O meu ponto de vista

Outubro 31 2015

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 "E aconteceu que, indo eles pelo caminho, disse-lhe um: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que fores. E disse-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça.

E disse a outro: segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro vá a enterrar meu pai. Mas Jesus observou-lhe: deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém, tu vai e anuncia o reino de Deus.

Disse também outro: Senhor, eu seguir-te-ei mas deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa. E Jesus disse-lhe: ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus".

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:03

Outubro 30 2015

Esta semana foi pródiga em assuntos gastronómicos. Pela negativa, como se depreende pelo teor das notícias, mas, mesmo assim, brilhante.

No início foi o risco de comer carnes vermelhas e/ou processadas. Sobre isto já disse, aqui e aqui, o que tinha a dizer. Ontem, porém, deu à estampa de que o consumo de peixe em Portugal é um dos mais prejudiciais ao planeta.

Sinceramente, começo a ficar preocupado. Então, como é? Não se pode comer carne, pelo menos alguma, e agora também não se deve comer peixe? Vamos comer o quê?

Bem, no local onde resido, um pouco (!!!) por todo o lado, nascem urtigas no Inverno e beldroegas no Verão, “pragas” dificílimas de combater. Deixo a sugestão: toca a elaborar menus com estas plantas. Não necessitam de mão-de-obra e abundam demais.

Podemos não morrer de doença, mas a cura leva-nos à cova.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:01

Outubro 29 2015

As ideias hedonistas, prevalecentes na segunda metade do século passado e ainda hoje, infelizmente, muito presentes, deram nisto: desvalorização da família em prol da sociedade, com a consequente exponenciação do individualismo.

Depois dos pais e outros familiares, repito, depois dos pais e outros familiares, a escola é o grande formador da personalidade e toda a comunidade escolar tem influência, mas não decisiva, na formação da personalidade e nas atitudes dos nossos jovens.

As matérias, o gosto pessoal e a capacidade de ajustar o conhecimento adquirido aos seus próprios talentos complementam a formação e são determinantes no sucesso profissional. Mas estudar é mais que isso. Sabemos que o ser humano é aquilo que a sua consciência lhe dita. Daí a necessidade de uma consciência bem formada, com valores definidos e uma noção clara de honra, sendo que estes atributos só se podem adquirir por meio do conhecimento.

Num mundo globalizado, em que a mobilidade profissional é constante, a importância de saber mais e mais é inquestionável. Diria, até, que é uma verdade LaPalassiana.

Observa-se, não raras vezes, uma mentalidade que talvez inconscientemente, se transmite aos jovens e que resultam na crença de que a escola é aborrecida. Esta ideia, que pode ter uma aparência naturalmente rebelde e pouco alicerçada, costuma ter um efeito bola de neve quando as matérias leccionadas se tronam mais complexas e, por isso, mais trabalhosas. E sem um objectivo a longo prazo, que faça vislumbrar uma perspectiva recompensadora, um jovem perde qualquer motivação para se esforçar e cumprir as suas obrigações.

Por isso, os jovens necessitam de compreender ou alguém que os faça compreender que é na escola quer estão as suas melhores oportunidades de futuro. E que é ali que desenvolvem as competências necessárias para enfrentar o mercado de trabalho. Ganharão, deste modo, motivação para se dedicarem aos estudos, adquirindo as ferramentas para construir uma vida mais agradável.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:11

Outubro 28 2015

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Tal como, aqui, ontem afirmei, eis o meu, e não só, almoço de hoje. Sou suspeito e por isso não me pronuncio. Todavia, os convidados disserem, alto e em bom som, que o cozido estava excelente, sobretudo os enchidos.

Ah, já agora, a guarnecer tal refeição um tinto "Colinas de S. Lourenço 2012". Como sobremesa um soberbo bolo de chocolate da "Capuchinha do Rossio" - Viseu. No final, a acompanhar o café, uma aguardente CRF em balão aquecido.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:24

Outubro 27 2015

Isto vai de mau para pior. Sempre ouvi dizer: fica-te mundo, pois cada vez estás pior. É uma verdade, nos dias de hoje, irrefutável.

Então, não é que agora não se pode comer um bom cozido à portuguesa, uma vez levar enchidos na sua confecção? E chegar ao restaurante e pedir uma feijoada ou um rancho, já que os mesmos têm igualmente enchidos, nem pensar. Não se pode ir, por exemplo, a Arouca, ou mais concretamente, a Alvarenga, comer um belo bife de vaca de raça arouquesa, já que se trata de carne vermelha. O mesmo se pode dizer sobre a saborosíssima posta mirandesa. Sinceramente, não há direito!

Das duas uma: ou o estudo da OMS que classifica a carne processada, como é exemplo os enchidos, e as carnes vermelhas potencialmente cancerígenas, com um poder igual ao do tabaco, está completamente errado, ou, então, trata-se, de entre outras, de mais uma pressão do lobby das carnes brancas.

