O meu ponto de vista

Maio 30 2013

Nos últimos tempos tenho sido acusado de já não escrever o que interessa à maioria dos meus colegas docentes, sobretudo daqueles que, em termos de escolas, mais próximos se encontram. É uma forma de pressão, nem sempre com contornos muito legítimos e, acima de tudo, com interesses muito próprios.

Argumentam que já não critico, não zurzo, pelo menos tão visivelmente, os poderes instalados, ou seja, estou acomodado, chegando alguns a afirmar que, face à conjuntura actual, tenho medo, só faltando dizer que me encontro velho para continuar a luta – acredito que, à boca fechada, até são capazes de o dizer. Já agora esclareço que jamais advoguei a guerra, pois, como costumo dizer, quanto muito tenho adversários, nunca inimigos.

Sem querer, de modo algum, nesta tribuna, apresentar a minha defesa, já que a tal não me sinto obrigado, uma vez sempre ter preservado o pensamento próprio, (re)afirmo aquilo que, quando a ocasião se proporciona, digo de viva voz: em primeiro lugar, a actuação dos dirigentes tem vindo a ser pautada, salvo uma outra situação menos curial, por uma postura mais profissional e atenta aos reais problemas da Escola – p.f. não confundir com os interesses dos docentes -; em segundo, devido a que muitos daqueles que incitam os outros a lançarem-se, perdoem-me a expressão, para a frente dos “cornos do toiro”, são os primeiros, quando solicitados a acompanharem-nos, a arranjarem desculpas, aliás, na maior parte das vezes, esfarrapadas, para se escusarem a tal; por último, os docentes têm que, de uma vez para sempre, assimilar que a legislação mudou e, por isso, a eleição do director ganha-se quatro anos antes. Contam-se pelos de uma mão, os casos em que a decisão de continuidade ou não do director não depende da composição do Conselho Geral, o qual é eleito no quadriénio anterior.

Assim, sem me escusar de criticar quando acho que o devo fazer – o exemplo, mais recente, é o caso da permissão nas escolas de campanha política para as autárquicas -, é meu dever esclarecer que o actual director é, perdoem-me o pleonasmo, o meu director e, enquanto tal, apesar de não lhe prestar vassalagem – jamais o faria e ele também não o quer –, devo-lhe respeito e, nessa ordem de ideias, enquanto receber igualmente darei o melhor de mim.

Desagradarei a alguns colegas? Estou convencido que sim. Porém, não autorizo que haja alguém que tenha a ousadia de apelidar esta minha postura de servil, tanto mais que, para além provas dadas de que nunca o fui, não sou e, enquanto pensar como penso, nunca o serei, tenho todo um passado que fala por mim.

Por fim, declaro, alto e em bom som, que sei distinguir - e muito bem - o director, a direcção e demais gravitacionais.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:38
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Maio 29 2013

A questão da evasão fiscal tem feito correr rios de tinta. Aliás, não é por acaso que o último Conselho Europeu, a semana passada realizado, se debruçou sobre este assunto. De facto, se fossem cobrados os respectivos impostos ao dinheiro que é desviado para os designados paraísos fiscais, tal daria para terminar duas vezes – repito duas vezes - com a pobreza extrema no mundo.

Aqueles que nos mais diversos sectores da sociedade cumprem regularmente as leis há muito que reclamam por uma fiscalização eficaz, não complacente, i.e., que actue com rigor sobre as empresas, legais ou clandestinas e que desrespeitam as regras éticas da actividade.

Às reduzidas margens que caracterizam o sector e a desenfreada concorrência de empresas que não cumprem obrigações legais, acrescem os casos de outras que, com um historial de falências fraudulentas, renascem como a Fénix lendária, com novas roupagens, é certo, mas as mesmas artimanhas. Evidentemente que este raciocínio se pode e deve aplicar às pessoas singulares.

Todavia, é salutar que se diga que, apesar do destaque dado pela comunicação social, lançando sobre muitos sectores um autêntico labéu de desonestidade e desconfiança, metendo tudo no mesmo saco, ainda existem empresas/instituições e pessoas que cumprem os seus deveres legais, às quais os respectivos colaboradores, por reconhecerem tal postura, dão, perdoem-me a expressão menos prosaica, “o litro”.

