O meu ponto de vista

Maio 30 2014

Sem prejuízo de uma análise posterior mais ponderada e assertiva, é claro que as medidas constantes do OE, hoje, chumbadas pelo Tribunal Constitucional, e que valem cerca de 1 250 milhões de euros, dão enorme regozijo a muita gente, principalmente àqueles que se situam à esquerda e que fazem sistematicamente uma política de terra queimada.

Pessoalmente, e à priori, até me posso jubilar. Todavia, não sou daqueles que apenas pensa na sua barriga e, por isso, sabendo que para colmatar aquele valor não há outra solução, por muito que mintam e queiram dizer que outras existem, que não seja o aumento de impostos, sobretudo o IVA, isto é, passando dos actuais 23 para 25%.

Ora, para poupar, sobretudo, as taxas sobre 10% dos pensionistas – sim, porque os restantes estavam isentos – o governo pouca margem de manobra tem para angariar aquele montante, a não ser o aumento do IVA, o que, paradoxalmente, vai recair sobre todos os portugueses, ou seja aqueles que ganham muito ou pouco, uma vez que mesmo estes últimos, obrigatoriamente, têm sempre de adquirir produtos para o seu dia-a-dia, por poucos que, infelizmente, sejam.

E não venham com a falácia do recurso à taxação do sistema financeiro, pois quem está minimamente atento sabe que a maioria dos nossos bancos apresenta, hoje-em-dia, prejuízos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44

Maio 28 2014

A questão dos salários baixos volta e meia vem à baila. E não é por acaso, apesar de tal assunto ser muito relativo: ganhar 500 euros pode ser muito para alguns, enquanto para outros 5000 é pouco. A defesa ou a rejeição do modelo de “salários baixos” e do seu impacto na economia e no desemprego não passa, muitas vezes, de pura retórica.

Lamentável é, sem dúvida, que os defensores do modelo de “salários baixos” ou do seu contrário frequentemente o façam por preconceito, opção ideológica ou puro interesse egoísta, sobrepondo-os ao primado da razão, da justiça e do bom senso e sentido da realidade.

O certo é que numa verdadeira economia de mercado, os salários não devem, de modo algum, ser fixados por via administrativa, tendo sido, aliás, esse um dos grandes erros da Europa: tudo regular, tudo normalizar, muitas vezes até ao cúmulo do absurdo.

Pelo contrário, a tónica deve ser colocada na produtividade, a qual, obviamente, não depende apenas da mão-de-obra, mas também de muitos outros factores. A tecnologia, a inovação, a criatividade, a marca, a qualidade, entre outros, possuem aqui uma influência decisiva.

Contudo, o salário tem um limite abaixo do qual as unidades produtivas deixam de ter condições de sobrevivência e a dignidade da pessoa humana é colocada em causa. Ora, este limite deve impor-se como valor natural que qualquer sociedade tem a obrigação de preservar.

No entanto, para além disso, há que atender à rentabilidade do sector, da empresa ou da unidade produtiva. E aqui as instituições do mercado de trabalho desempenham um papel fundamental: concertação social, negociação colectiva e/ou individual e, sobretudo, flexibilidade mútua.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:16

Maio 27 2014

Todos nós já vimos, ouvimos e lemos coisas espantosas. Coisas que os mais antigos, pela enorme admiração que causavam, designavam por “coisas do arco-da-velha”.

Foi o caso de uma notícia que os media deram o devido relevo e que se pode resumir no seguinte parágrafo: João Silva Bento, 12 anos, estudante do 6.º ano na Escola Secundária Manuel Fernandes, em Abrantes, sagrou-se este ano campeão mundial de cálculo mental, entre mais de 36 mil participantes de 61 diferentes países.

Até aqui, indagarão os meus caros leitores: onde está o espanto? Pois bem, a estupefação está que o aludido aluno teve negativa a Matemática no final do segundo período.

Como é óbvio nestes casos, surgem sempre as explicações – algumas delas perfeitamente esfarrapadas – sobre os factos. Assim, a presidente da Associação de Professores de Matemática(APM) defendeu que os maus resultados à disciplina do aluno de Abrantes, que se sagrou campeão mundial de cálculo mental, sublinha a incapacidade da escola em trabalhar com estudantes sobredotados. "Muitas vezes há alunos que têm muitas capacidades, e que até são considerados sobredotados e, por isso mesmo, têm pouca paciência para o trabalho rotineiro que se faz nas salas de aula. Falamos muito do apoio a alunos com dificuldades e esquecemos a importância do apoio àqueles que têm capacidades especiais", disse à Lusa a presidente da APM, Lurdes Figueiral.