É por esta ou por outras razões que, amanhã mesmo, irei fazer um cozido para o almoço, com o natural choruriço, morcela e farinheira. Que apareça quem não tiver receio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:25

Outubro 26 2015

Isto de ensinar nos dias de hoje tem muito mais que se diga. Não basta papaguear a matéria. É, como dizem os especialistas, necessário ser mentor. Ser mentor é um acto de coragem, de desconforto e de ambição. Ser mentor é muito mais do que um acto socialmente responsável, uma vez ser um processo gratificante de transmissão de conhecimentos onde se procura partilhar muito do que já se teve oportunidade de fazer, errar ou explorar.

Assim, uma missiva, ainda que curta e em forma de recado, para todos os docentes e não só: envolva-se, desafie e deixe que o desafiem. No bom sentido, é claro!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Outubro 22 2015

É raro aquele que possa dizer que foi caldeado para estar, hoje-em-dia, sujeito a culturas e valores diferentes daqueles onde foram educados e preparados para o futuro. A velocidade de mutação da sociedade é tal que nos obriga a negar hoje o que ontem tínhamos como certo.

As nuances culturais, em termos de individualismo versus orientação grupal, tolerância da ambiguidade, orientação para o resultado a curto prazo e a valorização do trabalho em detrimento da vivência familiar, levam-nos a (re)pensar a nossa forma de viver quotidianamente.

Os estudos multinacionais conduzidos em todo o mundo, sobretudo no ocidente, confirmam que os factores relevantes para o sucesso reside sobretudo na motivação, inteligência emocional, adaptabilidade a novos desafios, orientação para resultados e determinação demonstrada no trabalho.

Até aqui, tudo bem. Contudo, e sem querer cair em contradição com o que muito tenho escrito sobre estes assuntos, pergunto: e a família e o lazer? Onde pararão?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:16

Outubro 21 2015

Vamos falar de política? Oh, que chatice, responderão os meus caros leitores! A não ser um ou outro, todos estamos cansados do após eleições de 4 de Outubro e dos consequentes cenários que já se montaram e dos que ainda se estão a construir.

Por outro lado, não sendo, infelizmente, um comentador afamado da política – caso fosse não estaria a escrevinhar estas pobres linhas -, pouco ou nada acrescentaria ao que diariamente é escrito e dito na imprensa diária. Assim, não descurando tal temática, a qual, aliás, gosto imenso, vou deixar de lado.

Não querendo parafrasear o que em tempos o ex-ministro do PS, Augusto Santos Silva, disse, acontece, porém, o que, neste momento, me apetece é “malhar” na esquerda. Principalmente em José Sócrates.

Então, como é do mais amplo domínio público, os advogados deste andaram meses e meses a apelar a todos os tribunais - não a santinhos, pois não são devotos que quem quer que seja -, para que acabasse o segredo de justiça relativamente ao caso que envolve o seu cliente. Agora, que o Tribunal da Relação levantou tal, não é que os ilustres (!!!) causídicos ameaçam interpor uma providência cautelar de modo a que os jornalistas sejam impedidos de divulgar todo ou partes do aludido processo.

Sinceramente, em que ficamos? Eu sei: aquilo que, sem fundamento, durante meses, acusaram os media, i.e., de divulgar o que a acusação bem queria, pretendiam, agora, tornar público apenas o que muito bem entendessem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:09

Outubro 20 2015

Saber o que nos distingue faz toda a diferença. Não ser mais um entre a multidão é sinónimo de querer e ambição de ir mais longe. E, atenção, não há nada de mal nisto, bem pelo contrário. Se possuímos garra, pretensão de sermos alguém na vida e ascender a voos mais altos, daí não advém qualquer mal ao mundo, repito, bem pelo contrário, desde que tal não seja à custa dos outros, i.e., pretendendo atingir determinados fins sem olhar a meios.

E, nesta ordem de ideias, quantas vezes nos interrogamos seriamente sobre o qual o valor profissional que transmitimos. E o que nos diferencia dos que nos rodeiam? A construção de uma marca indelével, seja ela familiar, afectiva ou profissional é um processo longo e que deve ser construída metodicamente. Todos bem sabemos que passar, perdoem-me o plebeísmo, de bom a besta é num instante e muito fácil. O contrário, porém, leva anos, senão décadas e “dá muito trabalho”.

Uma outra questão: como comunicamos? Usamos uma boa e eficiente rede de contactos, a qual seja vista pelos outros como um forte elo de ligação? Hoje, quem não é “encontrado” não é lembrado. Ora, para isso é absolutamente necessário, e de forma continuada, concreta e criteriosa “trabalhar” a rede de influências, no bom sentido, entenda-se.

Por outro lado, existem outras formas de abordagem. Organizar ou marcar presença em eventos são acções que geram empatia e funcionam na criação de relações de confiança preponderantes neste mundo em constante mutação.

Crie a sua marca. Seja, acima de tudo, um amigo, um profissional desejado e não apenas necessário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:03

Outubro 17 2015

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Tempos houve em que me atiraram pedras que me feriram imenso.

Hoje, porém, não passam de pedras que resvalam na couraça da minha indiferença.

(Bem sei, que é um lugar comum, mas é a verdade. O que querem?)

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:20

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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