O meu ponto de vista

Setembro 11 2014

Ontem, na SIC, decorreu mais um debate com vista à escolha do próximo secretário-geral do PS e futuro candidato – sublinho candidato – a primeiro-ministro.

Desta vez, ao contrário de anteontem, António Costa preparou-se, deixou a modorra que o caracteriza e foi mais acutilante. Levou papéis devidamente estudados, mostrou que tinha aprendido a lição da véspera e, acima de tudo, deu a entender que esta luta não é uma mera passagem de modelos e muito menos algo de género “é como lavar o rabo a meninos”.

O outro António, de apelido Seguro, em função de uma maior ênfase do adversário, como é óbvio, retraiu-se e a polémica foi, por isso, mais equilibrada, podendo dizer-se que, desta vez, o empate foi o resultado final.

Aguardamos, entretanto, pelo dia 23, ocasião do próximo e último debate e, principalmente, pela votação de 28 de Setembro, data de todos os tira-teimas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:03

Setembro 09 2014

Antes de mais, reafirmo a minha insuspeita opinião sobre os dois candidatos à liderança do PS, uma vez não gostar, de modo igual, dos dois Antónios – Costa e Seguro, como é óbvio.

Todavia, por muito que não goste de qualquer um daqueles contentores, tal disputa não me é indiferente, já que, de um modo ou de outro, i.e., quer presidam ou não ao próximo governo institucional, a chefia do PS, em termos do país, é sempre muito importante.

Por isso, no debate de hoje, na TVI, entre aqueles dois políticos, para além de salientar as enormes divisões dentro da família socialista, ficou demonstrado que António José Seguro encostou António Costa "às cordas".

Vamos ver como se desenrolarão as próximas contendas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:57

Setembro 08 2014

Ontem a selecção nacional de futebol, mais uma vez, foi uma autêntica vergonha. Perder com a Albânia, senão a mais fraca das selecções europeias, seguramente uma das piores, é mais que incompetência, é falta de carácter e, sobretudo, ausência de brio profissional.

Já aquando do Mundial do Brasil, se Paulo Bento tivesse um pingo de decoro e se os responsáveis da FPF não passassem de poços de vaidade e vacuidade, a selecção de todos nós já estaria noutras mãos. Mas não! Para além de manterem o seleccionador, com o argumento, mais que falacioso, de que fomos incompetentes, mas não somos incompetentes, promoveram-no. As únicas mexidas foram a nível médico, lembrando aquele adágio “mudam-se as moscas, mas a m… é a mesma”

Voltando ao jogo de ontem e, principalmente, ao miserável desempenho dos portugueses, depois de fortemente vaiado, apesar de desavergonhadamente terem colocado os decibéis a um nível quase insuportável, com vista a abafar os gritos de revolta de quem novamente acreditou nas boas intenções dos homens da bola, Paulo Bento, na conferência de imprensa, quando questionado sobre a reação dos presentes, afirmou “os lenços brancos são algo naturais. As pessoas não estão satisfeitas e reagem deste modo. Há que aceitar com toda normalidade”. É mesmo para dizer “ora bolas”, para não proferir outra frase que, pelo seu tom vernáculo, não é conveniente usar neste espaço.

Se as palavras de Paulo Bento revelam decência, então não sei o que é a indecência.

E a FPF não tem uma palavra?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:24

Setembro 05 2014

Considerado, em tempos, como responsável, estratega, criativo, eficaz, paciente, especialista, organizado, focado em objectivos concretos, inovador e, sobretudo, analítico, Armando Vara foi secretário de estado e ministro nos governos de António Guterres, tendo sido “obrigado” a demitir-se depois do escândalo que recaiu sobre o financiamento à Fundação para a Prevenção Rodoviária, instituição da sua lavra.

Já naquele tempo era um dos boys, a par com José Sócrates, seu grande amigo, com maior poder dentro do PS. E apesar daquela demissão forçada a sua rede tentacular não diminuiu, bem pelo contrário.

Tal assim foi que quando o seu compagnon de route, José Sócrates, foi eleito primeiro-ministro logo o nomeou para a administração da CGD e depois para o BCP.

