O meu ponto de vista

Junho 29 2012

Todos nós já por diversas vezes e pelas mais variadas razões contactámos com o funcionalismo público. Enquanto cidadãos diariamente somos confrontados, directa e indirectamente, com a necessidade de interagir com diversas instituições públicas, quer sejam elas direcções gerais dos ministérios, repartições de finanças, câmaras municipais, juntas de freguesia, entre tantas outras. Estas relações são por motivos tão díspares como a renovação da carta de condução ou a obtenção do cartão de cidadão, a criação da empresa na hora ou um pedido de certificado de residência ou mesmo o nascimento de um filho.

Quando questionados sobre o funcionamento destas instituições, nas respostas, ao longo dos anos, transparece um negativismo muito profundo e que se enraizou na cultura nacional. Porém, falar da Administração Pública não é somente falar de uma enorme máquina, ainda por cima disfuncional e desarticulada face às reais necessidades dos cidadãos, pois veja-se os inúmeros reconhecimentos internacionais que muitas direcções gerais têm ganho devido à criação e implementação de processos de boas práticas e sistemas capazes de facilitar a interação com os cidadãos e com o tecido empresarial. Ninguém coloca em causa que as Lojas do Cidadão são um caso de sucesso.

Por outro lado, também é certo que ao longo das últimas décadas tem sido notória uma transformação na Administração Pública, a qual tem procurado estar cada vez mais focada numa prestação de serviços de elevada qualidade ao cidadão através de processos simplificados e cada vez mais intuitivos.

Contudo, diga-se também em abono da verdade, que muitos destes projectos de melhoria começam por inquietações sentidas pelo cidadão comum, e não pelos responsáveis máximos das instituições. É através da auscultação das reações dos cidadãos e em contacto com os seus pares que se nota a preocupação na melhoria dos serviços, muitas vezes contra ou mesmo à revelia das chefias. É evidente que existem excepções mas, como diz o ditado, só confirmam a regra.

Sendo verdade que o índice de produtividade nacional se encontra abaixo da média europeia, torna-se pertinente e imprescindível avaliar as razões para a incapacidade estrutural de não se conseguir atingir níveis de crescimento produtivo semelhante aos restantes países europeus e, sobretudo, procurar saber o que poderá influenciar e inverter esta tendência negativa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:24
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Junho 27 2012

Relembrando Sérgio Godinho, jamais as anteriores ministras de educação – a propósito da Parque Escolar, recordam-se? -, foi bonita a festa, pá! Na verdade, foi bonito de se ver. Eu, à semelhança de muitos portugueses, que em tempos bem recentes tanto criticámos e preparação da nossa selecção, não acreditando que passasse da fase de grupos, o certo é que, felizmente, tivemos que nos render à evidência e reconhecer que, afinal, por mérito do treinador/seleccionador ou dos jogadores – afinal isso importa? – somos uma das melhores equipas da Europa e que, sem sombra para dúvidas, merecíamos estar na final.

Não tenho possibilidades de estar em Lisboa aquando da chegada da nossa selecção, mas se isso me fosse permitido, não hesitaria em juntar a minha voz, a todos os que, no Aeroporto da Portela, de cachecol e bandeira desfralgada, irão gritar, bem alto, PORTUGAL.

Concretamente, é verdade, que não trouxemos o “caneco”, mas também não deixa de ser uma certeza absoluta que trazemos a nossa honra intacta e a certeza de que no futebol, como tudo na vida, há injustiças gritantes. Hoje foi uma delas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:35
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Junho 26 2012

Bem podia escrever sobre mil e uma coisas. Nos dias que correm, assunto para comentar ou reflectir não falta.

Aliás, não foi por acaso que, hoje, foi um dos dias em que de manhã pensei uma coisa e à tarde fiz outra. Contradições? Sim, reconheço que é verdade! Mas pergunto: quem não as tem, nem que seja uma vez ou outra?

Todavia, é verdade que foi um belo dia. Dos dias em que podemos afirmar que amamos com o coração, mas que também desejamos com os olhos.

Voltando, porém, ao cerne da questão, não quero reverberar sobre este ou aquele aspecto, nem sequer sobre a vaga de calor que, de repente nos abrasa e nos abafa.

Unicamente, reafirmo a certeza de que, amanhã, vamos continuar na caminhada da conquista do “caneco" Euro 2012, ou seja, vencendo os nuestros hermanos, os quais, se têm vangloriado que até nos “comem vivos”.

