O meu ponto de vista

Dezembro 10 2015

A política, dos dias de hoje, está a tornar-se uma chatice. Já sabemos todos o que aí vem: aumento dos salários, descongelamento de carreiras, diminuição do IRS, reversão das privatizações, aumento das pensões, bem como outras benesses, pois enquanto durar o dinheiro vai ser uma festa, como dizia a outra, a propósito das obras da Parque Escolar. Sempre aprendi que não se poderia gastar 120 quando se aufere apenas 100. Mas os socialistas jamais aprenderão: emagrecem as receitas e aumentam as despesas.

Por isso, enquanto esta inquietação não passa, vou beber um café. A propósito do café: tomá-lo, como todos sabemos, tornou-se um hábito e, por vezes, até um ritual. Para muitos, o dia só começa com esta bebida. Para outros, um café quente e aromático é a melhor maneira de finalizar uma refeição. E, já agora, também há quem goste de beber café a qualquer hora do dia, um prazer que não lhes pode ser negado.

Assim, para os verdadeiros apreciadores de café, cada chávena pode, e deve, ser uma experiência inolvidável. E tomar um café, mesmo que seja às onze, hora a que escrevo este texto, é um momento de satisfação.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:51

Dezembro 07 2015

O outro dia acusaram-me de que se a ausência de inteligência emocional pagasse imposto eu estaria na penúria. Como a palavras loucas, ouvidos moucos, desliguei. Hoje, porém, volto ao assunto, uma vez que tal matéria me interessa particularmente, tendo-a abordada em variadíssimos textos, incluindo um capítulo do meu livro.

Recomendando a leitura dos textos de Daniel Goleman, de certo modo, o guru de tal temática, sempre direi que as emoções motivadoras, as quais devem, por princípio, ser comandadas pela inteligência que lhe está associada, têm origem em crenças e comportamentos universais a que as teorias clássicas do intuito e/ou do objectivo têm dificuldade em responder.

Num mundo dominado pelas redes sociais e, sobretudo, pelo culto da individualidade, no qual a comunicação constitui a linfa que alimenta o erudito do sucesso, as necessidades de afirmação pessoal, as exigências de bem-estar ou a apologia dos valores ambientais tornaram-se direitos naturais, tanto no trabalho como no consumo, a que as organizações, bem como as pessoas, ainda não sabem muito bem como lidar.

Todavia, por muito que custe a determinadas pessoas, a inteligência emocional ainda é apenas uma aspiração, presa na garganta de alguns. Não obstante, tal pode constituir a marca simbólica de um novo entendimento.

Não estando, assim, a inteligência emocional ao alcance de qualquer um, pelo menos no grau desejável, adiantarei, porém, que a verdade – o cerne da questão abordada no tal dia – é como o azeite, i.e., vem, mais cedo que tarde, sempre ao cimo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:16

Dezembro 04 2015

Com a cadência de um movimento pendular, perpetuado pelo afecto, curiosidade e zelo semelhante aos dos artesãos, percorro, no tempo e no espaço, o teu corpo macio, incorporado de técnicas, materiais e diferentes linguagens que vivificam o passado, o presente e o futuro da criatividade divina.

Hipnotizado por uma inesgotável fonte de prazer, motivado pelas tuas formas e cores, cedo o controlo dos meus sentidos à intuição conferida pela experiência e, conforme dizia a poetiza, “perco-me para me encontrar”.

E, uma vez mais, embalado por um vórtice animado pela tua presença, rodeada de mitos, fantasias, personalidades históricas e lugares de inaudita fauna e flora, senti o mesmo ímpeto de sempre: o de ser e criar em ti.

Dá-se o clique que me impele a tomar as rédeas deste fluxo, e a exuberante coreografia torna-se matéria que agarro e transformo, gesto após gesto, numa forma na qual encontro de novo a plenitude.

Ao fazer florescer em ti as geometrias e padrões de cores luxuriantes, reconheço símbolos de um passado não muito distante. De um tempo na qual a criatividade, nutrida pelos mais profundos sonhos e desejos, habilmente se colava nós, desbravando, assim, as infinitas possibilidades futuras de expressão conjunta.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:15

Dezembro 03 2015

Numa sociedade, na qual o cérebro continua – prevejo por pouco - a ter um papel dominante, o conhecimento está maioritariamente organizado em números, factos e conclusões lógicas.

Não é, portanto, de estranhar que, mau grado a popularidade e a curiosidade despertada pela “descoberta” de António Costa e dos esforços para a humanização das relações, principalmente à esquerda – a frase de ontem (aquilo que o PCP não está disposto a apoiar também é aquilo que não estamos dispostos a implementar) terminou com as paupérrimas esperanças que ainda tinha sobre a verticalidade do actual PS -, a sociedade em geral continua muito céptica e a não atribuir à razão grande importância.

As organizações e a sociedade sabem muito bem que é fácil falar, fazer é que é difícil. Por isso, independentemente do maior ou menor comprometimento dos cidadãos, tanta dificuldade existe em compreender como passar das intenções aos actos e valorizar devidamente a relevância das agitações que no nosso interior nos fazem mover nesta ou naquela direcção ou, em última instância, ficarmos parados.

O objectivo de António Costa é simples e há muito que está traçado. Distribuir benesses, mais à esquerda, mas também à direita, – reversão da privatização dos transportes, nacionalização de alguma banca, reposição dos salários e descongelamento das carreiras na função pública, fim dos cortes e aumento das pensões, actualização do salário mínimo, injecção de algum dinheiro na economia, entre outras – de modo a cativar parte do eleitorado que faltou ao PS para a maioria absoluta.

Daqui a um ano, com a maioria dos funcionários públicos, trabalhadores do sector público e pensionistas satisfeitos, lá se há-de arranjar uma crisezita qualquer para o governo se demitir ou ser demitido e zás: eleições. Com a barriguinha cheia, mesmo que os cofres estejam exauridos, os votos lá cantarão para o seu lado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 13:33

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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