O meu ponto de vista

Abril 30 2015

Agora que a chuva finalmente regou os campos e reverdejou a paisagem, é a altura ideal para o sol nos inundar com os seus raios. Todos, sem exclusão, agradecíamos, tanto mais que a chuva quando se prolonga por vários dias e/ou semanas também é maléfica. O seu regresso num dia ou melhor, numa noite por semana, evitando desse modo a rega, seria o ideal. O resto do tempo que venha calor sob um céu azul.

Os dias são mais longos, todos notamos, e precisamos que sejam mais luminosos, de modo a que – preferentemente de mansinho – o calor se instale. Necessitamos que a vida possa girar em torno da oportunidade de desfrutar de tudo o que tem de melhor, debaixo do mais convidativo dos sóis. Um aparte para dizer que, muitas vezes, o trabalho também se transforma em prazer.

Não querendo, de modo algum, contradizer o que há dias aqui escrevi, começa a apetecer estar com os amigos, colocando, assim, a conversa em dia, recuperando energias num ou noutro fim-de-semana mais prolongado, deixando-se conduzir pelos prazeres da gastronomia ou pela (re)descoberta da história.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:22

Abril 28 2015

A comunicação social está cada vez mais sensacionalista. Para tanto, basta olhar para as capas dos jornais ou a abertura dos noticiários das televisões. Fruto dos tempos e, sobretudo, de um jornalismo pouco sério, feito a correr e por jovens mal pagos, ansiosos de protagonismo e sem tarimba. Não admira, por isso, que principalmente a imprensa escrita esteja cheia de erros e com uma nítida falta de ideias próprias.

Então em relação à Educação é de elevar as mãos para o Céu e pedir que o Pai lhes perdoe, pois não sabem do que escrevem. Hoje li o que estava escrito em enormes parangonas a propósito do concurso de professores: “docentes com 69 anos e outros a trabalhar há 37 tentam quadro”.

Na verdade, tal título não está incorrecto. Exagera apenas no número, uma vez que se trato de um único caso. Todavia, esquecem-se, mesmo no corpo da notícia, de ir ao porquê e, particularmente, aos “finalmente”, como dizem informalmente os nossos irmãos brasileiros. Não referem, por exemplo, se o docente esteve ou não até ao momento no ensino particular e somente agora fez tenção de entrar nos quadros do Estado! Não aludem ao facto de quando começou a leccionar. Quem nos diz que não pode ter sido já em idade avançada?

E o outro caso? Ter 37 anos de serviço, tantos como este vosso escriba, quer dizer algo substancial? Se eu e muitos dos colegas que conheço tivéssemos optado por estar sempre ao pé de casa, i.e., não termos percorrido, em tempos o país de lés a lés, também eramos muito capazes de ainda não termos entrado nos quadros!

É claro que os sindicatos, irresponsavelmente, cavalgam esta onda e toca de dizer do MEC – não estou a defender Nuno Crato, tanto mais que não me paga para isso – o que os maometanos não dizem do toucinho.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06

Abril 27 2015

Neste último sábado, dia 25 de Abril, pouquíssimos portugueses - os que ainda têm pachorra para isso - escutaram os mais diversos discursos comemorativos daquela memorável data. E, como sempre, houve-os para todos os gostos e feitios. Na sua larga maioria não passaram de mera retórica, com muita demagogia à mistura, do género “faz como digo, não como faço.”

O povo, na sua vastíssima maioria, apenas lamentou que o mesmo tivesse, por efeitos de calendário, calhado ao sábado, já por si dia de descanso. Assim, fez aquilo que geralmente faz neste dia. Aproveitou para descansar, fazer as compras da semana no hipermercado, dar umas voltas com a família, efectuar umas arrumações em casa e na agricultura trabalhou-se como noutro dia qualquer, marimbando-se para o que os políticos disseram e/ou fizeram.

