O meu ponto de vista

Junho 29 2014

A vida é, como habitualmente se diz, feita de altos e baixos, ciclos e contraciclos, de tal modo que, como os nossos amigos brasileiros dizem, num dia podemos estar na fossa, como no dia seguinte estar com o astral no máximo.

Ainda que os efeitos desta revolução individual só possam ser avaliados dentro de algum tempo, restam, desde já poucas dúvidas de que, como usualmente, o ónus mais gravoso do esforço de reconversão já foi ultrapassado. Mais dias prazenteiros, melhor distribuição dos sacrifícios, maior flexibilidade de atitudes e, sobretudo, uma nova alavancagem de compromissos mútuos, essencialmente através de compreensão e carinho.

Todos, sem excepção, necessitamos de novas saídas e de evoluções, factores decisivos para definitivamente deixarmos de assacar aos outros o incumprimento dos nossos objectivos.

Embora a falência de muitos dos nossos projectos se deva principalmente a nós próprios, são poucos aqueles - e em raríssimas ocasiões - que têm a frontalidade de procurar dentro de si o respectivo ajustamento, de modo a consumar o ditado de que “a culpa não deve morrer solteira”. As circunstâncias criadas pelo dramatismo que quase constantemente colocamos no nosso dia-a-dia, deixam pouca margem de manobra para alterar o nosso modus vivendi. E na maioria das vezes, um simples olá, uma mensagem contendo um simples beijo fazem milagres.

Pensem nisso neste resto de domingo meio solarengo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:09
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Junho 27 2014

Prometo que não direi mais uma palavra sobre a prestação da nossa selecção no Mundial do Brasil 2014. Sinceramente bater em ceguinhos nunca foi meu apanágio e ver jogar a D. Inércia em vez do CR7 de modo algum me agradou.

Por isso, ala que se faz tarde. Durante a próxima semana falarei de outros assuntos, mais prementes, com toda a certeza, com outro timbre e em maior profundidade.

Hoje, apenas para falar da matança do cevado, que, por acaso, até é fêmea. Vão ser momentos únicos, tanto mais que apenas crio para regalo do paladar e, sobretudo, como motivo de reunir à volta da mesa os familiares mais directos e os muitos amigos que, felizmente, tenho.

Bem sei que durante a matança, as mulheres procurarão estar longe, uma vez não suportarem os gritos do dito cujo. Abra um parêntesis para lhes perguntar: como seria se necessitassem efectivamente de matar para sobreviver? Todavia, o que importa é que, hoje, se comerão, logo após a morte do “bicho”, as primeiras fêveras acabadas de cortar e devidamente grelhadas na brasa.

Amanhã, sim, dia grande: o sarabulho feito essencialmente com o sangue, acompanhado com carne e regado com sumo de limão – é preciso, de algum modo, cortar o excesso de alguma gordura – há-de ser servido a cerca de duas dezenas de convivas. O bom vinho caseiro, colheita de 2013, produto de um lote onde desponta necessariamente a baga, mas que a mistura de syrah, merlot e cabernet sauvignon lhe dão uma suavidade muito característica, há-de ser o acompanhamento de tal opípara refeição. As sobremesas, como é óbvio, ficarão a cargo das senhoras.

Segue-se, no domingo, como aliás não podia deixar de ser, os torresmos. Com os mesmos ou quase os mesmos convidados. Ah, grande fim-de-semana!

O texto não está muito erudito. Concordo! Todavia, nem sempre, nem nunca, a nossa veia prosista está ao mais alto nível. Consola-me a genuinidade do texto.

Perguntar-me-ão: faltará alguém? É evidente que sim! E mais não digo.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:02

Junho 25 2014

Amanhã, apesar da esperança ser extremamente diminuta, lá estaremos, a torcer pelas cores nacionais, em frente da televisão para vermos o Portugal – Gana. E se o futebol não nos eleva o ânimo – e tão necessitados estávamos e estamos -, então este início de Verão deixa-nos quase de rastos.

