O meu ponto de vista

Dezembro 05 2014

Sem falsa modéstia, hoje mereço parabéns e que me cantem hossanas de louvor. Sim, na verdade, faz hoje dez anos que dei início a esta aventura de editar um blog.

Foram muitas incompreensões e contrariedades, mas também fonte de aprendizagem e de enormes satisfações. Basta ler os textos escritos nos primeiros anos e compará-los com os de hoje para observar o tirocínio.

Ao longo desta década foram publicados 1636 textos e aprovados 925 comentários. Sim, porque a muitos outros, infelizmente pelo seu teor ofensivo, não foi, não lhe chamaria censura, autorizada a sua edição. Abro um parêntesis para dizer que se algo houve que me custou os olhos da cara foi o de, durante muitos anos, enquanto o sítio de alojamento não possuía moderação, ter sido obrigado a impedir os comentários, mercê da falta de urbanidade de alguns leitores, aliás, naquela altura, bem identificados.

E, manda a verdade dizer que este local tem visto a sua audiência, como uma amiga costuma dizer, paulatinamente a subir. Assim, se há dois, três anos a audiência média andava entre os 300 e as 400 visitas diárias, hoje-em-dia supera as 500, tendo atingido – vejam lá! – a bonita quantia de 2 401 visualizações no p.p. dia 2, conforme se pode observar na infografia abaixo e que mereceu o devido realce no portal do Sapo.

  

Nova imagem.jpg

 

 É evidente que o sucesso não se deve unicamente a este vosso escriva, mas sim e sobretudo àqueles que fielmente aqui vêm diariamente. A todos deixo uma palavra de amizade e elevada consideração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06

Dezembro 04 2014

Antes de mais, para os menos experimentados nesta questão de gestão de serviços públicos, esclareço que a designada tolerância de ponto na administração pública não quer dizer, de modo algum, que os serviços, a que os funcionários pertencem, encerrem nos dias que tal lhes seja concedido. O que quer dizer, sim, é que os serviços trabalharão a “meio-gás”, já que uns estarão ao serviço enquanto outros estarão de folga. Depois, noutro dia, inverter-se-á a situação. Por exemplo, e até aqui, enquanto uns descansavam no dia 24, os restantes estavam ao serviço. No dia 26 a posição trocava.

Vamos, porém, ao cerne da questão, i.e., o que me levou a escrever estas linhas. Na época natalícia é habitual, o governo em exercício, dar um dia de tolerância de ponto aos funcionários públicos. Ora, este ano, em que a grande maioria das condições de austeridade se mantém, incluindo o corte de salários, subsídios e suplementos remuneratórios, assim como o congelamento de progressão de carreira, é muito estranho a “dádiva” de dois dias.

Como tal medida extravasa a minha compreensão, apenas posso sugerir que a mesma é fruto antecipado de um ano eleitoralista. Assim, não vale!

Adianto, desde já, que se tentarem levar o povo como um bando de totós o resultado será mesmo “ que se lixem as eleições”!

Já agora, vale a pena perguntar: quanto vale o dia de trabalho de um funcionário público? Como é fácil de calcular, dou a resposta como sabida, uma vez que o importante é saber o que cada um daqueles prefere: um dia de descanso ou o seu montante em cachet? Aqui, não tenho a menor dúvida que preferem este último.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Dezembro 03 2014

No passado domingo, com o início do Advento, mais um ano litúrgico principiou. Porém, não é deste princípio que quero falar, mas sim do Advento. De acordo com a Wikipédia, «o Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os cristãos, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a paz».

Ora, é este advir, i.e., o que irá acontecer, ou melhor ainda, o que terá de suceder, que, a nível pessoal, é relevante. Num tempo que se caracteriza por um consumismo desenfreado, entremeado por acções caritativas de índole meramente momentânea, só a renovação interior é capaz de nos levar à boa vontade e até às experiências transcendentais, o que pode e deve significar abertura a novas realidades e à descoberta de novos mundos.

As pessoas valorizam isto. A sociedade necessita disto. Por isso, há que tirar partido deste tempo novo, por muito que possamos ser alvo de crítica ou mesmo de chacota. Lembro que Jesus Cristo, Aquele que veio e há-de vir, o fez e fará para salvar os pecadores. É que os outros, os sem mácula, acham que, neste campo, pouco ou nada devem fazer, já que, sem piáculos, nada têm de provar.