É o estado a que a nossa democracia chegou! Não que as pessoas não estejam gratas ao que o 25 de Abril trouxe, bem pelo contrário. Fundamentalmente agradecem a liberdade, a descolonização e o deixarmos de estar ”orgulhosamente sós”. Quanto ao resto, i.e., ao incremento do nível de vida, apesar das estatísticas - eu, pessoalmente, acredito que sim – dizerem que aumentou substancialmente, o certo é que o povo descrê e, ainda por cima, admite somente que o nível de corrupção entre a classe política que nos governa aumentou exponencialmente.

A culpa deste estado de coisas: essencialmente dos políticos, os quais, independentemente do seu quadrante, governam-se e não governam. Tirando raras e honrosas excepções, o que, como todos sabemos, confirma a regra.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:19

Abril 22 2015

Há muitos anos bastava a presença para conseguir algo. Hoje-em-dia, porém, todos sabem que não é bem assim. Isto apesar de na política, por vezes, basta fazer de morto – o percurso, nestes últimos meses, de António Costa afiança tal – para que o poder nos caia nos braços.

O certo é que nunca como agora saber ler os sinais que estão para além da comunicação verbal foi tão determinante para a vivência do dia-a-dia, isto para não falar do sucesso.

Em conjunturas económicas adversas como as actuais, em que todos os factores contam para a realização pessoal e afectiva, dominar as técnicas não-verbais da comunicação é uma mais-valia. No fundo, trata-se de saber o que os nossos interlocutores dizem mas não verbalizam.

Compreender o jogo interior do ajuste, as crenças limitadoras e o papel do ego é fundamental. A linguagem corporal, as micro expressões e como ajustar a comunicação aos sinais não-verbais, saber distinguir a verdade da mentira – aqui para nós, que ninguém nos ouve, a parte mais crítica - são, de entre outras, facetas que nos ajudam e muito a entender o(s) outro(s).

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:08

Abril 20 2015

Quando, como aliás foi amplamente noticiado, 90 % do país sofre de seca média e o restante de severa, é criminoso dizer para a chuva nos abandonar.

Quando as estatísticas demonstram que este ano foi o menos chuvoso das duas últimas décadas e o mais frio dos últimos 15 anos, é aviltante afirmar que é tempo do bom tempo se instalar. É caso para perguntar: ainda querem mais?

Já agora, a talhe de foice, como pensam que os produtos agrícolas se criam? Sem água e apenas com muito sol? Bem, o outro dia, a alguém a quem colocava esta e outras questões interrelacionadas, foi-me respondido: “mas, qual é o problema? Se não produzirmos, os produtos vêm do estrangeiro!” Oh, santa ignorância! Então, não são capazes de se lembrar que existem muitos e muitos portugueses que dependem única e exclusivamente da agricultura e se esta não produzir vão engrossar ainda mais a crise económica e social já fortemente instalada? Depois, sem produtos genuinamente portugueses, sobretudo aqueles criados com a água da chuva, como ficaria a nossa gastronomia? Terceiro: se passássemos a comprar todos ou quase todos os produtos agrícolas que consumimos como ficaria a nossa dívida?

Ah, pois, esquecia-me que todos os desejos manifestados têm como único fito o irem para a praia e esparramarem-se ao sol ou, então, sentarem-se numa esplanada qualquer a beber uns finos e a comerem uns bons pratos de caracóis.

Em jeito de conclusão, direi que, pelo menos aparentemente, a crise no sistema de ensino em Portugal já tem mais de 40 anos, uma vez constatar que pessoas existem que o pensar não é o seu forte e, ainda por cima, o que é pior, possuem um ego que de aluído nada tem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:23

Abril 17 2015

Senão todos os dias, na maior parte assim é: temos de obrigatoriamente fazer escolhas. As escolhas que pensamos ver nem sempre são as que realmente existem e, por vezes, existem outras que nos passam, como se costuma dizer, completamente ao lado. O nosso conhecimento, às vezes, diminui o tamanho do mundo, reduzindo-o ao que rodeia o nosso umbigo, encolhendo, deste modo, as hipóteses de ver mais longe.

