O meu ponto de vista

Janeiro 11 2011

A balança, quando devidamente calibrada, perante o dilema adiar ou fazer já, pesa sempre mais, ou seja, é sempre mais eficaz, para o lado do imediato. Bem sei que o aumento da oferta para fazer noutro dia e pagar nos amanhãs que se seguem é mais atraente. Contudo, esta preferência revela-se a médio e a longo prazo completamente desastrosa e a prova disso é a enorme crise que atravessamos, essencialmente, fruto de uma gestão “possua agora o que nunca poderá a usufruir no futuro”.

Apesar de se notar, presentemente, alguma, para não dizer muita, retracção, em tempos muitos próximos, houve claramente um desafio a quem verdadeiramente não poderia gastar mais. Um autêntico desvario, como, aliás, hoje está provado.

Na perspectiva de quem compra ou procura comprar entram variadíssimos factores. A proximidade ao local de aquisição, a composição do agregado familiar, o status que quer mostrar e/ou manter e, como é óbvio, o rendimento disponível. Acontece, porém, que este último factor, o qual deveria ser primordial e, por isso, comandar todos os outros, mercê de uma política enganosa e de um marketing para quem os fins justificam os meios, não tem funcionado. Resultado: um enorme, e cada vez maior, número de famílias endividadas e, por conseguinte, o país em igual medida.

O sonho de que temos direito a tudo sem necessidade de nos esforçarmos, sobretudo através do trabalho e da poupança, tem-se projectado no dia-a-dia de muitos portugueses, o que, diga-se em abono da verdade, foi alimentado por uma muito bem oleada máquina político-financeira, a qual, para mal dos nossos pecados, após ter engordado alguns nos emagrece agora a todos. Em bom português, durante anos e anos, muitos de nós, esquecemo-nos de que não existem almoços de graça e que aquela “só dá um chouriço a quem lhe der um porco inteiro”.

Assim, podemos sempre dizer – e estaremos a reafirmar perspectivas confirmáveis – que um pagamento a pronto é, quase sempre, a melhor e mais fácil solução, especialmente quando as probabilidades futuras, como são as nossas, impõem visões extremamente restritivas quanto à evolução da massa salarial.

No entanto, por muito estranho que pareça aos olhos de quem nos empresta dinheiro e à porta de quem, diariamente, vamos mendigando, no mês de Dezembro último venderam-se cerca de 65% de carros a mais que no período congénere do ano anterior. Mais: no ano que agora findou venderam-se à volta de 35% de carros a mais que em 2009. E não me venham dizer que tudo isto foi comprado a pronto!

Com a continuação do desvario não admira que José Sócrates nos impinja mais impostos. Na prática, demonstramos que, afinal, não estamos tão mal como afirmamos e, acima de tudo, não tememos o futuro.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:56

Janeiro 10 2011

Ministro do Ensino Superior – cientista relevante com ar de político pouco convincente. Todavia, para além de ser o ministro com mais dias de permanência à frente de uma pasta governamental, ultrapassando, nestas funções, o seu próprio chefe, denotou possuir uma visão e praticar uma gestão bem acima da média. Sabendo, como poucos, controlar e, até, recusar uma imagem de show business, tem vindo paulatinamente a fazer uma revolução no ensino superior. O financiamento das instituições do ensino superior tendo por base, fundamentalmente, o número de alunos e o desempenho destes, bem como a qualidade de docentes que admitem, foi, por todos reconhecido, como algo que veio agitar o estado daquelas, desempoeirando e estancando o ar bafiento, o qual, há muito, era sinónimo de status quo. Como lamento que tal agitação não se estenda a outras áreas!