Coitados, esquecem-se da Padeira de Aljubarrota!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:29
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Junho 25 2012

Gosto de olhar para as coisas e ver como elas se relacionam com a História, com o contexto ou com o ambiente, ou mesmo com o vento e o sol. No fundo, tento descortinar a materialidade do lugar onde estão materializadas.

Conhecer o contexto histórico do lugar e analisar os eventos é uma inspiração diária. Por isso, lido com os objectos de um modo performativo e, assim, tento vislumbrar o que têm mais para dizer que as suas simples funções iniciais.

Querer mudar o mundo é uma força impulsionadora comum à maioria das pessoas e, assim, não admira querer sempre fazer mais e melhor. Isto porque a mudança é para as pessoas e não o contrário. As pessoas são as ferramentas. Todavia, estas podem ser usadas para o melhor ou para o pior. A menos que seja motivador e inspirador, podem até agravar as coisas. Se queremos transformar para melhor, porque acalentamos esse sonho, tem, então, de existir um compromisso a 100% com esse desejo. E compreender, ou pelo menos acreditar, que estamos a fazer o melhor.

No entanto, não deve ser uma mudança dogmática, mas antes uma mudança relacionada com sensibilidades das pessoas. Tal postura potencia, lentamente, uma mudança gradual de atitude de quem nos rodeia, onde nós e os outros podemos fazer descobertas.

Acredito que em tempo de mudança o foco deve colocar-se no exercício de actividades de uma forma integrada, multidisciplinar e completa, onde a tecnologia, a arquitectura, a sociologia, a literatura, a filosofia crescem juntas e tomam uma forma mais holística de aproximação à arte.

Quem não quer, hoje-em-dia, quebrar, senão todas, pelo menos algumas barreiras? Contudo, nos últimos anos temos estado demasiado focados em nós próprios, o que, por um lado, é natural e compreensível, por outro impede-nos de ultrapassar os obstáculos, de vermos a mudança em relação ao espaço público, lugar onde podemos ser livres.

Já agora, porque vem a talhe de foice, dois óbices a apontar: um é olharmos apenas para o nosso umbigo, i.e., poucos existem capazes de dizer que não trabalham mais que qualquer outro, que a sua profissão é mais leve, que possuem regalias maiores que os outros e, a cereja em cima do bolo, que auferem um vencimento superior ao trabalho e às responsabilidades que têm; outro, é um vício nacional, algo tão intrínseco que já faz parte da nossa genética, ou seja, somos óptimos em recalcitrar por trás, quanto muito sussurrando, não vá as paredes terem ouvidos, uma vez que, pela frente, raros são aqueles que se atrevem a dizer que o rei vai nu. Capazes de engolir autênticos sapos e, para além de nos calarmos, ainda aplaudimos. Dizer algo só se for pelas costas.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:26
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Junho 22 2012

Andavam distraídos, passeando à beira-mar, alheados de tudo e de todos, cada um mergulhado nos seus próprios pensamentos. Nem a forte agitação marítima e o grasnar incessante das gaivotas os despertava do torpor que os tinha assaltado. Vagueavam por ali, como podiam andar a vaguear por qualquer outro lado. O silêncio entre ambos sobrepunha-se, ruidosamente, ao som que os rodeava.

Num ímpeto, quase de supetão, disse-lhe ela:

- “Sabes, sinto-me desmotivada, quase infeliz, ansiosa e, pior que isso, com uma frustração crescente”.

Ele olhou-a, longamente, como se estivesse a vê-la pela primeira vez, fez um leve trejeito com os lábios, como que fosse para dizer algo, mas, quase de imediato, como se estivesse com receio, a boca voltou a cerrar-se e nada proferiu.

E o caminhar, penoso, a contragosto, avançou naquele fim-de-dia, fazendo com as marcas dos seus pés ficassem, cada vez mais, impressas na areia molhada, quase parecendo que, de repente, os seus corpos tivessem adquirido o dobro do peso.

O silêncio doía-lhe de tal modo que quis adiantar algo que suavizasse o ambiente. Contudo, notando no rosto dele uma mudança de humor, nada acrescentou e, apenas, intuiu para si própria que a relação não apresentava perspectivas de evolução, para além de, por vezes – mais das que gostaria -, o relacionamento se tornar difícil, isto para usar uma expressão benévola.

Passados uns minutos, que mais pareceram horas, ele pegou-lhe no braço, obrigando-a a olhá-lo de frente, e disse:

- “Não calculas como te compreendo! Bem sei que outra atitude faria milagres. Porém, a paixão não se compra, nem o relacionamento pode ser um meio-termo e, por isso, é tão difícil de alcançar.”