Por outro lado, “João Bento tem revelado uma apetência invulgar para o cálculo mental", disse à agência Lusa o seu professor de Matemática, António Percheiro, tendo observado que o jovem campeão do mundo de cálculo mental "é um aluno com dificuldades a Matemática".

Lurdes Figueiral diz que esta situação "não é nada que surpreenda", e que vem apenas sublinhar a incapacidade das escolas e dos professores lidarem com estes casos em contexto de sala de aula.

No entender da professora de Matemática, alunos com muitas capacidades têm a tendência para considerar o trabalho de sala de aula pouco estimulante e desafiante, "tornando-se medíocres, porque se cansam da rotina".

Serão necessárias mais palavras? Tenho a certeza que não.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:31

Maio 26 2014

Hoje, é inevitável falar de eleições europeias. E, apesar de haver um vencedor, o PS, uma vez ser este o partido que mais votos teve, o certo é que, em termos reais, praticamente se pode afirmar que não houve vitoriosos nem derrotados. Isto, claro, nos partidos do designado arco do poder.

A explicação é simples. Nem o PS obteve uma vitória estrondosa que tanto anunciou e que estava à espera, como a coligação PSD/CDS-PP não ficou muito aquém daquele. A divergência, em termos de votos, foi de 3,74%, o que não permite a António José Seguro pedir, com segurança, eleições antecipadas, ao mesmo tempo que dá alguma tranquilidade ao governo para “navegar” - mas à vista (!) - até às legislativas do próximo ano. Recordo que ainda há meia dúzia de meses, aquando das eleições autárquicas, o PS obteve cerca de 36 % dos votos, o que quer dizer que os autarcas socialistas valem muito mais que Seguro e Assis juntos. Em suma, foi aquilo que alguém, e muito bem, já designou por “vitória amarga, derrota doce”.

Enquanto o BE, conforme as minhas previsões, vai caminhando inexoravelmente para a extinção, o PCP mercê, por um lado, do espírito fervoroso dos seus militantes e, por outro, do descontentamento que lavra na população, catapultou, sem margem para dúvidas, a sua votação.

A grande surpresa foi, sem dúvida, Marinho Pinto. Homem anti-sistema, pessoa, como gosta de se afirmar, acima das tricas e baldrocas partidárias, senhor de um discurso populista, mas dando a entender – honra lhe seja feita - o contrário, venceu em toda a linha. No “terreno” conseguirá levar o barco a bom porto? O dom de palavra, rasando muitas vezes a verborreia, talvez não chegue a tanto. A ver vamos!

Uma chamada de atenção para a subida, na generalidade dos países europeus, da extrema direita – na Grécia passou-se exactamente o contrário -, naturalmente considerada anti-europeia, o que, para além de ser um contra-senso, deve levar à reflexão de todos, mas sobretudo da esquerda por força da aplicação das suas práticas políticas-sindicais, como é exemplo paradigmático o caso francês.

Por último, notar que abstenção, essa sim a grande vencedora, juntamente com os votos brancos e nulos chegou aos 75%, o que quer dizer que três em cada quatro portugueses não se revêm em qualquer movimento político. Sintomático!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:26

Maio 25 2014

 

 

 

Um dia destes, por falta de cuidado, morre ...

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:11

Maio 23 2014

Ninguém desconhece que o estado social, tal como o conhecemos desde a Segunda Grande Guerra, está a acabar e, não obstante o sentimento de injustiça, uma vez todos termos direito à saúde, à educação e ao trabalho, o certo é que aquele é impossível de continuar. É mesmo assim: “casa onde não há pão …”

Contudo, os nossos parceiros sociais, bem como as principais forças políticas, têm grandes responsabilidades, as quais, aliás podemos considerar históricas. Serão muito poucos aqueles que ficarão para a história como parceiros responsáveis, já que a maioria serão apelidados de inconscientes.

