O meu ponto de vista

Fevereiro 29 2016

Um bom repto jamais é de desprezar. E quando é lançado por uma bela mulher ainda muito menos. A sua voz melodiosa, o seu tom de pele onde o tom trigueiro sobressaía, a sua forma de vestir casual, mas ao mesmo tempo chique, o seu andar, qual manequim em passerele, deixaram-me as poucas resistências completamente reduzidas a zero.

E aí fomos nós, sem compromissos, à procura de um Portugal desconhecido. O fim da deambulação foi o litoral alentejano, por terras de Alcácer do Sal.

Ocupando a casa original do que um dia foi um a quinta agrícola e que hoje dá lugar a um dos maiores e luxuoso resort do país, o novo espaço oferece um contraste entre o tradicional e o moderno desfrutando, por outro lado, das mais impressionantes vistas sobre o Atlântico.

Tomando partido da arquitectura tradicional, o novo design da autoria de Lázaro Rosa-Viólon vai buscar a sua inspiração a materiais tradicionais como os azulejos e a calçada portuguesa para os transformar num espaço refinado e cosmopolita.

Juntamente como novo restaurante, rebaptizado de Quinta Velha, renasce também a Casa Velha, agora com nova cara, bem como um pool lounge&bar, o qual oferece vistas panorâmicas sobre o lago, trazendo o conceito urbano dos hotéis citadinos mais exclusivos.

Num ambiente mais relaxado, o também jovem Souck Bar foi introduzido no Verão passado. Uma simples plataforma de madeira debruçada sobre o lago, onde a extensiva carta de bebidas e cocktails pode ser acompanhada pela criativa selecção de petiscos.

A moradia, isolada como convinha, que nos coube em sorte, rodeada de uma zona jardinada, aqui e além salpicada por pinheiros mansos que nos escondiam dos olhares mais indiscretos - se é que os havia -, proporcionou momentos de relax extraordinários, principalmente os passados em frente da ladeira suspensa ao meio da sala.

O resto fica para outras publicações! Que me perdoem os meus caros leitores, mas os compromissos assim obrigam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:30

Fevereiro 27 2016

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 O nosso povo costuma, e muito bem, dizer “muitas graças a Deus, poucas graças com Deus”. Apesar de haver muitos que não são praticantes, o certo é que a esmagadora maioria, superior a 90%, declara-se católico e, por conseguinte, acredita em Jesus Cristo como filho único do Altíssimo.

Aliás, conheço muitos que dizendo-se não crentes, em momentos de aflição a primeira coisa que fazem é rezar e até, em última instância, prometem isto e aquilo a Deus e aos santos.

Somos um povo de matriz judaica-cristã, algo inegável e que, para desespero de uns poucos, faz parte integrante do nosso ADN. Refutar isto é negar a nossa história.

Por princípio sou adverso a tabus e adoro uma boa discussão filosófica, onde a religião e a cultura poderão estar incluídas, desde qua mesma seja feita num espírito de urbanidade. Todavia, existem assuntos sobre os quais não admito discussão e muito menos ofensa. Refiro-me concretamente, mas sem proselitismo, à crença religiosa de cada um, à ideologia política, à família e à bandeira. Posso não concordar e, por isso, sou livre de achar que aquela ou aqueloutra pessoa professa o credo errado, politicamente está equivocada, pertence a uma família inadequada aos padrões comummente aceites pela sociedade e o país cuja bandeira defende se encontra nos antípodas dos valores que defendo. Discordo e sou capaz de lho dizer cara-a-cara, mas não deixo de a considerar como ser humano e jamais me passa pela cabeça ofender os seus apreços.

Para o Bloco de Esquerda (BE), porém, nada destes valores, desta atitude e postura, deste modo de ser e estar tem qualquer valor. De tudo ri, escarnece e se serve para atingir os seus vis objectivos. É um baralhar perseverante e um novo dar de cartas permanente. Tudo é colocado em causa e tudo serve para fracturar, fazendo gala de serem constantemente elefantes mesmo que se encontrem em lojas de porcelana!

