O meu ponto de vista

Novembro 28 2013

Se existem assuntos que não consigo engolir são os despudorados. Como bem sabemos, nem tudo o que é legal é ético e, por isso, devemo-nos abster de usar os instrumentos ao alcance dessa situação.

Vêm estas palavras por causa de Fernando Ruas, ex-presidente da CM de Viseu e um dos autarcas-modelo do PSD. Se não sabem, ficam a saber: este ex-político, que durante 24 anos governou aquela autarquia, há muito que se reformou, continuando, porém, a usufruir do salário camarário, uma vez que a lei permite que se possa optar. Até aqui, como costumo dizer, “a oeste nada de novo”.

Todavia, o caso muda de figura, quando Fernando Ruas, acompanhado de mais dois dos seus ex-vereadores, solicita o subsídio de reintegração por ter abandonado as funções que até aí ocupava. Ora, este subsídio foi criado para que os governantes que o deixassem de o ser, pudessem fazer face às despesas enquanto aguardavam por nova colocação, prorrogativa que, aliás, nunca concordei e que, entretanto, foi extinta em 2005, mas que permitiu que os ex-políticos já com direitos adquiridos pudessem usufruir de tal.

Como é óbvio, as perguntas sacramentais impõem-se: mas Fernando Ruas está a guardar a reintegração? E onde e em que posto de trabalho? Será que estar dependente da Caixa Geral de Aposentações é ocupação laboral?

E pregam estes a moralidade e os bons costumes? Com situações destas e outras que lhe sucederão, um pouco por todo o lado, não nos podemos admirar do modo como o país está. Depois da enorme contribuição para o défice público, que foram a construção de rotundas e chafarizes pelas câmaras municipais, ainda têm a lata de assim procederem?

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:33

Novembro 26 2013

Ontem, em Lisboa, decorreu uma justa homenagem ao ilustre cidadão, militar e político – a ordem é arbitrária - que foi e é o General Ramalho Eanes. O dia não foi escolhido ao acaso. Passavam 38 anos após a operação militar, comandada por aquele, e que colocou um fim ao PREC, repondo, desse modo, a ordem democrática em Portugal.

Como é evidente, as forças ditas de esquerda – PCP, BE e demais (parcas) energias gravitacionais – não se associaram a tal acto. Pudera! Para quem contava instalar, na velha Europa, uma nova Cuba ou uma outra Coreia do Norte e depois viu os seus intentos gorados, não se estranha que, passados quase quatro décadas, ainda continuem completamente ressabiados.

Eanes para além de um digníssimo militar, de um arguto político, foi, antes de mais, um exemplar cidadão, o qual apesar de ter sofrido algum ostracismo – tanto por políticos que lhe sucederam, como pelos media, enfeudados a uma esquerda retrógrada e subserviente dos poderes instalados –, soube sempre ocupar o seu lugar e jamais lhe foi ouvido um queixume e muito menos gritos de revolta. Recusou o lugar de marechal, remeteu-se silêncio e ao estudo, completando o doutoramento, e mesmo quando lhe quiseram dar cerca de um milhão de euros por vencimentos/pensões, cujo pagamento foi sucessivamente protelado para além dos limites da vergonha, rejeitou-o e doou-o a instituições de caridade, afirmando que “se até aí tinha conseguido sobreviver com o parco dinheiro que lhe pagavam, também não precisava, naquele momento, daquela imensa quantia”. Apontem-me, acaso sejam capazes, um outro político capaz de tal gesto e de tamanha integridade.

Pela vida partidária, uma fugaz passagem. A origem do ex-PRD foi prova disso. Partido que nasceu com nobres ideais, de cuja fundação me orgulho de ter pertencido, tendo chegado a dirigir algumas das suas principais estruturas, foi para ele e para muitos de nós, uma aragem de ar fresco e que acabou com alguns amargos de boca. De facto, a sua ascenção fulgurante foi igual à sua rápida deterioração, mercê dos maus elementos que, com laivos de rapidamente subirem na vida, a ele se ligaram e o destruíram. Ainda hoje, passados tantos anos, estou convencido que a maioria das pessoas que, numa segunda fase, se ligou a este extinto partido, o fez com intuitos bem definidos: a sua implosão. É que, e a história não mente, o surgimento do PRD assustou enormemente a classe política então vigente, tanto da direita como da esquerda.