O saber do passado pode ser um obstáculo do saber do futuro, porque nos prende e atrofia à convicção de que temos sempre razão e jamais erramos. Depois, quando batemos literalmente com o nariz na porta, surge a espiral de desmotivação, de frustração e, ainda pior, de depressão. Não admira, por isso, o fechar-se sobre si, aguardando por melhores dias.

De uma coisa podemos ter a certeza: do outro lado, para lá daquilo que não vemos ou não queremos ver, existem mais oportunidades. Um factor crítico, tanto mais que as pessoas só mudam se fizerem processos de mudança, um trabalho que vai além do conhecimento e que envolve o “eu”.

Contudo, tal exigência não deve ser vista como obstáculo. As pessoas são muito mais que um mero Curriculum Vitae, são a força viva que se transforma e supera desde que junte resiliência com a vontade de ser.

Acreditar na acção como um todo é confiar nas pessoas e revelar que, afinal, as opções não são apenas aquelas que mais queremos ver, mas, de entre outras, há também mais uma, a da mudança.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:09

Abril 16 2015

É raro o dia em que numa cidade ou noutra, ou, simultaneamente, em várias, não se realizem manifestações de antigos depositantes do ex-GES. Estão no seu direito, lutando pelos seus interesses e contra tal facto não existem contra-argumentos.

Outra coisa porém, é como enviesam a sua forma de luta. Jamais os vemos dizer o quer que seja do oligarca Ricardo Salgado e respectiva família, os quais, como está amplamente demonstrado, geriram aquele grupo financeiro como fossem a Máfia, exceptuando o assassinato.

Ouvimo-los e vemo-los, principalmente à hora dos telejornais, gritar contra o governador do Banco de Portugal (BP), como fosse este o destruidor do ex-BES. Não digo que Carlos Costa não tenha culpas no cartório, mas de modo algum, se pode comparar à família Espírito Santo.

Por outro lado, salvo raras e honrosas excepções, a maioria dos depositantes e detentores do designado papel comercial não me convencem com o fundamento de que foram espoliados das poupanças de uma vida face às declarações do governador do BP, proferidas dias antes da divisão do BES em banco bom (Novo Banco) e banco mau, porquanto tais depósitos o tinham sido há muitos dias, senão meses ou anos.

Durante esse tempo, em que tais depósitos renderam bem acima do que era plausível e curial – só não desconfiou quem hipocritamente não quis -, estiveram calados e contentes, pois estava-lhes a correr bem a vida! Aliás, tal situação faz-me lembrar o “jogo da pirâmide” ou a “D. Branca”. Enquanto se ganha ninguém se queixa. Quando a bancarrota se instala, lá pedem e acham que todos os outros devem pagar as suas perdas!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:22

Abril 15 2015

Por que é que as mulheres demoram tanto tempo quando vão à casa de banho? O grande segredo de todas as mulheres a respeito da casa de banho é que, quando eram pequenas, as suas mães levavam-nas ao WC, ensinavam-nas a limpar o tampo da sanita com papel higiénico e depois punham tiras de papel cuidadosamente no perímetro da sanita. Finalmente instruíam: "nunca, mas nunca, te sentes numa casa de banho pública!" E depois ensinavam-lhes a "posição", que consiste em balançarem-se sobre a sanita numa posição de sentarem-se sem que o teu corpo tenha contacto com o tampo.

"A posição" é uma das primeiras lições de vida de uma menina, importante e necessária, que nos acompanha para o resto da vida. Mas ainda hoje, nos nossos anos de maioridade, "a posição" é dolorosamente difícil de manter, sobretudo quando a tua bexiga está quase a rebentar. Quando *TENS* de ir a uma casa de banho pública, encontras uma fila enorme de mulheres que está lá dentro. Por isso, resignas-te a esperar, sorrindo amavelmente para as outras mulheres que também cruzam as pernas e os braços, discretamente, na posição oficial de “tou aqui tou-me a mijar!”. Finalmente é a tua vez!

E chega a típica "mãe com a menina que não aguenta mais” (a minha filhota já não aguenta mais, desculpem, vou passar à frente, que pena!). Então, verificas por baixo de cada cubículo para ver se não há pernas. Estão todos ocupados.