E, num arrojo, continuou:

- “Bem sabes que são vários os factores que podem levar ao caminho de saída, do abandono. A desmotivação e a insatisfação são as principais, mas existem outros. O segredo está – uma vez interiorizada a convicção de que a mudança é o único passo possível – em saber fazer da saída um aspecto positivo.”

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:24

Junho 19 2012

A maioria dos portugueses, hoje em dia, é capaz de jurar, a pés juntos, que está bem pior do que há um ano atrás. Pensar com detenção, informar-se sobre o porquê de tal estado é que é difícil.

Contudo, para responder à questão do pior, basta ver, na praça da justiça, os efeitos dramáticos das teias de corrupção e dos grotescos interesses que nos conduziram a este sentimento colectivo de bancarrota económica e, mais grave ainda, moral.

Em boa verdade, é devido à incompetência de alguns – não são tão poucos como isso - e à desonestidade de outros que a multidão desprotegida, dos que não têm emprego, não têm comida e não veem futuro à sua frente, clama justiça.

Os dinossauros da política e dos sindicatos continuam intocáveis. E isto é o que de pior se passou nas últimas décadas. Trata-se de uma situação de grande injustiça, pois quando há mudanças, essas são invariavelmente canalizadas para os que menos têm. Até parece que, nos dias de hoje, a lenda do Robin dos Bosques se inverteu. Mas, se algum voto posso fazer é que, apesar dos enormes sacrifícios que os portugueses carregam diariamente sobre os seus ombros, sejam capazes de preservar a paz social. É que, embora o desafio seja colossal, matar o emissário das más notícias, para além de não resolver nada, seria um erro crucial.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:25

Junho 18 2012

Hoje não quero falar sobre soluções para a economia ou efectuar qualquer alusão a conceitos de empreendorismo. Aliás, também pretendo ignorar a aversão ao risco que afecta a maioria dos portugueses, esquecer o mau desempenho e a consequente falta de produtividade, algo que nos é tão característico, bem como rejeitar todas as menções ao desemprego que assola drasticamente uma parte substancial da população e, sobretudo, os mais jovens.

Hoje quero apenas falar da selecção de todos nós. À semelhança de grande parte dos portugueses, também eu, ontem, sofri, gritei e exultei de alegria, como, aliás, já o tinha feito nos jogos anteriores. Bem, contra a Alemanha foi só sofrimento, já que alegrias nem vê-las. Já agora diga-se em abono da verdade que, ultimamente, os jogos de Portugal, como se costuma dizer, têm sido impróprios para cardíacos. E digo mais, a sofrer assim, um dia destes arrisco-me a ter uma úlcera tantas são as dores e preocupações sentidas desafio após desafio.

Por isso, que se lixe – perdoem-me a expressão menos prosaica -, pelo menos enquanto estivermos no Euro 2012, o empreendorismo, a abertura de novos alicerces, a articulação entre os interesses privados e públicos, a ausência de cooperação institucional, a falta de estratégia empresarial, já que o importante é que o CR7 ou outro qualquer marquem golos à República Checa na próxima quinta-feira e, como é óbvio, que a nossa defesa saiba cumprir a sua obrigação.

Por estes dias, o que quero é continuar a sonhar que o “caneco” pode ser nosso. E viva Portugal!

O resto, depois se verá.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:55
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Junho 14 2012

Amiúde ouvimos dizer que o número crescente de problemas relacionados com a indisciplina nas escolas, a qual, muitas vezes, é verdadeira delinquência juvenil, bem como a rejeição do valor da educação ou do trabalho, torna pertinente a existência de modelos de intervenção social, ancorados numa perspectiva que integre as dimensões educativa, social e económica. Só assim será possível criar mecanismos de resposta eficazes orientados para o desenvolvimento da autonomia, exercício da cidadania e para o aumento do desempenho escolar, especialmente dos jovens em situação de maior desfavorecimento.

Que são palavras bonitas, as quais, durante décadas, nos fizeram acreditar, através de lavagem constante ao cérebro, no canto da sereia, lá isso é verdade.

Todavia, este tipo de conversa ou outras similares, do mais puro e autêntico eduquês, não passando de autênticas balelas para os tolos enganar, tem conduzido à degradação constante do nosso ensino. Infelizmente, porém, ainda existe, entre a classe docente, muitos seguidores deste axioma, onde impera a teoria de que “não existem maus rapazes”.

O rigor, a disciplina, o cumprimento integral dos deveres, os quais devem vir primeiro do que os direitos – aliás, só entendo a existência destes se aqueles forem aplicados primordialmente -, são as palavras-chave para o sucesso da escola, sobretudo, da escola pública. Afirmar e pior ainda, dar a entender na prática, o contrário, é falacioso e não querer que o país progrida por via do ensino.

