O meu ponto de vista

Maio 14 2011

Contam-se pelos dedos de uma mão os que, no actual contexto, se encontram satisfeitos. Uns, apesar de se encontrarem bem instalados, têm receio de perder as regalias; outros, uma vez que se encontram de mal com a vida, anseiam - alguns desesperadamente, mas sem deixar de ser legítimo - diferente patamar.

Nesta ordem de ideias, a maioria anseia estar integrado em suportes robustos e permanentes que permitam enfrentar com eficiência o presente e programar detalhadamente a sua velhice, isto é, agregar e, por fim, consolidar as boas vontades que semeou.

Como é evidente, muitos descuraram a geração de mais-valias, não processaram eficientemente os talentos que detinham e, pouco ou nada, conceberam que faça “circular” o futuro. E, para mal dos nossos pecados, foram estes que mais lucraram com o pântano em que, pouco a pouco, nos fomos afundando.

O futuro é algo que tem de ser encarado com antecipação e muito rigor, pois, quer queiramos quer não, encontramo-nos numa situação em as responsabilidades individuais e colectivas são elevadíssimas. Entre tantas outras, há que ter em conta:

  • a política, particularmente no que respeita à resposta eficaz no plano dos níveis de serviço prestados;
  • a social, disponibilizando a toda a sociedade e em igualdades de circunstâncias o acesso ao bem-estar;
  • a económica, no que concerne à optimização da rentabilização dos recursos humanos usados e dos investimentos realizados em infra-estruturas tecnológicas de apoio;
  • a financeira, sobretudo no que diz respeito à negociação e gestão do que consumimos.

No fundo, já que somos nós a escolher o nosso futuro, o modelo governamental por nós aprovado – sim, sim, não me enganei, pois, politicamente, ainda somos donos dos votos – deve permitir o acesso atempado a informação fidedigna. Assim, ao contrário do que apregoa José Sócrates, estas eleições devem desenrolar-se sem mentiras, populismos avulsos ou demagogia, de modo a que possamos analisar as propostas com rigor e tomar decisões em tempo útil.

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:58

Maio 12 2011

Pouca gente há que fique indiferente a uma sondagem. Quando o resultado nos agrada, empolgamo-nos e, ufanos, divulgamo-lo aos quatro ventos, mesmo que, por falsa modéstia, aparentamos não lhe ligar muito. Quando, pelo contrário, não nos é favorável, desvalorizamos e argumentamos que tal não corresponde, de modo algum, à realidade. Mais: acrescentamos que no dia X haverá, com toda a certeza, uma surpresa.

Sem querer ser diferente do comum dos cidadãos, tentarei, sem parecer irónico, não desanimar e mostrar que não existem ganhos antecipados. Contudo, denotar uma postura optimista faz toda a diferença na forma como se aborda a vida e na receptividade que temos em quem nos escuta.

O primeiro grande trunfo é conhecer os nossos valores, as nossas competências, pontos fortes e limitações. Apenas esta consciência permitirá delimitar as funções de onde poderemos retirar satisfações e realizações políticas, mas também fazer perceber aos eleitores o nossos potencial e convencê-los de que somos as pessoas certas para os lugares certos. A nossa convicção faz milagres no momento de decisão final.

Mas marcar a diferença perante os demais passa também por uma exemplar capacidade de planeamento e noção dos limites. De nada nos servirá aceitar um desafio onde sabemos, à priori, que não vamos “permanecer” por muito tempo, pois não temos o perfil político adequado para tal. Ser rigoroso no que procuramos e na imagem que queremos transmitir, eis “ meio caminho andado …”

Ter sempre um plano de acção é, segundo os especialistas, importantíssimo, já que evita dispersão. Em momentos de adversidade económica, como são os que atravessamos, é relevante que os nossos objectivos estejam centrados nas metas que queremos alcançar e, por isso o nosso discurso e prática devem estar imbuídos desse espírito. Dispersar as nossas energias em várias frentes não só dá maus resultados, como pode até complicar o nosso percurso. Foquemo-nos no essencial – quatro ou cinco, no máximo, ideias-chave – se quisermos ser bem sucedidos.

