O meu ponto de vista

Novembro 27 2012

Haja quem se atreva a dizer que não gosta de viver na riqueza, para não dizer no luxo ou na opulência. Aposto que não se encontra alguém, a não ser que seja santo ou pessoa do género da Madre Teresa de Calcutá.

Foi o que, de certo modo, aconteceu com a maioria de nós. Portugal e um número substancial de portugueses viveram os últimos trinta e tal anos num clima latente de euforia. Logo a seguir à queda da ditadura, do fim das guerras do Ultramar, passando pela embriaguez da democracia, da ascensão de uma nova classe média, da substituição da velha oligarquia por uma nova geração de empreendedores, veio somar-se o impulso decisivo de um milhão de retornados da antigas colónias, bem como a entrada na então CEE e a quase obscena cornucópia de riqueza que subitamente se derramou em infraestruturas, apoios e subsídios para todos os gostos, transformando pessoas modestas em autênticos “patos bravos”.

A concretização de sonhos há muito reprimidos, explodiu na enorme passividade e, pior, na permissividade dos políticos, no despertar das ambições mais legítimas e dos apetites mais sórdidos. A ilusão de uma falsa riqueza aguçou os apetites dos menos íntegros, corrompeu resistências e dissolveu escrúpulos éticos e morais.

Na política, na banca, nos mais diversos negócios, os portugueses na ambição de não perderem o comboio da (falsa) prosperidade e atingir, a quaisquer custos, níveis de vida europeus, generalizaram uma sociedade acicatada por um consumismo desenfreado.

Agora, subitamente, a situação inverteu-se. Na senda da nossa melhor tradição, o excesso de facilidades tornou-se na nossa maior dificuldade. De repente, qual passe de mágica, todos os excessos vieram ao de cima. Cidadãos até agora impolutos revelaram-se verdadeiros ícones da ganância e da corrupção.

Em suma, os portugueses estão a passar de uma relativa terra do mel para a experiência do fel, do reinado do desemprego e do retorno à emigração.

Por isso, as actuais medidas de austeridade não são mais que sinais de reequilíbrio. O que dizer? Deveríamos ter aberto os olhos há pelo menos trinta anos, jamais termos ido atrás de cantos de sereia e de “amanhãs que cantariam eternamente”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:38
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Novembro 26 2012

Num período de recessão económica a racionalização de recursos é ordem do dia. As organizações promovem reestruturações, localizando as “gorduras” que hoje são um alvo a abater em qualquer instituição.

Nesta tarefa a optimização de tarefas é imperativa possibilitando que o trabalho seja desenvolvido com base em critérios racionais e fundamentados, tarefa essa apenas possível com aposta em ferramentas eficientes direccionadas para as necessidades da organização.

Uma instituição, qualquer uma, para se alavancar, sobretudo no período de mudança em que vivemos, não pode perder tempo e energia a experimentar uma ferramenta, depois outra até encontrar aquela que se adapta mais ao seu caso concreto. O arregimentar de pessoas que tenham dado provas dadas no terreno, isto é, que como se diz na gíria, entendam do negócio, aliando o trabalho em parceria, acrescenta valor, cria mais-valias que são transpostas para a dinâmica do desenvolvimento e, por consequência, para a melhoria do desempenho da organização.

Desenvolvendo o raciocínio, ter-se-á que ter em linha de as infra-estruturas de suporte, onde para cada um dos seus vectores existirão desafios próprios, mas que, em muitas situações, serão transversais numa perspectiva integrada das suas interacções.

No que concerne à informação, a qual poderá ser considerada como grande desafio à gestão, pelas enormes lacunas que apresenta, há a considerar, nomeadamente nos sistemas de gestão documental e automatização de processos, os suportes de apoio à decisão e difusão daquela.

Quanto às comunicações, há que conjugar uma série de novas áreas de intervenção baseadas na localização dos intervenientes e que têm a ver com, entre outras situações, a possibilidade de mais rápida intervenção e não só em eventuais situações de emergência.