Ministro dos Negócios Estrangeiros – o governante com o melhor low profile. De fazer inveja a muita boa gente. Cultivador de uma figuração muito própria, dos silêncios e das palavras, como poucos, e, sobretudo, como importa na diplomacia, vai dizendo, aqui e ali, o que lhe vai na alma, o que, aliás, não é pouco. Não é por acaso que, por diversas vezes, os mais variados comentadores o têm referido como uma boa substituição de José Sócrates num novo governo de base socialista. Contudo, o facto de usar um tacticismo, por vezes, exacerbado - um passo para trás, para, de seguida, dar dois em frente, quando não é o contrário -, levam-no a não saber ousar. Daí, a permanência na penumbra, sendo que esta, de modo algum lhe faz jus ao seu real valor.

Ministras da Cultura e do Ambiente – não colocando em causa a sua competência profissional, a verdade é que, poucos sabem sequer os seus nomes, quanto mais obra feita. Daí o nada de relevante a assinalar. Também não admira. Com todas as restrições a que a generalidade dos governantes estão sujeitos, e tendo em atenção a relativa importância destes sectores, poder-se-ia esperar outra coisa?

Ministra do Trabalho e Solidariedade Social – antiga dirigente sindical não tem tido a vida facilitada. Os tempos de enorme crise que atravessamos levam a constantes alterações da respectiva legislação - para pior, infelizmente - e a um agravamento da segurança laboral, o que, para uma pessoa que passou a grande parte da sua vida a defender os trabalhadores, não é fácil. Veja-se, a título de exemplo, o caso do salário mínimo: não conseguiu impor o seu aumento para uns míseros 500 €, o que, em 2009, tinha sido, de facto, acordado em sede de concertação social.

Por outro lado, a taxa de desemprego que não baixa, bem pelo contrário, só vem exacerbar o mal-estar.

Ministro da Economia – certamente um dos ministros deste governo com maior formação política, fazendo parte do núcleo restrito de aconselhamento do primeiro-ministro, mas que na pasta que actualmente ocupa passa quase despercebido. É pena, uma vez que fez um trabalho bastante razoável no ministério que ocupava no anterior governo, como é, pela generalidade dos comentadores, reconhecido.

É, sem dúvida, um gestor no lugar errado. Estou perfeitamente convencido que está a fazer um enorme frete. Mais: mantém-se no governo muito mais por solidariedade do que por gosto, sendo dos tais que não se importaria nada de sair. Até agradecia.

De tão apagado está que, por muito que apelamos à memória, é raro haver alguém que se lembre uma medida minimamente emblemática.

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:50

Janeiro 08 2011

Por muito que queira convencer-me do contrário, este país não tem emenda. Então, não é que numa altura em que praticamente não existe dinheiro para nada, quando as pequenas e média empresas não conseguem crédito para o seu dia-a-dia, quando o empréstimo para a habitação é escasso, para não dizer nulo, o presidente do Benfica, Sr. Luis Filipe Vieira, consegue de um sindicato bancário, constituído pela CGD, BCP e BES, um crédito de 250 milhões de euros, para construir empreendimento imobiliários de luxo no Algarve e na região oriental de Lisboa.

Mas tudo bem. Todos sabemos que, neste momento, o que o país mais necessita é de umas casinhas de luxo.

E, depois, ainda existem pessoas a falar mal do outro presidente … o do norte!

Pouca vergonha!

publicado por Hernani de J. Pereira às 19:03

Janeiro 07 2011

“Cerca de meio milhão de funcionários públicos considerados excedentários ou redundantes serão despedidos até ao final do primeiro semestre”. Imaginam quem fez esta afirmação? Vá lá, um palpite! Pensam que foi algum dirigente de direita de um dos países designados capitalistas? Enganam-se! Aliás, é natural que sejam poucos os que saibam o nome do autor, uma vez que, apesar dos tempos serem de mudança, jamais pensaríamos ouvir, da boca de quem é, tais palavras. Pois, o autor é, nem mais nem menos, Salvador Valdes, líder da Central de Trabalhadores Cubanos.

E, segundo aquele responsável sindical, “aqueles terão direito a um mês de salário por cada dez anos de trabalho. Assegurou ainda que "as decisões de quem sai ou quem fica serão tomadas sem violações, paternalismos, favoritismos, nepotismos ou qualquer outra tendência negativa”.

