O meu ponto de vista

Abril 17 2012

Têm sido imensas as alterações anunciadas na educação para começar a vigorar no próximo ano lectivo, de entre as quais, destaca-se, pela sua relevância, o novo desenho de organização curricular do ensino básico e secundário.

Quem, porventura, tenha cogitado que por não ter dado abertamente a minha opinião sobre tal matéria é porque estive desatento está completamente enganado. Em tempo oportuno, nos locais que achei adequados, expressei oralmente e por escrito a minha opinião. Sendo certo que fui escutado nalguns itens e ignorado noutros, penso ser a altura devida para, publicamente, dizer o que penso sobre este assunto. Reflexão que, com toda a certeza, não se esgotará neste texto, pelo que o mais natural é voltar “à carga” noutra ocasião.

Mas vamos por partes.

O estabelecimento de exames – não concordo com o diminuto peso na classificação final – no quarto e sexto anos a Língua Portuguesa e Matemática são de saudar. Aliás, nunca deveriam ter sido extintos.

Já a continuação das Actividades Extra-Curriculares (AEC) no primeiro ciclo é de estranhar, pois, para além de pouca ou nenhuma valia trazerem ao ensino, é uma enorme fonte de despesismo. Isto para não falar de que as crianças, nestas idades, necessitam obrigatoriamente de brincar e jamais passar um dia inteiro dentro de quatro paredes. Só vejo uma explicação: o lobby dos pais é forte e há que lhes continuar a dar o que, de certo modo, sempre pretenderam, ou seja, ter os filhos o máximo de tempo à guarda da escola.

Entrando no segundo e terceiro ciclo, o fim, há muito anunciado, das áreas disciplinares não curriculares, vulgo NAC, é, sem sombra para dúvidas, das medidas mais acertadas a que urgia colocar ponto final. Como é por todos sabido, tal nasceu com a reorganização curricular implementada em 2001, pela mão da iluminada “eduquesa” e “xuxalista” que se dá pelo nome de Ana Maria Benavente, nunca dando quaisquer proventos, bem pelo contrário, pois era considerada uma autêntica perda de tempo. Os respectivos tempos lectivos, ao serem distribuídos pelas mais diversas disciplinas, é, sem dúvida, uma medida que vai ao encontro de uma velha reivindicação dos docentes e, por isso, em boa hora implementada.

Outra coisa, diferente, foi o desmembramento de Educação Visual e Tecnológica (EVT) em duas disciplinas distintas, dadas de semestralmente e de forma individual por dois docentes. Não concordo em absoluto, apesar de haver alguma lógica na decisão tomada e, assim, a compreender. Senão vejamos: aquando da dita reorganização curricular a docência desta disciplina era dada por dois docentes, sendo que obrigatoriamente um deles era de Educação Visual(EV) e outro de Trabalhos Manuais. Ora, tal imposição tinha como pressuposto a assunção do ensino de duas componentes – uma ligada à parte visual/estética, outra mais virada para a componente prática/tecnológica – aos alunos. Todavia, como é do conhecimento geral, a dita norma foi, pouco a pouco, caindo em desuso, ora por conveniência dos professores, ora por ausência de docentes de um dos “ramos”. E o certo é que na maioria das escolas EVT passou a ser dada quase exclusivamente por docentes com formação em EV, desvirtuando, deste modo, a alma mater da disciplina.

O que estou completamente em desacordo – e não pensem que estou a puxar a brasa à minha sardinha, pois a idade e número de anos de serviço dão-me a tranquilidade necessária para o não fazer – é com o fim de Educação Tecnológica (ET) no terceiro ciclo. Quanto muito, a proposta deixa à consideração das escolas optarem ou não, alternando com TIC, o ministrar da ET.

Ora, numa altura em que o desemprego se instala principalmente nas áreas humanísticas, deixamos que se liquide ou reduza o potencial dos discentes descobrirem a sua vocação, despertando-os para as mais variadas profissões técnicas, bem como prosseguirem, mais tarde, estudos no âmbito da engenharia, áreas de que o país tanto necessita.

Quando são os próprios empresários, nacionais e estrangeiros, a lamentarem a falta de formação dos nossos jovens, levando, inclusive, alguns a investirem em países com mão-de-obra mais qualificada, eis que o governo, com a presente proposta, dá a machada final. É o academicismo em força, ao arrepio das necessidades do país, repito, e do futuro dos nossos jovens.

Aliás, se observarmos o sistema educativo alemão e, sobretudo, o vigente nos países nórdicos que tanto gostamos de gabar, observamos um reforço da componente prática. Em Portugal, como sempre, adoramos inovar, mas pela negativa. Infelizmente.