Alguns continuam convencidos de que tudo não passa de um jogo, e farão o papel que conhecem de cor, mesmo que a peça de teatro tenha mudado radicalmente. Por isso, admiro o Prof. Medina Carreira, mas, sinceramente, já não o suporto ouvir, pois tem sempre “carradas” de razão. Nesta ordem de ideias, admito que muitas das medidas são insuficientes e, sobretudo, pecam por ser tardias.

Daqui a uns anos, o tempo que vivemos será um case study, porque quase tudo terá de mudar. Resta-nos antever para quê.

Existe alguma controvérsia sobre a origem da palavra “paciência”. Há os que defendem que vem do latim pat - aguentar, sofrer -, outros, porém, advogam que vem do grego pathe – sentimento -, outros ainda sustentam que deriva do latim pax – paz. Podemos, então, aduzir que paciência designa a ciência da paz!

Independentemente do significado, importa concluir que necessitamos todos de uma enorme dose de paciência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:37

Maio 22 2014

A questão dos exames ou das provas finais de ciclo, como o ME as designa, tem sido, como se diz na gíria, cada cavadela, cada minhoca. Para além de Nuno Crato querer impor, cada vez com maior ênfase, um academicismo atroz – onde pára a promessa de 50 % dos alunos em cursos profissionais? -, a “5 de Outubro” não dá, pelo menos ultimamente, “uma para a caixa”, fazendo lembrar o que os romanos diziam do povo que em tempos antanhos habitava estas terras: “não se governam nem se deixam governar”.

Se são exames, como todos lhes chamamos, que se realizem depois das aulas já concluídas, i.e., com todos os conteúdos lecionados e, principalmente, com os docentes livres da sua carga lectiva. Caso contrário, é favor terminar com este folclore. Efectuar exames e depois ainda haver matéria para ensinar não lembra ao “careca”.

Ou será que a equipa governativa do ME e quejandos, que pululam por todos aqueles imensos gabinetes, desconhecem que é extremamente difícil dizer a um aluno que ainda tem novas matérias a aprender depois de já ter feito o respectivo exame/prova final ou lá como lhe queiram chamar?

E os professores? Como podem simultaneamente dar aulas e corrigir os exames, colocando neste serviço a responsabilidade que o mesmo requer? Dando dois dias “livres” e retirando a componente não lectiva é o suficiente? Evidentemente que não!

Depois há uma outra questão: quem substituirá os docentes correctores, nas aulas de Português e Matemática, nos aludidos dois dias em que “faltarão”? Ninguém, é a resposta correcta. Quanto muito haverá ocupação de alunos, mas jamais leccionação de matéria, o que, como é óbvio, prejudicará a aprendizagem destes. Por isso, e muito bem, as associações de pais já manifestaram o seu repúdio.

Não esquecer que durante os dias da realização de tais provas os alunos dos restantes anos, na grande maioria das escolas, igualmente foram prejudicados uma vez que não tiveram aulas, algo que não acontecia se aquelas se efectuassem depois de concluído o 3º período.

Aliás, o argumento de que os exames se devem realizar agora para que os alunos com classificação negativa possam ser recuperados, é perfeitamente falacioso. Será possível recuperar alguém em duas ou três semanas quando durante todo o ano lectivo não se esforçou o suficiente?

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:49

Maio 21 2014

O funcionalismo público está a mudar. Quem de perto vive essa realidade sabe que isso é uma verdade indesmentível. Todavia, a velocidade de mudança é, para muitos, excessiva, enquanto para outros é extremamente lenta. E, atenção, que não falo apenas do sentir dos que neste sector diariamente labutam.

As mudanças não residem só no tempo que a administração pública leva a resolver os assuntos dos cidadãos, mas também na forma em como estes são encarados e tratados. Bem, as prioridades também são outras, tal como os argumentos para captar ou perder os melhores talentos.

Está errado quando se nota que se continua a dar, na administração pública – o receio do compadrio a isso obriga -, maioritariamente preferência à formação académica em detrimento da experiência profissional.

Todavia, num estudo recente da Hays Portugal, deveriam existir de entre uma lista de vinte factores que podem determinar a escolha de um candidato, a preferência pela proactividade e o dinamismo como a característica que mais deveria pesar na decisão final, logo seguida da capacidade de adaptação e polivalência, capacidade de trabalho, apetência para trabalhar em equipa, sentido de ética e valores e do potencial de crescimento.