Ora, digam lá: não são lindas palavras? Não é de ficar comovido com tanta candura e consideração? Estou a imaginar a alegria de um funcionário, com trinta anos de serviço, ao ver na sua carteira três meses de salário quando lhe indicarem a porta da rua. Que pulos de alegria deve dar!

Como é evidente, com tanto interesse demonstrado pela classe trabalhadora, não nos admiramos que o PC (de Portugal) e o BE não digam uma única palavra. No fundo, bem no fundo, eles, mas só eles, sabem que aquele país é uma verdadeira democracia, onde o respeito pelos trabalhadores é total.

Já agora, eu também acredito no Pai Natal.

publicado por Hernani de J. Pereira às 21:47

Janeiro 06 2011

Ministro das Obras Públicas – um homem que diz que anda e apenas tem uma velocidade: parado. Convidado para o governo pelo seu apoio às obras faraónicas de José Sócrates – leia-se TGV, novo aeroporto, terceira travessia sobre o Tejo, etc. – acaba somente a gerir os funcionários do seu departamento, pois, tal como já aqui, em tempos, escrevi, todas aquelas, face à crise económica, estão suspensas. É desolador vê-lo, quando em deslocação pelo país, a gaguejar e a prometer uma mão cheia de nada ou, então, a dizer que não sabe para quando será retomada/acabada esta ou aquela obra. Veja-se quanto é caricato o caso do Metro Mondego: fizeram-se expropriações, onde se gastaram milhões de euros, levantaram-se carris e ampliaram-se linhas, para agora tudo terminar em … nada!

Ministro da Justiça – um político com provas dadas, mas que enredado na teia socialista mais não faz que descobrir que pouco vale e nada manda. É do conhecimento geral que uma justiça que tarda se transforma em injustiça. É, assim, em Portugal. Pouco se resolve judicialmente e, quando tal é feito, é sempre tarde e a más horas. Isto para não falar na percepção, infelizmente cada vez maior, de que existe uma justiça para ricos e outra para pobres. Cada vez mais, o cidadão vê, com pesar, que os designados crimes de “colarinho branco” passam, na sua maior parte, ao lado dos tribunais e mesmo os poucos que aí chegam - contando-se pelos dedos de uma mão – raríssimos são os que acabam em condenação.

Ministra da Saúde – uma dirigente  que apresenta como mais-valia o facto do atendimento dos serviços de saúde, na sua generalidade, funcionarem bem e o atendimento, salvo raras excepções, é bastante razoável. Todavia, como “não há bela sem senão”, ostenta na "João Crisóstomo", ano após ano, buracos financeiros cada vez maiores. É do conhecimento geral que a Saúde é dos sectores mais difíceis de controlar em termos de custos, uma vez que o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos moldes em que está definido, é e há-de continuar a ser um contínuo e cada vez maior sorvedouro dos dinheiros públicos. A razão é simples: por um lado, cada vez mais e durante mais anos o cidadão recorre aos serviços de saúde, não querendo saber que estes são mais caros, e, por outro, querendo, senão pagar valor inferior, pelo menos não pagar mais. Aliás, há especialistas na matéria a opinarem que, a manter-se o SNS tal como está instituído, é impossível não haver deficit e grande, todos os anos. Contudo, tudo isto não pode, de modo algum, ser impeditivo de tudo se fazer para controlar o gasto excessivo e, sobretudo, inútil, que grassa no sector. E está à vista de toda a gente que tal não está a ser feito.

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

Janeiro 05 2011

O prometido é devido, já lá diz o ditado. É, pois, chegado o momento de efectuar o balanço do ano findo. Como é óbvio, será uma leitura pessoal e, certamente, redutora, uma vez que este local não é propício a grandes textos. Será perspectivada por áreas governamentais, podendo aqui e ali falhar numa ou noutra abordagem, dado que algumas existem para as quais a minha atenção não é a mais preponderante. Por outro lado, por uma questão de interesse muito pessoal, mas também numa óptica de abertura de apetite, deixarei para o final do texto – dividido por vários dias, como não podia deixar de ser – os sectores que, no meu entendimento, mais polémicos foram.