A não ser que se queira voltar às antigas escolas técnicas. Todavia, se o caminho é esse, o mesmo não se faz de um momento para o outro e custa imenso dinheiro – edifícios, equipamentos, recursos humanos, etc. – coisa que, hoje-em-dia e nos anos mais próximos, como todos sabemos, não existe.

Quanto ao reforço horário das disciplinas ditas científicas, tenho as minhas dúvidas, uma vez que, como aqui, por diversas vezes, já escrevi, tal como os problemas do país não se resolvem apenas colocando mais dinheiro em cima – atente-se que foi isso que nos levou a um estado de pré-bancarrota -, também aqui o cerne da questão não está em ter mais ou menos horas, mas sim no apetrechamento de laboratórios e, sobretudo, no facto de haver ou não professores que saibam o que é uma experiência científica. Desconfio que vai ser mais do mesmo e, nessa ordem de ideias, o insucesso não vai diminuir, bem pelo contrário. Aliás, vejam-se os casos de Língua Portuguesa e Matemática que, por muito que o número de horas tenha aumentado, o insucesso não decresceu.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:54

Abril 16 2012

Chegou, sem glória e sem proveito, ao fim do seu reinado, paradoxalmente, coincidindo com o mês em que, discretamente, comemorou anteriormente a sua vitória. De Pirro, acrescento eu. Confirmou-se, assim, um desconfortável sentimento colectivo de que o ciclo do mel e do leite que tinha prometido chegara, num ápice, ao fim.

Os destinos voltaram a depender de mãos alheias e a maioria reconhece que, infelizmente, esta até é a melhor solução.

Ao racionalizar a situação, muitos já desconfiavam, na altura em que uma nova vaga se apoderava do anterior “império “, que tudo parecia bom de mais para ser verdade. E, embora tivesse prometido a utopia, faltando garantir, apenas por mero decoro, “amanhãs que cantam” – bem, os compagnons de route estavam lá e bem ajudaram à festa -, a realidade depressa se impôs à medida que se desbaratavam recursos, se corria atrás de miragens, empenhava ou vendia a herança e, por idealismos de uns ou incompetências de outros, caminhava a passos largos para o fim.

Mas a vida continua e porque a esperança é a última coisa a morrer, tem de continuar a acreditar que um dia voltará e em força. Por agora, um qualquer lugar serve, não que isso lhe confira mais sabedoria e inteligência, bem pelo contrário.

Já agora, a estratégia correcta era saber fazer a travessia no deserto de cabeça erguida, definindo prioridades e aplainando caminhos. Outros existem, talvez com melhores predicados, que o fazem de forma digna e não é por isso que os seus "parentes caem na lama".

 

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:33
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Abril 11 2012

Vi-a, o outro dia, passados que foram mais de dois anos desde o nosso último encontro. E manda a verdade dizer que, em todos os aspectos, acrescentou predicados acima das melhores expectativas. Não sei se foi através do reconhecimento (espontâneo!) das suas capacidades, das quais nunca duvidei, se foi pela compreensão das mensagens, embora sublimadas, que, com toda a certeza, eu e outros lhe dirigimos. O certo é que mudou e mudou para melhor. Quase que me atreveria a acrescentar que apenas o nome é o mesmo.

Já o escrevi e repito: a mudança é sempre um momento de expectativa e de grande carga emocional. Todavia, quando se encara a mudança, como, aliás, teve oportunidade de me dizer, enquanto bebíamos um café, como um novo desafio e oportunidade de melhoria, a expectativa transforma-se, de imediato, em entusiasmo, alegria e vontade de chegar mais longe.

Tendo mudado de emprego, abraçou a nova oportunidade com transparência e rigor, demonstrando um espírito de frontalidade que, pessoalmente, sempre soube que a caracterizava, mas por muito que lho dissessem que eram, em si, talentos natos, havia uma parte (substancial) dela que não acreditava.

Gostei de a rever. Os poucos minutos pareceram segundos. Bem sei que é daquelas frases feitas mas, à falta de outra – insuficiência minha - e por ser verdade, aqui a deixo. Era apenas nosso objectivo colocar, de certo modo, a conversa em dia, No entanto, o diálogo foi muito mais para além. Notei-lhe um propósito sólido. Uma vontade de se afirmar como pessoa energicamente empenhada em apresentar soluções para a vida, mas simultaneamente carente e ávida de uma entrega apaixonada, apesar de continuar a notar nos seus belos olhos de amêndoa doce aquele rasgo de independência – diga-se, de passagem, que se assim não fosse me desiludiria enormemente.

Acima de tudo, demonstraram-se sinais de esperança como quem procura soluções para a vida. Seja através de uma carreira profissionalmente bem-sucedida, seja através da meiguice a que a entrega pura e simples apenas dá. A preocupação com o bem-estar, a flexibilidade da conversa, sem em momento algum querer impor a sua vontade, e o modo de ser foram relevantes.