De modo algum posso calar a revolta que me assola de cada vez que olho para o cartaz por estes dias tronado público por aquela força política. É de uma baixeza, de um desmando atroz e uma afronta a todos os que acreditam em Cristo.

Liberdade de expressão sim, mas mesmo esta tem os seus limites. A minha liberdade termina quando começa a do outro, costuma-se dizer e com verdade.

Não sei se existem cristãos militantes no BE. Votantes presumo que sim. Gostaria de saber como se sentem ao admirar tal propaganda a propósito do fim da discriminação da lei da adopção.

publicado por Hernani de J. Pereira às 01:47

Fevereiro 25 2016

Como católico, praticante e convicto, acredito e defendo que Deus é o único detentor da vida humana. Daí não admirar a minha constante revolta contra quem atenta, sejam quais os motivos invocados, contra aquela. Seja o pior criminoso, seja o detentor do mais hediondo dos comportamentos jamais admitirei que outros se julguem donos da vida destes. E, last but not least, muito menos acolho a ideia de que o próprio seja livre por optar, seja em que circunstância for, pelo fim da sua existência terrena.

Vêm estas palavras a propósito de um último tema lançado para a opinião pública, objecto já de uma petição subscrita até por algumas personalidades que eu respeito, referente à eutanásia. E, sinceramente, estou cansado de ver, dia após dia, colocado na praça pública temas e temas fracturantes, como se o país não se visse confrontado com problemas muito mais graves.

Admito que a liberdade permite tal discussão e, por isso, não vou questionar tal facto, Porém, algum bom senso seria muito vantajoso.

Não nos chega já a despenalização do aborto, assim como a isenção das respectivas taxas, as quais temos que pagar quando efectivamente estamos doentes? O que faltará mais? Legalização do consumo de estupefacientes, da zoofilia, da necrofilia, do incesto, entre outras aberrações? Já agora, aproveitem, pois haverá sempre alguns anormais que hão-de bater palmas!

Quando estatisticamente está provado que cerca de 25% dos idosos sofrem de maus tratos por partes de familiares, seja por abandono ou mesmo por violência física e/ou psicológica, quando não existem instituições de rectaguarda que prestem dignamente cuidados paliativos, a aprovação da morte assistida será meio caminho para que a larga maioria dos que sofrem diariamente na pele, para além da doença, o desprezo dos familiares, bem como de uma sociedade individualista e, sobretudo, hedonista, solicitassem a aludida morte assistida. Não por convicção, estou certo, mas para terminar com o padecimento que quem mais lhe devia prestar apoio e que, pelo contrário, os acha um empecilho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:49

Fevereiro 23 2016

Os ingleses costumam dizer, e a frase está, hoje-em-dia, vulgarizada um pouco por todo o mundo, que o tempo é dinheiro. Em 1987, porém, Gordon Gekko, personagem interpretada por Michael Douglas, em “Wall Street”, e que lhe valeu um Óscar de melhor actor, afirmou que “o dinheiro nunca dorme”. Ora, se levado à letra, isso quer dizer que devemos estar alerta 24 horas por dia, o que, convenhamos, é manifestamente inconveniente.

Se alguém assim pensa, isso não nos admira. Contudo, tal raciocínio leva-nos a questionar a importância de que forma – onde, com quem e quando? - “gastamos” o nosso tempo. Uma vasta maioria de pessoas, de todas as profissões, tem consciência do passado e daí a importância do feedback, como uma competência que, sendo omnipresente na comunicação humana, nem sempre é sentida como agradável entre as partes.

O especialista em recurso humanos, Marshall Goldsmith, o supra-sumo do coaching, foi, de certo modo, o primeiro a ver que a questão do feedback continha debilidades e, por isso, propôs, como alternativa, o feed forward, de modo a que os responsáveis não despendessem centenas de horas de trabalho a escalpelizar o passado, a analisar performances e a dissecar questionários, na maior parte das vezes para afastar este ou aquele colaborador. Organizações prestigiadas abandonaram custosos e demorados sistemas de avaliação de desempenho apenas porque estavam focados no passado.