A fiscalização é importante e urge reforça-la, de modo a controlar as organizações que não cumprem as imposições legais e morais. Certamente que vão continuar a existir casos de má gestão e por causa desta a tal fuga de capitais, uma vez que aquelas são geridas por homens e não por santos.

Cabe-nos a nós, consumidores finais, também uma palavra importante na triagem destas. A impunidade não pode morrer solteira.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:59

Maio 28 2013

Os tempos que aí estão advinham-se difíceis. Problemáticos, mesmo. Por falta de esclarecimento/divulgação e, sobretudo, por alguns acharem o momento menos oportuno, outros por dificuldades económicas, outros ainda por questões de ordem político-social. O certo é que a confusão está instalada. Ou não se fala sequer no assunto, ou, quando o diálogo acontece, a (des)conversa instala-se e a demagogia impera. Em ambos os casos, o caso configura contornos não agradáveis e, por não encontrar outras palavras mais adequadas, diria até uma atroz ausência de civismo. Leiam os comentários nos principais blogues dedicados à educação e vejam se não tenho razão.

Como a generalidade dos docentes tem conhecimento, estão marcados, pelos maiores sindicatos, inúmeros dias de paralisação, a começar já no próximo 7 de Junho, início das avaliações. Ora, como é do conhecimento público, hoje-em-dia, a avaliação de cada disciplina é introduzida no sistema informático - sendo, por isso, do conhecimento da direcção - com pelo menos quarenta e oito horas antes da reunião, pelo que, à priori, encontram-se reunidas as condições para o funcionamento regular dos conselhos de turma. A não ser que não estejam presentes a maioria dos docentes do conselho, o que levaria o órgão de gestão a marcar nova reunião num prazo máximo de quarenta e oito horas. Com toda a sinceridade não acredito nesta última solução, pois isso levaria a que a maioria dos professores fizessem greve por dias e dias seguidos, o que, como todos bem sabemos, é incomportável para as respectivas bolsas.

É que, segundo o legislador, o conselho de turma só não reunirá se algum docente faltar por motivo imprevisto, o que é não é caso de uma greve, tal como se pode depreender do artigo 15º do Despacho nº 24-A/2012, de 6 de Dezembro, o qual refere a constituição e o funcionamento dos conselhos de turma:

1 — Para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído por todos os professores da turma, sendo seu presidente o diretor de turma.

2 — (…)

3 — Sempre que por motivo imprevisto se verificar ausência de um membro do conselho de turma, a reunião é adiada, no máximo por quarenta e oito horas, de forma a assegurar a presença de todos. (O sublinhado é meu).

4 — No caso de a ausência a que se refere o número anterior ser presumivelmente longa, o conselho de turma reúne com os restantes membros, devendo o respetivo diretor de turma dispor de todos os elementos referentes à avaliação de cada aluno, fornecidos pelo professor ausente.

Não nego que esta interpretação, a qual, estou certo, será seguida pela maioria dos actuais directores, é dúbia e merece ser aprofundada. Há quem argumente que o director não sabe se o docente está a faltar por doença ou por greve, já que esta não é de comunicação obrigatória. Todavia, a primeira é, a não ser que a mesma surja uma ou duas horas antes da reunião. Contudo, isso, então, deixa de ser greve para ser outra coisa qualquer.

Esta incerteza merecia uma discussão séria e profunda. No entanto, como, por um lado, não há tempo para isso e, por outro, as pessoas encontram-se enormemente cansadas, querendo é ver o processo concluído, acredito que, na grande maioria das escolas/agrupamentos, as aludidas reuniões acabarão por se realizar nas datas aprazadas.

Quanto à greve aos exames, marcada para o dia 17 de Junho, i.e., data da prova de Português do 12º ano, disciplina que mais discentes acarreta e, por isso, não foi por acaso marcada para este dia, igualmente não creio na viabilidade daquela, pois o ME irá estabelecer os designados serviços mínimos – existe um acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, de 14.07.2007, que considera o governo competente para os definir -, os quais serão máximos, aliás, como em tempos fez Maria de Lurdes Rodrigues, de má memória, com os resultados que bem conhecemos. E não nos podemos esquecer que não cumprir os serviços mínimos dá direito à instauração de um processo disciplinar.

