verdadeira. Ponto final parágrafo!

Sem dúvida que a proposta de Orçamento de Estado para 2017 se foca acima de tudo na redução do défice, não indo, porém, suficientemente longe no que concerne a medidas de incentivo à retoma e consequente crescimento económico. A elevada carga fiscal torna as empresas pouco competitivas a nível internacional e se há algo que os empresários necessitam é de uma redução de custos fixos para poderem expandir os respectivos negócios e contratar novos colaboradores. Já agora, de acordo com os especialistas, é muito estranho que o crescimento económico ande pelas ruas da amargura e, no entanto, o desemprego decresça. Um dia destes ainda havemos de encontrar explicação para tão grande fenómeno. Será milagre? A ser verdade, é um case study.

A proposta em causa mantém variantes que continuam a protelar o crescimento económico – elevada dívida pública, fortes taxas de IRS e IVA, aumento e surgimento de novos impostos indirectos -, sendo que a política orçamental deveria apostar no forte investimento (público e privado) de modo a desbloquear algumas decisões estratégicas nacionais.

É fundamental desenvolver um processo de consolidação do crescimento económico nacional. Lembrando John F. Kennedy também afirmo que “esforços e coragem não são suficientes sem propósito e direcção”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Outubro 28 2016

Perguntam-me, por vezes, se estou de acordo com tudo aquilo que escrevo. Respondo que maioritariamente sim, uma vez que é fruto do meu modo mais intrínseco de pensar. No fundo, é produto das minhas reflexões pelo que hoje-em-dia sou, com todas as condicionantes da razoabilidade. Contudo, existem excepções que confirmam a regra. É o caso do presente texto.

Não adianta negarmos o óbvio, com as devidas exclusões. Se há décadas vivíamos uma relação para toda a vida, presentemente passámos a ter várias e a mudar de parceiro(a) consoante as circunstâncias que a vida dita. Reparem que não falo do coração e tal é propositadamente. A adaptabilidade ao modelo de vida que nos é, muitas vezes, imposto ou que “livremente” escolhemos, obriga a uma gestão mais eficaz dos nossos recursos e talentos, face às contingências dos ciclos etários.

Esta flexibilidade relacional, com a qual não concordo, repito, tem uma forma de expressão muito característica, fundamentalmente assente no individualismo, na não cedência, na cristalização de ideias e hábitos e no ter sempre razão. Outras marcas existem mas, no essencial, são residuais. Convém também atentar que este modo de ser e estar, servindo-se da conjuntura económica penosa pela qual passamos, fixou-se para muitos definitivamente - ainda que por vezes pouco claro - e com conotação prestigiante para os seus intervenientes. Infelizmente, acrescento.

No ano transacto, de acordo com as estatísticas oficiais, por cada 100 casamentos oficializados registaram-se 65 divórcios. Ora, tal leva-nos a concluir que o acima exposto tem concretização efectiva e que se trata de uma modalidade relacional perfeitamente viável nos dias de hoje. Por isso, se quereis continuar a fazer frente à solidão, há que optar entre aceitar estas novas dinâmicas e moldá-las rapidamente a vosso favor, ou continuar a evitar sequer discuti-las, insistindo num passado que dificilmente será repetido.

Vale a pena pensar nisto!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:46

Outubro 27 2016

Existe uma frase muito em voga nas redes sociais que diz, e cito de cor, “se viajar fosse gratuito talvez não visses tão depressa”. Esta frase levanta duas questões: a primeira é que poucos são aqueles que não gostam de viajar; a segunda, talvez a mais assertiva, é que a maior parte das pessoas está cansada deste país.

O período de instabilidade que se viveu e ainda vive na economia teve e tem as suas consequências no mindset dos tributários portugueses. Estes tornaram-se mais estratégicos, eficientes e ágeis, autênticos especialistas em espremer a economia, asfixiando-a, tornando o crescimento quase nulo. A isso obrigou a filosofia de “fazer mais com menos”. Eis um dos principais motivos para a grande debandada.

