No passado domingo Angela Merkel obteve uma retumbante vitória, ficando a escassos pontos de obter a maioria absoluta. Num país que, por opção política, não possui ordenado mínimo, mas apresentando um desemprego bem próximo do zero por cento, é obra.
Em Portugal, como era previsível muita gente houve que esgotou as pastilhas de Rennie, tal foi o mal-estar sofrido.
Sendo certo que as eleições alemãs nos interessam muito mais do que a maioria pensa, também é verdade que a importância que os media e, por conseguinte, dos portugueses foi diminuto. E é pena, uma vez ser a Alemanha e, sobretudo, a sua chanceler que terão as rédeas do nosso futuro a curto e a médio prazo.
Por ser muito cedo para falar dos Estados Unidos da Europa é conveniente não hostilizar aquela, sem que seja necessário denotar qualquer servilismo. No olhar atento que devemos lançar sobre o comportamento dos líderes de países importantes para a União Europeia, como é o caso da Alemanha, ressalta a ausência de reconhecimento por parte de muitos dos nossos políticos, essencialmente os da dita esquerda.
De modo algum poderemos falar num verdadeiro renascimento europeu, nem mesmo com as naturais limitações que Jean Monnet, um dos pais fundadores desta ideia de Europa, obrigatoriamente sentiu, mas podemos citá-lo nesta hora difícil e decisiva lembrando que, “mais do que coligar Estados, importa unir os Homens”.
Será, sem dúvida, este o caminho que deveremos mostrar à “nova” Ângela Merkel, de modo a que esta possa honrar a memória de outros líderes alemães, verdadeiramente empenhados na Europa, como foi o caso de Helmut Kohl. Porém, repito, sem oposição sistemática, uma vez não podermos pretender que nos emprestem dinheiro segundo as nossas regras.