O desígnio desta homenagem não foi, porém, tão inocente como à primeira vista se quer fazer parecer. O intuito era, nestes tempos em que o prestígio dos políticos anda pelas ruas da amargura, o ressurgimento de um novo D. Sebastião. Todavia, Ramalho Eanes, fiel à sua matriz, rejeitou tal desiderato, reafirmando apenas estar disponível, dentro das suas possibilidades, para tentar estabelecer pontes e consensos, o que, diga-se em abono da verdade, já não é pouco.

Por último, confronte-se a postura deste Homem com a de Mário Soares. Num os portugueses confiam e continuam a depositar enormes esperanças. No outro apenas se vê ódio, ressentimento e, pior ainda, incitamento à violência, denotando uma senilidade a precisar de tratamento psiquiátrico, senão mesmo internamento hospitalar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 17:38

Novembro 24 2013

Palavras existem que, como bem sabemos, possuem várias interpretações. Por exemplo, a palavra rato tem vários significados. A primeira que nos vem à memória refere-se a um substantivo masculino, singular, que identifica um pequeno mamífero roedor da família dos murídeos, de focinho pontiagudo, orelhas proeminentes e cauda comprida e escamosa. Todavia, se pensarmos em termos informáticos, aí já será um dispositivo manual utilizado para controlar no ecrã do computador a seta ou o cursor, o qual permite a execução de várias funções sem recurso ao teclado.

Noutro sentido, ou melhor, em sentido figurado, a palavra rato passa a assumir a forma de adjectivo. Então, vem-nos à cabeça vários significados, entre os quais se destaca o seguinte: indivíduo manhoso, esperto ou outros menos abonatórios para a dita figura.

No entanto, e apesar de tudo, em algumas situações ainda conseguimos simpatizar com estas criaturas jovens e de olho vivo – quem não se recorda, com grata emoção, do famosíssimo Rato Mickey, saído do lápis dos Estúdios de Walt Disney?. Noutras, porém, o comportamento é considerado absolutamente desprezível e merecedor de valentes vassouradas.

Pois, assim é também com determinadas pessoas. Com um comportamento “esperto” e “manhoso” apossam-se dos benefícios, deixando em troca apenas uma miríade de promessas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29
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Novembro 19 2013

É perfeitamente natural achar como excessiva a designação que alguns pretendem dar à actual geração como “trabalhadores sem medo”. Todavia, a realidade é que, um pouco por todo o mundo, o nível de comprometimento e lealdade dos funcionários para com as organizações, onde labutam diariamente, está a diminuir.

A análise é descrita pela consultora Mercer, a qual tem por base o estudo intitulado Wahat’s Working, que, em síntese, afirma “as relações de trabalho estão a mudar no mundo inteiro e os colaboradores estão a repensar o retorno que recebem face ao que estão a dar às suas instituições”.

Com toda a sinceridade não possuo dados factuais que possam refutar ou confirmar o anteriormente descrito. No entanto, sou de opinião de que este país à beira-mar plantado segue à risca o aforismo “não há regra sem excepção”. Daí, estar convicto que em Portugal se passa exactamente o contrário, i.e., existe medo e não é assim tão pouco.

Como é evidente não confirmo que os portugueses, ao contrário de muitos outros que o estudo alude, sejam leais ao lema que modela os seus locais de trabalho, tal como não certifico que cada vez mais possuam menos receio. Bem pelo contrário!

