O meu ponto de vista

Novembro 12 2013

O tempo quente já passou e o frio começa a apertar por entre os bonitos dias de Outono, sobretudo neste Verão de S. Martinho. E, sobretudo, à noite como é bom sentir o calor que emana da lenha a crepitar na lareira. Seja qual for a habitação, da mais humilde à mais faustosa, nos dias frios, o fogo da lareira aquece e torna-a mais acolhedora e agradável.

Neste último fim-de-semana, mais uma vez, voltei a acender a lareira. Felizmente sou um homem de muita lenha – no sentido literal do termo, entenda-se, mas não só … - e, por isso, posso dar-me ao luxo de, pelo menos, durante meia-dúzia de meses por ano manter o fogo na lareira praticamente sempre acesso.

Ontem, dia de S. Martinho, a lareira não serviu apenas para aquecer. As castanhas, aí assadas e acompanhadas de uma bela jeropiga, feita o ano passado, foi o mote para juntar alguns amigos numa amena cavaqueira.

Ah, já me esquecia. Tu também lá estavas, com o teu charme de sempre, criando um estimulante jogo de ilusão – seria de óptica ou visual? -, uma ideia inspirada em modelos diferentes e que criaram um efeito surpreendente.

Hoje, de madrugada, quando me levantei – custou-me imenso, mas os deveres profissionais gritaram mais alto -, ainda senti o teu doce perfume no ar, o qual nem o odor a madeira queimada apagou.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:54

Novembro 12 2013

Apareceu, aleluia, aleluia, aleluia. Até que enfim! Conforme alguém disse, “ou vem com dois anos de atraso ou dois anos de avanço”. Na semana passada, com pompa e circunstância, Paulo Portas, um mestre na arte de prestigiação política, anunciou o tão esperado e famigerado Guião para a Reforma do Estado.

Documento com 112 páginas – a letra garrafal e os enormes espaços em branco, a isso obrigam – que, conforme disse José Pacheco Pereira, é o maior texto cheio de vacuidades até agora produzido por um político.

Ainda bem que Passos Coelho se abrigou de tal incumbência, uma vez que o primeiro-ministro a apresentar tal seria ainda mais confrangedor. Tamanha mão cheia de nada não será glorioso para ninguém.

Como é evidente é um documento para não ser colocado em prática, tendo sido elaborado porque a opinião pública assim o exigiu, depois de há muito estar prometido. Nota-se que foram palavras forçadas, inscritas porque tinham de o ser, não porque fosse essa a vontade do governo. Pelo menos na forma como é apresentado. Estou convencido que até Paulo Portas, no seu íntimo, não se revê nas medidas preconizadas. Só que o dever oblige.

Então no que concerne à educação, quase se pode dizer que é mais do mesmo. As intenções há muito preconizadas aparecem à luz do dia. Aí se pode ler que os docentes serão convidados a organizar-se num projecto de escolas específico, “pensado e gerido pelos professores”. No fundo, poderão “tomar conta das escolas”, mediante um concurso e posterior contratação com o Estado do serviço prestado, podendo inclusive utilizar instalações actualmente pertencentes à rede pública. No fundo trata-se de algo inspirado nas charters schools americanas ou nas mais recentes free schools britânicas, criadas em 20011.

“Essa oportunidade significa uma verdadeira devolução da escola aos seus professores e garante à sociedade poder escolher projectos de escola mais nítidos e diferenciados”, explica o governo no documento.

Muito aplaudidas e, simultaneamente, muito criticadas, estas escolas podem vir a ser concessionadas a grupos privados constituídos não só por docentes, como também por pais, empresas, IPSS, entre outras organizações, que têm liberdade no currículo ou na escolha e pagamento de professores.

Uma outra reforma considerada “prioritária” no sector da Educação é o desenvolvimento do ensino profissionalizante e da sua vertente dual, fruto da colaboração entre escolas e empresas. O Governo reforça a intenção de ter 50% dos jovens que frequentam o ensino secundário em ofertas profissionalizantes, como já tinha sido anunciado em vários momentos pelo ministro Nuno Crato. Essa oferta permitirá o acesso directo a uma profissão, sem excluir os alunos da possibilidade de prosseguir estudos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:51

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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