Chegados aqui, é a altura oportuna para perguntar se, na verdade, é isto que acontece nas várias instituições dependentes do Estado. A resposta ainda é, infelizmente, negativa. O oportunismo, a falta de ética, o carreirismo, o “passa a escova”, entre outros maus predicados, ainda ditam muitos lugares. Evidentemente que estes sintomas jamais desaparecerão do nosso dia-a-dia, uma vez fazerem parte da condição humana, mas que é absolutamente necessário que diminuam de forma drástica ninguém tem a menor dúvida.

Por último, acrescento algo que todos já experienciaram: os menos dedicados ao trabalho, os mais mentecaptos, aqueles que se acostumaram sempre a viver à sombra dos outros, quando elevados a determinadas funções são os piores, i.e., exigindo tudo de todos e de um modo tão “miudinho que até faz cócegas”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:59

Maio 19 2014

Aí estão eles em plena campanha eleitoral, desde que o sol nasce até que caia a noite. E muitos, mesmo durante a noite, ainda dão um pezinho num ou noutro jantar. Campanha sensaborona, sem despertar, quase que me atreveria a dizer, qualquer interesse, onde os candidatos se limitam a debitar sound bites retransmitidos pelas televisões mas que os portugueses se alheiam por completo.

A maioria dos portugueses está perfeitamente convicta que os vinte e um deputados nacionais no PE pouco ou nada valem. No fundo, o sentimento geral é que os candidatos querem o excelente lugar, uma vez ser primorosamente bem pago. Quanto muito existe algo que desperta a atenção: saber qual a percentagem do PS e da coligação Aliança Portugal (PSD/CDS-PP) e se António José Seguro se segura - desculpem-me o quase trocadilho – em função da vantagem que presumivelmente irá ter. Uma derrota – nada provável – ou uma vitória tangencial e lá irá o To Zé às malvas. Bem, existe outro motivo de interesse, mas este para os mais politizados, i.e., se o BE desaparece de vez da cena europeia.

O Paulo Rangel, apesar de quase cadavérico, lá vai dizendo qualquer coisa, trazendo para a ribalta, mas de modo excepcional, um ou outro dichote espicaçante. Pelo seu lado, o cabeça de lista do PS, Francisco Assis, discursa bem – e sem necessitar de cábula, acrescento eu -, como aliás sempre foi seu timbre, mas falta-lhe substância que “agarre” os eleitores às suas palavras.

E, assim, vamos nós neste marasmo, gastando rios de dinheiro e tempo que não possuímos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:46

Maio 15 2014

Não existe ninguém que não goste de ser bem recebido. Aliás, é dos livros, que o primeiro encontro, a primeira recepção, o primeiro cumprimento e/ou olhar são fundamentais para o futuro das relações entre seres humanos.

Não há nada como deambular um pouco ao acaso, conhecer um pouco melhor, senão todos, pelo menos a maioria dos locais do mapa e verificar que há, em cada canto, sempre algo para descobrir, seja na arte de bem receber, na gastronomia que nos é servida, naquela paisagem inolvidável que jamais esquecemos ou ainda nos momentos que passámos com esta(s) ou aquela(s) pessoa(s).

Somos o que somos, fruto da depuração de gerações que nos antecederam, mas também – e, sobretudo, acrescento eu - do nosso esforço constante de mutação. Somos história e lugar de estórias. Todavia, tal não nos proporciona, à priori, a nobreza de carácter, i.e., o berço não nos lega o porte, a elegância, o requinte e muito menos a honestidade para reconhecermos os nossos erros e as nossas desvirtudes. Estas características conquistam-se - desculpem-me o modo menos prosaico - pela raça e, principalmente, pelo querer. O privilégio de ser envolvente e sedutor, apesar de ter algo de genético, aprende-se e cultiva-se diariamente.

Um ambiente em que se proporciona terra fértil, por onde se alongam riachos e ribeiras, não pode conviver com um quase deserto, onde a maioria da vegetação de reduz praticamente a cactos e outras plantas silvestres.

O que faltará para a existência de motivos de interesse comuns? O amor à vida e, fundamentalmente, aos outros, na qual deve pautar o rigor, a qualidade, a simplicidade, a sustentabilidade e, especialmente, a procura da excelência.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:14

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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