O meu ponto de vista

Julho 30 2012

Todos conhecemos o ditado popular “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Na realidade, não temos dinheiro, devemos e vamos continuar a dever muito a muitos. Os debates televisivos sucedem-se a um ritmo alucinante, as opiniões variam, a agitação social começa a emergir – aposto que lá para o Outono será maior -, mas façamos o que façamos, analisemos o que há para analisar, a verdade é que temos um enorme problema.

Como em qualquer casa de família, não havendo dinheiro, só resta uma solução: cortar seriamente nas despesas. Os limites foram de tal modo ultrapassados que se torna absolutamente necessário não só cortar nas “gorduras” mas também nalguma “carne”.

É difícil viver este transe económico? Custa perder privilégios? O desemprego assusta-nos? A incerteza do amanhã traz-nos apreensivos e angustiados? Evidentemente que a resposta a esta e a muitas outras questões semelhantes só pode ser sim. Todavia, existe um caminho alternativo? Se sim, expliquem-me como pode uma família, indefinidamente, gastar 120 quando os seus proventos são apenas 100.

Um outro ditado diz-nos que “quem não trabuca, não manduca” e, conforme venho dizendo, mais que um período de direitos, vivemos um tempo de deveres.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:55
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Julho 25 2012

Por vezes, é bom vasculhar documentos, artigos, pensamentos que se guardam, seja em dossiers, seja em cadernos, ou ainda, como ultimamente é costume em ficheiros de computador.

Hoje, num espaço de tempo livre, entre os meus afazeres agrícolas e um compromisso social, resolvi vasculhar um arquivador onde, de entre outros, está guardado um texto dos finais do século passado, editado pela UNESCO, o qual sistematizava os quatro “saberes-chave” de qualquer processo de desenvolvimento: identificar o que é necessário saber; ter consciência do que é preciso saber fazer; possur probidade de as que diferenças devem ser integradoras; e, por fim, saber estar comprometido com a ética do próprio desenvolvimento.

Estes saberes, identificados pela UNESCO como orientadores das boas políticas de Educação – prefiro, pessoalmente, chamar-lhe Ensino -, podem e devem – é minha convicção - transferir-se para outras áreas de actividade e serem, até, matriz para uma adequada forma de estar na vida em geral.

Apesar de ter plena consciência de que basta uma ou duas maçãs podres para estragar o melhor cesto de frutas, também sei que a maioria da classe docente, sem falsas modéstias, respeita, como poucas, aqueles quatro pilares quando se lança na tarefa de construir e reconstruir uma sociedade melhor. E, sem sombra para dúvidas, esta é, seguramente, uma das suas/nossas melhores mais-valias, uma vantagem que supera, de longe, as ervas daninhas que também existem neste jardim ensinante à beira-mar plantado.

É isso que faz com que os nossos jovens – felizmente ou infelizmente, não sei! – sejam bem recebidos noutros países, onde podem investir os saberes que no seu torrão natal adquiriram, na certeza de ser este um dos caminhos que legitima a vontade de partir.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:05

Julho 20 2012

Muitos de nós interrogamo-nos constantemente sobre o que é importante, quer estejamos a discorrer sobre o plano pessoal ou profissional. A resposta só pode ser uma: acreditar nos objectivos traçados, seguido de uma paixão pelos mesmos e, sobretudo, possuir uma dedicação correspondente a essa paixão.

Sendo certo que todos possuímos determinados talentos, falta, mais vezes que as aconselháveis, capacidade de arriscar. Não ter excessivas limitações na procura de soluções, não estacar frente ao menor obstáculo, recusar sofrer por antecipação – somos, talvez por genética, especialistas neste ramo -, é fundamental.

A actual conjuntura obriga, cada um de nós, a mostrar o seu verdadeiro valor enquanto indivíduos, antes mesmo de os renunciar, por muito válidos que sejam os argumentos para tal. Já o escrevi, e não me canso de o repetir, é nestas alturas que se vê em que cadinho fomos moldados.

