O meu ponto de vista

Janeiro 06 2011

Ministro das Obras Públicas – um homem que diz que anda e apenas tem uma velocidade: parado. Convidado para o governo pelo seu apoio às obras faraónicas de José Sócrates – leia-se TGV, novo aeroporto, terceira travessia sobre o Tejo, etc. – acaba somente a gerir os funcionários do seu departamento, pois, tal como já aqui, em tempos, escrevi, todas aquelas, face à crise económica, estão suspensas. É desolador vê-lo, quando em deslocação pelo país, a gaguejar e a prometer uma mão cheia de nada ou, então, a dizer que não sabe para quando será retomada/acabada esta ou aquela obra. Veja-se quanto é caricato o caso do Metro Mondego: fizeram-se expropriações, onde se gastaram milhões de euros, levantaram-se carris e ampliaram-se linhas, para agora tudo terminar em … nada!

Ministro da Justiça – um político com provas dadas, mas que enredado na teia socialista mais não faz que descobrir que pouco vale e nada manda. É do conhecimento geral que uma justiça que tarda se transforma em injustiça. É, assim, em Portugal. Pouco se resolve judicialmente e, quando tal é feito, é sempre tarde e a más horas. Isto para não falar na percepção, infelizmente cada vez maior, de que existe uma justiça para ricos e outra para pobres. Cada vez mais, o cidadão vê, com pesar, que os designados crimes de “colarinho branco” passam, na sua maior parte, ao lado dos tribunais e mesmo os poucos que aí chegam - contando-se pelos dedos de uma mão – raríssimos são os que acabam em condenação.

Ministra da Saúde – uma dirigente  que apresenta como mais-valia o facto do atendimento dos serviços de saúde, na sua generalidade, funcionarem bem e o atendimento, salvo raras excepções, é bastante razoável. Todavia, como “não há bela sem senão”, ostenta na "João Crisóstomo", ano após ano, buracos financeiros cada vez maiores. É do conhecimento geral que a Saúde é dos sectores mais difíceis de controlar em termos de custos, uma vez que o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos moldes em que está definido, é e há-de continuar a ser um contínuo e cada vez maior sorvedouro dos dinheiros públicos. A razão é simples: por um lado, cada vez mais e durante mais anos o cidadão recorre aos serviços de saúde, não querendo saber que estes são mais caros, e, por outro, querendo, senão pagar valor inferior, pelo menos não pagar mais. Aliás, há especialistas na matéria a opinarem que, a manter-se o SNS tal como está instituído, é impossível não haver deficit e grande, todos os anos. Contudo, tudo isto não pode, de modo algum, ser impeditivo de tudo se fazer para controlar o gasto excessivo e, sobretudo, inútil, que grassa no sector. E está à vista de toda a gente que tal não está a ser feito.

(Continua)

publicado por Hernani de J. Pereira às 20:26

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