Bem sei que existem docentes adeptos da simples palavra, ferozes combatentes do castigo, fugindo da aplicação de sanções como o diabo foge da cruz, conscientes de que o crescimento dos jovens também se deve manifestar nos mais diversos moldes, incluindo, por vezes, a violência física e verbal. E também conheço alguns responsáveis para quem as queixas dos professores – agora já não são colegas (!) – relativamente à grave indisciplina que grassa nas salas de aula, corredores e recreios mais não são do que fruto dos exageros de alguém sem força. Ah, como lhes fazia bem voltar às salas de aula!

De uma vez por todas, há que nos capacitarmos de que sem pulso forte – não há que ter medo das palavras - não existe ensino de qualidade. Dou achádegos a quem me conseguir provar o contrário.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:05

Junho 13 2012

Aquilo que era verdade ontem, hoje é duvidoso, para não dizer que é mentira. No entanto, andam por aí muitos vendedores de ilusões, quais vendilhões do Templo. É certo que andam por motivos diferentes, a saber: a uns não convém a verdade; outros ainda não perceberam que o mundo mudou. E mudou de tal modo que mergulhou num processo de transformação que tornou mito o que antes era realidade.

E já lá dizia o poeta “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. E sendo certo que ao longo dos últimos tempos algumas vontades mudaram, também não deixa de ser verdade que outros se recusam a ver o óbvio e, por conseguinte, a mudar. E de entre as vontades que têm de mudar, as mais básicas, i.e., as ligadas às necessidades e motivos, começam sempre pelas de sobrevivência. O resto são modas!

A realidade está à vista de todos. O modelo económico está moribundo, o paradigma social a mudar, o conceito de qualidade de vida também e os principais inimigos dos trabalhadores parecem(!!!) ser aqueles que os dizem representar. Resta-nos agarrar o essencial: ter de comer, onde dormir, ter saúde e, sobretudo, ter trabalho.

Reflectir sobre o pior e o melhor que, ao longo destas últimas décadas, fomos capazes de fazer é um exercício doloroso de autoavaliação e não está, infelizmente, ao alcance de todos. Tal pode evocar o desespero de uma geração que passou pela guerra, acreditou piamente na liberdade e num futuro mais risonho, para além de se ter embriagado pelos cravos de Abril. Todavia, raramente foi capaz de seleccionar os mais capazes e em muitos casos deixou o destino do país nas mãos de políticos com credenciais forjadas, ora em escolas partidárias, ora em universidades domingueiras.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:09

Junho 12 2012

Apesar de ultimamente não se ter visto, recordam-se, com toda a certeza, do anúncio de um dos melhores licores portugueses e que, há poucos meses, fazia furor. Trata-se, como já devem ter depreendido, do Licor Beirão. E nomeio-o sem rebuço, sabendo, de antemão, que não vou, nem quero, receber qualquer bónus por efeito da publicidade.

Não haja dúvida que se trata de um dos mais famosos licores de Portugal, cuja notoriedade também advém da originalidade das respectivas campanhas publicitárias.

Reconhecendo que a sua propaganda tem sido eficaz, atrevo-me a receitar tal produto a muitos que por aí pululam. E eis-me a vê-los, tão queridos, em cartazes de rua e na imprensa local, erguendo os seus cálices, garantindo que a instituição está a dar o seu melhor. Elas e eles – independentemente da organização ou do corpo a que pertencem - sorriem, com a garrafa na mão, em imagens que nos lembram a necessidade de que é melhor ter que ser.

Todavia, digo eu, com a mais genuína das boas-vontades, não precisam de se “esforçar” muito para fazer crer que a instituição navega à vista, sem um rumo concreto, e muito menos com objectivos bem definidos.

As mais recentes “imagens” que estão a ser colocadas na comunidade, com lucros quase irrisórios, senão mesmo deficitários, lembram a esta que não se está a dar o melhor. E, infelizmente, para piorar o panorama, não se vê qualquer retorno por parte dos mais beneficiados – que existem, existem(!), bem o sabemos. Cheios de hesitações e tibiezas em matéria de afirmação, sofrendo também de uma deficiente coesão, salvam o barco, sem, contudo, o encher de peixe, a maioria dos marinheiros. Estes, na sua grande parte, bem tentam, sem necessidade de beber a tal bebida espirituosa, e muitas vezes sem comer, fazer ver que, afinal, as coisas não são tão más como as pintam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:29
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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