Na verdade, há, no dia-a-dia do português comum, um medo palpável e espesso, tão compacto que quase me atrevo a dizer que se pode cortar à faca. Este vesse no olhar, nas atitudes e, sobretudo, nas meias-palavras, estas quase permanentemente sussurradas pelos cantos e/ou longe de quaisquer ouvidos indiscretos.

Tal situação, deveras preocupante, leva a que questões como o respeito profissional, o (des)equilíbrio entre o trabalho desenvolvido e o trabalho avaliado assumam, cada vez mais, importância entre os colaboradores, levando-os à desmotivação.

Nesta ordem de ideias, numa economia em crescentes dificuldades, quando os recursos apelativos são escassos, não nos podemos admirar de, infelizmente, sobressair a bajulice e o servilismo bacoco.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:47

Novembro 18 2013

Como anualmente faço, mais uma vez debruço-me sobre os resultados obtidos na nossa Escola, comparando-os com os obtidos nas dos concelhos vizinhos, cuja realidade não é muito diferente da nossa. Para tentar não confundir “gato por lebre” – não é que esteja completamente de acordo com a metodologia usada – retirei das respetivas estatísticas as escolas privadas. Assim, a comparação é ela por ela.

Sem mais delongas, eis o quadro apurado, cujos resultados apurei do Público e que aqui podem ser consultados em mais pormenor.

 

Concelho

Ano

Média

Mealhada

3,00

Anadia

3,43

Cantanhede

3,18

Mealhada

2,72

Anadia

2,71

Cantanhede

2,98

Mealhada

2,60

Anadia

2,48

Cantanhede

2,68

Mealhada

12º

9,38

Anadia

12º

9,79

Cantanhede

12º

9,88

 

Concretamente, uma vez isso ser também relevante, apresento os resultados sumários das diferentes unidades orgânicas deste Agrupamento. Como é óbvio, a fonte é a mesma.

 

Posição em 2012

Posição em 2013

Ano

Escola

Média

371

308

EB 2, 3 de Pampilhosa

2,82

646

569

EB 2, 3 de Mealhada

2,62

224

174

EB 2, 3 de Pampilhosa

2,83

577

502

EB 2,3 de Mealhada

2,51

662

577

Escola Sec. de Mealhada

2,46

 

Os valores aqui estão, sem mais comentários, apesar de fazer, como qualquer um de vós, caros leitores, a minha análise. Aliás, de certo modo, a mesma continua a ser bem linear. Só não vê quem, na verdade, não quer ver.

É evidente para todos que os resultados não devem ser lidos “em bruto”. Conforme afirmou David Justino, antigo ME e actual presidente da CNE, “a injustiça não está nos rankings mas nas leituras que se fazem. Muitas vezes precipitadas”. Contudo, adiantou este antigo responsável governativo, “a divulgação dos resultados escolares é positivo, tanto para as escolas como para as famílias, pois tal não vai no sentido de julgar a escola – abro um parênteses para discordar – mas, acima de tudo, para a avaliar e, sobretudo, obrigá-la a fazer mais e melhor”.

Importa sim, observar o que fazem, principalmente, as escolas vizinhas, isto é, em contextos idênticos, quais as mudanças que fizeram e as estratégias que usaram, para obter melhores resultados.

Enterrar a cabeça na areia, como a avestruz, continuar a afirmar que, independentemente dos resultados, nos sentimos orgulhosos da performance de cada um dos agentes educativos, é uma falácia e especialmente querer mudar para que tudo fique na mesma.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:35

Novembro 12 2013

O tempo quente já passou e o frio começa a apertar por entre os bonitos dias de Outono, sobretudo neste Verão de S. Martinho. E, sobretudo, à noite como é bom sentir o calor que emana da lenha a crepitar na lareira. Seja qual for a habitação, da mais humilde à mais faustosa, nos dias frios, o fogo da lareira aquece e torna-a mais acolhedora e agradável.

Neste último fim-de-semana, mais uma vez, voltei a acender a lareira. Felizmente sou um homem de muita lenha – no sentido literal do termo, entenda-se, mas não só … - e, por isso, posso dar-me ao luxo de, pelo menos, durante meia-dúzia de meses por ano manter o fogo na lareira praticamente sempre acesso.