Tudo isto é ouro sobre azul para uma nova geração de portugueses a quem são reconhecidas aspirações orientadas para o bem-estar e para a criação de um mundo melhor, bem como sustentadas essencialmente no mérito. Olham para um mundo sem fronteiras e por isso o não receio por viajar. Todavia, pretendem também silêncio e tranquilidade para realizar as suas tarefas com sucesso. O alarde das suas “façanhas” – há quem os designem por novos aventureiros ou descobridores do séc. XXI – não lhes está no ADN.

Os seus desejos passam por trabalhar em open space, com um ambiente informal e descontraído, pensado para estimular a colaboração e o trabalho em equipa. Assim, ao contrário do que a opinião publicada apregoa, muitos dos talentos saídos das nossas universidades não querem ficar neste rectângulo à beira-mar plantado, mesmo que lhes seja proporcionado emprego. A atracção e capacidade para se focarem no trabalho sem interrupções faz com que estas pessoas usufruam intensamente a vida, tanto a nível de trabalho como de lazer.

Quando mais jovem também eu demandei a outras paragens. Não com intuito de enriquecer financeiramente, mas de abertura a outros horizontes, tanto cultural como socialmente desejáveis. Hoje, porém, não seriam países subdesenvolvidos que me aguardariam. A “África” dos nossos dias situa-se em Inglaterra, Países nórdicos e outros semelhantes. Ah, se voltasse a ter vinte e poucos anos!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:41

Outubro 26 2016

De acordo com as contas da multinacional de recrutamento Adecco, os salários portugueses estão 1005 euros abaixo da média europeia. O salário médio bruto nos 28 países da União Europeia é de 1995 euros mensais, enquanto um profissional português leva, em média, para casa ao final de cada mês 986 euros.

Contudo há países europeus em piores condições do que os portugueses. Estónia, Croácia, Eslováquia, República Checa, Polónia, Letónia, Hungria, lituânia, Roménia e Bulgária compõem a lista de dez países onde a média salarial é ainda mais desfasada da europeia.

Se até aqui nada de muito novo é relatado, o caso muda de figura se levarmos em linha de conta a carga fiscal, bem como as condições de vida que os portugueses suportam. Os impostos continuam a subir exponencialmente e a imaginação dos nossos governantes para inventar novas formas de nos ir aos bolsos é fértil e não tem limites. Isto apesar de nos dizerem o contrário, ao mesmo tempo que nos atiram areia para os olhos. Quando estivermos cegos acreditamos!

No caso concreto das condições de vida, as quais, como é evidente, não se encontram dissociadas da questão anterior, andam pelas ruas da amargura. Cito apenas dois exemplos: existe um número considerável de portugueses que não têm direito a férias e aqueles que as têm, a larga maioria passa-as em casa; as nossas estradas, salvo raras e honrosas excepções, nos dias de hoje, quase parecem crateras lunares, tantos são os buracos, mercê da falta de manutenção.

Por outro lado, as gorduras do Estado e um funcionalismo público insaciável de mais e mais regalias levam ao disparar do défice, o qual, para ser controlado de acordo com os parâmetros da UE, provoca, no presente ano, cativações na ordem dos 500 milhões de euros, empurrando para amanhã os problemas de hoje. Um aparte: esta engenharia financeira não é virgem. Original é não haver alarido sindical e muito menos a agitação social da opinião pública induzida pela esquerda e extrema-esquerda. Bem, sinais dos tempos!

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:48

Outubro 25 2016

Ao contrário de muitas pessoas que conheço, gosto de trabalhar em stress. Detesto águas calmas, as quais, para mim, são, quase sempre, autênticos pântanos. Com isto não quero afirmar que laborar nestas condições seja sempre excelente. Os riscos são conhecidos e por alguns sustos já passei.

A conciliação entre carreira e a família é um desses casos. Tarefa cada vez mais exigente em que, geralmente, a última componente fica sempre a perder. Assumidamente torna-se um problema pela dificuldade crescente em delimitar o tempo dedicado a cada uma das esferas.

Acredito, todavia, que a presente questão se torne mais complicada para as mulheres, tanto mais que a vida familiar para estas é, ainda hoje e na maioria dos casos, mais sobrecarregada. Mas, para além das diferenças associadas ao género, existem outros factores a influenciar quotidianamente os níveis de pressão. O sentimento gerado pela pressão para concluir tarefas ou tomar decisões dentro dos prazos, na maioria dos casos manifestamente insuficientes, é outro agente a causar um grande mau estar.