Por outro lado, há que delimitar tarefas e metas fundamentais e, sobretudo, segui-las à risca. Se ainda não fizemos um levantamento das prioridades – culpa nossa, máxima culpa (!!!) –, é urgente que o façamos. Depois adequamos a nossa linguagem e preparemo-nos para responder, concisamente, isto é, com frases curtas e inteligíveis a todos a quaisquer quesitos que nos possam ser colocados.

Recolher o máximo de informação sobre o local ou interlocutor é crucial e jamais devemos menosprezar quem quer que seja. Numa luta eleitoral, “produzir” papéis é o mais fácil. Contudo, se negligenciarmos tudo o resto, dificilmente seremos bem sucedidos. Não é à toa que se diz que “uma imagem vale mais que mil palavras”. Não desprezar o poder de uma forte rede de contactos, assim como manter-se informado sobre o que pensam os amigos e militantes – não obrigatoriamente por esta ordem – é, igualmente, de capital importância.

E, já que estamos na era da informática, as redes sociais são de manutenção obrigatória, pois, como bem sabemos, são poiso de pessoas e organizações que aqui encontram o meio ideal para divulgar as suas ideias e partilhar a sua cultura.

Uma outra vertente a explorar diz respeito à importância que damos ao marketing pessoal, ou melhor, ao charme que cada um, à sua medida, possui. É fundamental que os eleitores percebam que nós somos os melhores e é, desta forma, que nos devemos apresentar. Aliás, é dos livros, que a forma mais eficaz de conseguir uma abordagem positiva, ou seja, que não deixe quaisquer margens para dúvidas aos cidadãos, é que estão perante as únicas pessoas que conduzirão o barco a bom porto. Marcar a diferença, embora sem esquecer que os excessos também não são boa política, é indispensável.

Por último, qualquer vantagem que queiramos criar em relação aos demais adversários exige, acima de tudo, muita sensibilidade na forma como abordamos quem nos interpela. Repito, mostrar que fazemos a diferença, sem sermos elementos de ruptura e nunca apresentar quaisquer intuitos de desistência são para levar totalmente a sério. Manter uma atitude positiva, mesmo perante uma rejeição é sinal de força, pois, assim, demonstramos que os erros são pedagógicos. E se algumas tentativas falharem, há que procurar avaliar o que correu mal para nos reposicionarmos e conseguirmos o lugar que merecemos.

publicado por Hernani de J. Pereira às 18:59

Maio 11 2011

“O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,

Mas na intensidade com que acontecem.

Por isso, existem momentos inesquecíveis,

Coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.”

(in Fernando Pessoa)

 

Hoje é um daqueles dias em que me apetecia viajar. E para quanto mais longe melhor. Queria-me ver numa paisagem e num ambiente acolhedor, descontraído e, simultaneamente, sofisticado nos detalhes de um serviço de qualidade, que fizesse jus ao descanso que penso merecer.

Estou a imaginar-me numa diversidade de serviços, a começar no tipo de alojamento, onde a privacidade e a confortabilidade não fossem coisa de menor importância, de modo a adequar-se ao gosto pessoal com a indispensabilidade do repouso.

Ah, como anseio um bom serviço estampado no sorriso de sempre. Como anelo, igualmente, o sugar dos bons sabores, tendo por base opções distintas de ambiente e de gastronomia.

Por outro lado, por perto, com toda a certeza, haveria tempo de descerrar ruas e desvendar as respectivas gentes, em episódios inesquecíveis, onde a história fosse cantada e encantada. A descoberta de lugares incomuns com uma surpreendente mistura de arquitecturas, ruínas antigas e cultura contemporânea, onde influências do ontem e de hoje combinam na perfeição, seria uma bênção dos céus.