Não admira, por isso, que muitos líderes passaram a ter como missão prioritária ajudar os colaboradores a adquirirem novas competências nas áreas da inovação e mudança, bem como apoiá-los na evolução de carreiras com base no princípio de que, para além de ser mais produtivo, ajudar as pessoas a fazer bem é melhor que provar que estão erradas.

No fundo, é aplicar aquele velho lema que é possível moldar o futuro, mas nunca se pode mudar o passado.

Todavia, é conveniente salientar que, como em tudo na vida, existem excepções!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:49

Fevereiro 22 2016

De acordo com o que li o outro dia, parece que a primeira greve, de que há conhecimento na história, terá ocorrido por volta de 1170 aC, no antigo Egipto, quando, por falta de pagamento, os operários que construíam uma pirâmide que ia servir de túmulo a Ramsés III se recusaram trabalhar.

Entretanto, passaram mais de três mil anos e, como é óbvio, muita água passou debaixo das pontes. Assim, não admira que as relações sociais muito se tenham alterado. Nos nossos dias, quando se pensa que já pouco nos irá surpreender, eis-nos no mundo da politiquice e abrimos a boca de espanto com algumas declarações dos responsáveis sindicais, as quais se podem resumir em quanto pior melhor.

Quando os vemos na televisão parecem-nos boas pessoas. No que concerne às intenções é que o caso muda de figura. O facto de na maior parte das vezes provocarem ao Estado ou às empresas avultados prejuízos, na ordem das dezenas de milhões de euros, não os preocupa e raramente lhes retira o sorriso seráfico que ostentam.

Então as greves no sector dos transportes, hoje um tanto esquecidas, mercê do actual governo ter cedido em praticamente toda a linha, são de uma hipocrisia extraordinária. Sabem muito bem que aquilo que fazem se deve ao caso das empresas serem públicas, já que se fossem privadas há muito que não reivindicavam nada pois estas tinham entrado em falência.

Não coloco, de modo algum o direito à greve. Só que este deve ser usado em ultíssimo recurso e não como arma de arremesso político.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:10

Fevereiro 19 2016

Somos diariamente massacrados com más notícias: conflitos infindos, ódios raciais, refugiados e apátridas, algo que julgávamos terminado com a II Grande Guerra, pedofilia, abusos sexuais, roubos, homicídios que nos fazem arrepiarem, de entre muitos outros casos, qual deles mais escabroso. O Homem, ao longo dos séculos, parece pouco ter aprendido em termos de civilidade.

“No fim tudo dá certo! Se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim”. A frase é de um amigo meu, optimista obstinado como eu. A vida é repleta de situações complexas, seja por ambição própria ou por qualquer outro factor externo, em que o Homem é convidado a explorar a sua capacidade de superação.

Persistir, acreditar e perseverar. Três verbos que devemos conjugar persistentemente, tanto mais que devem existir na intensidade com que vivemos a nossa vida. Uma vez que esta é finita e não tem lógica cronológica, temos de ter a capacidade de ser muito bons no que fazemos profissionalmente, mas ainda melhores na nossa vida afectiva, i.e., no modo como nos relacionamos com os nossos e com os outros.

É obrigatório respirarmos intensamente e ter momentos de lucidez focados no que verdadeiramente importa, sem nos consumirmos com o que é mesquinho, com o que nos consome mas não desenvolve. Devemos focar-nos na felicidade, esse cadinho que deve ser agitado diariamente, tanto a nível da nossa casa como no trabalho.

Não achemos, porém, que este posicionamento tem de ser dos outros, uma vez ser um equilíbrio que deve ser também uma disciplina de cada um. A capacidade de gerir o tempo e as prioridades são decisão nossa.