A questão de estar submetido a um horário não escolhido por si, i.e., a subjugação a algo imposto, a impossibilidade de se ausentarem do local de trabalho, nem sequer por uma hora ou duas, até o caso de ser muito difícil, para não dizer impossível, programar férias conjuntas com os restantes membros da família, tudo isto são causas de uma pressão que leva algumas pessoas – não tão poucas quanto isso – a soçobrarem.

Por isso, não é por acaso que gosto tanto da agricultura. Se tem pressão? Tem. Mas é mais comparado com uma montanha russa, já que apresenta momentos de pico de adrenalina e, simultaneamente, muita instabilidade e incerteza. Porém, e sobretudo, disponho do meu tempo: tanto posso iniciar o dia às 06H00 e apenas trabalhar durante a manhã, como começar pelas 10H00 e ir até à meia-noite. Exemplos não faltam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:03

Outubro 21 2016

Trabalho onde trabalho e dou graças a Deus por isso. É verdade que não tenho a sorte de trabalhar numa das cem instituições para trabalhar em Portugal, nem tenho a felicidade de trabalhar numas das cem marcas mais valiosas do mundo.

Trabalho numa escola, com alunos que querem aprender, outros nem tanto. E tal como eu, existem milhares de pessoas que são felizes a fazer o que fazem e em prol de quem fazem: os futuros homens e mulheres deste país. Um trabalho muito desafiante, nem sempre recompensador, mas extremamente digno.

Hoje como sempre, ensinar significa que tanto podemos estar a trabalhar com um futuro pedreiro, como com um vindouro ministro, quiçá mesmo o futurível Presidente da República. Infelizmente, a ver pelos comentários de algumas pessoas que, com mais ou menos responsabilidade governamental, económica ou social e com maior ou menor conhecimento sobre esta temática, vão vociferando, parece-me que eu e todos os meus colegas de profissão somos o demónio da actual situação ou o cabo das tormentas de um modelo de emprego perfeito.

Enganam-se, pois não somos. Dêem mais meios à escola e, sobretudo, maior poder aos docentes, e foquem-se nos adamastores deste sector fulcral para o futuro do país. Quando olho para a maioria das escolas vejo um grupo de instituições cumpridoras, à margem de más práticas, a fomentarem o desenvolvimento, a cumprirem códigos de ética, a promoverem acções de responsabilidade social e a darem o seu forte contributo para que este país consiga erradicar um mal que, aparentemente, não tem fim nem melhoria à vista: a pouca instrução dos portugueses.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:50

Outubro 20 2016

Todos ansiamos pela felicidade. Todavia, se sabemos qual a meta a alcançar, desconhecemos os caminhos, as estratégias e, sobretudo, com quem lá podemos chegar. São muitas as teorias em redor desta questão, a maior parte das quais colocam em dois pratos distintos da balança a motivação e a(s) personagem(s). Há ainda quem, agora, defenda a relevância de uma outra variável nesta equação: os mais felizes não são aqueles que dizem amar incondicionalmente, que trocam diariamente juras de amor, mas sim aqueles que enfrentam, quotidianamente, os maiores desafios que a vida acarreta.

Uma relação que não traga “chatices nem angústias não é, necessariamente, a que traz mais felicidade. Segundo estudos levados a cabo por Rosabeth Kanter, da Universidade de Harvard, “quando os parceiros sentem que estão a fazer a diferença no relacionamento e a contribuir para o seu crescimento de forma decisiva, são mais felizes e, principalmente, mais motivados”.  E a investigação vai mais longe, adiantando que “o factor salário e remuneração é relevante para a relação, mas não foi identificado como sendo determinante para a felicidade”. Aqui acrescento o velho adágio “o dinheiro não dá felicidade, mas que ajuda, ajuda”.

É, pois, na realização de tarefas ou funções desafiantes e capazes de mudar o destino da relação, que as sensações de felicidade mais se notam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:20

Outubro 18 2016

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Hoje em dia quase não existe câmara municipal que não forneça gratuitamente os manuais escolares a todos os alunos do 1º Ciclo. O governo, por sua vez, vem propor, a nível do Orçamento de Estado para 2017, que o financiamento seja alargado a todas as crianças que frequentam aquele nível de ensino.