Agora que a luta é justa não tenho a menor dúvida. Algumas das medidas que o governo quer implementar na generalidade da função pública e, em particular, no sector da educação merecem o mais vivo repúdio. Lamento dizer isto de um governo que ajudei a eleger, mas antes de mais está a minha consciência. Por isso, se visse a mínima probabilidade desta forma de luta alcançar os seus objectivos, podem ter a certeza que estaria na primeira linha.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:32

Maio 27 2013

A escassos minutos da Candiosa, tendo a ria a unir as duas margens, Embicados é um território que possui as melhores vistas sobre aquela cidade. É na extensa frente ribeirinha, situada a norte, que, sob uma extensa escarpa, se sucedem os miradouros, abrindo-se a vila ao mar e à ria.

Chegados a Embicados, dois elementos se destacam logo à partida. Junto à Praia do Molhe, o ancestral farol, o qual simboliza a importância estratégica que aquele local teve para a navegação da Ria Nova. Mais à frente, uma velha fragata ancorada permite, através de uma visita ao seu interior, conhecer a vida dos bacalhoeiros.

Depois, subindo pelas estreitas e planas ruas de Embicados, toma-se contacto com um centro histórico em mudança, marcado pelas casas simples e antigas, pelos pátios e recantos, pelos mais diversos canais da ria a espreitarem a cada esquina. Um território também ele marcado pela excelente gastronomia e qualificada restauração.

Uma outra imensa frente natural, por outro lado, se abre a sul. São mais de 1500 hectares de área florestal protegida, assumindo-se como um excelente destino para o turismo de/na natureza. Por entre a vegetação densa e rica, espreitando a imensidão do Oceano Atlântico e os muitos quilómetros de praia contínua é possível aproveitar ao máximo esta beleza natural.

Foi, pois, em Embicados que, mais uma vez, nos encontrámos. Bem sei que foi aqui que, pela primeira vez, nos conhecemos e, por isso, sempre foi e será a nossa praia. Foste igual a ti própria, frágil no belo corpo e simultaneamente forte nas convicções. O frio que se fazia sentir, uma vez o céu, neste domingo, na sua maior parte se carregar de nuvens, fez-te chegar a mim e, assim, abraçados percorremos a alameda que ladeia o longo areal.

O diálogo, diga-se em abono da verdade, não foi muito loquaz. Também não era necessário e, como todos bem sabem, nem sempre estamos dispostos a falar muito. O frio apertava e acentuou-se com o chegar do fim da tarde. Assim, abandonámos Embicados, acabando por lanchar, algo já meio ajantarado, à saída da vila, no “Solar dos Embicados”, onde petiscámos as celebérrimas enguias fritas, acompanhadas do vinho branco seco “Borba”.

O resto fica para contar … um dia!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:03

Maio 23 2013

Por muito que tentem dizer o contrário, manda a verdade dizer que, apesar de não parecer, o povo sabe muito bem o que quer e, sobretudo, não gosta de mentiras. Aliás, neste ano em que se comemora o 120º aniversário do nascimento de Almada Negreiros, podemos dizer que este, se hoje fosse vivo, não diria “Portugal é um país pequeno com um povo à sua altura”, uma vez, estar certo de que estaria mais moderado nas suas divagações.

Afirma-se comumente que “não há nada oculto que não venha a revelar-se” e o facto é que, mais cedo ou mais tarde, acabamos sempre por saber a verdade. Mais que nunca, na nossa história, a verdade é que precisamos de bons exemplos em Portugal e no mundo.

Hoje-em-dia em que tanto se critica o governo e principalmente o primeiro-ministro – acrescento que também eu, em parte, me encontro desiludido -, e mais ainda neste momento de crise, palavra cuja origem significa purificação, é bom saber o que há tempos o diário espanhol “El País” comentava: Pedro Passos Coelho quando, em 1999, deixou a Assembleia da República foi o primeiro parlamentar a abdicar da pensão vitalícia que, naquela altura, tinha direito, um sinal claro do comportamento de um político a quem, até agora, não se conhece nenhum episódio irregular.