Finalmente, abre-se um e lanças-te lá para dentro, quase derrubando a pessoa que ainda está a sair. Entras e vês que a fechadura está estragada (está sempre!); não importa… Procuras pendurar a mala no gancho que há na porta… QUAAAAAL GANCHO? Nunca há gancho! Inspeccionas a zona, o chão está cheio de líquidos indefinidos e fétidos, e não te atreves a pousá-la. Por isso penduras a mala no pescoço enquanto vês como balança debaixo de ti, sem contar que a alça te desarticula o pescoço, uma vez que está cheia de coisinhas que foste metendo lá para dentro, durante 5 meses seguidos, a maioria das quais não usas, mas que tens no caso de…

Mas, voltando à porta… como não tinha fechadura, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto com a outra baixas as calças num instante e pões-te “na posição”… AAAAHHHHHH… finalmente, que alívio… mas é aí que as tuas coxas começam a tremer… porque nisto tudo já estás suspensa no ar há dois minutos, com as pernas flectidas, as cuecas a cortarem-te a circulação das coxas, um braço estendido a fazer força na porta e uma mala de 5 quilos a fender-te o pescoço!

Gostarias de te sentar, mas não tiveste tempo para limpar a sanita nem a tapaste com papel; interiormente achas que não iria acontecer nada, mas a voz da tua mãe faz eco na tua cabeça “nunca te sentes numa sanita pública”, e então ficas na “posição de aguiazinha”, com as pernas a tremer… e por uma falha no cálculo de distâncias, um finííííssimo fio do jacto salpica-te e molha-te até às meias! Com sorte não molhas os sapatos… é que adoptar “a posição” requer uma grande concentração e perícia.

Para distanciar a tua mente dessa desgraça, procuras o rolo de papel higiénico. Maaaaaaaaaaas não hááááá!!! O suporte está vazio! Então, rezas aos céus para que, de entre os 5 quilos de bugigangas que tens na mala, pendurada ao pescoço, haja um miserável lenço de papel… mas para procurar na tua mala tens de soltar a porta… ???? Duvidas um momento, mas não tens outro remédio.

E quando soltas a porta, alguém a empurra, dá-te uma traulitada na cabeça, que te deixa meio desorientada, mas rapidamente tens de travá-la com um movimento rápido e brusco, enquanto gritas OCUPAAAAAADOOOOOOOOO!!

E, assim, toda a gente que está à espera ouve a tua mensagem e já podes soltar a porta sem medo, ninguém vai tentar abri-la de novo (nisso as mulheres têm muito respeito umas pelas outras). Encontras o lenço de papel! Está todo enrugado, tipo rolinho, mas não importa. Fazes tudo para esticá-lo; finalmente consegues e limpas-te. Mas o lenço está tão velho e usado que já não absorve e molhas a mão toda; ou seja, valeu-te de muito o esforço de desenrugar o maldito lenço só com uma mão!

Sem contar com o galo da marrada da porta, o linchamento da alça da mala, o suor que te corre pela testa, a mão a escorrer, a lembrança da tua mãe que estaria envergonhadíssima se te visse assim… porque ela nunca tocou numa sanita pública, porque, francamente, tu não sabes que doenças podes apanhar ali, que até podes ficar grávida (lembram-se?)…. Estás exausta! Quando terminas já não sentes as pernas, arranjas-te rapidíssimo e puxas o autoclismo a fazer malabarismos com um pé, muito importante!

Depois lá vais pró lavatório. Está tudo cheio de água (ou xixi? lembras-te do lenço de papel…), então não podes soltar a mala nem durante um segundo, pendura-la no teu ombro; não sabes como é que funciona a torneira com os sensores automáticos. Tocas até te sair um jactozito de água fresca, e consegues sabão, lavas-te numa posição do corcunda de Notre Dame para a mala não resvalar e ficar debaixo da água. Nem sequer usas o secador, é uma porcaria inútil, pelo que, no fim, secas as mãos nas tuas calças – porque não vais gastar um lenço de papel para isso – e sais…

Nesse momento vês o teu namorado, marido ou filho que entrou e saiu da casa de banho dos homens e ainda teve tempo para ler um livro enquanto te esperava. “Mas por que é que demoraste tanto?” - pergunta-te o idiota. “Havia uma fila enorme” - limitas-te a dizer.