Tal contribui para baixar ainda mais – será possível? - o astral. E o pior está a dar cabo da agricultura, principalmente no concerne à viticultura. Por muito que tratamos a vinha de oito em oito dias, o míldio e o oídio não dão descanso. E para agravar a situação, as uvas ainda num estado vegetativo muito precoce - o verde continuará por muito mais tempo - já começam a sentir os efeitos da podridão. A continuar assim, para além do imenso trabalho e dinheiro gasto, pouco ou nada se salvará.

A única boa notícia é dispensa de rega. Ou seja, os produtores de hortícolas cantam hossanas. É caso para desejar sol na vinha e chuva no nabal.

Costuma dizer-se que nunca mais é sábado. Contudo, neste momento, apenas apetece dizer: nunca mais é Verão. Esta estação é sinónimo de tempo de recuperação de energias, mercê dos seus dias longos, soalheiros e temperaturas quentes, pelo que ansiamos todos pelo seu advento, a fim de podermos sair de casa e desfrutar de tudo o que natureza tem para nos oferecer.

Quem não anseia fazer as malas e partir, deixando para trás as preocupações?

P.S. – Bem sei que comecei com um tema, a meio passei para outro e finalizei com um terceiro. Há dias assim!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:36

Junho 23 2014

Tenho a certeza absoluta de que o que escreverei já foi escrito, dito e redito por muitas outras pessoas, a maioria, talvez, mais qualificada para o efeito que este vosso escriba.

Todavia, por muito que a tentação seja redigir sobre outro assunto, isso não invalida que deixe de exprimir também a minha opinião. Vale o que vale, é certo, mas quero que a mesma fique devidamente registada para a posteridade.

A selecção nacional de futebol foi tudo menos uma equipa digna do seu nome. Feira de vaidades, tentativa constante de viver à sombra do melhor do mundo – nada vi de extraordinário -, ideias fixas por certas opções que toda a gente, menos o próprio, viu que eram erradas, nítida falta de preparação física, sonho elevado sem trabalho que o suportasse, brincadeiras em vez de trabalho sério, como foram os jogos constantes de snooker e de ténis, estágio em local cujo clima era muito próximo do de Portugal, sabendo, de antemão, que iriam jogar, não em clima mediterrâneo mas, em autênticos braseiros – vejam o exemplo dos alemães que iniciaram o seu programa de trabalho no inferno da Baía – e sobretudo, manifesta ausência de garra, i.e., vontade de “comer” a relva se necessário.

Por isso, não me venham com desculpas de arbitragem, excesso de calor, pouca sorte e demais pretextos de mau pagador. Paulo Bento foi e é o principal culpado, particularmente pelas péssimas escolhas que fez, do verdadeiro embandeirar em arco, de achar que por ter o nº 1 do mundo, acompanhado de algumas “senhorinhas” e de alguns broncos – recordam-se do caso Pepe? - era mais que suficiente para vencer tudo e todos. Como é óbvio, os jogadores, senão todos, pelo menos a maioria, fizeram da deslocação ao Brasil umas genuínas férias. Aliás, só não os vimos a passear e a tomar uns banhos em Ipanema porque não estavam no Rio de Janeiro, já que trabalho a sério nada se viu.

Ah, já se começa a ouvir quem defenda Paulo Bento, afirmando que este não pode sair como saíram Artur Jorge, Humberto Coelho, António Oliveira e Carlos Queiroz. Como sempre, parecem existir homens intocáveis.

Nunca mais aprendemos que os cemitérios estão cheios de gente insubstituível.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:55

Junho 18 2014

Todos conhecemos muito bem o estado paupérrimo das finanças públicas portuguesas. Daí termos sofrido, senão todos, pelo menos a larga maioria, os cortes nos salários, nas pensões e nos subsídios por efeitos da austeridade que nos foi imposta.

Um dos casos que mais contribuiu para a enorme dívida, que levou à intervenção da troyka, foi o “buraco” da Madeira, fruto do delírio do megalómano Alberto João Jardim. Assim, face à ocultação dos tais sete mil milhões de euros, tem tido as suas contas – e muito bem – controladas ferreamente por parte do governo da República.