Ora, sabendo que tal como não se pode retirar por igual a todos, também o mesmo raciocínio deve ser aplicado quando se dá. Aliás, ao proceder daquele modo, tal configura uma gritante injustiça, uma vez que se vai buscar aos impostos - pagos por todos de acordo com os seus rendimentos – para dar, de uma forma cega, a quem necessita e a quem não necessita. Resumindo, os menos afortunados pagam, mesmo que de uma forma diminuta, para os mais ricos.

Em boa verdade, existem crianças às quais, obrigatoriamente, se devem fornecer gratuitamente todo o material escolar, bem como as refeições, algo que sempre se fez e está contemplado na Acção Social Escolar. Outra coisa, porém, é estender este benefício a toda a população indiscriminadamente.

Mais uma medida populista e demagógica, típica de uma deriva pró-sovietização.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:49

Outubro 14 2016

Sabemos que a nossa Constituição é extensa e demasiado palavrosa. E, desde há muito, vamos constatando que é um empecilho ao desenvolvimento do país. Aliás, não é por acaso que as forças mais conservadoras da nossa sociedade, vulgo esquerda e extrema-esquerda, se agarram à mesma com unhas e dentes. Isto apesar de, em tempos passados, não a ter aprovado. Mas isto são contas de outro rosário.

O que está provado que é possível lê-la a vários níveis epistemológicos e, desse modo, “interpretá-la” a seu belo prazer, fazendo lembrar os muçulmanos relativamente ao Corão. Talvez seja esta arbitrariedade, que fica em poder de alguns poucos iluminados, que está a tornar este país uma caricatura da Torre de Babel ou da República das bananas.

Algo tão fundamental para a vida de uma país e de um povo não pode, nem deve, ser susceptível de, em democracia, a maioria dos interessados não poder ter opinião. Para já temos um Tribunal Constitucional mas, como vão proliferando opiniões e leituras, quiçá esotéricas, não me admira de um dia destes serem criados outros e outros órgãos de supervisão. Bem, era só o que nos faltava!

Acresce a esta confusão o problema de tudo ser pago pelos ignorantes: nós!

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:35

Outubro 12 2016

O grau de exigência e o tipo de controlo do ensino devem ser proporcionais ao risco para o interesse público que é preciso acautelar e proteger. Por isso há, antes de proceder a mudanças, que perceber com algum rigor e profundidade o contexto onde as normas foram e são aplicadas. Tal exige não apenas o cumprimento da formalidade da “consulta”, mas sobretudo um espírito aberto às recomendações oriundas de todas as fontes e não de onde - neste momento - sopram os ventos. Caso contrário somos iludidos, propositada ou despropositadamente, não nos tendo precavido com um princípio fundamental que é de analisar os resultados depois dos mesmos terem sido produzidos. Verdade lapalassiana e que no presente caso não foi atendida.

Vem esta introdução a propósito de mais uma reforma curricular. Corra-se por onde correr, fale-se aqui e acolá, os governos neste campo não resistem a fazer sempre o mesmo: mal se alocam no poder há que mudar, senão toda, quase toda a legislação anteriormente produzida. E, nós, meras cobaias, lá vamos gemendo e chorando, mas baixinho para que a casa não venha abaixo.

Fala-se em encurtar os currículos de modo a aumentar o sucesso escolar. É o make it easy no seu esplendor máximo. Não se trata de simplificar os processos burocráticos e/ou a eliminação dos encargos administrativos desnecessários, os quais sobrecarregam extraordinariamente os docentes. Muito menos se trata da eliminação ou redução daquilo que se pode designar como actividades sem valor acrescentado e são tantas. Trata-se, sim, de retomar uma cultura do facilitismo, já encetada nos governos de José Sócrates, e que tão maus frutos deu.

Como é evidente o comportamento ético e deontológico dos docentes é atirado às malvas. Porém, em face de valores tão elevados que a esquerda e extrema-esquerda cultivam nada nos admira.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:25

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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