Se assim procedermos, estou certo, as más notícias não desaparecerão por completo, mas que decrescerão acentuadamente não tenho a menor dúvida.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:35

Fevereiro 16 2016

Para uma parte substancial dos portugueses ter um horário de trabalho das 09.00 às 17.00 já se tornou um mito. Quantas horas trabalha por dia? Na verdade, são cada vez mais aqueles que não sabem responder. O conceito de horário de trabalho mudou, na mesma proporção em que mudaram as exigências do mundo laboral.

Muitos portugueses respondem a um horário de trabalho fixo que só o é no papel. Na prática diariamente “fora de horas”. Fazem-no ao telefone, de auricular ou bluetooh, quando conduzem para chegar ao trabalho e no regresso a casa. Fazem-no em casa, de computador em punho a dar resposta aos e-mails que, entretanto, durante o dia lhes foram enviados. Fazem-no em muitas outras situações, as quais seria fastidioso estar a aqui a enumerar.

Os especialistas afirmam que as alterações nos padrões de trabalho estão a aumentar a pressão sobre os profissionais. Aliás, existe um número significativo de trabalhadores que consideram que os seus empregos se intrometem fortemente no seu tempo livre e, mais concretamente, afectam o relacionamento familiar.

Um estudo global conduzido pela empresa Regus, especialista em soluções de trabalho flexíveis, mostra que as pressões (directas e/ou indirectas) de trabalho são normalmente responsáveis pela interrupção de tarefas importantes, distraindo os profissionais, por exemplo, enquanto estão a conduzir. A este propósito, a citada análise demonstra que “dois em cada cinco inquiridos estão preocupados com o trabalho enquanto deviam estar concentrados na estrada, o que significa menos atenção e maior perigo”.

Importa dizer, finalmente, que os estudos apontam para que a pressão excessiva no trabalho conduz a uma quebra de produtividade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:09

Fevereiro 15 2016

Todos falamos, uns mais que outros é certo, mas todos, repito, falamos de democracia, apesar da maioria não saber a sua origem. Porém, na generalidade, conhecem o seu significado.

A palavra “cracia”, de origem grega, exprime a noção de governo, de poder. É uma qualificação do poder vigente. Democracia, por isso, significa literalmente “governo do povo”.

Outra palavra muito em voga nos dias de hoje é “ética”. Esta também de origem grega, mais precisamente de ethos – o que pertence ao bom costume, ao costume superior ou portador de carácter – não se traduz na palavra teocracia, que está ligada ao governo da moral, sendo que moral e ética não são extactamente a mesma coisa. Aliás, a moral, infelizmente, anda um tanto e quanto fora de moda e, por seu lado, a ética quase se encontra esgotada nas suas múltiplas definições.

Comummente as pessoas afirmam que a democracia tem a ver com a possibilidade de efectuar, em liberdade, as escolhas que os vários ditames da vida em sociedade ditam. Porém, é necessário perceber que o facto da maioria das pessoas escolherem livremente algo, não faz desse algo o melhor. Para ilustrar tal, veja-se o referendo entre Jesus e Barrabás. Por isso, não sendo o “melhor”, é provavelmente o mais justo.

Posto isto, então, talvez a democracia deva evoluir para uma demo-etocracia, i.e., um governo do povo detido por pessoas portadoras de carácter.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:35

Fevereiro 12 2016

Porque queres andar ou continuar a andar comigo? É a pergunta de ouro, sacramental até, que qualquer mulher faz a um homem. Parece demasiado óbvia, mas nem sempre lhe atribuímos a devida importância e muito menos há os que verdadeiramente sabem como responder.

Quer se trate de uma conversa olhos nos olhos, por telefone ou por outro meio qualquer não há como lhe escapar. O objectivo de quem indaga é tão básico quanto a questão parece ser a uma primeira análise – perceber o que leva o outro a querer andar com ela -, mas esta pode ser uma pergunta com “rasteira”.