E é esta a razão pela qual as mulheres vão em grupo à casa de banho, por solidariedade: uma segura na mala e no casaco, a outra na porta e a outra passa o lenço de papel debaixo da porta, e assim é muito mais fácil e rápido, pois só tens de te concentrar em manter “a posição” e a “dignidade”. Obrigada a todas por me terem acompanhado alguma vez à casa de banho e servir de cabide ou de agarra-portas!

 

(P.S. - Desconheço a autoria do texto)

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:20

Abril 14 2015

Com algum alívio profético, nos anos 70 do século passado, Alvin Toffler fez alusão ao que iria acontecer. Assim, penso que pela primeira vez, referiu que futuramente a instabilidade, a transitoriedade e os limites da adaptabilidade seriam uma constante.

Pois, esses tempos chegaram, uma vez que, paulatinamente, assistimos à concretização desses conceitos. Tomámos como garantidos hábitos que nos eram agradáveis ao mesmo tempo que quisemos mudar, sem qualquer razão, as coisas em nosso redor: as referências, os valores, as necessidades, entre outras.

A tudo isto, em Portugal, acrescentámos inúmeras Reformas Educativas – quase tantas como o número de governos pós-74 – que, sucessivamente têm formado pessoas para o desemprego, fundamentalmente na última década, pelo seu desajuste face às necessidades do país.

A grande questão que se coloca é que as coisas mudaram: tornámo-nos impermanentes, cada vez mais transitórios e, ainda por cima, a nossa capacidade de adaptação, de certo modo, atingiu o limite.

Numa sociedade doente e, por isso, enfraquecida, o maior perigo assenta nos milhares e milhares de portugueses sem emprego. Para agravar, a maioria é constituída por pessoas com qualificações que já não são necessárias e, de certo modo, inconvertíveis. Assim, não admira ouvir dizer que a crise é principalmente social e esta é infinitamente mais preocupante que a económica.

Que alternativas? Infelizmente não tenho nenhuma varinha de condão. Mas quem sabe, em vez de vermos sempre o problema nos outros, começássemos pelo debate com a palavra “nós”?

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:36

Abril 13 2015

Anualmente são publicados os rankings das escolas, tanto do ensino básico/secundário como do superior. Nesses momentos a análise sobre a (in)utilidade dos mesmos é pouco mais que estéril e, nessa ordem de ideias, os poucos que a fazem acabam, geralmente, por passarem despercebidos.

Ora, os rankings podem ajudar, senão todos, pelo menos alguns a escolher uma escola. A criação destes, quer gostamos deles ou não, gerou um profundo impacto na organização das próprias escolas. Há já, hoje-em-dia, sobretudo aquelas que querem permanecer nos primeiros lugares, equipas de profissionais que se dedicam exclusivamente a estudar o melhor modo para continuar a ocupar aqueles.

E se muitos (auto-intitulados) gurus da especialidade defendem que este trabalho é um gasto desnecessário de tempo, recursos e dinheiro, outros especialistas existem para quem há muito se tornou claro que este investimento na credibilização é vital para o sucesso da escola, para a sua notoriedade, para o posicionamento dos seus alunos, bem como para as suas possibilidades de progressão futura.

Daí a existência dos CEFs, hoje (mal) transformados em Vocacionais, uma vez que retiram das turmas ditas normais aqueles que não querem nem deixam estudar. Como é evidente essas turmas, com um ensino mais profissionalizante e menos académico, acabam por ser constituídas pelos piores dos piores. Porém, não vejo outra alternativa, mesmo que fosse à custa de muitos e muitos apoios.

Por último, manda a verdade dizer que os docentes das turmas que ficam “normais” deviam, todos os dias, elevar as mãos para os Céus e agradecer aos colegas que suportam tais discentes. Infelizmente não é isso que acontece.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:39

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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