Todavia, também não desdenharia, bem pelo contrário, deixar-me levar para destinos de praia, onde os desejos se multiplicariam, aliados a um bom sol e a um ritmo quente de uma esplanada à beira-mar. E, à noite, em avenidas perfumadas a jasmim e a flor de laranjeira haveria de passear e deleitar-me em tons e sensações únicas.

Hoje, perdoem-me, não quero falar de política ou educação. Hoje deixem-me sonhar.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:00

Maio 10 2011

Enganam-se aqueles que pensam que ter razão antes do tempo é motivo de satisfação. É o que, infelizmente, acontece com este vosso escriba. Há muitos anos que, nos mais diversos locais e diferentes cargos, venho pugnando por maior contenção a nível do despesismo – leia-se gastar menos/aplicar melhor – e, sobretudo, recomendando um substancial aumento da poupança.

E, recordam-se, o que diziam? Desde “bota-de-elástico” a “Velho do Restelo”, passando por “unhas-de-fome”, tudo me chamaram. Hoje, todavia, a maioria dá-me razão. Aliás, os poucos que não o admitem são os de sempre, ou seja, aqueles que, apesar de todas as evidências, queriam e querem continuar a acreditar em amanhãs que cantam, mesmo que no final do mês tenhamos apenas direito a uma ração, qual Cuba ou Coreia do Norte.

O certo é que, quotidianamente, a situação financeira que atravessamos dá-me razão. Contudo, não é por isso que me sinto mais feliz. Bem pelo contrário.

Sendo verdade que importa muito mais falar do futuro do que “chorar sobre o leite derramado” e que aquele se apresenta extremamente desafiante, na perspectiva, por um lado, do investimento na qualidade dos serviços e na abertura à sociedade civil – compreende-se que o CDS e o PS tivessem criticado a explanação pública feita pelo PSD das negociações com a troika -, mas, por outro, na procura da regressão do espaços despesistas, também não é mentira que, por questões programáticas, há que procurar a melhor orientação “solar” e a optimização relativamente à exposição dos “ventos”, os quais, infelizmente, por culpa essencial de quem tem, ultimamente, governado, não nos tem sido favoráveis.

Por isso, comungando de que o PS, principalmente José Sócrates, politicamente não pode ter perdão, e tendo sempre presente que as sondagens não substituem, de modo algum, as eleições – sem, contudo, as querer subestimar -, penso que em 5 de Junho vamos ter surpresas. Agradáveis para uns. O contrário, como é óbvio, para outros – entenda-se PS e grupelhos dos extremos, os quais, como cedo nos é ensinado, se tocam.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:20

Maio 09 2011

O outro dia, alguém chegou junto de mim e disse que se me calasse teria muito a ganhar. Algo, aliás, que não é novo, pois, em tempos próximos, emails de igual teor recebi. A uns e a outros respondi e continuarei a responder: evitem perder tempo em prometer-me o céu e a terra, pois enquanto pensar que tenho razão e a voz – e já agora, também, os dedos - não me doerem, não me calarei.

E, observando o que se passa depois da exposição pública dos factos, cada vez mais me convenço, sem necessidade de me colocar em bicos de pés, coisa que, aliás, abomino, de que vale a pena lutar. Parafraseando um político, há que, acima de tudo, preservar “o direito à indignação”.

Vejam-se, de entre outros casos, os dois seguintes: o relógio que, durante mais de meio ano, esteve adiantado quase cinco minutos, fazendo parecer que a maioria dos professores chegava atrasado, foi finalmente acertado. Safa! Demorou, mas mais vale tarde que nunca. De qualquer modo, parabéns, apesar de não terem cumprido mais que o devido. Já agora não venham dizer que tais situações se ficam a dever ao facto de ser apenas uma pessoa a tomar conta da “casa”. Quem acha que não tem poderes ou condições, não aceita o cargo ou, quando descobrir que não tem classe para o levar a bom porto, demite-se.

Outro exemplo: a comunidade educativa sabia que o conselho geral transitório reunia de vez em quando. Porém, como atempadamente aqui foi denunciado, não se sabia quando e muito menos para quê. Bem, hoje, pela primeira vez, vi afixada a convocatória para a próxima reunião. Bem sei que não é muito, mas já é um começo. Falta a minuta e, por isso, aguardo por novos desenvolvimentos.

A talhe de foice, “adorei” saber que há colegas dos órgãos de cúpula a dizer que as minutas devem ser mais reduzidas, isto é, mais condensadas – mais? Caramba, então não divulguem nada(!!!) -, uma vez que passam a vida a serem questionados. Prometo voltar a este assunto para difundir os órgãos e os respectivos iluminados.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:34

Maio 05 2011

Inseridos num frenético ritmo de vida, apesar da baixa produtividade, ansiamos constantemente por tranquilidade, requinte e bem-estar. E, para além disso, ansiamos quase permanentemente por estar em casa e/ou em férias. Somos feitos de uma determinada massa que, cada vez mais, tenho receio que jamais venha a ter outra composição.

Afinal, o objectivo mais premente, de modo algum é o maior e mais eficaz desempenho profissional ou familiar, mas sim o descanso. Este ameno clima, este sol que nos ilumina e que tem um brilho com um não sei quê de especial, este céu de um azul incomparável, esta gastronomia de comer e chorar por mais, esta bonomia de costumes que faz de nós não só parentes mas, fundamentalmente, amigos uns dos outros, este corporativismo que nos caracteriza e nos impede de fazer justiça, isto para não falar de sangue, esta crença na regeneração do outro – veja-se como continuamos a confiar em José Sócrates – que nos permite preferir a ilusão à realidade, tudo nos encaminha para o doce remanso.

Não acreditam? Observem, então, o rosto aliviado da maioria após o Primeiro-Ministro ter avançado, anteontem, com a não existência de novos cortes nos salários, nem despedimentos, que os subsídios de férias e Natal serão pagos como sempre foram, e digam-me se não tenho razão. Aliás, não é por acaso, que a marcação de férias cresceu de imediato, conforme tem noticiado os media.

Segundo reza a História, os portugueses tiveram um papel importante na construção da notoriedade do ocidente, dando, como disse o poeta, “novos mundos ao Mundo”. E, não haja dúvida, tal postura permitiu enorme circulação de pessoas e bens, possibilitando igualmente uma economia que tinha tanto de pujante como de falsa. É que, depois de nos termos identificado com a entrada de dinheiro fácil – têxteis e especiarias do Oriente, escravos de África, ouro do Brasil, fundos da CE, entre tantos outros -, pouco fizemos por nós próprios. E, por muito que não o queiramos admitir, ao longo dos séculos, tornámo-nos, de certo modo, preguiçosos, pelo que, como hoje os nossos principais parceiros afirmam, raramente fazemos “o trabalho de casa”. Aliás, não é por acaso que somos conhecidos como um povo de brandos costumes.

Por isso, importa, agora, criar as condições necessárias para que possamos, de uma vez para sempre, inverter tal estado. Todo o cuidado é pouco para que a chama da esperança permaneça acesa.

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:56

Maio 04 2011

Para quem, como eu, gosta de futebol, socorrer-me desta modalidade para sublinhar e realçar o que se passa no nosso dia-a-dia não é somente coincidência. É observar que, como tudo na vida, os bons resultados não são fruto do acaso.

Por exemplo, quem viu na última quinta-feira os jogos Benfica-Braga e FC Porto-Villarreal, a contar para as meias-finais da Liga Europa, constatou no primeiro um equilíbrio de forças, apesar de acabar com a vitória à tangente do clube das águias, enquanto que no segundo a supremacia dos dragões foi absoluta, pelo que a goleada em nada teve de estranho, apesar do adversário ser de outro gabarito.

Fazendo, pois, alguma analogia, também esta Escola, actualmente, joga para os mínimos. Empata, enrola a bola, passeia-se pelo meio campo, falta-lhe frescura física, raramente remata à baliza do adversário, cai e pior, simula faltas, queixa-se do árbitro, e quanto a meter golos, com toda a franqueza, raramente marca ou quando o faz, uma parte substancial, é na própria baliza.

Em tempos que já lá vão, jogava-se à campeão e os resultados apareciam naturalmente. Pelo menos em muitos quilómetros em redor não havia quem igualasse. E a prova aí estava, devidamente publicada, ano após ano, hoje, mais que nunca, reconhecida. A autoridade exercida, a gestão criteriosa – recordam-se que, já então, era dito que necessitávamos de contenção? -, aliado a práticas pedagógicas bem conseguidas e um exemplar acompanhamento – perdoem a imodéstia –, prova de eficiência durante todas as horas e dias, incluindo fins-de-semana, resultava em goleadas.

Todavia, tal como hoje, isto é, onde muitos continuam a preferir ser enganados, iludidos pelas artes mágico/cénicas de José Sócrates, também, em tempos, pessoas houve que optaram por correr atrás de miragens, acreditar em amanhãs que haviam de brilhar constantemente, de hossanas que jamais deixariam de se ouvir e encantar. No fundo, os seus ouvidos decidiram render-se ao canto das sereias. Bem sei que, hoje, têm a certeza que se deixaram enganar. E, pouco a pouco, muitos começam a reconhecer publicamente que fizeram parte de um logro, ou seja, chegaram à conclusão que tais santos não passavam de figuras com pés de barro. E, tal como diz o ditado, agora “torcem a orelha, mas ela não deita sangue”.

Contudo, enquanto há vida há esperança e mais cedo que tarde, os verdadeiros valores hão-de levantar-se. É necessário acreditar!

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:42

Maio 03 2011

Não é costume começar um novo texto com expressões quase idênticas a outros escritos anteriormente. Mas, à falta de inovação ou alternativa, lá acontece. E acreditem que não estou a ser modesto.

Sim, eu sei, que a maior parte de nós gosta de outras pessoas, mas preferiria que estas tivessem outro “acabamento”. Aliás, é muito comum ouvir “gosto de ti, do meu modo, do meu jeito, mas adoraria que fosses diferente” e “aceitas tal e qual como sou ou … adeus”. No fundo, no fundo, todos, sem excepção, gostamos de moldar o(s) outro(s) à nossa medida. Exemplificando: se tem a coluna vertical, era bom que a tivesse na horizontal – no bom sentido, entenda-se -; também em relação às medidas – mais uma vez, peço que não levem para “outro lado” -, ousamos querer que estas sejam muito específicas, isto é, preocupamo-nos imenso com as dimensões, texturas, materiais, entre tantos outros detalhes, e muito menos com o design; por outro lado, no que toca à proximidade, tudo depende do local e da hora, sendo que, jamais manifestamos vontade de perceber os objectivos e vontade do(s) outro(s), de modo a estabelecer pontes; por último, pois não me quero alongar mais, o empenho e a qualidade que se coloca na(s) relação(ões) raramente é do tipo “posso e devo fazer mais que estimar o(s) outro(s)”, sendo, pelo contrário, frequente a expressão ”faço mais do que ele(a) merece”.