Qualquer mulher sabe que um parceiro (ou candidato a tal) entusiasmado com a (eventual) relação, comprometido com os resultados, como hoje se costume dizer por tudo e por nada, é “produtivo” e, sobretudo, fiel. Na prática, e traduzindo isto por “miúdos”, um homem dedicado, “trabalhará” bem e será, o que é, certamente, a cereja em cima do bolo, muito pouco permeável à mudança para outra(s).

Ora, é isto tudo que um homem tem de demonstrar na resposta à questão acima formulada. Simples? Não, de todo. Dizem os entendidos que, para não parecer demasiado ansioso, genérico ou inócuo, a resposta exige sinceridade, destreza e rapidez, ainda que relativamente à primeira se possa ser o maior mentiroso do mundo. Mas como dizem que mais vale parecê-lo que sê-lo …

Fazer, nem que pela primeira vez, ou continuar a fazer uso dos tradicionais “chavões”, aludindo à beleza extraordinária, ao carácter excepcional, à postura de deusa é meio caminho andado para o desastre. Qualquer mulher gostará de perceber, antes de mais, que investiu e/ou investirá o seu tempo a conhecer aquela pessoa, a analisá-la e interpretá-la ao ponto de poder responder, com clareza, onde é que a interligação se traduz numa vantagem para si.

Neste processo deve, contudo, ter alguns cuidados da delimitação da informação que pode focar e naquela onde não deve entrar numa primeira abordagem. Nesta aponte, essencialmente, a questões ligadas à cultura geral, ao sector de actuação pessoal (o que faz, o que presta e o que cativa neles), a filosofia e a missão que o acompanha e as oportunidades de crescimento que oferece. Abordar questões como sejam, por exemplo, gestão de dinheiros, cuidado dos filhos e problemática de férias pode levar a mulher a pensar que está mais interessado na componente financeira do que nela propriamente. Deixe esses aspectos para ulteriores conversas ou para momentos antecedentes a uma efectiva ligação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:49

Fevereiro 11 2016

O Orçamento de Estado para este ano, como é do conhecimento público, andou, entre Lisboa e Bruxelas, autenticamente em bolandas. Foi lastimável ver a roda-viva, a azáfama, bem como o contorcionismo de Centeno e António Costa, de modo a agradar a gregos e a troianos, sabendo que os gregos eram o PCP e o BE e os troianos os técnicos da Comunidade Europeia.

Isto de não deter o controlo das variáveis – neste caso controlamos poucas ou nenhumas – atenta contra todos os racionais de prudência, planeamento e planos de contingência. Toda a gente teve e tem opinião sobre as consequências de ter acontecido x ou y e, por isso, não me vou deter na minha, pois não a tenho por fechada. Todavia, quer tenha sido x, y ou z, sei que estamos em maus lençóis. Somos o elo mais fraco, apesar de nos colocarmos internamente em bicos de pés e bradarmos contra as intransigências. Esquecem-se de quem deve tem …

Passámos de um país agrícola para um país de serviços, sem alguma vez termos sido um país industrial. A agravar a situação, temos sindicatos obsoletos e irrealistas, os quais não passam de meras correias de transmissão de estruturas partidárias e/ou vice-versa. Temos ainda universidades que “dão” falsos diplomas, suportamos falências fraudulentas de bancos e a nossa economia, como é óbvio, está frágil e, infelizmente, pelo andar da carruagem, não se esperam melhorias. Em suma, qualquer corrente de ar pode despoletar uma “pneumonia”.

Tudo isto vai parar o ciclo de empregabilidade, uma vez que o receio é paralisador. Não será ao mesmo tempo, mas pouco a pouco as empresas irão perceber que o perigo está iminente e que o resgate pode regressar. Terão a noção de que, como um “papão”, as tesourarias irão estrangular de novo e que mais um ou dois bancos vão fazer correr muita tinta.

Para já, os juros da dívida aumentaram para cima de 100% e os mercados fazem ressoar estrondosamente campainhas de alarme.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:51

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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