No entanto, conforme diz o nosso bom povo, quanto maior é a subida, maior é a queda. Por isso, hoje, segundo afirmou no final da leitura da sentença do processo Face Oculta, ficou “em estado de choque” ao saber que tinha sido condenado a 5 anos de prisão efectiva. Pudera, viu que o seu poder afinal não passava de fogo-fátuo!

Ora, numa semana em que a justiça tem sido notícia pelas piores razões – reforma judicial e problemas graves no sistema informático que serve os tribunais – é bom saber que, de vez em quando, existem juízes, os quais, sem temerem o poder dos “colarinhos brancos”, proferem a sentença que é capa de primeira página em tudo o que é meio de comunicação social.

É evidente que a maioria dos condenados naquele processo, principalmente aqueles cuja notoriedade pública é maior, vai recorrer e demorarão ainda alguns anos até que a sentença transite em julgado, pelo que os arguidos continuarão em liberdade. Mas os portugueses estão certos que um dia estes verão o sol aos quadradinhos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:14

Setembro 03 2014

 

Logo de manhã ei-la ao portão do seu habitat para me saudar. Aguarda-me quando regresso dos meus afazeres quotidianos e não são raras as vezes que me acompanha ao longo de todo o dia. Então, se ouve o tractor a trabalhar é um imenso e constante latir de contentamento, pois sabe que vai sair de casa e correr livremente pelos campos.

Gosta de andar, correr, pular e brincar comigo e com aqueles com que simpatiza, uma vez que pessoas existem com quem não vai “à bola” e aí a simpatia transforma-se num ladrar mais ou menos furioso. Aliás, costumo dizer, por graça, que é através dela que escolho as pessoas com quem privo mais amiúde.

Sempre pronta ao meu chamamento, mima-me e deixa-se mimar, e a verdade é que ela não passa sem mim e eu não passo sem ela.

Sim, eu sei que o texto está um tanto ou quanto lamechas, mas há um motivo para isso. A Black, a minha cadela, pois é dela que falo, resolveu não vir dormir hoje a casa. Deve estar naqueles dias em que a presença de um cão é muito mais importante que a comida. Por isso, hoje não conto e das duas, uma: estou muito enganado ou daqui a três meses haverá mais uma ninhada de cachorrinhos.

Existe, porém, algo que lamento ainda mais: ao contrário do dono, não tem jeito para escolher as companhias. Vai com o primeiro vira-lata ou rafeiro que lhe aparece à frente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:57

Setembro 02 2014

Mais um ano letivo se iniciou. A esperança renasce e os sonhos continuam a mover montanhas. O entusiasmo, neste momento, está no auge – p.f. não confundir com máximo. As emoções sentem-se no bater mais acelerado dos corações e nos abraços e beijos que se estendem quase sem fim. Sim, bem sei que rapidamente, i.e., num ápice se desvanecem, mas enquanto perdura é de aproveitar.

Há muito que deixei de estar convencido de que toda a ciência dos números era exacta. Rapidamente percebi que a leitura dos números depende das perspectivas e das intenções de cada um. Quando se quer os números dão para que todos ganhem sempre.

Ora, como vivemos numa época civilizacional – não é para rir – posso dizer, sem receio de ser desmentido, que até os números são “relativos” e porque todos temos “direito” a tudo o que nos apetece, a interpretação dos mesmos depende unicamente da nossa vontade.

Esta questão dos números veio-me à memória a propósito do ano lectivo que agora começou. Podemos, com ênfase, torcê-lo para a direita, espremê-lo para a esquerda, passarmos por cima ou por baixo, tocando-lhe ainda que levemente, ou até nada fazermos, que o resultado será, no final, sem margem para dúvidas, igual para todos: dever cumprido, objectivos alcançados, em suma sucesso, sucesso e mais sucesso.

Pelo meio haverá sempre alguém a dizer que trabalha imenso, que não tem tempo para nada e, principalmente, ganha tão pouco que não tem dinheiro nem para mandar cantar um cego, apesar das aparências denotarem o contrário.

Só não consigo compreender uma coisa: com tanto êxito, como é que o Ensino anda pelas ruas da amargura e, sobretudo, o país está como está?

Ah, já agora, bom ano lectivo para todos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 00:05

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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