Já no que diz respeito ao ambiente e às pessoas, os desafios actuais e futuros dizem respeito, essencialmente, à preservação do meio ambiente, a qual vai condicionar, cada vez mais, a evolução das tecnologias, enquanto a nível dos recursos humanos, para além do aspecto financeiro e do estabelecimento de regalias que contrabalancem ou, pelo menos, atenuem a quebra daquele, há que ter em linha de conta a privacidade dos dados pessoais, a segurança dos mesmos, bem como tudo o que diz respeito a planos de contingência e recuperação em situações de incidentes.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:29
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Novembro 22 2012

Apesar de todos, ou melhor, quase todos, uma vez que ainda existem idealistas que acham que podemos viver eternamente com dinheiro emprestado, sabermos que necessitamos de “emagrecer” e que isso implica necessariamente cortes nas já estafadas, por tanto se ouvir e nada se fazer, gorduras do Estado, o certo é que subsistem sectores em que as oportunidades de “fazer” dinheiro ainda existem.

Independentemente de oportunisticamente se demandarem manifestações, com pessoas mais ou menos fardadas, reivindicando ainda mais benesses e lutando contra a perca de autênticas regalias, manda a verdade dizer que os militares são uma casta privilegiada, onde a antiguidade ainda é um verdadeiro posto.

Por exemplo, anteontem soube-se que um sargento, aquando do início de carreira ganha cerca de 1 300 euros “limpos”, isto sem contar com transporte, alimentação e fardamento gratuito. Pergunto: qual o licenciado, o qual tem, à priori, maior habilitação académica que aquela patente, que no seu começo profissional ganha aquele montante? E não me venham com a cantilena que os não militares podem ter mais que um emprego ou, então, da perigosidade que aqueles estão sujeitos.

Mais: se o mesmo sargento fizer uma comissão no Afeganistão, para além das regalias mencionadas anteriormente, passa a auferir mensalmente uma quantia superior a 3 000 euros. Por isso é que as nossas missões no estrangeiro, apesar de nos custarem os olhos da cara, não terminam, uma vez que é necessário satisfazer aqueles que têm as armas. Também não é por caso que o exército francês terminou ontem a missão de combate no Afeganistão. Mas aqui compreende-se, pois a França é muito mais pobre que nós.

Por outro lado, não é despropositado indignarmo-nos ao ver que o orçamento inerente às funções sociais do estado – educação, saúde e solidariedade social – sofrerá um enorme corte em 2013, enquanto o dinheiro para polícias e militares é aumentado. Isto sem querer dizer que não haja lugar a corte naquelas, uma vez sabermos que os contribuintes não estão dispostos a descontarem para tão grande conta. Contudo, o raciocínio deve ser igual para todos os lados e bem sabemos que temos forças policiais e militares sobredimensionadas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:18
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Novembro 21 2012

Era assim que se encontrava a rua, numa destas noites de Outono: a fervilhar. Apinhada de gente, de animação, de vida e de luz. A vida nocturna passa, agora, por ali … passa e fica, durando até bem tarde. Por ali deambula um mundo de gente. A rua enche-se de vozes, de risos, das cores da noite, de perfumes, fragâncias (des)conhecidas, e de bebidas. Foram estes os pressupostos para que também nós por lá passeássemos.

A isto acrescentou o desafio inerente a um programa diferente, ou seja, os requisitos para sairmos do habitué e a formatação de novos espaços. Não é que não sejamos nós a fazermos o lugar, bem pelo contrário, mas, como se costuma dizer a propósito do dinheiro não trazer felicidade, que novos ambientes podem ajudar e muito, lá isso é verdade.

Aglutinando distintas vivências, aquela noite, apesar da sua diversificação, foi curta para tanta partilha de sensações. O ambiente nocturno lentamente se alterou, mil cores se apropriaram do espaço, transbordando emoções de êxtase.

Os diferentes estratos sociais, se é que alguma vez se fizeram notar, transmutaram-se naquele espaço de tempo, onde o azul frio da noite deu lugar a cores quentes e (des)frutadas.

Aconteceu vida naquela noite, profunda e intensa, onde se misturaram vozes, risos, gentes, luzes, sombras e … sentimentos. Sim, sentimentos de diferentes sabores e cores!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:31

Novembro 20 2012

Nos tempos que correm, todos os cuidados são poucos. Assim, para quem não quiser colocar em risco a sua carreira ou uma eventual oportunidade de progressão, tome nota do que deve ou não deve fazer:

Em primeiro lugar, não deve falar do chefe ou da instituição. E se o fizer faça-o, de preferência, em termos neutros ou, em última análise, de forma benévola. E, acima de tudo, abstenha-se de fazer parte de grupos onde as qualidades do seu chefe e o desempenho da organização são perscrutados.

A seguir deve ter em linha de conta de que se não é modelo deve manter-se vestida. A pouca roupa apenas favorece aquelas. O vestir sobriamente e com gosto, o qual não é sinónimo de se gastarem fortunas em guarda-roupa, é uma qualidade que não é de somenos importância.

Depois há que ter cuidado com os comentários a propósito ou despropósito. Jamais esquecer o ditado de que “pela boca morreu o peixe”. Aqui é importante o uso ou não de expressões vulgares ou de palavrões.

Tenha atenção aos emails que envia, aos programas de TV e filmes que diz ver ou, ainda, aos livros que lê, pois os mesmos dizem muito de si. Pode ser que, para o meu caro leitor, tudo não passe de meras banalidades, mas existe sempre alguém que escuta e faz uma “leitura”. Neste campo, por vezes, a omissão ou mesmo a mentira são cruciais.

Quando escrever a alguém, tenha muita atenção aos erros ortográficos, pois estes, no “retrato”, são proibidos. Não esquecer que uma carta ou email podem, hoje-em-dia, ser guardados eternamente e/ou difundidos vezes sem conta.

Também é bom recordar que deve evitar dizer por onde anda e o que faz concretamente. As situações porque passou até podem ser muito caricatas e hilariantes, mas o grupo é que pode não ser tão informal quanto julga. E, atenção, se escrever de forma ficcionada, para que não haja quaisquer equívocos, lembre-se de assinalar como tal.

Por último, esclareço que não concordo totalmente – alguns, até discordo a 100% - com os argumentos aduzidos anteriormente. Estes, porém, servem apenas de alerta e não mais que isso.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:52
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Novembro 19 2012

Momentos existem em que só dá para ter uma de duas reacções. Tenho ideia que nesta etapa da história portuguesa, só se pode safar quem fizer como o rato da fábula que, ao ser atirado para uma tijela de leite, começou a dar às patas, sem parar, incansável, enquanto olhava o outro rato que, nas mesmas circunstâncias, apenas boiava. O primeiro, como seria de esperar, sobreviveu, uma vez que tanto bateu o leite com as suas patas que este acabou por solidificar, transformando-se em manteiga, e, com toda a certeza, apesar de esgotado ficou à superfície. O outro, porém, devido à sua inação acabou por morrer afogado.

Não sei se as iniciativas governamentais terão o impacto desejado nas contas públicas portuguesas e, sobretudo, tenho dúvidas que ajudem a economia. Deus queira que sim! Mas uma coisa eu sei: é importante ser activo, ir dando aos pés e à cabeça para continuar à superfície.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:17

Novembro 15 2012

Fomos, ontem, testemunhas do que grupos radicais, profissionais da desordem, podem fazer de mal. Durante mais de uma hora a polícia foi literalmente apedrejada, sofreu estoicamente e até se conteve perante o arremesso de bombas e petardos. Todavia os desordeiros, já que os manifestantes – honra seja feita à CGTP – há muito tinham desmobilizado, mantiveram o braço de ferro com as autoridades e mesmo depois de, várias vezes, avisados de que tais acontecimentos teriam de ter um fim, fizeram ouvidos de mercador.

Depois, quando a polícia carregou – eu não teria aguentado tanto, confesso –, foi o “ai Jesus”. Que as forças de segurança usaram de extrema violência e não tiveram em conta os legítimos direitos do “povo” à indignação, como esta, alguma vez, passasse pelos actos de pura selvajaria que as televisões amplamente mostraram.

Como é evidente, houve dezenas de feridos de ambos os lados, o que se lamenta, sobretudo por parte dos polícias, os quais apenas actuaram no estrito cumprimento do seu dever, como aliás foi reconhecido pelas principais forças políticas e pelo mais alto magistrado da nação. E, como não podia deixar de ser, houve indivíduos detidos, os quais, depois de ouvidos nas esquadras, serão presentes às devidas autoridades judiciais.

Importa, porém, reter as palavras de alguns destes últimos, i.e., aqueles que se atreveram a dar entrevistas aos órgãos de comunicação social. Ora, segundo estes, "apenas passeavam por ali ou iam de visita a um amigo ou familiar e jamais pensaram, quanto mais fazerem, algo de ilegal". Resumindo, ninguém atirou qualquer pedra, rebentou petardo, derrubou grades, incendiou mobiliário urbano e de higiene ou feriu quem quer que seja. Mais: as imagens que todos vimos, e que correram mundo, foram completamente forjadas pelos jornalistas que, neste caso, como não podia deixar de ser, estiveram ao serviço do Estado repressor e policial.

E viva a Revolução Mundial, abaixo a troyka e quem a apoiar. Ou, como dizia um cartaz, “Passos Coelho faz-me feliz, demite-te”. Isto sim é que é democracia (!!!). O voto nas urnas que se lixe, pois não tem qualquer valor.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:28

Novembro 14 2012

O estar, nestes dias frios, à lareira, salamandra ou recuperador de calor é uma tentação. E se for acompanhado de uma bela companhia, tanto melhor. Será, como se costuma dizer, ouro sobre azul ou, dito de outro modo, a cereja em cima do bolo.

E tal como a temperatura final do compartimento é determinada não só pela quantidade de combustível queimado, mas também pelo isolamento, igualmente no que respeita ao restante ambiente é fundamental edificar as atitudes em consonância com os intervenientes.

O ar quente é mais leve e, como é do conhecimento geral, tem tendência a subir, o que faz, naturalmente, aumentar a temperatura ambiente. Semelhantemente, as emoções quando se incendeiam elevam-se a patamares extasiantes tornando os adereços perfeitamente dispensáveis e, se me permitem dizê-lo, até incomodativos.

Vem esta introdução a propósito da mudança. Tal como há poucas semanas se andava de manga curta, pois o calor assim obrigava, hoje-em-dia, face ao tempo cinzento e chuvoso, acompanhado de um frio já bem acentuado, cujas temperaturas baixas bem se fazem sentir, os agasalhos, sobretudos e cachecóis saíram dos armários e confortam o corpo. Todavia, a alma, a parte afectiva do nosso eu, também necessita, de tempos a tempos, para não dizer sempre, de ser rejuvenescida. Mas não só remoçada. Precisa de novos ares, brisas esquentadas, que façam subir, em analogia à temperatura emanada da lareira, o sideral, de modo que novas energias a renovem.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:55
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Novembro 13 2012

Como a maioria das pessoas, também eu tenho princípios básicos, os quais, uns, felizmente, são imutáveis, outros, bem pelo contrário, alteram-se mercê das circunstâncias, do amadurecimento e reflexão que só a idade vai trazendo. Entre os ditos princípios que tenho para comigo é que entre duas soluções, a mais simples é, regra geral, a que tem maior probabilidade de êxito e a sinceridade e a transparência são as chaves para ganhar a confiança de todos.

De qualquer modo, é bom realçar-se que, hoje em dia, é igualmente importante que as pessoas, ao mesmo tempo que devem colocar, sempre que possível e parafraseando os nossos irmãos brasileiros, o seu astral em cima, saibam também, por vezes, renunciar às suas expectativas e, sobretudo, que identifiquem que a garantia do êxito pessoal são as realizações em comum e não as meramente individuais.

Tempos houve em que por muito que fosse ou se apresentasse de forma banal bastava para, com menor ou maior esforço, singrar na vida. Hoje, porém, as coisas mudaram. Os momentos difíceis que atravessamos, a alteração dos hábitos, os requisitos que uma nova sociedade impôs - e ainda bem -, levam à necessidade absoluta de competitividade e sofisticação. Isto sem olvidar, a simplicidade – não confundir com o simplório – e a simpatia, bem como sem cair, como é óbvio, na subserviência e muito menos no servilismo, o que, infelizmente, está presentemente muito na moda, pois dá direito, ano após ano, a prebendas, para não dizer, desculpem-me o termo prosaico, mas verdadeiro, sinecuras, as quais, muitas das vezes, mais não são que meras migalhas com que se lambuzam como se fossem o manjar dos manjares.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:55
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Novembro 12 2012

Escrevo este texto antes da chegada de Angela Merkel a Portugal e, por isso, sem ter conhecimento das repercussões que a mesma gerou. Bem sei que falar neste momento das relações entre Portugal e a Alemanha é como levar para cima da mesa algo tipo caldo azedo. Existem muitos sound bites no ar, frases feitas, por um lado, de uma enorme demagogia, e, por outro, de enorme ignorância.

O certo é que se perguntarmos a qualquer continental sobre a dívida da Madeira, poucos haverão que não digam que é uma pouca vergonha, que assim não custa fazer e mostrar obra, pois sabem, de antemão, que são os outros a pagar a factura. Agora, caro leitor, peço-lhe que faça um pequeno exercício de memória e raciocine como qualquer alemão sobre a dívida dos portugueses. A resposta é só uma: dirão o mesmo que dizemos sobre os madeirenses. Querem obras, consumo igual aos países ricos do norte da Europa e um regime social com enormes regalias – educação e saúde gratuitas, justiça ao preço da chuva e pensões altas -, entre outras mordomias? Se sim, então paguem tudo isso com o vosso suor.

E não me venham com a conversa da treta de que trabalhamos tantas ou mais horas que os alemães. É que uma coisa é estar no local de trabalho, outra bem diferente é produzir. E, digo novamente o que já aqui repeti por várias vezes: a nossa produtividade em comparação com os países da Europa do norte e, sobretudo, com os alemães, que é o caso em questão, não tem comparação.

Já agora, uma vez que neste fim-de-semana, se falou, muitíssimo e mais uma vez, de romper o acordo com a troika, atrevo-me a perguntar: e depois como viveríamos? Como seriam pagos os ordenados dos funcionários públicos, as pensões e os subsídios? E com que dinheiro adquiríamos o petróleo, matérias-primas para a indústria que não possuímos e outros bens de primeira necessidade?

Como bem sabemos, se tal ideia fosse avante – o diabo seja cego, surdo e mudo - os proponentes de tal, outrora designados como pais dos povo, guias de radiantes amanhãs que eternamente se cantariam, seriam os primeiros a regalar-se e nada lhes faltaria. E o resto da população? É que já vimos este filme variadíssimas vezes e com remakes efectuados em todos os continentes.

 

Adenda – Vistas as manifestações nos diferentes telejornais, estas, afinal, não passaram de ajuntamentos de poucas dezenas de pessoas, prova evidente que os portugueses sabem o que verdadeiramente conta.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:01

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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