Concretamente quero fazer parte integrante de uma família que acredita no nascimento de Jesus e não da vinda do Pai Natal, apresentando características únicas: inovação no ser, qualidade no estar, confiança no outro, paixão pelos mais simples e, sobretudo, o gosto de amar quem me rodeia.

Conseguirei? Não sei. Todavia, acima de tudo, é necessário acreditar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:40

Dezembro 01 2014

A riqueza que constitui o património de uma escola pode e deve evitar o triste destino de recurso fácil para salvar situações de aperto momentâneo. Ou, dito por outras palavras, a necessidade de afirmação, tão necessária aos alunos e respectivas famílias, bem como à restante comunidade escolar, principalmente no que respeita ao tecido empresarial, não pode passar pela constante alienação da sua herança. Bem pelo contrário.

O trabalho profícuo, o empenho cada vez mais dedicado, a entrega total tem que ser o pão-nosso de cada dia. Os bons resultados não são fruto de sorte, tanto mais que esta, como se sabe, dá muito trabalho a alcançar.

Neste fim-de-semana foram, como todos anos é habitual nesta altura, divulgados os resultados dos exames nacionais efectuados em 2014. E, como seria de esperar, eis a análise, ainda que com relevância local, a qual não quero deixar de dar a conhecer aos meus caros leitores. Vale aquilo que vale, mas que eu saiba é a única publicada nestes termos. Mais: ninguém é obrigado a ler.

Dizer que, no 4º, 6º, 9º e secundário, as escolas posicionadas nos primeiros lugares – e não são tão poucas assim – são privadas é “chover no molhado”. Bem mais importante é saber e tentar assimilar o porquê, algo que poucos estarão interessados. Aliás, demagogicamente, muitos outros há que, como se costuma dizer, têm raiva a quem, seriamente, pergunte.

Vamos, porém, aos dados que mais nos dizem respeito, começando pelos mais pequenos. Aqui não posso deixar de sentir alguma preocupação pela Escola de Barcouço, local onde me habituei a ver desempenho de qualidade com os consequentes bons resultados. Tal como uma andorinha não faz a Primavera, um ano pode não explicar tudo

 

1ceb.jpg

 

No concernente ao 6º ano, nota-se uma inversão acentuada entre as Escolas de Pampilhosa e de Mealhada, com a agravante desta última ter realizado para cima do dobro das provas. Não sei, concretamente, qual o motivo de uma descida tão acentuada por parte da primeira, mas que deve levar os responsáveis a reflectirem seriamente não tenho a menor dúvida.

 2ceb.png

 

Olhando, agora, para o quadro do 9º ano, está ausente a admiração. A Escola da Pampilhosa, mais uma vez, destaca-se de um modo preponderante, havendo, sem dúvida, lugar à inflexão de procedimentos por parte das outras, tanto mais que o argumento económico-social dos alunos não colhe.

 

3ceb.jpg

 

Já no respeitante ao 12º ano, como é óbvio, a comparação é feita com as escolas secundárias vizinhas que, por princípio, apresentam maior afinidade com Mealhada.

   

Posição em 2013

Posição em 2014

Escola

Média

163

106

Mealhada

11,3

112

196

Anadia

10,54

194

250

Cantanhede

10,33

310

323

Oliveira do Bairro

9,91

   

E, aqui, em comparação com 2013, nota-se uma subida extraordinária, a qual não pode passar em claro. Bem sei que são necessários vários anos para tirar ilações consistentes. Todavia, tendo em conta a subida que se tem registado, sobretudo nos três últimos anos, o caminho trilhado parece-me, à priori e sem prejuízo de uma análise mais profunda, o correcto e digno de aplauso.

Por último, não achando despicienda a situação económica e social e o meio geográfico dos alunos, começa, porém, a cair por terra alguns mitos,entre os quais o de que apenas as escolas cujos discentes têm progenitores com boa posição financeira e que se situam nos grandes centros urbanos conseguem obter bons resultados. A corroborar estas palavras vejam-se os exemplos das secundárias de Arganil, de Macedo de Cavaleiros, de Mangualde, ou mesmo de Sátão, respectivamente nas posições 42, 61, 62 e 72.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:45

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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