Presidente da República – denotou ser o eixo de estabilidade no país, último garante da sobriedade e parcimónia na gestão dos assuntos de Estado. Com altos e baixos, felizmente mais aqueles que estes, deveria ter pautado, em determinados momentos, a sua actuação de modo mais interventivo, a qual, com toda a certeza, será objecto de revisão em próximo mandato. A demanda quase constante, fatalista até, da cooperação estratégica não pode, de modo algum, ser obstáculo à denúncia dos desmandos governamentais.

Assembleia da República – apesar de ter alavancado melhorias relativamente a 2009 – mais interventiva e fiscalizadora -, mercê do governo ter perdido a maioria absoluta que dispunha na legislatura anterior, mesmo assim termina o ano em desonra ao aprovar uma nova lei de financiamento partidário que, em vez de reduzir os gastos com estes apoios, os agrava em cerca de 21 milhões de euros. Ora, numa altura de crise, em que todos temos de reduzir os gastos e, sobretudo, os cidadãos têm que viver com menos dinheiro e adquirindo os bens mais caros, tal procedimento deixa pelas ruas da amargura a credibilidade da nossa classe política. Tudo isto para não falar nas imensas comissões – “Freeport”, “Face Oculta”, “Magalhães”, entre tantas outras -, as quais terminaram em autênticos flops.

Primeiro-Ministro – foi um autêntico faz de conta. Fez de conta que governou e apenas tentou enganar os portugueses; fez de conta que enfrentava a crise económica e mais não fez que, qual D. Quixote, lutar contra moinhos de vento; fez de conta que vivia noutro país, pois as suas intervenções adequavam-se a tudo menos à nossa realidade; fez de conta que controlava o despesismo desregrado do Estado, uma vez que o abastardamento das contas públicas nunca, como agora, foi tão grande; fez de conta que mandava no país, mas unicamente empatou, já que a política real foi “deixa correr, pois quem vier atrás que feche a porta e apague a luz”. Continua agarrado ao poder, pior que a lapa à rocha, incapaz de se demitir e, consequentemente, provocar eleições, pois, de antemão, sabe que, neste momento, levaria o maior baldão que algum político alguma vez levou. Em suma, um autêntico fiasco.

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 22:30

Janeiro 04 2011

Como é hábito dizer, só os burros não mudam. Por isso, como as coisas estão é obrigatório mudar. Mudar de regime (alimentar, partidário, organizacional, etc.); mudar de atitude (passiva, activa, reactiva, etc.); mudar de emprego (permanente, incerto, temporário, etc.); mudar de amor (para toda a vida, interrompido, saltitante, etc.); mudar de lugar (geográfico, de chefia, passar para o outro lado, etc.); em suma mudar de vida.

Tais mudanças, com toda a certeza, trazer-nos-ão um conjunto de vantagens, nada despiciendas, a saber:

  • não depender de uma única pessoa ou instituição e, deste modo, não corrermos riscos de degradação do apoio ou do aumento desregrado do custo de upgrades;
  • grande fiabilidade de critérios, devido aos testes constantes realizados por uma maior comunidade interfacial, a qual, de forma mais transparente, como é óbvio, regista e controla a resolução de problemas;
  • aumento de segurança, pois quantos mais nos rodearem maior a facilidade de correcção de falhas e, sobretudo, um incremento de produção de novas oportunidades;
  • acréscimo de personalização e adaptação às próprias necessidades e às dos outros;
  • menor possibilidade de colapso e de descontinuação de actividade, bem como crescimento da disponibilidade para trabalhar com os outros, quer estes sejam do campo oficial ou não.
publicado por Hernani de J. Pereira às 20:33