Ao despedir-se, num gesto dedicado, mas tendo presente o sentido do lugar, afirmou que a afectividade não se ganha – disse primeiramente conquista, palavra que depois retirou - nos primeiros tempos, pois nestes tudo é fácil, explicável e, sobretudo, desculpável. Quanto muito, demonstra-se interesse, acrescentou de seguida. A verdadeira afectividade, sinónimo de lealdade e de uma entrega dual e total, somente é demonstrável passado uns anos. Aqui sim, é a autêntica “prova dos nove”, rematou enquanto o beijo ressoava na face.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:12
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Abril 10 2012

A questão da (pseudo)sabedoria tem muito que se lhe diga. A vaidade, apesar de achar que todos devemos ter alguma, necessita obrigatoriamente de ser q.b. O limite do bom senso, neste campo é, muitas vezes, ultrapassado, passando ao objecto da parvoíce com a maior das facilidades. Aliás,  a discusão sobre legislação ou outro assunto qualquer que se desconhece, por muito que se use uma oratória rebuscada, não deixa de ser um perfeito disparate.

O factor de intervenção fora do contexto, usando uma linguagem pretensiosa, mas sem sentido, com uma terminologia, muitas vezes, quase incompreensível, não esconde um denodado conceito de superioridade, que se pode classificar, sem ter medo de errar, de balofo. Ah, como não conseguem ocultar os desejos de subir hierarquicamente, tanto a nível de gestão como de grau de ensino.

Quando menos se espera, o castelo dourado em que pensam que vivem, desmorona-se e a glória, para não falar da máscara, cai e aí o choro – no sentido literal do termo – e o ranger de dentes instala-se onde quer que seja.

Por outro lado, o sorriso permanente nos lábios – deviam ser pagos pela publicidade que fazem à marca de pasta de dentes que usam -, de modo algum, é sinónimo de genuína simpatia. Muitas vezes não passa de um disfarce, atrevendo-me, até, a dizer que, no fundo, esconde uma enorme insegurança.

A posição é de demonstrar até à saciedade, se necessário for, que aquilo que fazem é de qualidade superior e que jamais alguém lhes leva a palma. Mas, como acontece em muitos destes casos, no melhor pano cai a nódoa e, é assim, que se sucedem os lapsos, que as asneiras são quase uma constante, que as queixas surgem amiúde, e para usar uma expressão popular “acabam por dar com os burros na água”.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:06
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Abril 09 2012

Hoje o crepúsculo apresenta-se algo manchado para alguns.

Não obstante, para outros, diferentes sinais vislumbram-se no horizonte e, mais importante ainda, é com enorme clareza.

Se outros exemplos fossem necessários para corroborar o exposto, atente-se que que a nossa presença é requisitada, sinónimo de apreciação, cuja sensação nos faz sentir úteis e importante, desempenhando, até, actos altruísticos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:44
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Abril 08 2012

Cristo ressuscitou.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Que a paz do Senhor, o qual, através da sua morte e ressurreição, nos permitiu passar das trevas para a claridade da Luz, renove os corações de todas as mulheres e de todos os homens.

Uma Santa e Feliz Páscoa para todos vós.

publicado por Hernani de J. Pereira às 11:17
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Abril 07 2012

Concluído que está o Tríduo Pascal, é o momento para fazer uma reflexão sobre a vivência destes últimos dias.

E se algo me tocou foi o significado e a assunção da expiação. Sofrer por nós e pelos nossos é fácil e, diria até que, mais não fazemos que a nossa obrigação. Outra coisa, completamente distinta, é carregar os pecados dos outros, assumi-los e responsabilizar-se por tais.

Numa época em que o individualismo é, cada vez mais, sinónimo de um quotidiano (decadente), há que voltar a colocar os olhos e, sobretudo, o coração no que aconteceu há dois mil anos.

Tenho para comigo, sem falsa humildade, que carrego mil anos de ofensas. E se o digo não é por excesso de modéstia, mas por ser verdade. Aliás, por acreditar nas Sagradas Escrituras, não tenho a menor dúvida que, se, hoje morresse, a minha alma iria carregar forte fardo de provações - "quem estiver limpo que atire a primeira pedra”. Por isso, pronto a perdoar e a ser perdoado, indago se tal gesto seria entendido como tal ou, pura e simples, escarnecido.

Dilema que, quer se queira ou não,  dificulta dar o passo certo. Assim, nesta Páscoa, peço a Deus que me ajude a despedaçar tão inquietante questão.