Ontem, dia de S. Martinho, a lareira não serviu apenas para aquecer. As castanhas, aí assadas e acompanhadas de uma bela jeropiga, feita o ano passado, foi o mote para juntar alguns amigos numa amena cavaqueira.

Ah, já me esquecia. Tu também lá estavas, com o teu charme de sempre, criando um estimulante jogo de ilusão – seria de óptica ou visual? -, uma ideia inspirada em modelos diferentes e que criaram um efeito surpreendente.

Hoje, de madrugada, quando me levantei – custou-me imenso, mas os deveres profissionais gritaram mais alto -, ainda senti o teu doce perfume no ar, o qual nem o odor a madeira queimada apagou.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:54

Novembro 12 2013

Apareceu, aleluia, aleluia, aleluia. Até que enfim! Conforme alguém disse, “ou vem com dois anos de atraso ou dois anos de avanço”. Na semana passada, com pompa e circunstância, Paulo Portas, um mestre na arte de prestigiação política, anunciou o tão esperado e famigerado Guião para a Reforma do Estado.

Documento com 112 páginas – a letra garrafal e os enormes espaços em branco, a isso obrigam – que, conforme disse José Pacheco Pereira, é o maior texto cheio de vacuidades até agora produzido por um político.

Ainda bem que Passos Coelho se abrigou de tal incumbência, uma vez que o primeiro-ministro a apresentar tal seria ainda mais confrangedor. Tamanha mão cheia de nada não será glorioso para ninguém.

Como é evidente é um documento para não ser colocado em prática, tendo sido elaborado porque a opinião pública assim o exigiu, depois de há muito estar prometido. Nota-se que foram palavras forçadas, inscritas porque tinham de o ser, não porque fosse essa a vontade do governo. Pelo menos na forma como é apresentado. Estou convencido que até Paulo Portas, no seu íntimo, não se revê nas medidas preconizadas. Só que o dever oblige.

Então no que concerne à educação, quase se pode dizer que é mais do mesmo. As intenções há muito preconizadas aparecem à luz do dia. Aí se pode ler que os docentes serão convidados a organizar-se num projecto de escolas específico, “pensado e gerido pelos professores”. No fundo, poderão “tomar conta das escolas”, mediante um concurso e posterior contratação com o Estado do serviço prestado, podendo inclusive utilizar instalações actualmente pertencentes à rede pública. No fundo trata-se de algo inspirado nas charters schools americanas ou nas mais recentes free schools britânicas, criadas em 20011.

“Essa oportunidade significa uma verdadeira devolução da escola aos seus professores e garante à sociedade poder escolher projectos de escola mais nítidos e diferenciados”, explica o governo no documento.

Muito aplaudidas e, simultaneamente, muito criticadas, estas escolas podem vir a ser concessionadas a grupos privados constituídos não só por docentes, como também por pais, empresas, IPSS, entre outras organizações, que têm liberdade no currículo ou na escolha e pagamento de professores.

Uma outra reforma considerada “prioritária” no sector da Educação é o desenvolvimento do ensino profissionalizante e da sua vertente dual, fruto da colaboração entre escolas e empresas. O Governo reforça a intenção de ter 50% dos jovens que frequentam o ensino secundário em ofertas profissionalizantes, como já tinha sido anunciado em vários momentos pelo ministro Nuno Crato. Essa oferta permitirá o acesso directo a uma profissão, sem excluir os alunos da possibilidade de prosseguir estudos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:51

Novembro 09 2013

Entre a apanha da azeitona e a escrita não há escolha. Prevalece a primeira, uma vez que nestas coisas de agricultura não existem preferências. A lavoura não se compadece com adiamentos. Debaixo de chuva e em cima de oliveiras, muito escorregadias mercê do excesso de humidade, os dias têm passado com enorme sacrifício, mas simultaneamente com deleite face à abundância e qualidade do fruto, preconizando óptimo azeite.