Janeiro 03 2011

Apesar do céu enublado, pintado de cores plúmbeas, exponenciando, quase ao máximo, a nossa angústia, a qual, diga-se de passagem, com estes tempos de crise e de enorme austeridade bem dispensava tal estado meteorológico, hoje, quero colorir esta crónica com uma palete de cores alegres, a modos que antecipando, pelo menos em desejo, a Primavera que, um dia destes, há-de chegar. É que, por um lado, a vida não é feita apenas a preto e branco ou a cinzento, e, por outro, sendo este o primeiro texto que publico em 2011 recuso-me a ditá-lo em tons sombrios, quase lúgubres, como aqueles que, à primeira impressão, seriam naturais.

E, a verdade é que, enquanto desconfiamos de quase tudo e de quase todos para não sermos passados para trás, não conseguimos ir em frente. A desconfiança aconselha-nos a ficar nos limites do conhecido, a evitar riscos e a fechar-nos para os outros. Ora, principalmente nos tempos que correm, há que manifestar abertura para o desconhecido, coragem para arriscar e interagirmos com outras pessoas.

Por isso, há que ganhar poder de iniciativa, procurar – quanto baste - a flexibilidade, granjear o bom relacionamento e, sobretudo, demandar capacidade empreendedora. E, como é evidente, estas são características de pessoas confiantes. Já agora, a confiança predispõe a pessoa a sonhar com metas mais elevadas, ousar, assumir riscos, levando, inclusive, outras pessoas a relacionarem-se de modo mais aberto, a compartilharem experiências e conhecimentos e a comprometerem-se com objectivos mais nobres.

Assim, para irmos mais longe, vamos todos

  • amar mais e de forma mais apaixonada. Não interessa se é este(a), aquele(a) ou aqueloutro(a). O importante é doar-se;
  • sonhar sempre e mais alto, pois, já dizia o poeta, “o sonho comanda a vida”;
  • pedir ajuda se for caso disso. Não se envergonhe e muito menos se acanhe, uma vez que, na maior parte das vezes, tal gesto faz bem a quem recebe e a quem dá;
  • viajar constantemente, descobrindo novos horizontes, e, sobretudo, estabelecendo novos contactos;
  • estabelecer objectivos concretizáveis a curto, a médio e a longo prazo, tanto no âmbito familiar, como financeiro e profissional;
  • vestir o melhor possível, sabendo, de antemão, que para tal não é obrigatório gastar muito dinheiro. Basta ter bom gosto ou aconselhar-se com quem o possui;
  • diariamente, logo ao acordar, em frente ao espelho, dizer para nós próprios “olá, bom dia. Estás bem e, hoje, mais uma vez, vais vencer”;
  • procurar sorrir, acima de tudo. Pois, para além de um sorriso ser o melhor cartão de visita, é sabido que os músculos necessários ao sorriso são em número menor do que os que se precisam para mostrar um rosto entristecido ou consternado.
publicado por Hernani de J. Pereira às 21:21

Análise do quotidiano com a máxima verticalidade e independência possível.
hernani.pereira@sapo.pt
Janeiro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
14
15

16
17
18
20

23
28
29

30


arquivos

Julho 2024

Junho 2024

Maio 2024

Abril 2024

Março 2024

Fevereiro 2024

Janeiro 2024

Novembro 2023

Outubro 2023

Setembro 2023

Agosto 2023

Julho 2023

Junho 2023

Maio 2023

Abril 2023

Março 2023

Fevereiro 2023

Janeiro 2023

Dezembro 2022

Novembro 2022

Outubro 2022

Setembro 2022

Agosto 2022

Julho 2022

Junho 2022

Maio 2022

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

Janeiro 2006

Dezembro 2005

Novembro 2005

Outubro 2005

Agosto 2005

Julho 2005

Junho 2005

Maio 2005

Abril 2005

Março 2005

Fevereiro 2005

Janeiro 2005

Dezembro 2004

pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO