O meu ponto de vista

Fevereiro 11 2014

Desde que demos início à nossa viagem, os padrões sempre foram os mesmos: metodologia, perfeccionismo, realização e capacidade de amar. Esta jornada de afectividade fez-nos perceber que o caminho do presente e, sobretudo, o do futuro seria mais longo se tivéssemos nomes e novas imagens. Por isso, despimo-nos dos velhos trapos e albergámo-nos com novas “roupas”.

No fundo, pretendíamos e continuamos a pretender reforçar uma cultura comum que unisse todas as nossas boas-vontades e todos os que nos rodeiam. Seguimos, então, pelo mesmo rumo e com o mesmo espírito de sempre, que faz com que a dedicação e o carinho continuem.

Todos os dias são diferentes. Em cada dia há algo de emotivo e grandioso, porque adoramos aquilo que fazemos e fazemo-lo com paixão e abnegação. Inovamos todos os dias, uma vez sabermos como é importante sermos reconhecidos pelo nosso profissionalismo.

O que nos move? Os nossos sonhos, já que sonhar é muito bom! Ah, prometemos continuar a sonhar e a transformar os nossos sonhos em realidade. Com determinação, como é óbvio, já que, acima de tudo, acreditamos em nós e no nosso futuro.

 

Adenda: Existem dias em que episódios acontecem que nos marcam. Este fez-me recordar as palavras de Jesus Cristo quando, virado para os fariseus, proclamou: Cambada de hipócritas, pois louvam-me com os lábios – e caneta, acrescento eu – e negam-me com o coração.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:11
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Fevereiro 10 2014

Todos temos objectivos na vida, quer seja no âmbito pessoal ou profissional. Então qual o primeiro critério que deve estar presente quando estabelecemos um objectivo? A resposta é a atitude mental, na qual deve estar incorporada a motivação e a capacidade para identificar uma oportunidade e para concretizar o referido objectivo.

Só que ter atitude mental não basta, uma vez que a concretização, como é óbvio, é fundamental e deve ser vista como um processo dinâmico em que devem estar presentes a criatividade, i.e., a capacidade para gerar novas ideias e, sobretudo, inovação.

Por isso, conforme tenho vindo a escrever, não basta trabalhar muito, quer seja apenas para si e/ou também para os outros. E não basta se frequentemente a nossa imagem ficar deturpada pelas mais diversas características dos que nos rodeiam. Assumir riscos, ser persistente, ambição, liderança e poder de decisão nem sempre estão do lado de quem mais trabalha.

Não chega dizer “faço o que a minha consciência me dita”, se ao lado os outros ficam com os louros, por muito que estes sejam uma espécie de vã-glória. Estamos, infelizmente, numa época em que o que parece é ou, dito por outras palavras, é mais importante o ter que o fazer.

É certo que o ser humano convive mal com a incerteza. Porém, nestes tempos inconstantes, as evidências, na maior parte das vezes, acabam por falar mais alto. Leia-se evidências por tudo aquilo que se mostra e se fala, independentemente da autoria.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:54

Fevereiro 06 2014

Por muito que nos tenha custado e, certamente, vai continuar a custar, a mudança é obrigatória. Não há volta a dar. Para triunfar, hoje-em-dia, não basta ser tecnicamente bom. Não é suficiente ser bom na essência e na aparência; não é suficiente ter talento e competência, se não o souber demonstrar.

Na prática, a competitividade imposta pelo trabalho, cada vez mais concorrencial e global, obriga-nos a que, antes de mais, sejamos exímios vendedores de nós próprios. Aliás, muitos especialistas dizem, sem pudores, que actualmente o primeiro emprego é vender a marca pessoal de cada um.

Pode, à primeira vista, parecer chocante, mas não deixa de ser verdade. Não é que, pessoalmente, esteja de acordo, mas a realidade diz-me que assim é, apesar de lutar contra uma certa mercantilização da imagem e uma “marketização” dos talentos que Deus nos deu.

Aliás, a minha experiência ensina-me que o fazer muito, a entrega total à causa, o vestir integral da “camisola”, não são de modo algum factores primordiais para vencer. A arte do charme, o cantar da “canção do bandido”, o saber ouvir, independentemente de no minuto seguinte tudo esquecer, o falar eloquentemente, mesmo que, espremido, não dê líquido algum, fazem, na maior parte das vezes, milagres.

Por isso, se possui estas características tem mais hipóteses de ser lembrado, recomendado, contratado, promovido e, até, passe-se a eventual redundância, ser melhor remunerado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:20

Fevereiro 05 2014

Nos últimos anos, a “arte” de governar mudou mas, com toda a franqueza, receio que, brevemente, voltamos ao mais do mesmo. Eu explico!

A convicção assenta na experiência de que não é necessário chegarmos ao fim da linha, isto é, vislumbrarmos uma luzinha, mesmo que muito ténue, ao fundo do túnel, ou, dito por outras palavras, conseguirmos colocar a cabeça à tona da água, ainda que continuemos, por vezes, a engolir alguns “pirolitos”, para estarmos a caminho da virtualização no que respeita à gestão da coisa pública.

Quando é necessário, mais que nunca, saber avaliar bem os riscos e fugir a sete pés de novas e arriscadas aventuras, possuir o talento e a força de vontade para crivar as ideias populistas que começam a surgir diariamente de todos os quadrantes, eis que, bem pelo contrário, a demagogia começa a imperar.

Não acreditam? Vejam, então, de entre outros, os seguintes exemplos:

  • A Madeira, a braços com uma dívida colossal, fruto do delírio de alguém esquizofrénico, sente que não tem condições para suportar os encargos que a República, por imposição da troyka, a submeteu e, vai daí, inicia conversações ao mais alto nível governamental para aliviar aquele esforço, indo até ao limite de pedir que lhe seja perdoado o calote, i.e., a assunção deste pelo Estado Português, ou seja, por todos nós. O governo, pelo seu lado, diz que pode equacionar o problema mas só depois daquele “trio” abandonar Portugal. Pronto, aí está mais um “afundanço” em preparação.
  • Por estes dias mais uma questão voltou à baila. Trata-se dos feriados nacionais suspensos por um período mínimo de cinco anos. Apesar da legislação, que os intermitiu, dizer que durante este intervalo de tempo o assunto seria objecto de análise para decisão futura, o PSD já veio dizer, mais uma vez, que após a saída da troika irá analisar o caso e talvez venha a repor os ditos feriados em 2015. Eis a eleitoralite, no seu máximo esplendor, a funcionar.

Resumindo, até parece que, depois desse dia, vamos todos viver no éden, onde o leite e o mel correrão em bica. Que as eleições são fundamentais para aferir a democracia é um dado adquirido, mas que fazem muito mal também não deixa de ser verdade.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:54

Fevereiro 04 2014

Ela é assim. Apesar de não possuir pós mágicos nem varinhas de condão, encerra em si, contudo, uma onda constante que a faz arregaçar as mangas e, movida pela paixão, dá forma ao sonho. E nem as notícias económicas mais austeras lhe enfraquecem o ímpeto de ir mais longe. Até que, como diz, os tempos que vivemos incitam à acção e não à conversão, sem com isto aludir à sua catolicidade que muito preza. Gosto dela assim!

Uma das suas frases favoritas é “o meu algodão não engana: é reciclável”. Vê beleza em quase tudo o que a rodeia, gostando de comida saudável e, simultaneamente, detestando o take-away – então o catering nem é bom falar -, assumindo um respeito quase sagrado pela vida. O chic e as tendências ditadas pelo marketing aborrecem-na, tirando-a do sério, como costuma dizer.

Enganem-se, porém, se pensam que esta forma de estar foi algo de repentino. Não, ela sempre foi assim, explicam-me os amigos. Por exemplo, a decisão que tomou aquando do seu divórcio: mudou de casa e, na hora de repartir os bens, verificou que tinha muito mais do que precisava. Não esteve com meias-medidas e deu imensas coisas - o que deixou muito feliz - a quem, verdadeiramente, necessitava. “Para quê ter quatro cobertores se necessitava só de dois?”, ainda hoje repete. “As coisas são efectivamente apenas coisas”, afirma com desprendimento e um sorriso que me encanta.

Disse-me o outro dia que “o caminho é para ser percorrido, não é destino”. Desconfio que a frase não é da sua autoria, mas gostei e nada lhe disse. E é deste modo, singelo e puro, que me tem iluminado a vida.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:30

Fevereiro 03 2014

Já lá diz o ditado “nem só de pão vive o homem”. A leitura, tal como muitas outras actividades, ditas de lazer, é fundamental para o homem contemporâneo. Por isso, ler é, para além de imprescindível, um gosto que adquiri desde muito novo e que incuto a quem de perto priva comigo.

Alvim Tofller, escritor futurista, muito em voga nos anos 70 e 80 do século passado, escreveu, em 1970, um livro intitulado «Choque do Futuro», o qual li já no final dessa década. Obra que me impressionou extraordinariamente e, hoje, quando passo novamente os olhos por ela fico maravilhado com a perspicácia da sua análise e, sobretudo, com o seu conteúdo quase profético.

Num dos capítulos, em que aborda como serão as pessoas no futuro, afirma a determinado momento: “os habitantes da terra, estão divididos não apenas pelas raças, nações, religiões ou ideologias, mas também, em certo sentido, pela sua posição no tempo”.

Acrescentava que cerca de 70% da população mundial vivia da agricultura e de novos tipos de subsistência análogo aos dos seus antepassados e, nessa ordem de ideias, constituíam o grupo de pessoas do passado. À volta de 25% vivia em cidades já industrializadas e designou-as por pessoas do presente. Os restantes 5% já não pertenceriam ao passado nem ao presente, ou seja, seriam as pessoas do futuro, uma vez que já teriam embarcado nos novos ritmos de mudança e o seu estilo de vida reflectia já um movimento muito diferente na sua “posição do tempo”.

Agora, caro leitor, diga-me: 44 anos depois mudou alguma coisa? Respondo que pode ter mudado uma coisa ali, outra coisa acolá, mas, no essencial, não. A aludida distribuição percentual não se alterou. E não se modificou porque vivemos muito voltados para o nosso pequeno mundo e, principalmente, para o Ocidente, apesar de não desconhecermos o fenómeno da globalização.

Muito se fala dos jovens e da sua falta de perspectiva. É uma verdade irrefutável. Todavia, esquecemo-nos que os jovens têm futuro e, particularmente, têm tempo. E os seniores, aqueles que têm à volta de cinquenta anos? Para muitos são demasiado velhos para trabalhar e, simultaneamente, muito novos para se reformar. Um dilema que nem a sua experiência e muito menos os seus cabelos brancos lhes valem.

É urgente (re)inventar uma forma que lhes (nos) permita perspectivar o futuro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:51

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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