É evidente que gostei, ou melhor, gostei muito, tal como existem actuais actos de gestão governativa que detesto imenso.

Habituado, nos últimos tempos, a consumir notícias de Portugal muito deprimentes, é bom saber que, afinal, ainda há esperança para Portugal. E, porque a sabedoria popular é que sabe, acredito que, daqui a uns tempos., após estas tempestades, há-de vir a bonança.

Chamem-me optimista e indivíduo sem os pés assentes na terra. O que não serei é “velho do Restelo” ou um preconizador de uma política de bota abaixo, i.e., de quanto pior melhor.

Veremos quem tem razão!

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:01

Maio 21 2013

Hoje em dia possuir uma licenciatura, um mestrado ou mesmo um doutoramento já não tem, necessariamente, o impacto directo na questão da empregabilidade que tinha há meia dúzia anos. Atenção que, com isto, não quero dizer que os estudos, o progresso académico, não sejam importantes, bem pelo contrário, uma vez continuar a ser adepto incondicional de que o saber nunca ocupou lugar, para além de ser uma mais-valia. Contudo, em tempos de despedimentos, nenhum cargo está a salvo e são cada vez mais os profissionais que procuram no mercado um curso que lhes abra novas portas ou reforce as suas competências profissionais.

Para os que estão numa situação de desemprego e procuram regressar ao mercado de trabalho, a aposta vai sobretudo para a reconversão profissional apostando em formações de curta ou média duração em idiomas, tecnologias, liderança, gestão ou técnicas comerciais. Áreas, porém, que podem de facto abrir portas, mas que não garantem, por si só, uma reconversão profissional com empregabilidade assegurada. Se para os menos jovens novas formações é aconselhável, para os jovens pode não ser bem assim. Para estes é absolutamente necessário que decidam muito bem qual a formação na qual vão investir. Aliás, o conselho dos especialistas é prudência.

Se é um dado adquirido que a licenciatura actualmente já não é suficiente – salvo os boys das “jotas” – para conseguir emprego, somar pós-graduações, mestrados e doutoramentos em áreas diversas pode ter até um efeito negativo, i.e., o que se designa por “excesso de qualificações” aos olhos dos empregadores. O segredo, como salientam as principais agências de recrutamento e selecção, é saber identificar as reais necessidades do mercado e antecipar aquilo que as empresas vão necessitar no futuro.

Sabendo, de antemão, que não existem receitas milagrosas, há, todavia, cursos em que é fácil perceber que o país tem excesso de oferta, como, por exemplo, nas áreas ligadas ao ensino, ao direito e ao marketing, entre outras.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:15

Maio 20 2013

Todos o sabemos. Existem no âmbito material, mas também no campo afectivo.

As primeiras, geralmente apreciadas por mulheres com formação elevada, profissionalmente activas, sensíveis ao design, cosmopolitas, que gostam de viajar, usualmente com idade acima dos trinta e que utilizam habitualmente os novos meios digitais – internet, redes sociais e comércio on-line.

São ainda admiradas pelos homens que, para além do poder de compra que possuem, amam estas mulheres, já que a jóia é frequentemente adquirida para uma oferta especial. Neste campo de acção, por diversas vezes, já obsequiei alguém por quem nutria um carinho muito peculiar. E como é frequente nestes casos, na maior parte fui devidamente reconhecido e, sobretudo, apreciado, outras, porém, nem por isso. Mas não é para falar destas últimas que serve esta crónica.

As jóias, como se pode ver, apesar de serem algo material, servem ou melhor, podem servir para fins afectivos, sem, todavia, olvidar que existem pessoas que são autênticas jóias, não necessitando, claro está, de qualquer adorno para serem prezadas e, já agora, encantadas.

Jóias com significado, i.e., peças oferecidas com um conceito específico consoante a relação afectiva e o intuito, as quais podem ter um valor pessoal extraordinário, independentemente do seu intrínseco valor, reflectindo pensamentos ou consciências sociais.

Podem ser criadas apenas com ouro, prata, com ou sem pedras preciosas ou um misto de todos os materiais. O importante é a intenção de quem dá e a percepção de quem recebe.