Desnudei-me, sem que as minhas vestes fossem tiradas à sorte. Consciente desse acto, e com toda a minha "pequenez", tenho, de antemão, a perfeita noção do que representa tal gesto. Aguardo o sinal do(s) outro(s) lado(s).

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:42
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Abril 07 2012

Regressado, há pouco, das cerimónias de mais um dos dias que marcam, de forma indelével, o calendário de um cristão convicto: a Via-Sacra seguida da Celebração da Paixão do Senhor.

Cansado, mas feliz, faltam-me as palavras, o que me sobra em espírito. Por isso, pelos motivos que muitos de vós bem compreendereis, apenas citarei o Salmo 12-13, hoje, divinamente, cantado por uma voz cristalina e pura.

 

Fui escarnecido pelos meus inimigos,

Tornei-me o desprezo dos meus vizinhos,

e o terror dos meus conhecidos.

Todos evitam passar por mim.

Esqueceram-me como se fosse um morto

E tornei-me como objecto abandonado.

publicado por Hernani de J. Pereira às 02:01
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Abril 05 2012

Com a celebração da Quinta-Feira Santa inicia-se mais um Tríduo Pascal. Acabei de regressar da cerimónia que, de entre outros aspectos, evoca a cena do lava-pés de Jesus Cristo aos seus discípulos, sinal de quem se quis fazer o mais humilde dos humildes quando era o maior de entre os maiores.

Cerimónia presidida por um sacerdote negro, por sinal extremamente simpático, indício de que a sociedade, como tudo na vida, tem ciclos. Em tempos que já lá vão, séculos atrás de séculos, enviámos pessoas para evangelizar os mais distintos povos africanos. Hoje, por vontade de Deus, os papéis inverteram-se e, por isso, não admira sermos catequizados por missionários africanos. Senão fosse matéria muito séria, poderíamos dizer que se tratava de algo inusitado e, sobretudo, de uma “vingança” divina. Mas como diz o nosso povo “Deus escreve direito por linhas tortas”.

Todavia, o importante é a mensagem do dia. Deixou de ser necessário imolar o cordeiro, como os judeus faziam Páscoa após Páscoa, uma vez que Cristo, por amor de todos nós, assumiu esse papel. Ele é o Cordeiro presente, diariamente, na Sagrada Comunhão.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:38
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Abril 04 2012

O silêncio, a tentativa de camuflagem, a evasiva, as meias-palavras, numa tentativa de ocultar factos graves, como fosse possível esconder o gato e deixar o rabo de fora, são modos de agir dos tempos modernos, com os quais, por muito que me esforce, não consigo acompanhar.

Outro nível de actuação, hoje muito comum, é o recurso à demagogia e ao populismo. A verborreia e o gosto de se ouvir, numa óptica de quase puro narcisismo, são, infelizmente, prerrogativas quotidianas cada vez com maior pendor. Como é lógico, o estar permanentemente calado não é, de modo algum, curial. Todavia, emitir opinião sobre tudo e sobre nada, falar acerca dos mais variados assuntos, demandando exemplos a propósito e a despropósito, alguns deles inventados ou muito bem enfeitados com vista a melhorar o efeito, tudo isto apenas com o intuito de se fazer ouvir e/ou dar nas vistas, também não é conforme o devido. Se outros exemplos não existissem, bastava atentar nas reuniões a que obrigatoriamente assistimos para atestar a veracidade do anteriormente escrito.

O falar concisamente e de modo assertivo é cada vez mais raro. E porquê? Pela simples razão que tal preconiza obrigatoriamente preparação antecipada, o que, como é óbvio, dá trabalho, hoje-em-dia, coisa invulgar.

Os políticos foram e são mestres nesta arte, i.e., o de falar e falar sem que, a nível do constructo, digam algo. O exemplo foi descendo, trespassando, cada vez mais, os diversos sectores da sociedade, sendo presentemente razão de querela, por ser muito comum, em quem nos rodeia.

Por outro lado, somos especialistas em ver tal erro nos outros e, nessa ordem de ideias, revoltamo-nos e barafustamos contra tal, para além de dizemos alto e em bom som que não há direito, sobretudo, quando nos faz perder imenso tempo. Todavia, muitos existem que quando chega a sua vez fazem o mesmo senão pior, fazendo lembrar quando estamos numa fila aguardando o tratamento de qualquer assunto. Só temos pressa antes de chegar a nossa vez. Aí chegados, expomos e requeremos todos os esclarecimentos, o mais pormenorizadamente possível, e ai daqueles que não satisfaçam os nossos desejos, por muito insignificantes e desnecessários que sejam, tal como, a partir desse momento, jamais admitimos que alguém ainda na fila se indisponha pelo excessivo tempo que demoramos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33
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Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
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