Todavia, ainda há poucos dias o presidente do governo regional da Madeira esteve em Lisboa a solicitar alguma folga no aludido controle, requerendo um suplemento de 900 milhões de euros, não se sabendo se lhe foi ou não concedido

Ora, estranha-se imenso – para não usar uma linguagem vernácula – que a Assembleia Legislativa da Madeira tenha aprovado, esta terça-feira, a proposta de decreto legislativo regional que mantém em vigor o regime do abono de ajudas de custo e de transporte aos membros do governo regional, abolidas em 2010 a nível nacional, no âmbito das medidas de austeridade.

Com este diploma, apreciado pelos deputados com processo de urgência, o executivo de Alberto João Jardim pretende contornar, com efeitos retroactivos, a recente decisão do Tribunal de Contas que exigiu devolução de verbas ilegalmente pagas aos governantes madeirenses em ajudas de custo e abonos para despesas de representação, apesar de retirados há quatro anos, censurando ainda o governo regional pela opção por hotéis de luxo, nas viagens ao estrangeiro, quando a legislação nacional determina a escolha por hotéis de três estrelas, concluindo que os gabinetes do governo da Madeira custaram 2,6 milhões em 2012.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:30

Junho 16 2014

 

Que tudo cesse.

Que a alma sossegue.

Que se unam as vozes.

Que os desejos se cumpram.

Que os deuses estejam connosco.

Que, por fim, a vitória seja nossa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:37

Junho 15 2014

O piano toca a melodia imortalizada pelo filme Casablanca, naquela cena em que Humphrey Bogart e Ingrid Bergman se despedem, e não te ouço, ou melhor, sei que dizes algo mas, sinceramente, não sei o quê, numa recusa obstinada de ouvir as tuas palavras sem sentido. E, afianço, que não se trata de uma arma de arremesso mas de um sentir muito profundo.

O que queres? O que quero? Questões, não meramente semânticas, que a música, maravilhosamente interpretada pelo pianista, naquele lugar que tão bem conhecemos, não responde. Perguntarás, então, e muito propriamente: quem possui a resposta crucial? Neste canto, recolhido no sofá que me alberga, enquanto o conhaque arrefece no balão pré-aquecido, sinto que também não tenho resposta àquilo que ambos pretendemos saber.

Todavia, deixa-me igualmente indagar: o que pensas tu, ouvindo, senão a mesma música, outra parecida e tocada pelo mesmo intérprete e no mesmo palco, tendo adorado – as palavras são tuas – de um certo aggiornamento? Não te esqueças do que canta Rui Veloso “não se ama alguém que não ouve a mesmo canção”.

Situação estranha. O pianista, constipado, pois assim indica o seu perseverante tossir, insiste em tocar, não aquela música maluca- novamente “O anel de rubi” (!) -, mas sim o prelúdio do fim de um percurso de alguns anos. Bem, de que nos podemos admirar já que, como se costuma dizer, tudo tem um princípio e um fim?

A sala iluminada a meia-luz, por candeeiros de pé-alto, a determinada altura, brilha intensamente para um, enquanto para o outro não são mais que fogos-fátuos, tremelicantes até. Dilema? Sim e não! Trata-se, tão-somente, de simples constatação de interesses divergentes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:29

Junho 13 2014

Como bem noticiou a comunicação social, os resultados dos exames ou provas finais – o nome é redundante, como expliquei em texto publicado oportunamente – do 4º e 6º ano foram uma desilusão a Matemática. Já a Português foram francamente positivos, registando-se, outrossim, uma subida em relação ao ano passado.

Assim, percebe-se a reação da Associação de Professores de Português quando esta, através da sua presidente, considera as provas da língua materna “objectivas, coerentes e adequadas ao nível etário dos alunos”, adiantando, ainda, que “dada a qualidade dos exames, não nos surpreendem os resultados positivos”.

Para Edviges Ferreira, “os resultados das provas espelham o bom estado do ensino do Português e o bom trabalho dos professores”.