Faço-me entender?

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:38

Maio 19 2013

 

Somos os maiores.

Campeões! Campeoooooões! Campeoooooooooooooões!

 

 

P.S. - Como me apetecia falar dos "mouros", mas recuso-me a dar "porrada" em quem está, neste momento, tão fragilizado, apesar de saber que se o contrário acontecesse o que não ouviria!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:45

Maio 17 2013

Temos assistido, nos últimos tempos, a permanentes manifestações, um pouco por todo o país. Algumas, sem margem para dúvidas, muito grandiosas e para ouvirmos, vermos e, sobretudo, não ficarmos mudos, i.e., reflectirmos; outras, porém, manifestamente industrializadas e cujo pêndulo advêm de uma agenda oculta, vulgo sindicalismo radical, cuja tónica pressupõe, nem mais nem menos, correias de transmissão de ideologias que o povo português livremente, ao longo de trinta e nove anos, rejeitou de forma inequívoca.

As primeiras, apartidárias e cujos organizadores não possuem rosto, não podem ser apropriadas por quem que sejam. Vão muito para além da política de contestação governamental e elevam os seus protestos contra todos os políticos e forças partidárias. Basta, para justificar tal, recordarmo-nos dos muitos cartazes que diziam “abaixo os partidos”, “estamos fartos de todos os políticos, pois são uns ladrões”, “os políticos são todos a mesma coisa, pois o que querem é o tacho”, “os políticos querem é poleiro e quando lá se encontram rapidamente esquecem as promessas”, entre tantos outros “mimos”.

Ora, os políticos a que tais cartazes aludiam não diziam apenas aos que exercem funções governamentais. Por isso, é lamentável ver os dirigentes do PC, BE e, por vezes, também o PS, para além de integrarem as ditas manifestações, ver como enviesadamente leem aquelas legítimas manifestações. Mas pior, bem pior, é acharem que tais manifestações lhes dão inteira razão. Aliás, não é por acaso que, as aludidas forças partidárias, sobretudo as primeiras, dias após as eleições, senão no próprio dia, aí estão a pedir novas eleições e a proclamar, aos quatro ventos, que o governo legitimado nas urnas no próprio dia ou dias antes já não tem as mínimas condições para governar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:22

Maio 15 2013

Austeridade, cortes, desemprego, contenção, insolvência, entre outras do mesmo cariz, são palavras que entraram no dicionário da crise que os portugueses já conhecem de cor e salteado. Mas, diariamente, não faltam novas entradas. Aliás, elas surgem em crescendo, à medida que se encurtam os rendimentos disponíveis para fazer face às despesas e aos investimentos.

A discussão de assuntos relacionados com a economia e as finanças, outrora reduto quase exclusivo de especialistas, entrou no quotidiano nacional e está na boca de todos. Igualmente na mão de todos está, como não poderia deixar de ser, a preocupação de fazer bem as contas para que não haja derrapagens nos orçamentos familiares e empresariais, pondo a tónica sobre a necessidade de gastar melhor, gastando menos.

Nestes cálculos entre o deve e o haver, entram, porém, as variáveis da segurança e da estabilidade podem representar ganhos bem superiores aos gastos pressupostos. Para isso mesmo serve, aliás, a Educação, tornando mais fácil a vida e os compromissos de quem a aproveita, minimizando os riscos e os prejuízos em situações inesperadas e indesejadas.

Contudo, a Educação não está imune à conjuntura, tendo que se ajustar às exigências da crise, que pede sacrifícios mais abrangentes e custos mais controlados, indo ao encontro da actual realidade económica.

Sendo verdade o anteriormente escrito, não é menos certo que o cortar a direito e, na maior parte das vezes, a torto, não aproveita a ninguém. Sem querer ser acusado de puxar a brasa à minha sardinha, é do mais curial bom senso que a educação e a saúde deverão ser os sectores onde, a haver cortes, estes terão que ser cirúrgicos e muito contenciosos. É que não nos podemos esquecer daquela máxima que diz: só acha a educação cara quem nunca experimentou lidar com a ignorância. Ensaiem e verão os verdadeiros custos!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:38

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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