E, estabelecendo aqui algum paralelismo com o marketing – bem sei que vai cair o “Carmo e a Trindade” por ter a veleidade de fazer tal comparação –, os bons "agentes" são aqueles que sabem e aplicam a velha fórmula “faço muito mais que vender … ”

Já agora vale a pena pensar no seguinte: a experiência é importante, mas nunca pode dispensar a contínua procura da adaptação ao(s) outro(s), compreendendo as suas alegrias, mas também as suas angústias e, eventualmente, desesperos. Cada situação e momento são diferentes e, nessa perspectiva, os(as) nossos(as) amigos(as), pessoas modernas e bem informadas, devem saber que lhes damos essa garantia. Nunca de forma envergonhada ou encapotada. A mesma postura dever-se-á ter em todos os momentos e locais.

Outra atitude é pura hipocrisia. E nisso o mundo está cheio, infelizmente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 23:44

Maio 02 2011

Pouco a pouco vamos sabendo algo mais sobre a já tão famigerada crise que tanto nos faz sofrer e que, infelizmente, ainda nos vai forçar a mais sacrifícios. Por muito que os socialistas queiram “tapar o sol com a peneira”, por muito que dominem os media e a máquina estatal, a verdade, tal como o azeite, há-de vir ao de cima.

Por exemplo, na semana em que José Sócrates, depois de tantos adiamentos, os quais vamos pagar dolorosamente, decidiu avançar para o pedido de ajuda internacional, praticamente não havia dinheiro nos cofres do Estado. Ou melhor, havia cerca de 300 milhões de euros que não dava sequer para pagar os juros da dívida que se venciam de imediato, quanto mais para pagar os vencimentos e pensões.

E, de acordo com Eduardo Catroga, coordenador da equipa do PSD perante a troika, “é possível pôr ordem nas contas públicas sem despedir funcionários ou cortar salários, bastando, para isso, cortar no Estado a enorme gordura que o satura, não sendo, de modo algum necessário penalizar sempre os mesmos”. Chamo a atenção de que isto não é dito por alguém sem credibilidade, pois, segundo fontes da Comissão Europeia, a delegação partidária chefiada por aquele economista e ex-ministro das Finanças, foi a “mais bem preparada”.

Por outro lado, é também do conhecimento público que o programa socialista, apresentado esta semana, propõe agora “Defender Portugal”, quando há dois anos, aquando das últimas legislativas, era “Avançar Portugal”. Sintomático!

Também, um estudo do Instituto Superior de Economia e Gestão, revela que, entre 1985 e 2008, a desigualdade social se agravou e que, actualmente, a pobreza atinge uma em cada cinco crianças portuguesas. Recorda-se que os socialistas dirigiram os destinos deste país em treze dos últimos quinze anos. Mas, parafraseando o nosso primeiro, a culpa é de todos – da oposição, da conjuntura internacional, do fado, do futebol e quem sabe, até, de Fátima - menos dos socialistas.

Já agora, também hoje foi dado à estampa que José Sócrates, o grande defensor da escola pública – a modernização das escolas secundárias, através da Parque Escolar, já vai quase nos 2 000 milhões de euros –, afinal tem os filhos em colégios particulares de elite: Colégio Alemão e Colégio Moderno. Característico!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:43

Maio 01 2011

Sim, eu sei que sabes. Todavia, deixa que confesse, publicamente, que tenho chorado devido à tua ausência. Sempre te disse o quanto eras importante para mim e, hoje, proclamo-o aos quatros ventos. E sei que não estou só nesta luta diária, pois, apesar de parecer o contrário, muitos me acompanham. Sinais dos tempos, dirias tu, querida mãe.

O que te dizer mais, amada mãe? Pouco mais, pois bem sabes que, por  muitas palavras que aqui ou noutro lado expresse, nada se assemelhará à saudade que tenho de ti.

Uma única coisa te peço: continua a olhar pela tua neta que tanto te adorava e que retribuías com igual sentimento. Será sempre a luz dos teus olhos, Tu que foste uma extremosa avó e mãe. Bendita sejas.

Amei-te, amo-te e amar-te-ei eternamente.

publicado por Hernani de J. Pereira às 16:18

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
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