Em contraponto, a presidente da Associação de Professores de Matemática afirma que “os exames no 4.º e 6.º ano perturbam a aprendizagem das crianças e introduzem elementos de segregação e selecção. Acrescentou que “os exames nacionais de Matemática foram desequilibrados e tinham demasiado cálculo”. Lurdes Figueiral justificou, desta forma, os resultados negativos nos exames do 4.º e 6.º ano. “Consideramos que as provas têm uma exagerada quantidade de cálculo, nomeadamente no 6º ano, onde 80% da prova avaliava cálculo. Mesmo quando os itens em questão não tinham que ver com cálculo, como em perguntas de escolha múltipla e de resposta directa, eram necessários vários passos de cálculo para se chegar ao resultado”.

Característico, não? Resta dizer que enterrar a cabeça na areia nunca foi solução.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:10

Junho 09 2014

Toda a problemática que envolve o chumbo pelo TC de algumas medidas do OE não acabou no acórdão daquele órgão de soberania, bem pelo contrário, uma vez que alguém terá de pagar a factura e como todos bem sabemos serão sempre os mesmos, i.e., aqueles que de modo algum poderão fugir aos impostos.

Todavia, alguém tem dúvidas que se as medidas propostas por este governo fossem fruto do consenso do designado bloco central, o qual, como é óbvio, pode dispensar o CDS-PP, mas inclui obrigatoriamente o PSD e o PS, mereceriam a aprovação daquele Tribunal?

Em jeito de conclusão, podemos dizer que tanto o governo tem pretensões a fazer jurisprudência, como o TC denota uma ânsia indisfarçável em actuar politicamente. Ambos mal, como é lógico.

Para agravar, nada pior que o aproveitamento feito pela oposição, sobretudo pelo PS, o qual, aliás, talvez muito em breve irá provar o fel que agora tanto elogia.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:31

Junho 05 2014

Anda um homem uma vida inteira a preparar-se e, sobretudo, a “sonhar” em ascender à mais alta figura da governação do burgo e, mesmo depois de duas vitórias, ainda que a última tenha sido muito ténue, qual vitória de Pirro – o termo, como sabem, não é meu – e zás, eis que lhe tiram o pão da boca quando esta já se encontrava mais que aberta. Sinceramente, não há direito!

Há coisas que não se fazem a um homem. Ele que até apresentou oitenta medidas – sim, é verdade, foram mesmo oitenta (!!!), apesar de muito poucos recordarem uma única – como estratégia para salvar o país e, deste modo, não dizerem que não tinha planos para as tão desejadas reformas geradoras de crescimento e de emprego e, de repente, pumba. Passam-lhe uma rasteira de tal monta que tenho dúvidas que se consiga levantar nos tempos mais próximos.

Não tinha generais nem barões? Concordo que não, mas tinha, pelo menos, meia dúzia de soldados fiéis, mesmo que não fossem brilhantes - ainda que tenha um Brilhante, de nome próprio Eurico, como um dos mais próximos colaboradores - que lhe proporcionava umas vitórias ainda que fraquinhas. Bem, de nada lhe valeram.

A este propósito, como devem estar recordados, escrevi, em devida altura, que a dúvida estava em saber qual a diferença de votos entre o PS e a coligação PSD/CDS-PP nas eleições europeias e que se aquela não fosse substancial António José Seguro, de quem tenho vindo a falar, como é óbvio, estava tramado. Bem dito, bem feito.

E logo agora, quando o país necessitava de alguma serenidade, eis que o principal partido da oposição e candidato a governar Portugal na próxima legislatura se transforma num saco de gatos, senão mesmo num autêntico enxame de abelhas.

Estão redondamente enganados aqueles que julgam que a perpetuação do actual secretário-geral do PS será solução de todos os problemas. O homem nunca convenceu ninguém, pois senão é feito de borracha, parece, tais os contorcionismos de que é capaz, e, principalmente, o discurso fácil, mas vazio de conteúdo, deita-o a perder constantemente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:54

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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