O almoço no campo, no meio dos olivais, facto que há dezena de anos não fazia, motivado por dias muitos curtos, os quais não suportam a deslocação a casa, tem proporcionado momentos de pleno convívio com a natureza, bem como um êxtase e uma fuga a outros deveres, esses sim, na maior parte das vezes, penosos e, sobretudo, não proveitosos.

Na próxima semana levarei a azeitona ao lagar. Aceito inscrições para degustar um bacalhau com batatas a murro, regado com azeite feito na hora.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:59

Novembro 06 2013

Começo por afirmar, desde já, que vou ser crucificado na praça pública. De forma injusta, no meu entender, mas vou. Tão certo como dois e três serem cinco. E o corpo já me começa a doer, mas o que tem de ser tem muita força!

Há poucos dias fui instado a tomar conhecimento da minha avaliação de desempenho docente (ADD), relativa ao último ciclo avaliativo. Até aqui nada de novo a assinalar, como se costuma dizer.

Não concordando muito com o resultado da avaliação que fizeram sobre o meu trabalho, mas atendendo ao carácter subjectivo que a mesma enferma, não me vou pronunciar sobre tal.

Vou tecer, sim, algumas considerações sobre a divulgação desta matéria, ou melhor, da sua ausência. Continuo a não compreender do porquê da não publicitação dos resultados da ADD de todo o corpo docente. Será que a legislação o proíbe? Não vejo onde. Será que se trata de protecção de dados? Também muito menos consigo vislumbrar onde está a relutância, tanto mais que se divulga, sem quaisquer rebuços, o tempo de serviço, classificação académica e profissional, de entre tantos outros dados.

Só vejo uma explicação. A matéria é tão controversa que a comissão de ADD e, principalmente, as direcções preferem manter o secretismo, evitando, deste modo, o avolumar de críticas e, sobretudo, os naturais recursos. A ignorância é mãe de imensas inacções.

Uma questão é verdade: esta problemática é comum senão à totalidade das escolas, pelo menos à maioria. Aliás, não será por acaso que não conheço nenhuma que proceda à aludida difusão. Já agora, quem souber de uma apenas agradeço a informação.

A concluir, gostaria muito de saber quem são, afinal, os colegas “muito bons” e “excelentes”. Apenas por uma razão: saberíamos a quem “entregar” as turmas mais problemáticas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Novembro 05 2013

As elites portuguesas, de certo modo, detestam os alemães. Então, a intelectualóide esquerda-caviar nem se pode ouvir falar. Concordando que são mais frios e menos sentimentais que nós, o que acarreta menor emoção e, sobretudo, inferior caloricidade humana, manda a verdade dizer que não são tão maus como se pintam. A superior racionalidade é uma arma poderosa!

O outro dia, uma pessoa amiga, há muitos anos a trabalhar naquele país, dizia-me que “a mentalidade alemã é substancialmente diferente da portuguesa em vários domínios, nomeadamente no que diz respeito ao cumprimento de horários. Os alemães são altamente pontuais, enquanto os portugueses pecam pelo fraco rigor, como é exemplo a celebérrima tolerância académica de 15 minutos”.

Por outro lado, continuou aquele, “a frontalidade denotada pelos alemães é uma característica fundamental, por oposição à cultura portuguesa que procura resolver as coisas com maior formalismo, quando não deixa ao sabor do desenrascanço. Depois há a aceitação tácita das regras de trabalho, bem como a não criação de estereótipos, mesmo que isso implique só ter escassos 30 minutos para almoçar, algo que é impossível por cá”.

Todos sabemos o que a maioria dos alemães pensa de nós. Agora que uma delegação de vários jornalistas, a trabalhar nos mais importantes media alemães, se desloca a Portugal com vista a relatarem como vivem os portugueses esta grave crise, faço votos para que a opinião daqueles mude, tanto mais que isso só nos beneficiaria.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:58

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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