Estando em causa a sustentabilidade de cada um de nós e, porque não vivemos numa ilha isolada, consequentemente da sociedade, o futuro depende dos talentos que estamos dispostos a colocar em jogo. Aliás, há ditado popular que alude ao facto de, em cada um de nós, “existirem forças que nunca viram o sol”. Assim, sem a menor dúvida, todos, sem excepção, temos talentos que nunca os colocámos a render. Ora, são esses talentos, esses esforços e dedicações escondidas que têm que vir ao de cima.

Contudo, também sei que falar e/ou escrever é fácil. Dou um exemplo: ninguém tem dúvidas que Portugal não estaria, neste momento, em tão grande aflição se recorresse, mais cedo, à ajuda internacional para fazer frente às suas dificuldades financeiras. Nesta ordem de ideias levanta-se uma interrogação pertinente: então, porque não se fez? A resposta assenta no facto de ninguém gostar de demonstrar, a quem quer que seja que, por um lado, as suas acções (políticas ou não) falharam, e, por isso, estão a passar por dificuldades, apesar das mesmas, na maior parte das vezes, serem mais que públicas. Assim, resta, como se diz na gíria popular, “empurrar, para a frente, o problema com a barriga” ou, dito de outro modo, “varrer-se as contrariedades para debaixo do tapete”.

Por outro, tal pedido implica, como se sabe e não há como o negar - a prática aí está a demonstrá-lo - alguma perda de independência. Todavia, entre os anéis e os dedos não há hipótese de escolha. Por muito que queiramos e acharmos que merecemos, não podemos ter, simultaneamente, “chuva no nabal e sol na eira”. Para além da vida ser um constante desafio aos respectivos ciclos, há que, em cada momento, saber discernir o que é mais importante. Haverá alguém que possa dizer que, num momento ou outro, não teve de engolir sapos, senão mesmo elefantes vivos?

No entanto, em boa verdade, tenho que reconhecer que, legitimamente, existe, em cada um de nós, um sentimento de orgulho, e porque não dizê-lo, até uma certa vaidade, em afirmar que consegue resolver os problemas sozinho, ou seja, sem necessitar da ajuda de quem quer que seja. Porém, não admitindo qualquer forma de subserviência, a realidade da vida ensina-nos que tudo isso são palavras ocas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:40
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Julho 19 2012

Posso, eu, falar de uma cultura, ou melhor, de uma identidade cultural do homem que habita em mim? Entendo que sim.

O torrão natal onde moro é um território perfeitamente identificado que, nos tempos modernos, se foi estruturando em redor da “Rota da Bairrada”, que lhe deu o nome, mas ao longo dos séculos foi construindo identidade própria, centrada principalmente na cultura da vinha, no apego à terra, e numa dialéctica permanente com a aragem marítima, constituindo, desta forma, comunidades de agricultores de elevado potencial.

Sendo uma região, de certo modo, designada de ruralidade moderna, a Bairrada, para além de uma claríssima diferenciação na morfologia do seu território – um misto de pequenos vales e milhares de colinas suaves, com excepção do Bussaco, a sul, e o Caramulo, a norte, as quais a delimitam –, com o verde das vinhas, pomares e culturas diversas a pintá-la quase todo o ano, e o azul do mar – sempre a dois passos – herdou traços culturais perfeitamente distintos.

Foi neste misto de cultura que fui criado, me formei para a vida adulta e me moldei no homem que hoje sou. Para o mal e para o bem, certo que, sem vangloriações vãs, mas também sem falsas modéstias, o segundo é superior ao primeiro.

Foi, pois, através desta segmentação geográfica e cultural que sou aquilo que hoje sou, i.e., tendo como lema de quem “é fiel no pouco, igualmente é fiel no muito”. Dito desta forma, e com a autoridade de quem sempre norteou a sua vida por linhas rectas, com objectivos perfeitamente delineados e completamente cristalinos, não se incomodando com os obstáculos que pelo caminho foi encontrando, e muito menos tentando contorná-los, ou ainda recusando, de todo, alcatifar veredas ou caminhos mais espinhosos, percebo que não é fácil discernir quem é seguro no muito, na abundância ou na prosperidade, mas também verdadeiro no pouco, na escassez ou dificuldade.

Qualquer pessoa não vive isolada. Faz parte de uma organização que, no fundo, é uma mini-sociedade e, portanto, todas as regras sociais lhe são aplicáveis. Não havendo ninguém que desminta que vivemos tempos de adversidade, de escassez, de ambiguidade e de incerteza, também não deixa de ser menos verdade que é nestes tempos que se destacam os verdadeiros homens, aqueles que a posteridade escreve com letra maiúscula. E de uma coisa podemos ter a certeza: quem apenas se compromete nos momentos fáceis – recepções, festas, encontros e outros eventos afins – não será confiável nos momentos menos prósperos.

Os exemplos estão à vista. Só não vê quem não quer!

publicado por Hernani de J. Pereira às 15:10
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Julho 16 2012

Para aqueles que, como eu, gostam de fotografia sabem que se captarmos uma imagem de um ponto mais elevado, com uma lente de grande ocular, é perfeitamente normal que, por exemplo, as figuras humanas apareçam ao longe, com as suas características físicas praticamente imperceptíveis.

Por outro lado, ao tentarmos obter uma fotografia, igualmente de um ponto elevado, mas se dispararmos a máquina a algo que se situe a curta distância desta, a imagem obtida terá muito provavelmente um enquadramento em que uma pessoa, um animal, uma árvore, ou outra coisa qualquer, é dominante e o contexto em redor completamente esquecido ou desvalorizado. É aquilo que na gíria se designa por bigclose.

Uma coisa é certa: quer nos planos gerais, quer nos bigclose perdemos sempre informação, na maior das vezes, aquela que é a mais importante.

Ora, isto acontece na fotografia, mas também acontece na nossa vida familiar e também na política. E por muito que tentamos evitar um ou outro, manda a verdade dizer que a nossa análise sofre sempre do aludido mal.

Tendemos, uns mais que outros, como é óbvio, a chamar para primeiro plano os nossos interesses, numa atitude egoísta, no caso da vida familiar/afectiva, ou corporativa, no caso da política. Por isso, é necessário estar alerta para os grandes planos gerais que esquecem e ignoram as características das pessoas que acabam por ficar sem grande definição.

Mas também o bigclose, ou usando uma terminologia popular, o olhar apenas para o umbigo, origina apenas a visualização dos nossos interesses imediatos, independentemente de no passado termos usufruído da visão global dos outros.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:44
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Julho 12 2012

Tenho manifestado pelo desemprego uma preocupação constante e são, sem sombra para dúvidas, vários os textos em que, aqui e noutros meios de comunicação social, tenho feito eco de tal. Por isso, considero os actuais 15% de taxa de desemprego - com tendência para aumentar - totalmente alarmantes, essencialmente pelo que representa no contexto da débil estrutura económica e social que caracteriza o nosso país.

De modo algum quero ser designado como profeta da desgraça, até porque, quem me conhece sabe que, por natureza, sou optimista e adepto confesso do empreendorismo, como reacção à adversidade e com a visão de que as crises acarretam sempre novas oportunidades.

Todavia, a vivência e a reflexão sobre a situação levam-me à conclusão de que a criação de emprego deve vir do sector privado e não do Estado. Contudo, a este requer-se apenas uma aposta forte na educação, ao nível do saber e da formação humana e científica: saber escrever e falar português e inglês, ter conhecimentos matemáticos e experiência técnico-científico, sobretudo no âmbito profissional. Adito ainda que esta deve possuir uma formação baseada nos valores da transparência, cooperação, solidariedade, rigor e, principalmente, trabalho.

Por outro lado, é preciso flexibilidade no trabalho. Não um trabalho sem direitos, como é o caso dos falsos “recibos verdes”, mas algo que potencie e concretize o emprego. É necessário respeitar os normativos legais e, simultaneamente, combater a burocracia que tanto asfixia as empresas como o mais comum dos cidadãos. Porém, não se pode deixar à solta – daí a indispensabilidade de inspecções severas – a economia suja, paralela e a ilegalidade.

É urgente o combate, sem tréguas, à corrupção e ao tráfico de influências. Em todos os sectores, sem excepção.

Já agora, acrescento que, para bom entendedor, meia palavra basta …

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:47

Julho 06 2012

A recente polémica sobre a contratação de enfermeiros e, segundo se diz, também nutricionistas para trabalharem em dependências do Ministério da Saúde, a cerca de 3,96 €/hora, veio incendiar o mercado das empresas de outsourcing em matéria de recursos humanos (RH).

No entanto, estas empresas, igualmente designadas de trabalho temporário, há muito que vem operando no mercado português e manda a verdade dizer que permitem encontrar, na maior parte das vezes, metodologias adequadas, através de um importante trabalho de consultoria, com demonstração de resultados e libertando as empresas de tarefas que não são consideradas nucleares.

É evidente que o que se passa nas grandes empresas é diferente. Estas, como detentoras de grandes estruturas, possuem departamentos responsáveis pela gestão de RH. Já em pequenas e médias empresas, ou em organizações descentralizadas, como é o caso aludido, existem necessidades que envolvem diligências que motivam problemas logísticos, para os quais o outsourcing em termos de RH é fundamental.

Já agora, compreendendo que qualquer pessoa, licenciada ou não, queira ganhar sempre mais, já me custa a entender o alarido provocado por tal pagamento. Senão vejamos: 3,96 € x 7 horas ao dia x 22 dias por mês, perfaz 609,84 €. Ora, quantos licenciados e até mestres não estão, nos mais diferentes locais de trabalho, a ganhar muito menos que isso? Ou será que nunca ouviram falar na “geração dos 500” – euros, como é óbvio.

A única diferença é que uns têm estruturas sindicais fortes, poderosíssimos lobbys na rectaguarda, os quais, de imediato, fazem aparecer parangonas nos jornais e são notícia de abertura nos telejornais; outros, coitados, estão entregues à sua sorte.

E não me venham com o facto de uns nos tratarem da saúde e os outros não, uma vez todos sermos imprescindíveis e, se trabalharmos honestamente, sermos iguais mais-valias.

Todavia, não quero deixar de mencionar que independentemente do sector profissional, a todos devem ser oferecidas condições o mais aliciantes e motivadoras possíveis. E, neste sentido, a política de remuneração é fundamental.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:10
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Julho 05 2012

Afinal a solução passa, de acordo com a resolução do Tribunal Constitucional, por estender os cortes a todos os trabalhadores e pensionistas, através de um imposto especial.

Ora, bolas. Lá se vão as boas notícias!

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:23
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Julho 05 2012

Escrevo sem ter grandes pormenores, uma vez que apenas há poucos minutos a SIC divulgou como notícia de última hora, a informação de que o Tribunal Constitucional vetou o corte dos subsídios de férias e Natal aos funcionários públicos, mas com efeito apenas para o próximo ano.

A concretizar-se tal medida, o défice que este ano já será extremamente difícil acabar nos 4,5%, será impossível ficar nos 3% em 2013.

Sem sombra para dúvida, estamos perante um grande imbróglio.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:45

Julho 04 2012

É muito natural, nesta época do ano, diminuir a intensidade de escrita, principalmente para os docentes que são também bloggers. Nessa ordem de ideias, não fazia intenção de hoje escrever o que quer que fosse.

Todavia, não resisti e eis-me a discorrer sobre algo que estava longe de pensar que iria garatujar.

Não se preocupem que não vou falar sobre o rumo de sacrifícios que estão a ser exigidos essencialmente à classe média, colocando em causa a existência de um dos principais esteios de qualquer sociedade, tudo porque ao longo dos últimos anos, sobretudo porque, durante os derradeiros consulados socialistas, não fizemos o trabalho de casa e limitámo-nos a agir como a cigarra, i.e., cantando e assobiando para o lado.

Vou falar sim, da chegada do pior que se fazia nos CNO’s, ou seja dando diplomas a pataco, ao ensino superior, como hoje se soube, ao ter-se conhecimento de que se pode tirar uma licenciatura de três anos em apenas um.

Pode ser e acredito que tudo tenha decorrido na maior da legalidade. Todavia, isso não me impede de dizer que eticamente e moralmente se tratou de um erro e que algo ocorreu mal no “reino da Dinamarca”.

E falávamos nós da licenciatura de Sócrates!!!

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:38
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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